A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

sábado, 13 de setembro de 2025

Relato da Fiel Daniela Oshiro sobre o Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

Daniele Oshiro - Relato de Experiência

 

Vim aqui contar um pouco da minha experiência, das coisas que foram acontecendo, e como foi essa experiência para mim.

Antes de viajar para o Japão (Jiba) eu passei mal, e não estava me sentindo muito bem. Então comecei a pensar e a refletir que, parece que Deus está querendo me dizer alguma coisa, que eu tenho que pensar nas minhas atitudes e refletir o caminho que eu estou seguindo.

E aí, na mesma hora comecei a pensar e  quando eu cheguei no Japão em Jiba, a minha visão mudou. Eu fui com um pensamento diferente, de querer me redimir das minhas ações que eu estava fazendo, e pensar nas consequências das coisas que eu estava fazendo.

E quando cheguei em Jiba, realmente lá é muito diferente. As pessoas são diferentes, a cultura também, é tudo diferente.

Mas, mesmo sendo tudo diferente daqui do Brasil, a gente se sente como se fosse bem-vindo. Todo mundo é muito respeitoso, educado e, todos um sempre querendo ajudar o outro. Então no Japão, em Jiba, a gente sente que aquele lugar realmente é como se fosse a nossa casa, que a gente sente segurança por mais que a gente esteja num outro país, que não fala a língua direito.

Mesmo assim consegui me sentir muito bem e confortável. No seminario aprendi bastante coisa que eu não compreendia muito bem. Tipo uma coisa que eu não conseguia realmente entender era o “salvando os outros estará salvando a você” eu pensava na minha cabeça que é uma coisa da igreja, que é um pensamento, que eu não conseguia compreender claramente.

E quando eu estava no seminario eu aprendi bastante coisa, e a gente ajudando o outro, salvando o outro, o sentimento que fica de ajudar o outro faz a gente se sentir, assim, feliz pelo outro.  Não feliz pela gente, mas feliz que a gente ajudou o outro, e esse sentimento, ele é um sentimento que a nossa alma, parece que ela limpa de uma forma muito, não sei explicar mas é um sentimento que limpa. Para mim limpou muita coisa. Deixa as coisas muito mais claras. Então, por isso que eu acho que salvando o outro você está salvando a si mesmo. Porque os sentimentos que ficam é muito bom. 

E no tempo que eu estava no seminário e no Japão conheci melhor as pessoas que estavam à minha volta, e aprendi muita coisa com elas. Eu percebi que cada coisinha que acontece na nossa vida, qualquer coisa que por mais simples que seja, a gente tem que agradecer o outro. 

A gente teve muita atividade, muita palestra e relatos dos professores.  Num certo dia, de repente um dos nossos colegas estava com dor de garganta e, não estava conseguindo nem beber água, e estava tossindo bastante. Então, conseguir beber água, sentir o gosto da água é uma coisa que a gente precisa agradecer por mais simples que seja. Conseguir se alimentar, ir no banheiro também são coisas simples, mas a gente tem que agradecer bastante. Isso é uma coisa que ficou bastante claro no seminario.

E também é a oportunidade de regressar a Jiba e receber o Sazuke, junto com sua família, com seus amigos é uma oportunidade que poucos têm, então eu estou muito grata por isso também. Porque é uma coisa muito gratificante, e finalmente receber o Sazuke junto com pessoas que você ama, confia e se sente bem. 

É muita gratidão.

Muito obrigada.

Relato da Fiel Nicole Ishii do Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

 

Nicole Ishii - Relato de Experiência


Bom dia a todos. Eu queria começar agradecendo, por esta oportunidade. Eu estou muito grata por tudo ter corrido muito bem. Principalmente a Deus-Parens, a Oyassama que estão sempre guiando a gente. E também ao Kaityo san, né? A gente, participar nós 3 juntas foi uma experiência, muito importante pra minha vida. E agradecer aos meus pais também que se esforçaram muito para que tudo corresse bem. Aos amigos, os tios,  que ajudaram muito nesse processo. 

E falando sobre a sensação de chegar em Jiba, é realmente uma sensação de TADAIMA (voltei), regressei. Nossa! É muito, muito feliz, é muito confortante. Eu até chorei no primeiro Otsutome (Serviço Sagrado), e no segundo também. É assim, uma sensação muito, muito louca, sabe? É quente, mas muito confortável mesmo. 

