A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

segunda-feira, 12 de abril de 2021

INFORMATIVO 223 - ABRIL DE 2021


 

Bom dia a todos.

Recebendo as providências de Deus-Parens, acabamos de encerrar a Cerimônia Mensal do mês de abril. O mês de abril em que no dia 18 comemoramos o aniversário de Oyassama. Este mês, ela estará completando 223 anos de idade.

Como eu já tenho dito, somente a Oyassama continua comemorando, a cada ano, o seu aniversário. Porque ela tem a razão eternamente viva. E como todos também já devem saber, somente para a Oyassama ocultou-se fisicamente, enquanto todos nós seres humanos retornamos.

Todos os anos, no dia 18 de abril, distribuíamos balas na rua, e comemorávamos oferecendo um bolo no altar de Oyassama. Mas como no ano passado, gostaria de solicitar àqueles que puderem, fazer um pequeno bolo entre os familiares, e oferendassem o seu coração a Oyassama.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 136, que tem o título “Que Vá à salvação levando isto”.

Quando Oyassama voltou do presídio, retirou o quimono vermelho que vestira na prisão e deu a Guissaburo Nakata que a acompanhou até a Residência, dizendo-lhe:

“Que vá à salvação levando isto. Qualquer doente se salvará.”

Guissaburo, muito contente, embrulhou o quimono com o lenço, amarrando-o firmemente no seu corpo, e percorreu vários locais praticando a salvação.

Evocando: “Namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto.” Passava o quimono vermelho no local da enfermidade e recebia imediatamente a graça, quão grave fosse a doença. 

Quando a Oyassama era levada ao presídio ou quando voltava, o espírito dela era sempre o mesmo, o de estar criando filhos inocentes. Não ficava abalada por ser levada ao presídio. Ela dizia que estava saindo para fazer a divulgação às autoridades.

Neste episódio, na volta da prisão, ela chega a Residência e naturalmente diz, “Que vá à salvação levando isto. Qualquer doente se salvará.”

Uma pessoa quando fica numa situação desconfortável normalmente diria. “Nossa! Depois de tudo isso, acho que vou tomar um banho gostoso, ou vou descansar um pouco.” Mas a atitude de Oyassama é o de sacrário de Deus. No coração dela existe somente a salvação.

Além deste detalhe, este episódio explica sobre o quimono vermelho que ela usava.

Oyassama vestiu-se pela primeira vez de vermelho no dia 26 de dezembro de 1874. Nesse dia, manifestou-se de repente: “Usarei vestes vermelhas.”

Ainda de manhãzinha, Matsue e a filha Kokan foram comprar o tecido e, confeccionaram às pressas, porque Oyassama havia-lhes dito:

“Vestirei tão logo fiquem prontas.” E logo à noite, ela as experimentou.

Talvez muitos não saibam, mas até as meias (tabi) da Oyassama eram vermelhas.

Antes deste fato, aconteceu o nó do santuário de Oyamato, no dia 27 de outubro.

O nó do santuário de Oyamato foi um fato ocorrido numa época em que os bonzos tinham muito poder, eles prenderam os primeiros seguidores de Oyassama por terem tocado bumbo animadamente, como reverência, em frente do santuário. Foram detidos por vários dias, e depois de muita discussão e pedidos de perdão, foram liberados, e ameaçados para nunca mais se aproximarem daquele lugar.

Com a perseguição das autoridades e os imponentes bonzos ameaçando a liberdade qualquer atitude estranha, qual seria a atitude que normalmente tomaríamos, numa situação de perseguição?

Creio que seria o de ficar o menos exposto possível, de ficar oculto, o de não ficar em evidencia.

Mas a Oyassama fez exatamente o contrário, começou a usar vestes vermelhas. E dessa maneira não havia quem não notasse a presença dela.

Ela quis mostrar ao mundo que Deus-Parens estava dentro dela, e que ela não era uma pessoa comum.

Nos episódios da vida de Oyassama há vários trechos em que ela concede este quimono vermelho as pessoas. E guardam o quimono como tesouro da família.

Atualmente não recebemos o quimono inteiro de Oyassama, mas a recebemos em forma de amuleto prova, o Omamori.

 No episódio 51, “Tesouro da Família” diz assim:

Certo dia Oyassama pediu de repente: “Ie, costure isto, por favor.”

E entregou-lhe um tecido vermelho já cortado. Ie, costurou depressa pensando: “Que estranho Deus mandar costurar.” Oyassama vestiu-o assim que ficou pronto.

Justamente nesse dia, Kamematsu regressou à Residência por estar sofrendo de dor no braço. Oyassama, ao saber disso, disse: “Não é para usar a todo o momento. É o tesouro da família. Deve orar vestindo-o sempre nos momentos precisos.”

