A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

INFORMATIVO 221 - FEVEREIRO 2021

 



Praticando o Hinokishin na Igreja

Bom dia a todos.

Os dias e os meses não param, e hoje já estamos realizando a cerimônia do mês de fevereiro.

No mês passado 13 crianças desta igreja e também 2 crianças da igreja Tsu Suzano participaram com muita alegria do Tsudo online 2021.

Hoje gostaria de comentar o episódio 134, com o título “Recordações”, do livro Episódios da Vida de Oyassama.

Por volta de 1883 e 1884, a neta Tamae e a bisneta Moto, dois anos mais nova, iam juntas pedir com insistência: “Vovó, queremos oyotsu.” Então, Oyassama vendo ambas e acenando a mão, dizia:

“Tamae e Moto, são vocês. Esperem um pouquinho.”

E o que Oyassama colocava em suas mãos era sempre o kompeito (doce), que retirava do pequeno armário colocado atrás do lugar em que ficava sentada.

Ainda, certo dia, quando ambas foram brincar como de costume, Oyassama disse:

“Tamae e Moto, venham e deixem-me carregá-las.”

E colocou as duas nas suas costas.

Dizem que apesar de serem crianças, ambas ficaram admiradas:

“Como a vovó tem força, hein!”

Nessa época, Tamae a neta de Oyassama tinha uns 8 anos e Moto, bisneta, uns 6 anos, e a Oyassama em torno de 86 anos de idade.

Oyotsu é um horário em que se dava guloseimas às crianças por volta das 10 horas da manhã e, Oyatsu por volta das 14 horas. Atualmente as próprias guloseimas passaram a ser chamado de Oyatsu.

Este episódio é bem parecido com o episódio 193, que tem o título “Capaz de vir sozinho”. Que diz assim:

 Esta é uma recordação de Sotaro Kajimoto (bisneto de Oyassama).

Lembro-me quando éramos crianças recebíamos doces de Oyassama, íamos para os lados do recinto sagrado e comíamos enquanto brincávamos. Quando o doce acabava, íamos correndo novamente até ela e, ao estendermos as mãos, ela nos dava outra vez. Acabando de comer, íamos novamente. Acho que lhe dizíamos: “Vovó, dê-nos outra vez” — e creio que íamos três ou quatro vezes.

Nunca dizia coisas como: “Não lhes dei agora há pouco?” E também, não dava tudo de uma vez para evitar novos incômodos. Dava-nos somente a quantidade para comer a cada vez. Acho que era biscoito, bolo ou bala. De um modo geral, Oyassama gostava muito de crianças. Isto foi confirmado por Hissa Yamazawa, mãe de minha esposa.

Vez e outra, Oyassama vinha nos visitar em Itinomoto. Toda vez, trazia doces nos saquinhos para dar às crianças de casa e também às da vizinhança.

(Resumindo) Numa ocasião, eu (Sotaro Kajimoto) e Manjiro Yoshikawa, fomos carregados por Oyassama ao mesmo tempo nas suas costas.

Oyassama era delicada, esbelta e sua voz carinhosa. As costas não estavam arqueadas.

Esse episódio aconteceu quando a Oyassama já estava na casa dos 88 anos de idade, ou seja um ano antes de ocultar-se fisicamente. 

Nestes dois episódios em que a Oyassama carregou as crianças nas costas, creio que há dois sentidos, uma de uma vovó carinhosa que ama não só os netos, mas como todos os filhos do mundo, e outra para a demonstração de que ela não era uma pessoa comum, e que dentro dela está Deus-Parens, como em outros episódios em que ela faz as demonstrações de forças.

Mas as demonstrações de forças não são para simplesmente falar que ela é forte. Tem o significado de que se nós demonstrarmos a nossa força, no sentido de uma determinação, Deus também demonstrará a sua força, nos concedendo as providências.

