A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

terça-feira, 22 de outubro de 2013

INFORMATIVO Nº 133 - OUTUBRO DE 2013



Divulgação em Guararema
Há 176 anos, Deus Parens nos transmitiu através da Oyassama o seu profundo desejo de salvar, sem exceção, toda humanidade.

O corpo do ser humano é emprestado por Deus. Acordar e poder utilizar o corpo também é uma graça de Deus.

A batida do coração e a respiração são devido ao trabalho incessante de Deus. Vamos desfrutar da vida sem nos esquecer de agradecer a Deus diariamente. (Michiyo Ishii)


Problemas

Na vida, todas as pessoas estão suscetíveis a algum problema.

E a forma de encarar esses problemas, irá influenciar na sua felicidade ou infelicidade.

Se tomar como base uma vida sem problemas, o pequeno problema que vier a surgir será motivo de reclamação. Nesses momentos, se tiver a capacidade de imaginar um problema muito maior, é possível se alegrar com esse problema pequeno.

As pessoas, por sempre desejarem não ter problemas, se descontentam com os pequenos problemas.

Todo problema considerado grande pelas pessoas, se tiver a capacidade de imaginar um problema muito maior, esse problema considerado grande poderá se tornar um problema pequeno e provavelmente conseguirá se alegrar com isso.

Por mais que não seja possível mudar de uma hora para outra, acredito que, adquirindo essa força de imaginação, num determinado momento da vida as pessoas irão se alegrar diante dos problemas que recebem. (Masayoshi Masuda)


Oyassama

36. ESPÍRITO DETERMINADO

Na manhã do dia 4 de dezembro de 1874, Lin Massui, ao tentar levantar-se, sentiu muita dor em ambos os olhos, inexplicavelmente inflamados. Como piorou dia a dia, consultou um médico que diagnosticou ser glaucoma. Assustada, Lin sujeitou-se aos tratamentos médicos mas acabou perdendo finalmente a visão. Isso ocorreu dois anos após o falecimento do seu marido.

