A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

sábado, 11 de agosto de 2012

INFORMATIVO 117 - JUNHO 2012



 

A importância de uma palavra



Por mais que se diga que não exista cerimônia dentro de casa, existem palavras que devem ser evitadas. Vocês já usaram palavras arrogantes ou de desprezo?

Ouvi dizer que as palavras são os fertilizantes da família. Palavras de gratidão, de conforto e palavras gentis são fertilizantes para cativar o coração das pessoas.

Na Tenrikyo diz que a semente da Vida Plena de Alegria e Felicidade é cultivada dentro da família onde o casal se complementa e aceita um ao outro com as suas respectivas características. Por isso Deus-Parens, com o seu profundo amor, uniu o casal que possui gostos e personalidades diferentes.

Para alcançar o desejo de Deus, devemos alegrar a família unindo o espírito do casal e sempre utilizar palavras que unam a sociedade, para construirmos um mundo harmonioso.


Suporte ao Coração

Quando devemos refletir?


Quando erramos usualmente refletimos os nossos erros. Isso todos conseguem. Porém devemos refletir ainda mais quando alcançamos o sucesso.

Esta é a condição que exige de um profissional.

Vou contar a história do Sr. Inao um arremessador do time de baseball Nishitetsu Lions.

Ele diz que – Continuaremos a ter sucesso quando refletimos como foi possível alcançar o sucesso.

Mesmo não sendo um jogador de baseball é a mesma situação.

Quando estamos doentes ou tropeçamos, logo refletimos.


Porém quando estamos saudáveis ou quando estamos num bom emprego, como devemos refletir?

Graças a Deus-Parens conseguimos falar e comer.

Se a empresa está bem é porque os clientes estão satisfeitos.

Com certeza a alegria será contínua.

 

Vida de Oyassama

20. Nascimento de uma menina

No início de março de 1868, Tyushiti Yamanaka hospedou-se na Residência e, na manhã do dia seguinte, foi cumprimentar Oyassama, que lhe disse:


“Senhor Tyushiti, ontem à noite nasceu uma menina na sua casa. Vá depressa porque todos estão a sua espera.”

Tyushiti havia passado a noite anterior na Residência, porque julgava ser ainda muito cedo para o nascimento da criança. Entretanto, respondeu: “Sim senhora”, apesar de não conseguir acreditar inteiramente.

Ao encontrar-se com o filho Hikoshiti, que veio avisá-lo do nascimento, soube então do fato e ao inteirar-se, sobretudo, de que era uma menina, rendeu-se admirado às palavras de Oyassama.


> Giseli de Carvalho Souza nova Yoboku da Igreja

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Informativo n°116 - Maio de 2012



Bom dia a todos. Como tem passado?

Hoje, dia 6, é o primeiro domingo do mês de maio.
No dia 26 de abril, eu e meu marido voltamos de Ojiba e Graças a Deus-Parens, não houve qualquer contratempo. Ter saúde é uma coisa maravilhosa e muito gratificante.
Partimos de São Paulo no dia 8 de abril e fizemos escala em Dubai. Como o avião estava vazio pudemos viajar com muito conforto. Nos aeroportos que desembarcávamos, sempre deixavam preparado uma cadeira de roda para que eu pudesse usar. Me senti imensamente feliz.
No Japão, visitamos a igreja Amaha onde a minha filha Yaeko mora. No dia 13, visitamos a igreja Misaki Machi, que foi reformada em prol a cerimônia de posse do condutor Yukio Aoki.
Na noite do dia 14 embarcamos de ônibus rumo a igreja mor, e, ao chegarmos, encontramos com a Sra. Kato, Giseli, Rie e Lia. No dia 16 participamos da cerimônia mensal da igreja mor, e nesse mesmo dia regressamos a Jiba de trem. No dia seguinte a Giseli continuou o besseki e a Sra. Kato acompanhou-a todos os dias. Dia 18 foi comemorado o 214° aniversário da Oyassama. Depois de realizar os 12 hinos, todos celebraram cantando em voz alta a música do aniversário da Oyassama acompanhando a banda de sopro.
Dia 19 foi realizado a 94° Assembléia Geral da Associação Feminina e ouvimos a palestra do Shimbashira-sama e da presidente da Associação Feminina. Logo depois fizemos hinokishin de tirar matinhos do pátio interno do Santuário. Após o término, voltei de cadeira de roda até o alojamento.
No dia 21 a Giseli recebeu o dom do Ossazuke e o Sr. Aoki com toda a sua bondade fez todo o trajeto de ida e volta. No dia 25 recebeu o amuleto prova (omamori) e no dia 26 iniciou o curso kentei koshu. Ela irá voltar ao Brasil no dia 14.