Em novembro do ano passado fui visitar um casal, e a esposa estava me contando que o marido tinha um irmão mais velho, com mais de 80 anos, que estava no Japão, sempre teve uma saúde muito boa, tanto que todos os anos viajava aos Estados Unidos para passear e visitar o filho, e ainda dirigia.

Mas no ano passado a saúde dele havia ficado bastante prejudicada, e estava hospitalizado em coma por algum tempo. Os médicos diziam que era apenas esperar para partir.

O filho que morava nos Estados Unidos sabendo dessa situação, tinha o desejo de visitar o pai que estava no hospital. Mas o problema era viajar e ter que ficar de quarentena por 14 dias, com a incerteza de encontrá-lo em vida.

Foi quando falei que era uma coisa difícil de se conseguir  com a força humana, e que solicitássemos a força de Deus.

Então eles solicitaram a Deus com toda a sinceridade.

O filho decidido viajou ao Japão, ficou de quarentena durante 14 dias, e assim que terminou foi ao hospital onde o pai estava internado. Chegando lá, aconteceu uma coisa inimaginável para todos, inclusive para os médicos, o pai acordou do estado de coma, e teve forças até para andar de cadeira de rodas dentro do hospital. Podendo assim conversar com o filho.

Mas depois de alguns dias o pai veio a falecer. Mas receberam a grande providência de Deus de se encontrarem e ainda de conversarem.

Ouvindo essa história, podemos perceber o quanto é grande a força de Deus, e que se os homens demonstram a sua força com a sua sinceridade, Deus aceitando, nos concede toda a providência que pela força humana seria impossível.

           Se conhecerem alguém que esteja precisando, vamos com toda a força solicitar a força de Deus.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 




 

 



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

INFORMATIVO Nº 220 - JANEIRO DE 2021

 

Grande Cerimônia de janeiro


Muito bom dia a todos.

FELIZ ANO NOVO A TODOS.

Entramos no ano 184RD.

Em outubro deste ano irá completar 184 anos desde que Deus-Parens se revelou neste mundo através da Oyassama, por isso a Oyassama é única. Ela, e somente ela é o sacrário de Deus-Parens, ela foi o local, o corpo onde Deus-Parens se estabeleceu durante 50 anos.

E no dia 26 deste mês, completará 134 anos que Oyassama ocultou-se fisicamente. Ocultou-se fisicamente para que? Para que todos nós pudéssemos realizar o Serviço Sagrado que é a base da salvação dos seres humanos. E para alcançarmos o quanto antes a vida plena de alegria e felicidade.

Portanto, vamos tentar fazer deste ano FELIZ O ANO TODO, e melhor ainda, FELIZ O ANO TODO de todos os anos NOVOS.

Ontem recebi uma mensagem que estava escrito assim: Que em 2021 você possa dizer várias vezes “caramba, estou vivendo o melhor ano da minha vida”.

A parte legal também está no “dizer várias vezes”, não é dizer somente uma vez.

O episódio do informativo deste mês é o 133, com o título “O Futuro é Longo”.

 Nas palavras ditas a Tamezo Yamazawa, por volta de 1883, tem-se:

           “Se julgar que o futuro é curto, será preciso apressar-se. Entretanto, se julgar que o futuro é longo, não será preciso apressar-se.”

“O rápido não será o rápido, o lento não será o lento.”

“A satisfação sincera é a verdade.”

A primeira frase, “Se julgar que o futuro é curto, será preciso apressar-se. Entretanto, se julgar que o futuro é longo, não será preciso apressar-se”, se refere à vida. Os meus pais que são japoneses, quando estavam com uns 50 anos, falavam que já tinham mais tempo de vida aqui no Brasil do que no Japão. E atualmente dizem que a vida vindoura está ficando cada vez mais curta que a vida que já passou. Mas a Oyassama nos ensinou que a nossa vida natural é de 115 anos. Então eu ainda tenho pela frente 59 anos de vida. Estou chegando na metade da minha vida agora.