Assim, no fim do ano, quando os familiares passavam os dias em lágrimas e desespero, Ikutaro, filho mais velho com doze anos de idade, foi a Tatsuta e ouviu de um companheiro de caminhada: “O Tenryu-san de Shoyashiki, em Yamato, cura qualquer doença. Poderá livrar-se de qualquer mal, realizando a oração durante três dias e três noites.” Assim, voltando para casa, mãe e filhos começaram logo a orar três dias e três noites em direção a Yamato; porém, não surtiu qualquer efeito.
Assim sendo, decidiram enviar o empregado Tamehati a Shoyashiki como representante. Ele partiu de Ogata de madrugada e chegou à Residência antes do meio dia. Reverenciou Oyassama que estava vestida de vermelho, e ouviu dos ministros a verdade dos ensinamentos. Além disso, solicitou-lhes e recebeu por escrito os pontos importantes, e voltou para casa.
Ikutaro leu-os, Lin o ouviu e disse: “Desde que ouvi a razão dos ensinamentos, não importa como fique o meu corpo. Se for para cumprir a predestinação da minha família, não me importarei com o calor nem com o frio e, mesmo de muletas, dedicarei unicamente à salvação. Doravante, se for nosso caminho, nós três: mãe, filho e filha, passaremos contentes seja em meio ao fogo ou água.” Assim, toda a família determinou firmemente o espírito.
Tanto Lin como Ikutaro, assim como Tomie de oito anos de idade, toda a família unida, penitenciaram-se jogando água fria sobre si e oraram três dias e três noites voltados para Jiba, repetindo inúmeras vezes: “Namu Tenri-Ô-no-Mikoto”.
Finalmente, veio o alvorecer em que completavam o terceiro dia. Lin continuava a orar, sentada diante do braseiro. Tomie que estava a seu lado, vendo o raio de luz entrar pela fresta da porta, gritou repentinamente: “Mamãe! O dia amanheceu!”
Ouvindo essa voz, Lin olhou para o lado da entrada da casa e viu um filete de luz que se infiltrava do vão da porta. Pensou estar sonhando, levantou-se de súbito, correu até lá, e abriu a porta corrediça; o exterior brilhava recebendo a luz da manhã, como estava acostumada a ver antes. Recebera milagrosamente a graça de completa cura. Lin foi imediatamente a Jiba para agradecer. Ao agradecer por intermédio do ministro Guissaburo Nakata, teve estas palavras de Oyassama:
“Ficou cega em uma noite, não é? A predestinação, a predestinação. Foi Deus que a atraiu. Bem-vinda, bem-vinda. Senhor Saemon, lhe explique, lhe explique muito bem.”
Nessa noite pousou na Residência. No dia seguinte, ouviu de Nakata a verdade dos ensinamentos e quando estava aprendendo os movimentos das mãos do serviço sagrado, teve novamente as seguintes palavras de Oyassama:
“A alma predestinada, aquela que Deus pensa em usar, atrai de qualquer maneira; por isso, passe com prazer julgando tudo isto excelente, pois doravante, haverá quaisquer caminhos. O instrumento que precisa ser usado na tarefa, será atraído, mesmo causando-lhe dor. Desde que deve atrair, mesmo fazendo-a sofrer, tudo que faz é diferente. É lógico que é diferente.
Portanto, não ficava boa por quaisquer meios. É lógico que não ficava boa, pois estava fazendo algo diferente(1). Não ficava boa, não é? A predestinação, a predestinação. Senhor Saemon, lhe explique muito bem. A cegueira é como se Deus tivesse colocado a mão na frente dos olhos. Estava dizendo que não podia ver a sua frente. Retirando a mão, pôde ver imediatamente. Está podendo ver, não é? Anime-se, anime-se. Não sofrerá dificuldades, mesmo que as deseje. Dependerá do espírito de cada um.”
Lin passou mais uma noite na Residência e, na manhã seguinte, ao comunicar, por intermédio de Nakata, que iria voltar para Kawati, Oyassama disse-lhe:
“Embora tenha ouvido vagamente sobre a verdade, veio de tão longe, passando por montanhas, ladeiras e vales. Aceito esse espírito determinado. Tenha prazer, tenha prazer. Concederei vestes, alimentos e dinheiro. Deverá dedicar-se por muito tempo. Tenha prazer, tenha prazer, tenha prazer.”
Lin nada pôde dizer, apenas derramou lágrimas de emoção. Tinha na ocasião trinta e dois anos de idade.
(1) Entende-se como algo errado, diferente da vontade divina.
Nota: Saemon foi o nome anterior de Nakata, reformado para Guissaburo em 1873 mais ou menos, por força da portaria ministerial abolindo nomes terminados em “suke” e “emon”.
Palavras da época oportuna
Metas de Maturação”
Foi realizado um curso de Gagaku com duração de 2 dias. Recebendo os melhores professores, os participantes estavam bastante motivados. Podemos prever os avanços das atividades dos Yobokus.
Metas de Maturação, são os nutrientes para passar a época oportuna com afinco. (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)


Participação na Gincana Poli esportiva


Treino de afinação dos instrumentos femininos

Comprando um armário para guardar os pertences durante estada na Igreja

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O INÍCIO DO GAGAKU EM NOSSA IGREJA



Num mês bastante significativo para os membros da Igreja, em razão da Grande Cerimônia da Revelação Divina, os fiéis foram agraciados com uma grande novidade! O som do Gagaku ao vivo! 
  
O Gagaku é uma orquestra composta por músicos que executam instrumentos de sopro (Shou, hichiriki e Ryuteki), cordas (Koto, Biwa) e percussão (Gakudaiko, Shouko, San-no-Tsuzumi, Kakko, etc.).

Durante o período Nara (século VIII), essa música orquestrada foi importada para o Japão a partir da China e da Coréia. O povo japonês assimilou essa arte que se tornou a música da corte formal. Gagaku (literalmente significa "música graciosa").