Texto de Michiyo W. Ishii

 
SUPORTE AO CORAÇÃO
 
Escuridão no Caminho
 
A estrada estava interditada por motivo de desmoronamento.

Liguei correndo para o meu amigo que me ensinou um outro caminho. Porém, esse caminho é tão estreito que quase não se passa um carro e também perigoso. Será que é a melhor alternativa? Meu amigo disse que já passou por esse caminho, e confiando nessas palavras cheguei ao meu destino.
“Na escuridão da noite, confie e siga a voz.”
Na Tenrikyo diz que, Oyassama trilhou 50 anos de sua vida para mostrar o caminho da felicidade.
Quando estiver perdido no caminho, vamos procurar ouvir a voz da Oyassama.

 
 
EPISÓDIOS DA VIDA DE OYASSAMA
 
Crianças Jogando Peteca
 
Os hinos do Teodori(1), um parte dos Hinos Sagrados, começaram a ser compostos em janeiro de 1867 e ensinados a cada tempo oportuno por Deus, durante oito meses, isto é, até agosto do mesmo ano. Isto foi o início da apresentação dos hinos ao mundo.

Levou três anos completos para ensinar os movimentos das mãos. Oyassama ensinava até três vezes, de maneira que três pessoas de um grupo de seis treinavam e outras três ficavam observando. Ela ensinava movimentando pessoalmente as mãos e nada dizia, mesmo quando alguém errava.
“Seria o mesmo que expor a pessoa à vergonha.”
Afirma-se que assim comentou.
Oyassama ensinando três vezes a cada pessoa, levou três anos para completá-los, e dizia:
“É como as crianças jogando peteca com as raquetes no ano-novo, cantando: um... dois...”
Isso foi o que Shirobee Umetani ouviu dos antecessores.





Informativo n°115 - Abril de 2012



O mês de Abril é maravilhoso. Com a vinda do outono, começo a me animar com o fato de que logo irá ficar mais fresco.

Será que todos sentem a mesma coisa?
Sem mencionar, ainda, que, em Jiba é comemorado o aniversário de Oyassama, e nesta festa, acompanhando a banda musical, todos cantam várias canções, uma criança profere algumas palavras manifestando a sua alegria e muitas bexigas colorem o céu.
E, no dia 19/04, receberemos as palavras do Shimbashira-sama, na Assembleia da Associação Feminina.
Mesmo no Brasil, neste mês, teremos o Tenri Matsuri, bazar, treino dos instrumentos sagrados infantojuvenil e o concurso das bandas de koteki.
Com tantas atividades que nos alegram, devemos agradecer profundamente a Oyassama eternamente viva. Muito obrigado!!!

Texto de Michiyo Ishii

 
SUPORTE AO CORAÇÃO
 
Ajudando-se Mutuamente
 
Andando em meio a uma inacreditável realidade, escuta-se uma voz de um desconhecido: “ali tem água e comida”.

Em razão da bondade dessa pessoa, sem perceber, os olhos se encheram de lágrimas.
Essas foram as palavras de uma pessoa que vivenciou há 10 anos atrás, o grande terremoto ocorrido em Kobe.
“As pessoas que até então eram inimigas, após o grave terremoto, passaram a se ajudar. Entretanto, voltando a normalidade, voltaram a se tornar inimigas... é uma pena”. “Que reflitam do íntimo do coração, alguma forma de salvação do mundo”
O desejo de salvar o próximo aumenta quando ocorre um grande acidente natural.
Acredito que o desejo de Deus é que todos nós tenhamos, diariamente, esse “espírito de salvação mútua”.