Retirou o quimono vermelho que vestia, e cobriu pessoalmente Kamematsu.

Repararam que neste episódio ela pediu para que costurasse o quimono, e depois a vestiu. Essa é uma parte importante, pois existe a razão da salvação, por ela ter usado. Não deu apenas um quimono recém costurado.

O omamori que recebemos também tem este valor, atualmente é costurado um quimono, é oferendado no altar dela solicitando para que vista, e depois é cortado em pedaços para confeccionar o amuleto prova.

No episódio 67, “Coitado!”

A doença crônica do estômago de Tsurumatsu Nukuto, que tinha desde a infância, complicou-se, chegando a ser desenganado pelo médico.

Assim, Tsurumatsu regressou pela primeira vez a Jiba, e foi levado à presença de Oyassama.

Tirando o quimono de baixo vermelho, que usava, vestiu Tsurumatsu desde a cabeça. Nesse momento, ele sentiu o calor da veste de Oyassama e uma sensação como se tudo tivesse clareado. E assim, o grave mal foi desaparecendo aos poucos e, com uma semana de permanência, recebeu uma milagrosa salvação, ficando mais tarde completamente curado.

Afirma-se que Tsurumatsu costumava dizer sempre lembrando daquele momento “Até hoje, não consigo esquecer aquele calor.”

O episódio 91, “Vá Dançando”, diz o seguinte:

Shina Okamoto, ao regressar à Residência, Oyassama num relance cobriu-a por trás com o seu quimono de baixo de tecido vermelho, que ainda conservava o calor do seu corpo.

O sentimento de honra, alegria e gratidão desse momento era impossível de ser descrito em palavras. Shina tirou esse quimono, dobrou-o com cuidado e colocou diante de Oyassama, que lhe disse:

“Vá vestida. Quando for, vá vestida com isto por cima do seu quimono, dançando pelo centro de Tambaiti.”

Por um momento Shina ficou surpresa, e a alegria que sentia deu lugar à preocupação. Pensou: “Se fizer isso, serei alvo de zombaria do povo, e também não sei se poderei voltar para casa, hoje.” Isso porque era uma época em que a polícia poderia levá-la presa a pretexto de ter visitado Jiba. Porém, finalmente decidiu: “Não importa o que me aconteça, ou que não possa voltar hoje para casa.” Cobriu-se com o quimono de baixo vermelho que ganhou de Oyassama e voltou dançando com toda seriedade a Dança Sagrada pela Vila de Tambaiti.

Quando percebeu, já estava fora da vila e nada havia ocorrido apesar da sua preocupação. Sentiu um alívio e, ao mesmo tempo, encheu-lhe o coração uma forte e dupla emoção - a alegria de ter recebido a veste vermelha e a satisfação de ter cumprido a ordem divina.

Aceitar com sinceridade as palavras do Parens e colocá-las em prática e depois sentir a alegria e a satisfação do dever cumprido é o ponto principal deste episódio.

No episódio 97, “Plantação de Tabaco”, fala sobre a onipotente providência de Oyassama.

Certa vez, Oyassama disse a Kozaburo Murakami:

“Vou mostrar-lhe uma visão”.

Abriu a manga do quimono vermelho que vestia, de modo que enxergasse o seu interior. Kozaburo, ao olhar, pode ver a imagem da plantação de sua casa, verdejante e crescida. Ao voltar à sua vila, ele foi ver imediatamente a plantação e reconheceu as folhas tal como avistara pela manga de Oyassama.

Kozaburo deixara os serviços das suas plantações para devotar-se exclusivamente à salvação, e não encontrava tempo para ir vê-la.

Kozaburo mais do que nunca emocionou-se profundamente diante do onipotente trabalho de Deus-Parens e da sua bondade com os filhos.

No episódio 200, “Tratá-lo com Cuidado”,

Kyuhei Kontani recebeu um quimono vermelho juntamente com as seguintes palavras de Oyassama.

“Não deve fazer pouco caso. Deve tratá-lo com cuidado. Deve tratá-lo como uma preciosidade.”

   Existem muitos outros episódios sobre o quimono de Oyassama. E em todos eles, as pessoas ficaram imensamente emocionadas ao receberem. Pois era um tesouro para eles. E saíam com o quimono vermelho para fazer a salvação, e muitas pessoas foram salvas.

Há alguns anos atrás, quando a igreja Tenrikyo já estava bastante estruturada, uma pessoa trouxe a Sede, um quimono vermelho para vender, perguntando quanto a sede poderia pagar por ela.