Na Igreja Tsu Hakuryu, com empenho e dedicação, os membros que formaram essa orquestra se determinaram a oferecer a Deus-Parens e Oyassama uma evolução espiritual, no período que antecede os 130 anos da Revelação Divina, com a intenção de corresponder ao desejo do condutor da Igreja Mor, reverendo Hatsuo Kubo. Que na visita doutrinária ocorrida em julho, intensificou o seu desejo de contribuir para que cada vez mais tenhamos membros participantes do Gagaku.
 
Ensaiaram sob supervisão do primeiro condutor, reverendo Masaru Ishii, que além de ensinar, participou tocando animadamente, juntamente com os demais. A composição da orquestra foi formada, além de Masaru, pelos fiéis: Rodrigo Ventura (Shouko), Douglas Alves dos Reis (Gakudaiko), Eduardo Yoshio Ogawa (Hichiriki), Víctor Haruki Ishii (Shou), Ricardo Massayuki Ishii (Ryuteki) e Hugo Yuhta Nakamura (Ryuteki).

Assim, o momento da execução da música foi de grande emoção para todos!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

INFORMATIVO Nº 132 - SETEMBRO DE 2013


Divulgação nas redondezas da Igreja
 

No dia 24 de agosto, graças à colaboração de muitas pessoas, a Festa da Amizade foi realizada pela Associação dos Jovens da Tenrikyo, e foi um sucesso. Embora realizado em local diferente dos outros anos, estava um clima muito caloroso e a vendas foram muito boas. Muito obrigado.

Ano que vem contamos com a colaboração de todos novamente.

(Michiyo Ishii)


Mundo invisível

No mundo, existe o mundo visível e o invisível. E sempre deixamos o coração ser levado pelo mundo visível.

Mas, o sentimento de felicidade e tristeza que sentimos ao ver a realidade, encontra-se no espírito do mundo invisível.

Mesmo diante de uma forma perfeita, sentir-se feliz depende de cada um.

Embora vivendo no mesmo mundo, a chave para a satisfação com esse mundo, está no coração de cada um que vive neste mundo.

A chave da felicidade ou infelicidade das pessoas não está nas imagens ou formas visíveis do mundo, pois ela está num mundo onde não enxergamos.

“O mundo visível é limitado. Ao adentrar no quarto, não enxergo mais o lado de fora. Entretanto, o mundo invisível é diferente. Fechando os olhos, enxergo a distante terra natal. Enxergo, também, o rosto de amigos que moram longe. Ainda, enxergo o rosto da minha mãe que já não está mais entre nós.”

( Massayoshi Massuda - do livro Hotto)

 

Vamos pensar um pouquinho

PODEMOS RESPIRAR GRAÇAS ÀS ÁRVORES?

Quantos nomes de árvores você conhece?

Ameixeira, cerejeira, ipê, azaléia, camélia... Todas essas árvores, de acordo com as estações, fazem florir belas flores.

Ainda, assim como as macieiras e laranjeiras, há árvores que nos dão deliciosos frutos.

Para que possam dar frutos, as árvores têm que receber bastante luz do sol e as raízes têm que absorver a água e os nutrientes da terra. Para isso, é indispensável a graça do sol e da chuva, que são trabalhos de Deus-Parens.
 
Dessa forma, as árvores nos proporcionam prazer mostrando belas flores e produzindo deliciosos frutos. Mas, na verdade, não é só isso.
Além disso, elas produzem algo que é muito importante: o oxigênio.
O ser humano inspira oxigênio e expira gás carbônico. As folhas das árvores, recebendo os raios do sol, que são trabalhos de Deus-Parens, realizam a fotossíntese, absorvendo o gás carbônico e liberando oxigênio.
É estranho pensar que o oxigênio vem dos vegetais, como as árvores, não é? As árvores que estão ao nosso redor fazem um trabalho muito importante para que nós, seres humanos e animais, possamos viver. Isso também é graças ao trabalho de Deus-Parens, que cuida das árvores concedendo os raios do sol, a chuva e o vento.
Sem pensar em nada, vemos várias árvores no caminho de casa até a escola e vice-versa.
Não existe nenhum desperdício nas coisas que existem na natureza. Todas elas foram criadas por Deus-Parens.
 