A segunda frase, “O rápido não será o rápido, o lento não será o lento”, explica que devemos passar o Caminho da fé com prazer do futuro. Cada momento, cada tempo devemos passar com prazer. No nosso dia a dia temos muitos problemas para ir resolvendo, mas passando por dias de dificuldades, é que temos o prazer no futuro. A frase dos meus pais sempre foi “dificuldades, passe por dificuldades mesmo que tenha que comprá-las”.

A terceira frase, “A satisfação sincera é a verdade”.

A satisfação sincera é o arrependimento das más causalidades ou más predestinações das vidas anteriores.

Mas como vamos saber do que fizemos nas vidas passadas?

Na realidade, é só observar o que está acontecendo nesta vida, que saberemos o que é que nós plantamos nas vidas anteriores. Quer dizer que se nós nos conscientizarmos das nossas atitudes das vidas anteriores, e nos arrependermos do fundo do coração, vamos sentir uma satisfação por Deus estar nos dando uma oportunidade de corrigir os nossos erros. Sendo assim, sentiremos uma satisfação sincera.

A satisfação sincera é a razão da ligação. Através da satisfação é concedida a graça da ligação de uma longa vida.

Nesse episódio entendemos sobre a vida. Que devemos viver a vida com prazer no futuro. E também que devemos fazer as coisas no tempo certo, ou seja, plantar as sementes na época certa para colher na época certa. Se há plantio na época errada, não teremos uma boa colheita.  Deus-Parens nos mostra o tempo oportuno para que nós possamos evoluir espiritualmente.

 Então que todos sejam felizes ano todo. E digam “Estou vivendo o melhor ano de minha vida”, não só para este ano, como para todos os anos vindouros.

Um feliz ano todo para todos.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 


sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

INFORMATIVO Nº 219 - DEZEMBRO DE 2020

 



Bom dia a todos.

Acabamos de realizar a última cerimônia do ano, a do mês de dezembro deste ano que foi diferente de todos os anos que já passamos.

Ainda estamos no meio da pandemia que está assolando o mundo todo, mas entendemos que tudo é em razão da profunda intenção de Deus-Parens, para que possamos alcançar o quanto antes a Vida Plena de Alegria e Felicidade.

E creio que o que Deus-Parens mais deseja é a transformação do nosso coração para aquele que deseja a salvação das pessoas.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o de número 132, com o tema “QUE DELÍCIA” que diz assim:

Nakata, Yamamoto, Takai e outros que serviam na Residência, iam de vez em quando aos riachos pegar peixes pequenos e camarões e faziam um cozido adocicado. Certa vez, levaram-no a Oyassama que, retirando do meio o peixe que lhe parecia maior, falou como se explicasse a uma criança:

“Que seja saboreado e elogiado por todos, para que da próxima vez, volte evoluído.”

E, dirigindo-se para os que estavam à sua volta, disse-lhes:

“Assim, convencendo o maior, os outros se convencerão naturalmente.”

E continuou a ensinar:

“Peço a todos que elogiem a comida dizendo: que delícia, que delícia. Se forem saboreados deliciosamente e elogiados pelos homens, evoluirão pela razão de terem sido motivo de contentamento e se aproximarão dos homens a cada vez que renascerem.”

Oyassama falava da mesma maneira quando as irmandades de várias localidades oferendavam coelhos, faisões e aves silvestres.

Infelizmente tenho visto algumas pessoas que ao comerem, nada fazem para começar a comer, simplesmente pegam os talheres e começam a comer, como se tudo fosse muito normal.

 Por que devemos agradecer na hora das refeições?

Agradecemos a Deus por ter colocado os alimentos na nossa mesa (creio que isso deve estar muito claro na mente das pessoas), mas também porque as verduras, as frutas, o frango, o boi, os peixes, tudo tem vida. E nós estamos recebendo estas vidas para mantermos a nossa.