 
EPISÓDIOS DA VIDA DE OYASSAMA

18 Hinos da Razão

Quando os doze hinos sagrados ficaram prontos, Oyassama afirmou:

“Estes são os hinos do serviço sagrado. Experimentem todos cantar individualmente como desejarem, para ver como deve ser a melodia.”
Um a um, todos cantaram. Oyassama que estava ouvindo-os, disse:
“Todos cantaram, mas não é dessa maneira e sim deste modo.”
Cantou pessoalmente, em alta voz. Em seguida, afirmou:
“Estes são os hinos da razão, por isso, dança-se de acordo com a razão. Experimentem todos individualmente como acharem melhor, para ver como se deve dançar.”
Todos dançaram, cada um a sua maneira. Oyassama que os observava, disse:
“Todos dançaram, mas ninguém dançou de acordo com a razão. É assim que se dança. Não é dançar simplesmente. É representar a razão com os movimentos.”
Levantou-se e, demonstrando pessoalmente os movimentos das mãos, ensinou a todos.
Assim, fazendo todos experimentarem uma vez, ela ensinou tanto a melodia quanto os movimentos das mãos, demonstrando-os pessoalmente.
Este relato foi transmitido por Haru, esposa de Itibee Matsuo.

Nota: Haru Matsuo nasceu em 15 de setembro de 1835. Converteu-se a esta fé em 1866, pouco antes da composição dos referidos hinos e da dança sagrada, que abrange o período de 1867 a 1869. Retornou em 1º de maio de 1923, com oitenta e nove anos.





segunda-feira, 5 de março de 2012

INFORMATIVO Nº 114 - MARÇO 2012




Como os senhores têm passado nesses últimos dias de muito calor?

  
Com o fim das festas de Carnaval, do horário de verão, sinto que é um momento para o recomeço. Em abril, será realizado o concurso de koteki e o manabi da Associação Infantojuvenil. Boa Sorte a todos!!!

Após a grande cerimônia de janeiro, houve um comunicado, informando que no corrente ano haverá, pela primeira vez, uma atividade conjunta das Associações Feminina, dos Moços e Infantojuvenil.

Em relação à Associação Infantojuvenil, o Shimbashira-sama, disse o seguinte: “Este ano comemoramos os 40 anos de existência do corpo de hinokishin das crianças de até 15 anos. Em virtude disso, acredito que será uma época em que a nossa postura diária, como membro do caminho, será testada. Portanto, devemos praticar o hinokishin, e, educar as crianças para que elas cresçam e sejam praticantes dos ensinamentos.”

Aos pais também foi dito: “Se pretendem transmitir ao filho a alegria desta fé, devem, antes de tudo, criar em si próprio o espírito de dedicação única a Deus, e ter o ensinamento como base, diariamente.” Simplificando, disse-nos para não esquecermos da necessidade de evoluir espiritualmente, e retribuir o sentimento de gratidão através do hinokishin.

Na Associação Feminina, a presidente mundial desta associação, estabeleceu como plano de ação “tornar verdadeiros yobokus, tendo no espírito a intenção original de Deus”

Acrescentou que, primeiramente, deve-se dedicar sinceramente no esforço em transformar a igreja em um local que realmente possa ser chamando de igreja, e o yoboku em um yoboku de verdade, e complementou: “devemos nos dedicar como os antepassados, realizando a divulgação sem se importarem consigo mesmo, e, com intuito de evoluir além de si próprio, as pessoas que estão ao nosso redor.”

Na Associação dos Moços, foi dito pelo diretor-presidente desta associação as seguintes palavras:

“Durante a Assembleia da Associação dos Moços do ano passado, o Shimbashira-sama, nos orientou sobre a importância de se ter em mente, diariamente, o espírito de dedicação única a Deus, dizendo: “Para cultivar o espírito de dedicação única a Deus, devemos, principalmente, compreender corretamente o ensinamento, e para isso, tomar iniciativa em criar meios para discussões e estudos sobre a vida de Oyassama e sobre a caminhada dos antecessores do caminho.” “....



SUPORTE AO CORAÇÃO

Onde está o “diabo”?


“Oniwa soto! Fukuwa Uchi!” - “Demônio e má sorte para fora! Sorte na casa!”.

Esse é o grito que se ouve no setsubun que quer dizer literalmente “separar uma estação da outra”, uma forma de se despedir do inverno e comemorar a entrada da primavera jogando grãos de soja em alguém da família que tenha o signo chinês correspondente ao ano vigente.