E o seminário foi assim top vivência que eu já tive. É porque como a gente está em Jiba, perto de Deus, parece mais ainda que tudo o que acontece são indicações de Deus. É Deus tentando falar alguma coisa pra gente. Nossa! A gente teve muitas experiências legais, fizemos muitas amizades, conhecemos pessoas incríveis. A gente teve a oportunidade de conhecer o caminho deles e eu tenho certeza que eu vou guardar no meu coração pra sempre, com muito amor. 

E uma coisa que eu percebi durante o seminario é que, não só eu mas muitas pessoas, a gente estava se sentindo que não era digno de receber tal graça assim, tipo, foi numa reflexão, a Tomomi disse que quando ela ia receber o Sazuke, ela sentia que ainda tinha poeiras, pensava tipo “será que eu tenho esse merecimento para receber?”. Mas, aí percebi que eu não estava sozinha, pois eu estava muito insegura. Porque a gente sempre tem poeiras. Mas percebi que o que importa é que a gente precisa ter o espírito sincero.  É isso é o que importa, porque com isso a gente vai purificando o nosso espírito. E agir sempre voltado a intenção de Deus-Parens. Sempre com o sentimento de gratidão.

Tinha uma outra atividade no seminário que tinha que escrever uma coisa que marcou bastante. Nas preleções do Besseki, eu não lembro exatamente como era a citação, mas era a parte que falava que, a intenção de Deus é que a gente se torne pessoas realmente admiráveis. Então isso confortou muito o meu coração, e por isso, a partir de agora eu quero me dedicar na minha evolução espiritual.  E uma coisa que falaram também no seminário é que a Tenrikyo, a sensei falou, a Tenrikyo para ela era a dedicação filial aos nossos pais espirituais. Eu gostei muito dessa visão porque eu também acho, eu concordo com isso. E não só a dedicação filial aos nossos pais espirituais, mas também aos pais. Que estão sempre esperando muito da gente, e a todos do mundo que a gente cruza em nosso caminho. Estou muito ansiosa para ministrar o Sazuke. 

E é  isso. 

Muito obrigada.



Relato da Fiel Kaori Teramoto sobre o Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

 

Kaori Teramoto - Relato de Experiência


Bom dia, hoje eu vim aqui compartilhar um pouquinho da minha experiência, agora como uma nova Yoboku, e também sobre o seminário que a gente acabou de participar. 

Bom, primeiro eu gostaria de falar aqui sobre o sentimento de estar em Jiba. Quando eu cheguei lá eu pensei, “Nossa eu vou ficar ansiosa, pois quando eu vou para lugares diferentes eu não consigo comer, não consigo dormir, e fico muito nervosa. Mas, chegando lá, eu estava tranquila como se eu estivesse voltando para casa. Então, não passei mal, fiquei tranquila, foi um sentimento de que estava tudo bem de eu estar ali e me sentir em casa, e não aconteceu nada de ruim. 

Eu recebi o dom do Sazuke agora, e finalmente, eu estou muito feliz de poder falar isso, e a sensação de estar lá foi assim, única. No começo eu não parava de chorar na fila, antes de entrar na sala, mas é um negócio muito rápido. Só que, acho que a sensação de você estar lá é única. É uma única vez que a gente vai receber isso (Sazuke), então acho que a gente estar lá, assim, é um outro sentimento, de sentir Oyassama tão perto da gente. Chega a ser até meio esquisito mas é um conforto no nosso coração.

E, quando eu fui a Jiba, eu senti que eu conheci quem eu sou. A tia Ako, a gente estava conversando, e ela falou que a gente tem uma linha da vida e quando a gente se torna Yoboku, a gente abre um novo caminho, como se a gente tivesse renascendo. Então, ela falou para mim que, agora a gente vai seguindo um outro caminho, o caminho certo. Como a gente virou Yoboku, então a gente tem que ir reformando o nosso coração, reformando o nosso espírito. Então acho que foi isso que eu estou aprendendo e aprendi muito em Jiba. Aprendi a me conhecer lá também.

Eu recebi tantas graças enquanto estava em Jiba. Nossa! Parecia surreal as coisas, eu participei da entrevista do Doyusha, escolheram meu texto, e tive uma oportunidade tão grande, que está no Instagram e também de ter aparecido num pedacinho do jornal. Então para mim foi muito gratificante fazer tudo isso.