Oyassama nos ensina que devemos saborear e elogiá-los. Sendo assim, pela razão de terem sido motivo de contentamento se aproximarão dos homens a cada vez que renascerem.

Então, ao fazerem as suas refeições, gostaria de pedir que juntem as suas mãos, em qualquer lugar que seja, no restaurante, no trabalho etc, para agradecerem pelas vidas que estão sendo doadas a nós.

Não se esqueçam de agradecer a refeição na confraternização daqui a pouco, aqui no salão, batendo duas palmas.

Como disse, já estamos no mês de dezembro, e na verdade estou muito feliz de termos encerrado o mês de novembro, o mês de novembro para mim nos últimos dois anos me deixou um certo trauma, e fico com as atenções um pouco mais a flor da pele.

Isto porque no mês de novembro do ano passado, tivemos uma visita inesperada durante a madrugada, que levou o notebook, a chave do meu carro, e o carro do meu irmão.

E em novembro do ano retrasado também houve uma visita inesperada que levou o meu tênis, e mais outras coisas também.

E como aconteceu por duas vezes seguidas, este ano estávamos um pouco mais atento, mas esta visita inesperada não aconteceu, mesmo que de vez em quando esquecêssemos as janelas abertas, o portão da garagem aberto, e em outras vezes, esquecendo de ligar o alarme também.

Mas antes de continuar este assunto, gostaria de contar um episódio da vida de Oyassama.

É o episódio 39, BEM MELHOR.

Narazo, filho de Yahei, com dois anos de idade, contraiu difteria, e foi desenganado pelo médico, quando lhe lançaram a fragrância da fé.

 Ao solicitarem à Residência, veio imediatamente uma pessoa para ministrar a graça da salvação, e o menino foi milagrosamente salvo.

O pai Yahei fez logo uma visita de agradecimento à Residência, levando consigo Narazo, e continuou fervorosamente na fé.

Certo dia, ao voltar da Residência e indo deitar-se já às altas horas da noite, ouviu barulhos. Achando estranho, levantou-se silenciosamente e foi verificar o que era, quando um homem, assustado, fugiu na escuridão, sem levar um grande embrulho cheio de objetos de valor.

Yahei muito contente, foi visitar logo de manhã e agradeceu de coração a Oyassama expressando: “Graças a Deus, foi muito bom!” Então, ela lhe disse:

“Não seria bem melhor, se tivessem sido levados por quem os necessita?”

Dizem que Yahei ficou profundamente impressionado com estas palavras.

O que vocês acham deste episódio?

Um tanto estranho?

Vamos supor que vocês que sempre vêm a igreja fazer a limpeza, vem participar dos treinos, das atividades, e estão sempre ligando o coração a Deus, e aconteça algo parecido em suas casas. E no dia seguinte vêm agradecer a Deus.

Eu, com certeza responderia, “Está vendo como foi bom? Você está sempre se dedicando à igreja, com certeza Deus aceitou o seu coração.”

Mas não foi isso que ela disse.

Qual a diferença da minha respostas com a da Oyassama?

Examinando estas duas respostas, me parece que a Oyassama nos ensina sobre uma dica de como proceder num momento em que um certo problema ou dificuldade esteja sem solução.

Depois da frase, “Que bom que não foi roubado”, está incluso o pensamento do ladrão como um mau elemento.

Então este sentimento é de uma alegria de que fomos protegidos de uma pessoa má.

O meu filho quando completou 15 anos, quis que quis um celular, e ajuntou o seu dinheiro e comprou o seu primeiro celular no dia 16/10/2012 e uma semana depois no dia 24, foi roubado na rua, quando estava indo para a escola.

Só uma observação, talvez vocês devam estar perguntando, porque sei a data exata. Na verdade, a Mieko era tão organizada, que até isso está marcado num pedaço de papel, e guardado, e colado no armário.