É um ritual para expulsar a má sorte e os demônios da casa e trazer bons fluídos para a casa.

Um dia uma criança me perguntou, “ onde está o demônio”? O “demônio” é o sentimento de não saber retribuir. Antigamente as pessoas falavam muito isso.

Ao acumular essa dívida, você estará sobrecarregado de ingratidão.

1. Ser ingrato com as pessoas

2. Ser ingrato com a sociedade

3. Não ter gratidão pelos pais.

4. Não ter gratidão à Oyassama

5. Não ter gratidão aos antepassados

Vamos tomar cuidado para não acumular muitas dívidas (de gratidão) e nos tornar pessoas que saibam retribuir, deixando a “sorte” entrar em nossa casa.

 
VIDA DE OYASSAMA
 
16. FILHO À CAUSA DA MÃE


Kiku, mãe de Issaburo Massui, ficou doente e, piorando gradativamente, chegou ao estado crítico. Issaburo esperou apreensivo o alvorecer e partiu da Vila de Izu-Shitijo. Regressou à Residência percorrendo a pé cinco quilômetros e meio. Apresentado, pediu a Oyassama: “Por favor, salve minha mãe da doença.” E recebeu a seguinte resposta:

“Issaburo, apesar do seu pedido, ela não se salvará.”

Como foi dito pela própria Oyassama, conformou-se e retirou-se da sua presença, voltando para casa. Porém, vendo a mãe sofrer com a moléstia, mudou de pensamento, e o desejo de que ela seja salva de qualquer maneira tomou conta de todo o seu ser.

Assim, regressou novamente à Residência e pediu outra vez: “Por favor, mesmo que seja impossível, salve-a.” Oyassama repetiu então:


“Issaburo, lamento muito, mas ela não se salvará.”

Ao ouvir isso, conformou-se naquele momento de que não havia outro jeito. Entretanto, chegando a casa e vendo a mãe sofrer, não pôde suportar. Andou novamente com passos pesados pelo caminho de quase cinco quilômetros e meio. Quando chegou à Residência, já era noite. Foi-lhe informado que Oyassama havia se recolhido para dormir, no entanto, solicitou mais uma vez: “Sei que é impossível, mas suplico-lhe, salve-a de qualquer modo.” Então, Oyassama disse:

“O espírito do filho que se conduz à causa da mãe já sem esperança, desejando salvá-la de qualquer modo; isto é a sinceridade. Sendo sinceridade, Deus aceitará.”

Recebendo estas gratas palavras, Kiku foi salva, ganhando a vida já perdida, e pôde viver até oitenta e oito anos de idade.


INFORMATIVO Nº 113 - FEVEREIRO DE 2012


Como o tempo passa rápido. Já estamos no mês de fevereiro.


Gostaria transcrever uma parte da palestra do Primaz da Sede, feita na grande cerimônia de janeiro.

No versículo 50 da parte 14 da Escritura Divina, temos:

“Se ao menos o espírito for purificado completamente, tudo será somente prazer.”

Nós seres humanos, por sermos livres, sem percebermos, acabamos praticando atos que empoeiram nossos espíritos. Então, Oyassama, nos orientou que devemos sempre refletir e limpar essas pequenas porções de poeiras. Nas orações matutinas e noturnas, por mais que praticamos o movimento da “limpeza dos males” se não fizermos as devidas reflexões, o serviço sagrado realizado será considerado em vão.

Quando praticamos um ato com o espírito empoeirado, devemos nos desculpar, refletir sobre a referida conduta, e, com essa atitude conseguiremos espanar as poeiras do coração.

Existindo pelo menos 1 pessoa em cada família que consiga fazer esse tipo de reflexão, o lar em que vive ser tornará mais harmonioso, e, consequentemente alcançaremos a Vida Plena de Alegria e Felicidade.

Certa vez Oyassama disse ao Sr. Izou Iburi: “Sr. Izou, nesse caminho, devemos acumular virtudes, trabalhando em prol dos outros às escondidas. Por mais que uma pessoa demonstre ser muito trabalhadora na frente dos outros, mas, fica sempre falando mal de outras pessoas ou desejando coisas ruins para elas, esse espírito não será aceito por Deus Parens. Além disso, trabalhar em prol dos outros esperando que seja agradecido por isso, não existirá acúmulo de virtudes.