E também me aproximei muito da família. Havia pessoas que nao conhecia, muita gente do Japão, da tia Ako, do Ossamu san, e também os nossos primos. Então foi uma das melhores coisas, me aproximar cada vez mais da família. A gente recebeu ajuda de tantas pessoas, de inúmeras pessoas. A gente conheceu novas pessoas que fizeram favores assim, absurdos para a gente. Então a gratidão que eu tenho por cada uma destas pessoas que nos ajudaram muito no Japão e tanto como aqui também, é assim, enorme. Eu não sei nem o que falar. E uma coisa que eu escutei muito no Besseki, a gente escutou 9 vezes, apesar de ser cansativo a gente acaba pegando cada vez mais detalhes, principalmente quando está acabando, tipo na oitava ou nona preleção, a gente acaba pegando coisas que a gente não prestava atenção nas primeiras. E uma coisa é sobre a Oyassama eternamente viva. Antes eu não entendia muito bem o que era isso, falava, eu não consigo ver, como assim Oyassama eternamente viva. Então eu aprendi que, o que deixa ela viva é a nossa fé. 

De todos esses anos que passou, eu acho que a gente tem essa fé tão grande, que ela sempre vai estar viva. Então acho que contanto que a gente tenha esse espírito sempre forte com todos os ensinamentos que ela deixou, eu acho que isso é o mais importante, ainda mais quando a gente vai lá bem à frente dela, vem um vento assim muito forte. Parece que Ela está lá olhando, na nossa frente, cara a cara conversando com a gente. E no seminário, uma coisa que eu achei muito legal é que a gente tinha o Manabi (o Ensaio do Serviço Sagrado), a gente participou deste Manabi, e a gente faz na frente dela para ela poder ver nossos movimentos, se a gente está fazendo tudo certinho. Isso eu não sabia, e eu achei muito bonito, e da primeira vez que a gente fez eu até chorei, porque eu acho incrível toda a história dela, de que ela começou o caminho sozinha e hoje tem tudo isso de pessoas e lá em Jiba junta tanta gente de tantos países. Acho que é muito legal ver isso. Tudo isso que ela conseguiu juntar, tudo isso que ela criou. 

E outra coisa que eu gostei bastante foi do Besseki, eu não sei explicar direito mas, falou assim, “O tempo de chuva e de sol não é a Oyassama que escolhe,  isso quem define é Deus-Parens (Oyagamissama) que faz chover ou fazer sol. E isso tudo depende do nosso coração, e quem vê isso é a Oyassama. E eu achei muito legal, que a Oyassama faz isso de acordo com o coração de cada um. E lá, eu quase não peguei chuva, todos os dias estavam super ensolarados, e pensei, “nossa que gratificante”. A gente consegue aproveitar tanto, a gente consegue se divertir tanto, com o tempo tão bom, apesar do calorzão a gente conseguiu se divertir muito. Queria agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram, a todas as pessoas que desejaram uma boa viagem, que falaram parabéns para a gente também. E eu espero conseguir algum dia, cada vez mais, passar os ensinamentos de Oyassama para todo mundo.

Muito obrigada.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

INFORMATIVO Nº 270 - JULHO DE 2025

 

Novas Yoboku de Oyassama


Bom dia a todos.

Hoje vou fazer a minha palestra. Pegando os meus rascunhos escrito a caneta e papel. Como nos tempos antigos, e sem computador. Mas a minha palestra foi feita no chat  GPT. Não é tão assim das épocas tão antiga.

Hoje vou falar um pouquinho sobre Arigatai e Atarimae.  Eu pesquisei na internet. ARIGATAI significa (arukoto ga muzukashii), é escrito com os ideogramas, Kanji, e tem o significado de ter algo raro que não se consegue facilmente. Isso é a atradução de ARIGATAI no Chat GPT. É quando você recebe um favor ou algo bom e sente gratidão no coração. Esse é o ARIGATAI.

O ATARIMAE significa algo tão óbvio, ou normal.  Não é algo que causa gratidão especial, pois é considerado natural ou certo.  Por exemplo, se a sua mãe, prepara a sua marmita todos os dias, para você ir trabalhar ou ir para escola, e se você achar que é uma obrigação dela, isso é ATARIMAE. Mas se pensamos, “Nossa! Ainda bem que ela faz a marmita para mim todos os dias”. Ai, isso se torna ARIGATAI. Deu para entender?

 

Então vou dar um exemplo de ARIGATAI e ATARIMAE que aconteceu na minha casa. Como todos sabem, a minha mãe quebrou o femur há algumas semanas, e ela foi fazer a cirurgia. Tudo correu muito bem, muito bem mesmo. A cirurgia a gente acaba pensando que é tudo assim, que todos que fazem a cirurgia, voltam bem e tudo volta a ser como antes. E a cirurgia da minha mãe correu tudo tranquilo, ela voltou para casa e estava tudo certinho.