Voltando, o meu filho ligou da escola nos falando que fora roubado, e quando estava me preparando para ir a escola, a Mieko falou, “eu também vou, preciso ver se preciso passar a mão da cabeça dele, ou se tenho que bater nele”.

Ele foi, roubado depois de uma semana. Ser roubado uma semana depois é caso para reflexão, não é mesmo?

A mesma coisa coisa quando entraram em novembro dos anos anteriores.

Como os objetos foram subtraídos, podemos refletir como “não teve merecimento, e neste caso, o mau ou o culpado foi a pessoa que não teve o merecimento.

Na resposta da Oyassama parece estar oculto um outro ponto de vista, um outro mundo que devemos tentar alcançar.

Que mundo seria esse?

Na verdade, na resposta da Oyassama não existe o mau individuo.

Na frase “não seria bem melhor se tivessem sido levados por quem os necessita?”

Quem necessita, não é mau.

Quem não foi roubado, não é mau.

Para uma pessoa que está imensamente agradecida, será que conseguimos dar uma resposta como esta?

Isso é surpreendente.... mas se o nosso espírito evoluir como o da Oyassama, creio que seria realmente a melhor resposta.

Há momentos em nossas vidas, em que estamos numa encruzilhada, e ficamos sem solução. Então nesses momentos ter uma visão de fora, uma visão diferente, de outro ângulo, muitas vezes é a solução destes problemas.

A visão de Oyassama, está bem acima do nosso. E ela está observando por este outro ângulo.

Vamos pensar um pouco.

Eu tenho 3 filhos, e vamos imaginar que o mais velho tenha muitos brinquedos, celular, notebook,  muitas guloseimas, e está feliz da vida. Nisso vem o caçula, que não tem nada, e num momento de distração do mais velho, o caçula tenta tomar alguma coisa. De repente  o mais velho percebe e, dá um grito, e o caçula sai correndo sem levar nada.

Então o mais velho vai até a mãe agradecer pelo que aconteceu.

O que será que a mãe iria responder?  Será que ela responderia “Puxa que bom que o caçula não conseguiu levar nada”?

Com certeza ela responderia “Você bem que poderia dar um pouco para ele também, não?”

É de se desejar que todos nós tenhamos esta outra visão de um outro ângulo em todas as coisas que acontecem na nossa vida, para que não haja discriminação, para que não haja erro, para que possamos solucionar muitas vezes algo insolucionável pela visão dos homens.

Essa é a visão de uma mãe, é a visão da mãe de toda a humanidade. É a visão da Oyassama que tem a alma de mãe de toda a humanidade.

Gostaria de solicitar o esforço de todos na elevação espiritual para nos aproximarmos cada vez mais da intenção de Deus-Parens e Oyassama.

No Ofudessaki, Escritura Divina, temos o seguinte verso:

Observando o mundo por todas as épocas, não há quem seja mau. Of 1-52

Entre todos, não há o mau propriamente dito, mas, maculado por um pouco de poeira. Of 1-53

José Katsumi Ishii

Muito Obrigado

 


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

INFORMATIVO Nº218 - NOVEMBRO DE 2020

Primavera chegou
 

Muito bom dia a todos.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o de número 131, com o título “DO LADO DE DEUS”

Oyassama dizia aos jovens que serviam na Residência, tais como Naokiti Takai e Yossaburo Miyamori:

“Vamos fazer uma prova de forças.”

E, estendendo as mãos, ordenava-lhes:

“Experimentem apertar com toda a força.”

Entretanto, além de não conseguirem apertar de modo algum, seus braços adormeciam e ficavam inertes quando Oyassama os segurava com um pouco de força. Então, ela afirmava:

“Do lado de Deus, a força é dobrada.”

Outras vezes, indagava:

“Podem fazer isso?”

E apertava a pele do dorso da mão deles com o indicador e o mindinho. A força era tanta que doía muito e chegava a arroxear.

Ainda, houve vezes que juntava corretamente as duas mãos no meio das costas, como se fizesse diante do seu peito.