Ainda, Oyassama disse ao Sr. Naokiti Takai: “Alegre-se ainda mais, quando realizar trabalhos que outras pessoas não querem fazer. Esse é o espírito em que nós, desse caminho, devemos ter."

 
SUPORTE AO CORAÇÃO
 
COMO SOLICITAR



Havia uma pessoa que estava impossibilitada de se movimentar em virtude de uma fratura na coluna que sofrera, e já se encontrava sem vontade de continuar vivendo.

Ao receber uma visita, recebeu as seguintes palavras:


“Ore, mais de 6 vezes ao dia, sem falta, por uma pessoa que esteja com dificuldades, sem que ela saiba”


Esse enfermo, passou, então, a orar todos os dias pela salvação de outra pessoa, chegando a orar até 70 vezes num único dia.

Certa manhã, de repente, ficou com vontade de fazer limpeza, e à partir desse dia conseguiu se levantar.

Para entender o ocorrido, vamos imaginar 2 crianças que estão brincando, tropeçam e caem.

Uma das crianças, chora e quer que o seu amigo a ajude. A outra criança, mesmo caída, ao ver o seu amigo chorando, se levanta a todo custo para poder ajudá-lo.

Quando nasce o espírito de salvar o próximo, na verdade estamos salvando a si mesmo.

 
VIDA DE OYASSAMA
 
15. AS SEMENTES


Eram altas horas da noite de 7 de fevereiro de 1866. Oyassama já estava recolhida, no entanto ordenou:

“Retirem o vaso guardado debaixo do altar divino.”

Quando o vaso foi retirado, chamou Tyushiti Yamanaka e explicou:

“Até agora entreguei-lhe várias permissões. No entanto, dizendo apenas em palavras, não entenderá. Poderá preocupar-se pensando que terá dificuldades materiais, ao seguir o caminho de Deus. Não é preciso preocupar-se com nada. Entregarei a prova segura, segura, de que não terá dificuldades, mesmo querendo.”

Deu-lhe o vaso e ainda dirigiu-lhe estas palavras:

“Estas sementes virão a aumentar de um grão para milhões de vezes. Deverão ser cultivadas na residência de Tyushiti da Vila de Mamekoshi.”

No dia seguinte, ao agradecer, ela disse muito contente:

“Isto é o tesouro da casa, o tesouro do Caminho. Foi excelente, não?”

Como semente eterna, foram-lhe concedidas quatro sementes, juntamente com uma lista de seis shos(1) de trigo, um to(2) e dois shos de arroz, sessenta kans de moedas para despesas gerais e seis shos de saquê. Eram  invólucros de papel branco, quadrados de dois suns(3) e costurados com linhas brancas, cruzadas no meio, estando cada um deles escrito a pincel pela própria Oyassama:


“Sementes de trigo.” “Sementes de arroz.” “Despesas de medicamentos.”

“Despesas de saquê e sementes para óleo.”

Oyassama passou linhas nos invólucros, evocando várias vezes:

“Namu Tenri-Ô-no-Mikoto.”

Diz-se que as linhas não passavam quando ela não orava. Com isso, dera-lhe prova de que jamais passaria por dificuldades se trilhasse o caminho divino.

(1) Sho, unidade de volume equivalente a 1,8039 litros.

(2) To, idem 18,039 litros ou dez shos ou um décimo de koku.

(3) Sun, unidade linear de 3,0303 cm.

Nota: Sessenta kans correspondiam ao valor de dois kokus e sete tos (487 litros) de arroz, ou seja, 94.500 ienes (valor atualizado de 1975), no Japão.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

INFORMATIVO Nº 112 - JANEIRO DE 2012


Feliz Ano Novo à todos !

No ano passado, graças ao espírito sincero e a colaboração de todos, foi possível realizar magnificamente a comemoração dos 60 anos de fundação do Dendotyo. Meus sinceros agradecimentos.