Oyassama
35. VESTES VERMELHAS
Oyassama vestiu-se pela primeira vez de vermelho no dia 26 de dezembro de 1874. Nesse dia, manifestou-se de repente:
“Usarei vestes vermelhas.”
Ainda de manhãzinha, Matsue e Kokan foram a Nara para comprar o tecido. Voltaram por volta de meio dia. Justamente nessa ocasião, estavam Naraguiku Nishio (posteriormente Ossame Massui), Massu Massui (posteriormente Suma Murata) e Kaji Nakata, que vieram à Residência para servir. Confeccionaram-nas às pressas com a ajuda delas porque Oyassama havia-lhes dito:
“Vestirei tão logo fiquem prontas.”
Assim, ficaram prontas na tarde desse dia. Logo à noite, ela as experimentou.
Diz-se que Oyassama vestida de vermelho sentou-se no estrado e todas as pessoas presentes no dia receberam o licor de arroz comemorativo.
 
Palavras da época oportuna
“Próximo de Deus”
Dentro de um calor extremo, iniciou-se o Toden Sampai (reverência em Jiba dentro da área demarcatória). O coração naturalmente se tranquiliza ao reverenciar o Kanrodai. É um sentimento único.
Estar próximo de Deus é diminuir a distancia do coração com Jiba.  
(Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)
 
XXII Festa da amizade
 



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

INFORMATIVO Nº 131 - AGOSTO DE 2013

Visita de Doutrinação do Condutor da Igreja Mor

 

Em julho, recebemos a visita de doutrinação do Primaz Mundial (Shimbashirassama), o que foi  muito gratificante.
O Primaz Mundial nos disse que, as atividades durante os 3 anos mil dias rumo à celebração dos 130 anos do ocultamento físico de Oyassama, devem ser: “a prática da salvação, como o mais importante”, “começar a salvação pelas pessoas mais próximas” e “estender as mãos para pessoas que sofrem com as doenças e demais problemas, ministrando-lhes o sazuke”. Vamos nos esforçar para esse objetivo.
(Michiyo Ishii)
 
Recipiente
Para encher um recipiente, é necessário que ele não tenha buracos e esteja vazio.
O “recipiente” do nosso espírito também é assim.
Deus-Parens, para desfrutarmos de uma vida feliz, sempre está nos concedendo muitas coisas. Portanto, se o principal receptor que é o “recipiente” for pequeno, estiver com buraco ou cheio de coisas próprias, não será possível receber por completo.
Embora não seja possível aumentar o tamanho do recipiente de imediato, tapar o buraco ou esvaziar o recipiente pode ser feito de imediato. Para se tapar o buraco, devemos nos alegrar com a situação atual. E, para esvaziar o recipiente, devemos esquecer um pouco de si e alegrar-se com a situação atual.
Acredito que, se esforçando para esquecer o egoísmo e alegrar-se com a situação atual, fará com que obtenha um recipiente maior no futuro.
Vamos nos esforçar para construir um grande recipiente e assim poder sentir a proteção concedida por Deus-Parens por completo.
 
Vamos refletir!
O Sol que nasce todos os dias sem descansar
Quando o frio diminui e começa a esquentar, dá uma vontade muito grande de se divertir fora de casa.
O Sol que nos aquece, tem na sua superfície a temperatura de aproximadamente 6000 graus. Caso o Sol estivesse um pouco mais próximo da Terra, de tão quente não existiria vida humana, e por outro lado, caso estivesse um pouco mais longe, de tão frio não seria possível viver neste planeta.
 