O responsável não deu tanta atenção, falando que não pagaria nada, que não teria valor nenhum para a Sede. Então o vendedor ficou bravo, e perguntou, “está pensando que é falso?” e insistiu falando que era verdadeiro. E abriu o pacote para mostrar.

O responsável sentiu que realmente era verdadeiro pelas condições do quimono pelos anos passados.

Mas insistiu que não tinha valor nenhum para eles, e que se quisesse deixar no museu, ele poderia deixar.

Depois descobriu-se que esta pessoa tinha uma empresa, e a empresa estava a beira da falência, e lembraram que em casa havia um quimono que os antepassados haviam ganhado da Oyassama, e vendo a grandiosidade da atual igreja, pensaram que poderiam conseguir um bom dinheiro com o quimono.

Mas um tesouro é tesouro quando nós sentimos que é um tesouro. Para estas pessoas que ganharam o quimono, e saíram para a salvação, eles não venderiam por valor nenhum. Para eles não existe valor que possa ser pago pelo quimono.

Sendo assim, tendo como tesouro o ensinamento de Deus-Parens e o ossazuke que recebemos da Oyassama, juntamente com o amuleto, omamori, gostaria de convidar a todos para a salvação, apesar de estarmos num momento um pouco complicado da pandemia, mas creio que cada um a sua maneira possa fazer a salvação para nos aproximarmos da vida plena de alegria e felicidade. 

Para este mês temos uma boa oportunidade de salvação, o 6º SOS drive thru da associação dos moços estará arrecadando alimentos, e para aqueles que puderem, gostaria que trouxessem, os mantimentos, até a igreja Tsu Hakuryu até o dia 23 de abril.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 




segunda-feira, 15 de março de 2021

INFORMATIVO 222 - MARÇO 2021

 

Gravando vídeo para as Felicitações no aniversário de Oyassama

Muito bom dia a todos.

Acabamos de realizar a cerimônia mensal do mês de março, com um número reduzido de pessoas, mas com bastante animo.

Neste mês realizamos o culto as almas dos antepassados, e a partir deste ano, nos meses de março e setembro, para quem desejar, vamos consagrar as almas no altar dos antepassados daqui da igreja.

Neste mês fizemos a consagração das almas de Amélia de Souza Toledo, Vitor Tobias Toledo, Dorani de Souza Toledo, Kazuo Tanaka, Yaeko Tanaka, Antônio Justino Alves, Sofia Luiz Alves, José Aparecido Alves, Antônio Roberto Alves, José Claudio Ferreira de Carvalho, Edith Ferreira de Carvalho, Rubens de Souza, José David de Carvalho, Antônio Marcelino Gomes, Ana Cristina Gomes, Edmar Saulo Gomes, João de Souza Lima, Ana Teodora da Conceição, e Tadashi Sonoda.

Prosseguindo com a leitura dos episódios da vida de Oyassama, este mês vamos ler o episódio 135, “Todos com o Espírito Redondo”.

Foi um fato ocorrido por volta de 1883 ou 1884, quando Kossaburo Kubo regressou a Jiba, acompanhado da esposa e do filho, Narajiro. Era o agradecimento pela cura da doença dos olhos do filho.

Oyassama usava quimono vermelho e estava sentada no seu quarto. O casal Kossaburo ao ser levado diante dela por um mediador, não teve coragem de sequer levantar a cabeça, diante de tanta honra e dignidade.

No entanto, sem se importar com isso, Narajiro, que era uma criança de 7 a 8 anos, observava os arredores e descobriu as uvas colocadas ao lado de Oyassama, onde fixou os olhos. Ela pegou cuidadosamente um cacho nas mãos e deu-o ao pequeno Narajiro, dizendo:

“Bem-vindo de regresso. Isto é para você. No mundo, todos devem ligar-se uns aos outros, tendo o espírito redondo como estas uvas. Este é o Caminho para ser seguido com prazer por um longo futuro.”

No Japão quando se diz espírito redondo, logo se entende que é um espírito amável, um espírito que pensa nos outros. Talvez aqui no Brasil tenhamos que explicar um pouco mais este sentido, pois não existe esta expressão de ter um espírito redondo ou de algum outro formato.

Este espírito redondo tem o sentido também de não ter pontas, e se um espírito é sem pontas, não vai machucar ninguém que se aproxime.

Se todas as pessoas do mundo possuírem um espírito redondo como as uvas, se liga à origem da vida que é Deus-Parens.

Hoje, então, gostaria de falar um pouco sobre o espírito que sempre pensa nos outros.

Em fevereiro, na Sede Dendotyo, houve o anúncio de que a comemoração dos 70 anos da fundação foi adiada para julho de 2022. A comemoração seria em julho deste ano. E na realidade, para se realizar a comemoração, é necessária uma autorização da Sede Mundial em Jiba.