Esta é uma das recordações de Miyamori.

Este episódio mostra a força de Deus, mostra que a Oyassama não era uma pessoa comum.

Está explicando que se nós seres humanos devemos mostrar a nossa força, ou seja demonstrar o nosso trabalho.

As pessoas neste mundo desejam que tudo que pede a Deus se concretize, mas sem demonstrar nenhum trabalho, não há como Deus demonstrar a sua força. Se demonstrarmos o nosso esforço, Deus aceita isso e nos concede o dobro da força.

Há nas palavras de Deus, que se os homens fazem 3, Deus completa com 7.

 

Como este mês é o mês de finados, gostaria de falar um pouco sobre as almas.


Há um episódio com o título “ESTAVA-A ESPERANDO”, que diz:

Kajiro Ueda, quando estava indo a uma festa de Tenjin, em Kayo, sua filha Naraito, começou a chorar de repente, dizendo: “A divindade Iwagami vem descendo descabelada. Estou com medo.”

Fez-se vários tratamentos sem qualquer resultado. Porém, melhorou gradualmente quando passou a crer no ensinamento através do espargimento da fragrância da fé pelo vizinho.

No mês seguinte, Naraito regressou a residência e encontrando-se com Oyassama, recebeu estas gratas palavras:

“Estava-a esperando, esperando. É a tia que salvou a minha vida prestes a perder, há cinco gerações.”

Ficou inteiramente curada dentro de três dias. Tinha então quatorze anos de idade.

Entendemos neste episódio que as almas elas vão e voltam a este mundo, tomando emprestado um novo corpo de Deus-Parens.

No segundo domingo do mês passado, foi realizado um treino de gagaku, para principiantes, na Igreja Paulista.

E perguntei ao meu filho se ele gostaria de participar. E como ele se interessou, resolvi levá-lo.

Os treinos seriam no domingo à tarde e na segunda de manhã em razão do feriado.

Jantando no domingo a noite, o meu amigo que é condutor de uma igreja que fica na cidade de Marília nos contou uma história muito interessante.

Ele nos contou que o seu avô estava do lado do seu filho enfermo, que estava acamado, com uma doença bastante grave.

 Então o seu bisavô, observando, disse: “Estou vendo que você não ama o seu filho”. E continuou “O que você aprendeu durante a sua vida escolar em Tenri, não aprendeu que, salvando os outros estará salvando a si mesmo?”

Foi quando ele refletiu que era exatamente isso. E resolveu sair para fazer a salvação na redondeza.

E encontrou uma família que estava com um filho com o mesmo problema, e prestes a perder a vida.

Então visitou esta criança todos os dias para ministrar o ossazuke, mas infelizmente depois de 10 dias, esta criança acabou retornando (falecendo). Bastante abatido, não sabia como encarar a família. Mas tomou coragem, foi visitar a família e, pediu desculpas por não ter conseguido salvá-lo. E para a sua surpresa a família estava bastante agradecido, dizendo que sentiu um conforto muito grande nas palavras do missionário, graças ao ensinamento de Deus.

Ainda com o seu filho acamado, nesta mesma época, o condutor da igreja Mor solicitou que o acompanhasse nas visitas de doutrinação em várias igrejas filiais. Sentiu-se inseguro de deixar o filho por vários dias, mas mesmo assim decidiu fazer o trabalho de Deus.

Depois de alguns dias, durante as visitas, o avô recebeu a notícia de que a enfermidade do seu filho havia agravado, e que a qualquer momento poderia vir a óbito.

Então o seu avô solicitou a permissão para voltar a sua casa.

Quando foi surpreendido com uma pergunta. “Se você voltar, o seu filho vai se salvar?”

Quando respondeu que não, o condutor então pediu que continuasse então na sua importante missão de Deus em acompanhá-lo.