Está exatamente numa distância em que podemos viver, e ilumina o planeta Terra.
Embora a luz do Sol pareça incolor, na realidade ela é composta de 7 cores.
Por exemplo, se olhar para o céu num dia ensolarado, observa-se que o céu está todo azul, e durante o pôr do sol, o céu fica tingido de vermelho.
Dentre as 7 cores existentes, enxergamos somente as cores azul e vermelha porque a luz é desviada na umidade do ar.
Entretanto, quando cessa a chuva, é possível enxergar as 7 cores em forma de arco, o qual chamamos de arco íris.
De manhã o Sol nasce no leste do céu, e à noite se põe no oeste do céu.
O Sol nasce todos os dias, sem descansar.
Vamos agradecer a Deus-Parens por essa graça concedida e vamos realizar animados o serviço sagrado da manhã e da noite.
Oyassama
34. TSUKIHI PERMITIU
Na primavera de 1873, Hyoshiro Kami casou-se com Tsune. Quando ela se engravidou, ele regressou a Jiba para receber a Permissão do Parto Feliz, Oyassama lhe disse:
“Volte para casa levando este arroz lavado e abençoado o quanto desejar.”
Em seguida, explicou-lhe pessoalmente:
“Deve dividir esse arroz lavado em três porções e, quando voltar para casa, ofereça uma porção à esposa para tomar; quando chegar o momento do parto, ofereça-lhe mais uma porção e, após o parto deve dar-lhe a porção restante.”
Assim fazendo, não serão precisos objetos de apoio, dietas e faixas, usados tradicionalmente até agora. Ela estará bem, devendo passar normalmente como de costume com travesseiro baixo. Não é preciso preocupar-se o mínimo que seja. Não devem preocupar-se. Não devem duvidar. Aqui é a Residência onde os homens foram criados. É a Terra Parental. Jamais devem duvidar. Se Tsukihi(1) disse que permitiu, é porque permitiu realmente.”
 
(1) Significa literalmente Lua-Sol. É uma referência metafórica a Deus-Parens.
Palavras da época oportuna
Consagração de Deus
Fiz a reverência na cerimônia mensal de um fiel no Brasil. Ouvi que a consagração foi no mês de outubro do ano passado. O serviço sagrado realizado com a avó, filhos e netos foi bastante harmonioso e alegre.
Consagração de Deus significa abrir os olhos do coração de toda a família.
(Condutor da Igreja Mor Tsu)


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

INFORMATIVO Nº 130 - JULHO DE 2013

Koteki na inauguração do novo recinto sagrado da igreja Oriente


Olá pessoal, tudo bem?
No dia 22 do mês passado, graças à colaboração dos senhores, realizamos o bazar da pechincha nesta igreja. Com a venda no bazar, foi arrecadado o total de R$ 2.400,00, e com este valor pretendemos comprar uma estante para guardar os instrumentos femininos. Muito obrigado a todos.
Neste mês, no dia 3 à noite, recebemos a visita do condutor da igreja mor e do acompanhante Sr. Toyoda. Na cerimônia mensal, nos fará uma palestra sobre a instrução 3, com tradução em português. Agradeço a presença de todos. A data de retorno será no dia 09 de julho.
A Assembléia Geral dos Moços será no dia 13 de julho. Sairá dois ônibus no dia 13 de manhã, e outro a noite. Sobre a hospedagem, favor entrar em contato com o responsável Edson Massato Ishii.
(Texto de Michiyo Ishii)

Vamos refletir!


Maravilhas do som

Ao nosso redor há uma variedade de sons. Por exemplo, som de carros e trens, som dos passos, som de copos ao brindar, som das conversas, som de instrumentos musicais como o piano e violino.
Como será que esses sons chegam ao ouvido das pessoas? Isso ocorre porque o som é o ar em forma de vibração e por isso chega até o ouvido. Por exemplo, se bater palmas, esse impacto fará o ar tremer formando-se ondas de som, que se espalhará e alcançará o tímpano dos ouvidos.
Em seguida, o som que chega através do ar é transmitido ao cérebro por meio do nervo e órgão que fica no fundo da membrana timpânica, possibilitando-nos a perceber sons e vozes. Por isso é que no espaço, onde não há ar, não se ouve nada.
A propósito, por que temos duas orelhas? É para saber de qual direção vem o som. Ouvimos o som que vem de frente com a orelha da direta e da esquerda. É dessa forma que conseguimos distinguir de onde vem o som.
Dentro do buraco do pequeno ouvido, num instante, acontece um trabalho muito complexo. É muito mais preciso que qualquer máquina de primeira qualidade. Realmente, quanto mais se tem conhecimento, mais nos surpreendemos. Se imaginar que tudo isso é criação de Deus-Parens, pode se perceber a magnitude da força de Deus-Parens.
Mesmo o som que se ouve quando se está distraído é graças ao ar, e também, é graças ao ouvido que se ouve bem.
Deus-Parens gosta de nos ver alegres. A criação dos magníficos ouvidos também foi pelo desejo de nos ver viver alegres e felizes. Portanto, vamos nos alegrar com tudo que ouvimos e criar um espírito cada vez mais alegre!