Sendo assim, há 3 anos foi solicitado esta permissão para a comemoração, e o Shimbashira que tem uma agenda bastante ocupada, já havia se prontificado a comparecer nesta data.

Mas depois disso, o Shimbashira em razão de um problema de saúde que teve, não está conseguindo se locomover com tanta facilidade.

 Em razão do adiamento da comemoração para o ano de 2022, foi solicitado uma nova autorização para o Shimbashira.

Então o Primaz Tyotyossama, por telefone, solicitou ao responsável do departamento de assuntos exteriores, que informasse sobre esta decisão ao Shimbashira.

Como eu disse, a agenda do Shimbashira é bastante cheia, mas o Shimbashira respondeu da seguinte forma, “No dia 5 ou 6 (não me lembro exatamente da data) tenho marcado um compromisso, mas se for no dia 10, pegando o avião do dia 7 ou 8 poderei estar presente”.

Como era uma resposta com bastante afirmação, o Primaz Tyotyossama perguntou ao responsável “Você é que está falando isso, ou foi o Shimbashira que respondeu desta forma?” “foi o Shimbashira” respondeu.

Esta foi uma resposta imensamente positiva, alegre e feliz para todos nós da comunidade Tenrikyana, pois sabemos da dificuldade de locomoção dele.

A resposta não foi “Como estou com problema de saúde não vou poder participar”, ou “Se eu melhorar...”

A resposta foi uma resposta tão afirmativa que faz contentar a qualquer pessoa. Pude perceber o que é realmente ser um líder espiritual. É uma pessoa que está sempre pensando e desejando animar o coração das pessoas.

Há 10 anos, nos preparativos da comemoração dos 60 anos do Dendotyo, a minha mãe estava montando um coral. E como ela tinha dificuldade em mexer no PC, ela me pediu para que escrevesse as partituras de 4 músicas, divididas em grupos (soprano, alto, baixo, etc.), e além disso, como haviam membros que só conseguiam ler o japonês, e outros que só conseguiam ler o português, tive que fazer várias partituras diferentes.

E a cada treino a minha Mãe me falava, “pode arrumar aqui, pode alterar ali?”. E chegou uma hora que eu falei assim, “Olha, é a ultima vez que vou alterar, e não vou mais mexer”.

Em janeiro aconteceu o Encontro Infantojuvenil, o Tsudoi online, e para este Tsudoi, preparamos várias atividades gravadas em vídeo. E eu também gravei algumas cenas. Todas as cenas deveriam ser gravadas cada uma em sua casa, em razão da pandemia. E depois seriam inseridos os cenários de fundo para cada vídeo. Para se fazer isso era necessário montar um painel de fundo azul. Então pedi ajuda ao meu filho, e estas montagens deram muito trabalho, pois foi utilizado tripés do projetor, lona, tripé para câmera, luz, etc.

Para a filmagem, eu utilizei um capacete que tinha uma lâmina de plástico na frente. Fizemos a filmagem e o meu filho enviou para a responsável da edição. Depois de alguns dias, ela me pediu para que refizesse a gravação, porque na lâmina havia muitos reflexos e a imagem havia ficado prejudicada.

Quando eu falei para o meu filho que teria que refazer, ele ficou um pouco chateado e me disse assim, “vamos fazer dar certo, porque se não der certo, não vou mais fazer”.

Depois de terminado eu lhe disse assim, “Obrigado por ter filmado novamente, mas acho que ficaria tão mais gostoso se você dissesse, ‘vamos filmar, mas se não der certo, pode deixar que a gente grava quantas vezes precisar’”.

Foi quando pensei, o que é a predestinação, a semente que eu havia plantado há 10 anos com a minha mãe, estava germinando agora de volta. Mas uma coisa boa é que, quando estamos sempre praticando o ensinamento de Deus, muitas coisas vão se amenizando, pois não senti que nas palavras do meu filho houvesse maldade.

 Há algumas semanas eu tive que fazer uma endoscopia, e precisava de uma pessoa para me acompanhar, então perguntei no grupo do whatsapp da família, se alguém poderia me acompanhar. Depois de alguns dias, a minha filha Ellen me enviou uma mensagem perguntando, se eu havia conseguido alguém, se não, ela poderia me levar, se não estivesse trabalhando até lá.

Então agradeci muito, mas o melhor foi a resposta dela, “Sempre que precisar pode pedir qualquer coisa”.

Essas palavras me deixaram muito feliz. Ela mora em SP, veio de trem até Mogi, e me acompanhou. Quanta gratidão.

Então, se somente nós seres humanos temos esta providência da fala, então porque não a usarmos para contentar as pessoas.