Também, como cumprimento de ano novo, recebemos do Shimbashira-sama, as seguintes palavras:

“Agradeço à todos a dedicação única ao caminho da salvação durante todo o ano em que se passou.
Atualmente, a vida em sociedade está cada vez mais complicada, mesmo assim, neste novo ano, pretendo, com o sentimento de dedicação única a Deus, caminhar a vida modelo de Oyassama, conforme trilhado pelos nossos antepassados, pondo em prática a salvação da humanidade.
Nós deste caminho, devemos a todo momento continuar estudando o ensinamento, não se esquecendo da prática do hinokishin, e, estender nossas mãos para as pessoas com problemas, caminhando juntos rumo a vida plena de alegria e felicidade.
Vamos, então, determinar o espírito nesse sentido, e dedicar diariamente com intuito de corresponder à intenção de Deus Parens”.

Diante dessas palavras, vamos, também, neste novo ano, nos esforçar para tornarmos verdadeiros yobokus.


SUPORTE DO CORAÇÃO

O Verdadeiro Amor Parental

Uma pessoa que vinha sendo insultado por pessoas a sua volta sendo chamado de “tolo”, etc., foi conversar com a Oyassama, que então lhe disse:

“Ser “tolo”, é o que Deus deseja de nós. Se alguém urinar em você, pense que é uma chuva morna. Se alguém bater em sua cabeça, pergunte a ele se não machucou a mão, e faça-lhe um curativo.”

Ouvindo isso, essa pessoa compreendeu profundamente os dizeres da Oyassama, e depois disso, passou a ser admirado por milhares de pessoas. O sentimento de alegria, mesmo em razão de alguém ter urinado ou batido em nossas cabeças, é exatamente o mesmo sentimento de uma mãe cuidando de seu filho recém nascido. Isso é o que chamamos de “mãe boba”. Se conseguirmos ter este sentimento com todas as pessoas a nossa volta, é o ideal.


VIDA DE OYASSAMA

14. Tintura de Tecido
Certa vez, Oyassama disse:

“Faça tintura de tecido, amanhã de manhã.”
Kokan começou logo a preparar. Justo na mesma noite, Tyushiti Yamanaka soube também do fato pela “consulta do leque(1)”, em Mamekoshi, de modo que a esposa Sono lhe preparou o barro(2) e o tecido. Ele se levantou de madrugada, regressou à Residência levando nas costas aqueles materiais e contou o fato a Oyassama que disse contente:
“É mesmo? Que fato extraordinário! Justamente, ontem à noite, havia falado a Kokan sobre isso.”
Isso ocorria freqüentemente.
Quanto à tintura de tecido, era feita com a água do poço que ficava ao nordeste do local que mais tarde foi identificado como Jiba do Pedestal do Néctar (Kanrodai).
Tirava-se a água do poço quando Oyassama ordenava:
“Deixem tirada a água do poço.”
Untando o tecido com o barro, banhava-o nessa água e secava-o e repetia esse processo por duas ou três vezes. Enquanto isso, o tecido tingia-se na bela cor de bétele(3). A água do poço tinha alto teor de ferro.


(1) Sazuke do Leque, consistia em consultar a intenção de Deus pelo movimento do leque.

(2) Havia muitos poços minerais com alto teor de ferro na Região de Yamato, porém, suas águas não tingiam tão perfeitamente como a do poço da Residência. Em agosto de 1865, quando Oyassama foi hóspede da família Yamanaka, percebeu que havia no córrego ao leste daquela casa um ótimo barro para tintura e desejou-o. Desde então, levaram-no freqüentemente à Residência. Dizem ser barro formado das folhas de bambu, acumuladas nos alagados, onde vicejavam em grande quantidade.

(3) Cor de bétele. Bétele é uma espécie de coqueiro, encontrada em algumas regiões tropicais, como: Índia, Malásia, etc. O fruto é do tamanho de um ovo de galinha e de cor vermelha escura quando amadurecido. É muito apreciado nessas regiões como artigo de mascar, mas no Japão, era secado e fazia-se uma tintura de cor negra, conhecida como cor de bétele.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