Oyassama


33. PONTE ENTRE NAÇÕES

Rissaburo Yamamoto da Vila de Kashiwara, Região de Kawati, recebeu uma pancada no peito durante a luta de sumô(1) quando tinha vinte e um anos de idade, no outono de 1870, e estava acamado há três anos. Examinado por médicos e apesar das orações feitas em vários locais, não obtinha mínima melhora. Pelo contrário, parecia estar chegando ao fim da sua vida. Nesse tempo, no verão de 1873, um serrador conhecido como Kuma, que viera de Furu, Yamato, para trabalhar na Serraria To, estabelecida na mesma Kashiwara, lançou-lhe a fragrância da fé. Assim, seu pai Rihati, regressou imediatamente a Jiba em seu lugar e recebeu estas excelentes palavras de Oyassama:
“Esta é a Residência onde o homem foi criado. É a terra natal. Não há nenhuma doença que não seja curada. Traga o filho imediatamente. A sua vinda já era esperada.”
Voltando para casa e transmitindo o fato, Rissaburo começou a dizer que queria visitar a deusa de Yamato. Os familiares procuraram fazê-lo desistir por julgarem que jamais agüentaria chegar até lá. Porém, ele insistiu: “Não importa que assim seja, quero chegar perto dessa deusa.” Diante de tão ardoroso desejo, improvisaram uma maca de madeira e saíram discretamente da casa durante a noite. Todavia, no caminho, ao atingirem a grande ponte do Rio Tatsuta, a sua respiração parou. Então, regressaram uma vez, porém, ao chegarem a casa, ele recuperou milagrosamente a respiração. Como suplicava: “Não me importa morrer” — todos se despediram pela última vez e saíram novamente em direção a Yamato, portando lanternas e carregando-o na maca, às altas horas de uma noite muito escura.
À tarde do dia seguinte, o grupo chegou finalmente a Jiba, mas como encontraram o portão da Residência fechado, hospedaram-se numa casa da vizinhança. Na manhã seguinte, levaram o rapaz agonizante diante de Oyassama, que disse:
“Não há nada a preocupar-se. Se for para dedicar por toda a vida nesta Residência, será salvo infalivelmente.”
E continuou:
“Ponte entre nações, ponte de tronco de árvores; se não houver ponte, não será possível atravessar. Oferecerá sua vida ou não? Arakitoryo(2), arakitoryo.”
Em seguida, mandou preparar o banho e disse-lhe:
“Tome logo um banho.”
E ao vê-lo sair, falou-lhe:
“Agora está sentindo melhor, não é?”
O estado físico de Rissaburo não permitia fazer isso, no entanto, não demonstrou mínima aflição, pelo contrário, o sofrimento desapareceu e a dor diminuiu, chegando a provar deliciosamente três tigelas de papa de arroz oferecidas por Oyassama. Assim, ficou curado por completo no sexto dia, graças ao imenso amor de Oyassama, e voltou à Kashiwara após um mês de estada na Residência. Diz-se que as pessoas ficaram profundamente surpresas com a sua aparência tão saudável.