Eu também preciso aprender muito sobre utilizar a fala para alegrar as pessoas, mas graças ao ensinamento de Deus-Parens e Oyassama, podemos nos aproximar desse espírito.

Vamos nos esforçar para que tenhamos um espírito redondo como as uvas.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

  

Tocando para o Manabi online

Gravando vídeo para Oferenda Musical


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

INFORMATIVO 221 - FEVEREIRO 2021

 



Praticando o Hinokishin na Igreja

Bom dia a todos.

Os dias e os meses não param, e hoje já estamos realizando a cerimônia do mês de fevereiro.

No mês passado 13 crianças desta igreja e também 2 crianças da igreja Tsu Suzano participaram com muita alegria do Tsudo online 2021.

Hoje gostaria de comentar o episódio 134, com o título “Recordações”, do livro Episódios da Vida de Oyassama.

Por volta de 1883 e 1884, a neta Tamae e a bisneta Moto, dois anos mais nova, iam juntas pedir com insistência: “Vovó, queremos oyotsu.” Então, Oyassama vendo ambas e acenando a mão, dizia:

“Tamae e Moto, são vocês. Esperem um pouquinho.”

E o que Oyassama colocava em suas mãos era sempre o kompeito (doce), que retirava do pequeno armário colocado atrás do lugar em que ficava sentada.

Ainda, certo dia, quando ambas foram brincar como de costume, Oyassama disse:

“Tamae e Moto, venham e deixem-me carregá-las.”

E colocou as duas nas suas costas.

Dizem que apesar de serem crianças, ambas ficaram admiradas:

“Como a vovó tem força, hein!”

Nessa época, Tamae a neta de Oyassama tinha uns 8 anos e Moto, bisneta, uns 6 anos, e a Oyassama em torno de 86 anos de idade.

Oyotsu é um horário em que se dava guloseimas às crianças por volta das 10 horas da manhã e, Oyatsu por volta das 14 horas. Atualmente as próprias guloseimas passaram a ser chamado de Oyatsu.

Este episódio é bem parecido com o episódio 193, que tem o título “Capaz de vir sozinho”. Que diz assim:

 Esta é uma recordação de Sotaro Kajimoto (bisneto de Oyassama).

Lembro-me quando éramos crianças recebíamos doces de Oyassama, íamos para os lados do recinto sagrado e comíamos enquanto brincávamos. Quando o doce acabava, íamos correndo novamente até ela e, ao estendermos as mãos, ela nos dava outra vez. Acabando de comer, íamos novamente. Acho que lhe dizíamos: “Vovó, dê-nos outra vez” — e creio que íamos três ou quatro vezes.

Nunca dizia coisas como: “Não lhes dei agora há pouco?” E também, não dava tudo de uma vez para evitar novos incômodos. Dava-nos somente a quantidade para comer a cada vez. Acho que era biscoito, bolo ou bala. De um modo geral, Oyassama gostava muito de crianças. Isto foi confirmado por Hissa Yamazawa, mãe de minha esposa.

Vez e outra, Oyassama vinha nos visitar em Itinomoto. Toda vez, trazia doces nos saquinhos para dar às crianças de casa e também às da vizinhança.

(Resumindo) Numa ocasião, eu (Sotaro Kajimoto) e Manjiro Yoshikawa, fomos carregados por Oyassama ao mesmo tempo nas suas costas.

Oyassama era delicada, esbelta e sua voz carinhosa. As costas não estavam arqueadas.

Esse episódio aconteceu quando a Oyassama já estava na casa dos 88 anos de idade, ou seja um ano antes de ocultar-se fisicamente. 

Nestes dois episódios em que a Oyassama carregou as crianças nas costas, creio que há dois sentidos, uma de uma vovó carinhosa que ama não só os netos, mas como todos os filhos do mundo, e outra para a demonstração de que ela não era uma pessoa comum, e que dentro dela está Deus-Parens, como em outros episódios em que ela faz as demonstrações de forças.

Mas as demonstrações de forças não são para simplesmente falar que ela é forte. Tem o significado de que se nós demonstrarmos a nossa força, no sentido de uma determinação, Deus também demonstrará a sua força, nos concedendo as providências.

Em novembro do ano passado fui visitar um casal, e a esposa estava me contando que o marido tinha um irmão mais velho, com mais de 80 anos, que estava no Japão, sempre teve uma saúde muito boa, tanto que todos os anos viajava aos Estados Unidos para passear e visitar o filho, e ainda dirigia.

Mas no ano passado a saúde dele havia ficado bastante prejudicada, e estava hospitalizado em coma por algum tempo. Os médicos diziam que era apenas esperar para partir.

O filho que morava nos Estados Unidos sabendo dessa situação, tinha o desejo de visitar o pai que estava no hospital. Mas o problema era viajar e ter que ficar de quarentena por 14 dias, com a incerteza de encontrá-lo em vida.