E esta criança se recuperou milagrosamente. “E graças a isto hoje estou aqui conversando com vocês, pois ele era o meu pai” disse o meu amigo. 

Continuando a conversa, ele nos contou que o seu avô chegou a estudar com o II Shimbashira (Primaz mundial), e depois de formado, eles costumavam realizar encontros com os amigos do ensino médio. Depois de alguns anos, na posição de Shimbashira começou a incentivar o trabalho de divulgação no exterior. E estava com o seu coração bastante animado com este trabalho, transmitindo o calor desse sentimento a todos.

Num dos encontros com os amigos, eles fizeram um pacto cortando o dedo polegar e carimbando numa folha o seu sangue, determinando o espírito que fariam a divulgação no exterior.

Os outros amigos do avô eram fiéis de grandes igrejas, e muitos conseguiram realizar esta determinação. O avô do meu amigo que pertencia a uma igreja pequena, e também no interior do Japão, já na idade bastante avançada, estava com o seu coração apertado, pensando que só ele não havia conseguido fazer a divulgação no exterior.

Um certo dia, este avô estava no seu quarto, quando uma outra pessoa entrou sem bater, e ele tentou esconder o que estava lendo. Curioso perguntou “o que você está escondendo?”

Quando o avô mostrou um livro de inglês para crianças.

E explicou que, como só ele não havia conseguido realizar a determinação de fazer a divulgação no exterior, ele estava desde já estudando para que na próxima vida ficasse mais fácil aprender uma língua estrangeira.

Depois de alguns anos, quando a família estava reunida, pediu para que preparem o local, que ele voltaria para trabalhar na divulgação no exterior.  E retornou (faleceu) depois de 2 dias.

Muito tempo depois esse meu amigo veio ao Brasil para aprender o português, para ser útil na recepção de brasileiros no Japão, em sua igreja Mor.

Depois de 2 anos de estada, decidiu que gostaria de ficar no Brasil, e todas as coisas como trabalho, casa, foram se ajeitando. E de acordo com a sua predestinação, casou-se com uma brasileira, e atualmente tornando o condutor desta igreja que fica em Marília.

Um dia, lembrou da história do avô, e chegou a pensar, será que sou eu que devo preparar o local para o meu avô? E começaram a vir os filhos, mas, nasceu uma, duas, três meninas, e pensou “ueh, ele não está vindo”, quando nasceu o quarto filho menino, e até comentou “opa, chegou, chegou”.

Lógico que nós seres humanos não vamos saber se realmente é o avô que está voltando, mas, continuando a conversa, ele nos contou que, um ano antes de ingressar no ensino médio, ele começou a treinar o Ryuteki (tipo de uma flauta), com a turma do gagaku e, estava bastante confiante em sua performance.

Quando chegou no ensino médio fez um teste com outros alunos que já tocavam este instrumento há mais anos, e disseram que ele era muito desafinado para tocar o Ryuteki. E indicaram o SHO (instrumento feito de bambu), falando que esse instrumento seria o ideal para ele.

O filho deste meu amigo entende tudo de música, e toca diversos instrumentos, mas nunca demonstrou interesse no gagaku, mesmo que o pai sempre o incentivasse. Mas nesse treino, a esposa de um amigo perguntou se ele também não gostaria de participar do treino, e sem resistência nenhuma, aceitou vir no treino.

E ele começou a treinar o instrumento SHO junto com o pai dele. E o interessante nesta história é que este instrumento SHO foi o avô do meu amigo que o adquiriu comprando e agora o filho é quem está treinando com este mesmo instrumento.

 Nós nascemos e renascemos e devemos transmitir os ensinamentos às próximas gerações, para que quando voltarmos tenhamos um ambiente feliz.

E para que tenhamos este ambiente feliz, é necessário que pratiquemos a salvação conforme o desejo de Deus.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

Preparativos do Yakissoba 

Preparativos do Yakissoba

Curso de doutrina de um dia online na Igreja Tsuhakuryu


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