(1) Luta corporal típica do Japão, realizada numa pequena arena circular.
(2) Traduzido como mestre madeireiro. Indica o desbravador das matas em busca de madeiras. Expressão metafórica para designar os propagadores da fé.











quinta-feira, 20 de junho de 2013

INFORMATIVO Nº 129 - JUNHO DE 2013

Visita do Casal Meguro a Igreja

Semear
As pessoas estão sempre se alegrando ou entristecendo diante das palavras ou ações de outras pessoas.
Planto a semente da alegria e tristeza no coração das pessoas, e as pessoas plantam a semente da alegria e tristeza em meu coração.
Como de qualquer forma irei plantar uma semente no coração de alguém, então plantarei a semente da alegria. E, quanto à semente plantada em meu coração, receberei como semente da alegria.
Isso porque, mesmo que a semente plantada por alguém seja da tristeza, se receber como semente da alegria, fará com que essa pessoa não plante “más” sementes em si mesmo.
Estas foram palavras de um mestre que na época era o diretor do colégio da Tenrikyo (Sr. Keiichiro Moroi). Dentro de sua palestra foi dito: “Somente é possível plantar no coração dos outros e não em si mesmo”. Além dessas palavras acrescentou: “Vamos receber como semente da alegria a semente plantada por outra pessoa. Fazendo isso, evitamos que essa pessoa acumule más predestinações”. Foi uma forma de refletir muito admirável. Senti que essa forma de reflexão é a forma verdadeira de um fiel pensar.
(Texto do Rev. Masayoshi Massuda)
Vamos refletir!
A bela neve que umedece o solo
Certa manhã de inverno ao abrir a janela, os telhados das casas em volta, a rua e a distante montanha estavam cobertas de neve.
A paisagem quando toda branca, é chamada de “mundo de prata”.
Esse nome se dá porque o cristal de neve brilha com a luz do sol refletindo uma cor prateada.
A propósito, já viram um cristal de neve?
Se observar de perto a neve fina que cai no chão ou em nosso corpo, encontrará um cristal de neve.
A maioria dos cristais possui formato hexagonal simétrico e como ramos, alongam os seis lados com o congelamento do vapor, criando uma bela forma como se fosse uma escultura de vidro.
Pode ser divertido ficar procurando e observando os cristais de neve com os amigos.
A neve que se acumula nas montanhas, começa a se derreter gradativamente com o calor que se aproxima com a passagem da primavera ao verão. Depois, torna-se “água vinda da neve derretida”, umedece o solo e alimenta os vegetais.
É impressionante saber que a água que bebemos vem da neve que cobre as montanhas.
Além da beleza do “mundo de prata” e cristais da neve, ela também tem uma grande influência em nossas vidas.
Mesmo na neve, é abundante a "graça da água" concedida por Deus-Parens.
Oyassama
32. PALAVRA DA ESPOSA
Yassu, filha de Rihei Matsuda da Vila de Kossaka, Região de Yamato, desde a adolescência, serviu por vários anos, na cozinha de Oyassama, que lhe disse satisfeita:
“Fico contente quando me servem o que você cozinhou.”
O prato consistia normalmente em papa de arroz com um pouco de soja. Nos momentos de folga, tinha às vezes a oportunidade de ficar a sós com Oyassama, quando lhe eram explicados muitas coisas. Certa vez, ela lhe ensinou:
“Ouça, Yassu, qualquer homem depende da palavra da esposa. Mesmo o homem considerado tolo pelos outros, se a esposa o recebe com todo respeito quando ele volta ao lar, as pessoas, vendo o modo respeitoso pelo qual a esposa o trata, dirão: ‘deve ser um grande homem embora o consideremos um tolo’, não é? O marido torna-se uma grande pessoa ou um tolo apenas com a palavra da esposa.”
Aos vinte e três anos, Yassu casou-se com um rapaz da família Inui da Vila de Shoyashiki. O encontro de apresentação foi feito no quarto de Oyassama, que disse:
“Deus diz este com aquela. E assim se estabelece. Uma vez estabelecido não se deve cortar. Se cortar, o lado que o cortou será cortado.”
E tomando as mãos, saudou por três vezes, com as palavras:
“Excelente, excelente, excelente.”

Nasce um futuro Yoboku (Vinicius Jun Aiko)