Foi quando falei que era uma coisa difícil de se conseguir  com a força humana, e que solicitássemos a força de Deus.

Então eles solicitaram a Deus com toda a sinceridade.

O filho decidido viajou ao Japão, ficou de quarentena durante 14 dias, e assim que terminou foi ao hospital onde o pai estava internado. Chegando lá, aconteceu uma coisa inimaginável para todos, inclusive para os médicos, o pai acordou do estado de coma, e teve forças até para andar de cadeira de rodas dentro do hospital. Podendo assim conversar com o filho.

Mas depois de alguns dias o pai veio a falecer. Mas receberam a grande providência de Deus de se encontrarem e ainda de conversarem.

Ouvindo essa história, podemos perceber o quanto é grande a força de Deus, e que se os homens demonstram a sua força com a sua sinceridade, Deus aceitando, nos concede toda a providência que pela força humana seria impossível.

           Se conhecerem alguém que esteja precisando, vamos com toda a força solicitar a força de Deus.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 




 

 



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

INFORMATIVO Nº 220 - JANEIRO DE 2021

 

Grande Cerimônia de janeiro


Muito bom dia a todos.

FELIZ ANO NOVO A TODOS.

Entramos no ano 184RD.

Em outubro deste ano irá completar 184 anos desde que Deus-Parens se revelou neste mundo através da Oyassama, por isso a Oyassama é única. Ela, e somente ela é o sacrário de Deus-Parens, ela foi o local, o corpo onde Deus-Parens se estabeleceu durante 50 anos.

E no dia 26 deste mês, completará 134 anos que Oyassama ocultou-se fisicamente. Ocultou-se fisicamente para que? Para que todos nós pudéssemos realizar o Serviço Sagrado que é a base da salvação dos seres humanos. E para alcançarmos o quanto antes a vida plena de alegria e felicidade.

Portanto, vamos tentar fazer deste ano FELIZ O ANO TODO, e melhor ainda, FELIZ O ANO TODO de todos os anos NOVOS.

Ontem recebi uma mensagem que estava escrito assim: Que em 2021 você possa dizer várias vezes “caramba, estou vivendo o melhor ano da minha vida”.

A parte legal também está no “dizer várias vezes”, não é dizer somente uma vez.

O episódio do informativo deste mês é o 133, com o título “O Futuro é Longo”.

 Nas palavras ditas a Tamezo Yamazawa, por volta de 1883, tem-se:

           “Se julgar que o futuro é curto, será preciso apressar-se. Entretanto, se julgar que o futuro é longo, não será preciso apressar-se.”

“O rápido não será o rápido, o lento não será o lento.”

“A satisfação sincera é a verdade.”

A primeira frase, “Se julgar que o futuro é curto, será preciso apressar-se. Entretanto, se julgar que o futuro é longo, não será preciso apressar-se”, se refere à vida. Os meus pais que são japoneses, quando estavam com uns 50 anos, falavam que já tinham mais tempo de vida aqui no Brasil do que no Japão. E atualmente dizem que a vida vindoura está ficando cada vez mais curta que a vida que já passou. Mas a Oyassama nos ensinou que a nossa vida natural é de 115 anos. Então eu ainda tenho pela frente 59 anos de vida. Estou chegando na metade da minha vida agora.

A segunda frase, “O rápido não será o rápido, o lento não será o lento”, explica que devemos passar o Caminho da fé com prazer do futuro. Cada momento, cada tempo devemos passar com prazer. No nosso dia a dia temos muitos problemas para ir resolvendo, mas passando por dias de dificuldades, é que temos o prazer no futuro. A frase dos meus pais sempre foi “dificuldades, passe por dificuldades mesmo que tenha que comprá-las”.

A terceira frase, “A satisfação sincera é a verdade”.

A satisfação sincera é o arrependimento das más causalidades ou más predestinações das vidas anteriores.

Mas como vamos saber do que fizemos nas vidas passadas?

Na realidade, é só observar o que está acontecendo nesta vida, que saberemos o que é que nós plantamos nas vidas anteriores. Quer dizer que se nós nos conscientizarmos das nossas atitudes das vidas anteriores, e nos arrependermos do fundo do coração, vamos sentir uma satisfação por Deus estar nos dando uma oportunidade de corrigir os nossos erros. Sendo assim, sentiremos uma satisfação sincera.

A satisfação sincera é a razão da ligação. Através da satisfação é concedida a graça da ligação de uma longa vida.