INFORMATIVO Nº 111 - DEZEMBRO 2011



No jornal Tenri Jiho o primaz Yuji Murata relatou sua experiência sobre a Tenrikyo no Brasil.
Sobre o regresso a Terra Parental, passei por muitas experiências. Quando uma pessoa tem um desejo muito forte de regressar a Jiba, Deus-Parens, segura as nossas mãos e puxa para perto Dele.
Fazia 5 anos que estava morando no Brasil, quando o professor Otake me incumbiu de ser o responsável da caravana de regresso à Jiba. Nessa caravana havia um garoto de 5 anos, com leucemia, e os médicos diziam que não havia mais cura, porém os pais, mesmo nessas condições haviam determinado que iriam regressar à Jiba, mesmo que isso custasse a vida do seu filho.
Após o avião decolar, passado algum tempo, ouviu-se pelo auto-falante "Há algum médico dentro do avião". O garoto estava em estado crítico, com muita dificuldade para respirar. Imediatamente ministrei o sazuke. Quando terminei a terceira vez, o garoto, que até então respirava com dificuldade, parou de se mexer e parou de respirar. Os pais choraram desesperadamente. Nunca me senti tão inútil como um Yoboku. Foi uma situação extremamente difícil.
Quando chegamos em Jiba, no alojamento, foi feito a transferência da alma e a cerimônia do enterro. Os pais, mesmo na tristeza, fizeram o besseki e o kentei koshu. Voltando ao Brasil, ainda se esforçaram na propagação da fé. Passados 14 anos, constituíram uma casa de divulgação.
Depois de 8 anos da morte do filho, a irmã mais velha desse garoto, deu a luz a um menino, e o condutor da igreja, a qual essa família pertencia, disse me o seguinte:
"Esse menino é muito obediente, sempre participa dos eventos e nunca falta em nenhuma cerimônia mensal. Será que o espiríto dele é o mesmo daquele garoto que faleceu durante o regresso à Jiba, e, por essa razão é tão diferente dos outros irmãos ?"
O menino era realmente muito parecido com aquele falecido.
Estou no Brasil há apriximadamente 40 anos, e sinto que os fiéis deste país, diariamente, têm em seus corações o espírito de hinokishin e de satisfação sincera. Quando vejo o esforço dessas pessoas, penso que trilhar o caminho da vida modelo de Oyassama, é exatamente o que essas pessoas estão fazendo.

SUPORTE DO CORAÇÃO

Espírito de um "Cadoz"
Na criação do mundo, quando tudo era um mar de lama, Deus utilizou o cadoz para ser a semente do ser humano...
Uma pessoa pesquisou sobre os cadozes e decidiu criar em sua casa. Ele descobriu 3 coisas:
1. É um peixe que acorda cedo.
Em comparação com os outros peixes que ele criava, era o que acordava mais cedo.
2. Tem espírito de Salvação.
Quando os peixinhos estão brigando ele sempre entra no meio para eles fazerem as pazes.
3. Tem espírito de Gratidão.
Quando o dono volta para a casa, ele o recebe com alegria.
Dessa forma, fica um pouco mais claro o motivo pelo qual Deus-Parens usou o cadoz para ser a semente dos seres humanos.

VIDA OYASSAMA

13. Deve semear

Na Vila de Anryu, Região de Settsu, vivia o casal Tossuke e Tatsu Maeda que andavam vendendo sementes de flores sob a denominação comercial de Taneiti. Tiveram muitos filhos, um após outro, e não desejavam ter mais. No entanto, em 1865, Tatsu estava esperando novamente um bebê. Então, ouvindo que havia em Yamato uma divindade que fazia aborto, dirigiu-se para lá. Porém, lá não chegou.

Guiada por uma misteriosa força, chegou à Vila de Shoyashiki e foi conduzida à presença de Oyassama, que então lhe disse:
“A senhora é Taneiti. A senhora deve semear.”
“Como deverei semear?” — indagou Tatsu a Oyassama, que lhe ensinou:
“Semear significa andar percorrendo aqui e ali, falando de Tenri-Ô.”
E acrescentou referindo-se ao bebê que esperava:
“Não deve abortar a criança. A criança que vai nascer este ano será menino. É o sucessor da sua casa.”
Essas palavras tocaram o coração de Tatsu, que não só abandonou o pensamento de abortar como também foi contar o fato ao marido. Desde então, ambos regressaram a Jiba e foram instruídos várias vezes pela Oyassama.
A criança nasceu de um parto normal em 18 de junho do mesmo ano, e recebeu o nome de Tojiro.
Assim, ambos percorreram transmitindo o nome divino de Tenri-Ô-no-Mikoto às pessoas, enquanto vendiam sementes de flores. Além disso, quando havia algum doente, um deles regressava a Jiba para solicitar a graça. Então, qualquer enfermo era salvo um após outro.