Nesse episódio entendemos sobre a vida. Que devemos viver a vida com prazer no futuro. E também que devemos fazer as coisas no tempo certo, ou seja, plantar as sementes na época certa para colher na época certa. Se há plantio na época errada, não teremos uma boa colheita.  Deus-Parens nos mostra o tempo oportuno para que nós possamos evoluir espiritualmente.

 Então que todos sejam felizes ano todo. E digam “Estou vivendo o melhor ano de minha vida”, não só para este ano, como para todos os anos vindouros.

Um feliz ano todo para todos.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 


sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

INFORMATIVO Nº 219 - DEZEMBRO DE 2020

 



Bom dia a todos.

Acabamos de realizar a última cerimônia do ano, a do mês de dezembro deste ano que foi diferente de todos os anos que já passamos.

Ainda estamos no meio da pandemia que está assolando o mundo todo, mas entendemos que tudo é em razão da profunda intenção de Deus-Parens, para que possamos alcançar o quanto antes a Vida Plena de Alegria e Felicidade.

E creio que o que Deus-Parens mais deseja é a transformação do nosso coração para aquele que deseja a salvação das pessoas.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o de número 132, com o tema “QUE DELÍCIA” que diz assim:

Nakata, Yamamoto, Takai e outros que serviam na Residência, iam de vez em quando aos riachos pegar peixes pequenos e camarões e faziam um cozido adocicado. Certa vez, levaram-no a Oyassama que, retirando do meio o peixe que lhe parecia maior, falou como se explicasse a uma criança:

“Que seja saboreado e elogiado por todos, para que da próxima vez, volte evoluído.”

E, dirigindo-se para os que estavam à sua volta, disse-lhes:

“Assim, convencendo o maior, os outros se convencerão naturalmente.”

E continuou a ensinar:

“Peço a todos que elogiem a comida dizendo: que delícia, que delícia. Se forem saboreados deliciosamente e elogiados pelos homens, evoluirão pela razão de terem sido motivo de contentamento e se aproximarão dos homens a cada vez que renascerem.”

Oyassama falava da mesma maneira quando as irmandades de várias localidades oferendavam coelhos, faisões e aves silvestres.

Infelizmente tenho visto algumas pessoas que ao comerem, nada fazem para começar a comer, simplesmente pegam os talheres e começam a comer, como se tudo fosse muito normal.

 Por que devemos agradecer na hora das refeições?

Agradecemos a Deus por ter colocado os alimentos na nossa mesa (creio que isso deve estar muito claro na mente das pessoas), mas também porque as verduras, as frutas, o frango, o boi, os peixes, tudo tem vida. E nós estamos recebendo estas vidas para mantermos a nossa.

Oyassama nos ensina que devemos saborear e elogiá-los. Sendo assim, pela razão de terem sido motivo de contentamento se aproximarão dos homens a cada vez que renascerem.

Então, ao fazerem as suas refeições, gostaria de pedir que juntem as suas mãos, em qualquer lugar que seja, no restaurante, no trabalho etc, para agradecerem pelas vidas que estão sendo doadas a nós.

Não se esqueçam de agradecer a refeição na confraternização daqui a pouco, aqui no salão, batendo duas palmas.

Como disse, já estamos no mês de dezembro, e na verdade estou muito feliz de termos encerrado o mês de novembro, o mês de novembro para mim nos últimos dois anos me deixou um certo trauma, e fico com as atenções um pouco mais a flor da pele.

Isto porque no mês de novembro do ano passado, tivemos uma visita inesperada durante a madrugada, que levou o notebook, a chave do meu carro, e o carro do meu irmão.

E em novembro do ano retrasado também houve uma visita inesperada que levou o meu tênis, e mais outras coisas também.

E como aconteceu por duas vezes seguidas, este ano estávamos um pouco mais atento, mas esta visita inesperada não aconteceu, mesmo que de vez em quando esquecêssemos as janelas abertas, o portão da garagem aberto, e em outras vezes, esquecendo de ligar o alarme também.

Mas antes de continuar este assunto, gostaria de contar um episódio da vida de Oyassama.

É o episódio 39, BEM MELHOR.

Narazo, filho de Yahei, com dois anos de idade, contraiu difteria, e foi desenganado pelo médico, quando lhe lançaram a fragrância da fé.

 Ao solicitarem à Residência, veio imediatamente uma pessoa para ministrar a graça da salvação, e o menino foi milagrosamente salvo.

O pai Yahei fez logo uma visita de agradecimento à Residência, levando consigo Narazo, e continuou fervorosamente na fé.

Certo dia, ao voltar da Residência e indo deitar-se já às altas horas da noite, ouviu barulhos. Achando estranho, levantou-se silenciosamente e foi verificar o que era, quando um homem, assustado, fugiu na escuridão, sem levar um grande embrulho cheio de objetos de valor.

Yahei muito contente, foi visitar logo de manhã e agradeceu de coração a Oyassama expressando: “Graças a Deus, foi muito bom!” Então, ela lhe disse:

“Não seria bem melhor, se tivessem sido levados por quem os necessita?”

Dizem que Yahei ficou profundamente impressionado com estas palavras.

O que vocês acham deste episódio?

Um tanto estranho?

Vamos supor que vocês que sempre vêm a igreja fazer a limpeza, vem participar dos treinos, das atividades, e estão sempre ligando o coração a Deus, e aconteça algo parecido em suas casas. E no dia seguinte vêm agradecer a Deus.

Eu, com certeza responderia, “Está vendo como foi bom? Você está sempre se dedicando à igreja, com certeza Deus aceitou o seu coração.”

Mas não foi isso que ela disse.

Qual a diferença da minha respostas com a da Oyassama?

Examinando estas duas respostas, me parece que a Oyassama nos ensina sobre uma dica de como proceder num momento em que um certo problema ou dificuldade esteja sem solução.

Depois da frase, “Que bom que não foi roubado”, está incluso o pensamento do ladrão como um mau elemento.

Então este sentimento é de uma alegria de que fomos protegidos de uma pessoa má.

O meu filho quando completou 15 anos, quis que quis um celular, e ajuntou o seu dinheiro e comprou o seu primeiro celular no dia 16/10/2012 e uma semana depois no dia 24, foi roubado na rua, quando estava indo para a escola.

Só uma observação, talvez vocês devam estar perguntando, porque sei a data exata. Na verdade, a Mieko era tão organizada, que até isso está marcado num pedaço de papel, e guardado, e colado no armário.

Voltando, o meu filho ligou da escola nos falando que fora roubado, e quando estava me preparando para ir a escola, a Mieko falou, “eu também vou, preciso ver se preciso passar a mão da cabeça dele, ou se tenho que bater nele”.

Ele foi, roubado depois de uma semana. Ser roubado uma semana depois é caso para reflexão, não é mesmo?

A mesma coisa coisa quando entraram em novembro dos anos anteriores.

Como os objetos foram subtraídos, podemos refletir como “não teve merecimento, e neste caso, o mau ou o culpado foi a pessoa que não teve o merecimento.

Na resposta da Oyassama parece estar oculto um outro ponto de vista, um outro mundo que devemos tentar alcançar.

Que mundo seria esse?

Na verdade, na resposta da Oyassama não existe o mau individuo.

Na frase “não seria bem melhor se tivessem sido levados por quem os necessita?”

Quem necessita, não é mau.

Quem não foi roubado, não é mau.

Para uma pessoa que está imensamente agradecida, será que conseguimos dar uma resposta como esta?

Isso é surpreendente.... mas se o nosso espírito evoluir como o da Oyassama, creio que seria realmente a melhor resposta.

Há momentos em nossas vidas, em que estamos numa encruzilhada, e ficamos sem solução. Então nesses momentos ter uma visão de fora, uma visão diferente, de outro ângulo, muitas vezes é a solução destes problemas.

A visão de Oyassama, está bem acima do nosso. E ela está observando por este outro ângulo.

Vamos pensar um pouco.

Eu tenho 3 filhos, e vamos imaginar que o mais velho tenha muitos brinquedos, celular, notebook,  muitas guloseimas, e está feliz da vida. Nisso vem o caçula, que não tem nada, e num momento de distração do mais velho, o caçula tenta tomar alguma coisa. De repente  o mais velho percebe e, dá um grito, e o caçula sai correndo sem levar nada.

Então o mais velho vai até a mãe agradecer pelo que aconteceu.

O que será que a mãe iria responder?  Será que ela responderia “Puxa que bom que o caçula não conseguiu levar nada”?

Com certeza ela responderia “Você bem que poderia dar um pouco para ele também, não?”

É de se desejar que todos nós tenhamos esta outra visão de um outro ângulo em todas as coisas que acontecem na nossa vida, para que não haja discriminação, para que não haja erro, para que possamos solucionar muitas vezes algo insolucionável pela visão dos homens.

Essa é a visão de uma mãe, é a visão da mãe de toda a humanidade. É a visão da Oyassama que tem a alma de mãe de toda a humanidade.

Gostaria de solicitar o esforço de todos na elevação espiritual para nos aproximarmos cada vez mais da intenção de Deus-Parens e Oyassama.

No Ofudessaki, Escritura Divina, temos o seguinte verso:

Observando o mundo por todas as épocas, não há quem seja mau. Of 1-52

Entre todos, não há o mau propriamente dito, mas, maculado por um pouco de poeira. Of 1-53

José Katsumi Ishii

Muito Obrigado