Outro dia minha irmã que trabalha no mesmo hospital, estava contando que uma outra senhora foi fazer a mesma cirurgia que a minha mãe. Esta senhora, tinha a mesma idade da minha mãe, mas não com tantos problemas de saúde como a minha mãe que tem colesterol alto é diabética e tem pressão alta.

A cirurgia desta senhora correu tudo bem, mas na sala de espera para entrar na UTI, teve uma piora, teve uma embolia pulmonar, não resistiu e faleceu. Foi quando pensei, “Nossa! A minha mãe que tem tantos problemas ficou super bem. Então o que era ATARIMAE virou ARIGATAi. Sentimos uma grande gratidão por ela estar bem.

Aconteceu um outro fato, na mesma situação, a minha mãe fez o retorno e a minha irmã estava acompanhando, quando encontraram um rapaz que estava perto, que perguntou para a minha irmã se a minha mãe estava bem. E ela respondeu que estava tudo bem. A minha irmã não o conhecia, mas o rapaz disse que viu a minha mãe no dia em que fez a cirurgia, porque ele também havia feito uma cirurgia na perna.

Então a minha irmã perguntou se ele estava bem, e do porque ele estava ali, e ele respondeu que havia dado uma infecção na perna dele, e provavelmente teria que fazer uma nova cirurgia .

É interessante porque a minha mãe tem diabetes, e quem tem diabetes normalmente a cicatriz não fecha, mas o dela correu super bem. Fechou tudo, tanto que na outra semana já estava tirando os pontos. Tudo certinho e hoje ela tá super bem .

Então, até então o que achavamos que a cicatriz fechar era uma coisa normal,  ela se recuperar é normal, na verdade não é. É uma gratidão muito grande por ter conseguido fechar todos os pontos.

A gente vai conversando com as pessoas, e tem muita coisa relacionada com o que acontece com a gente.  A mãe de uma pessoa que encontrei na feira, fez a mesma cirurgia do femur em janeiro, e a minha mãe operou em abril. Eu perguntei a ela de sua mãe, se estava bem, e se já estava andando, pois era uma senhora que andava normalmente. Ela me respondeu que ela está usando fralda de manhã e a noite, e não anda, pois está acamada desde então.

Eu me assustei, pois a minha mãe já começou a fazer a fisioterapia, ela dá alguns passos e já tirou a fralda de manhã, está mais independente, e só usa fralda a noite, como sempre foi.

A minha mãe que fez a cirurgia em abril já está até andando e ainda a gente estava reclamando que não está andando bem.

Se pensarmos bem, realmente é uma gratidão muito grande por ela estar desse jeito. A gente fica reclamando mas na realidade ela está muito bem. E começamos a enxergar o outro lado.

 

Na Tenrikyo, também pesquisando no Chat GPT, a palavra Gratidão é muito importante. Porque na Tenrikyo, o corpo já é uma graça de Deus-Parens, pois se pensarmos no respirar, o sobreviver é tudo uma gratidão. Então na Tenrikyo o que é importante é refletir no coração para que a gente diminua o espírito de insatisfação e arrogância. E se começarmos a transformar o nosso pensamento em gratidão, a gente pode transformar o nosso espirito.

Por último eu ia contar uma historinha, esse não é do chat gpt,  eu pesquisei um pouco. O título é “A dor e o lago”

Certa vez, um jovem, muito triste pelos acontecimentos em sua vida resolveu procurar um mestre sábio para pedir conselhos. Ao contar a sua história, o mestre pediu ao jovem que enchesse a sua mão de sal. Ele fez o que foi pedido, e em seguida o mestre pediu que ele bebesse um gole dessa água. O jovem já sabendo como seria o gosto, bebeu água e fez uma cara feia. Como está o gosto? Perguntou o mestre. Horrível! Respondeu. Em seguida o mestre levou o jovem até um lago e pediu que ele colocasse uma mão cheia de sal na água. O jovem fez o que ele pediu, em seguida pediu que ele bebesse a água, e o jovem obedeceu. Como estava o gosto? perguntou o mestre. Bom, ele respondeu. Sentiu o gosto do sal? Não, respondeu.

Os dois se sentaram na beira do lago e o mestre falou, “Em nossa vida a dor é inevitável. Todos passamos por isso, porém o sabor da dor depende onde colocamos, quando você sofrer você deve aumentar a percepção das coisas boas que acontece na sua vida. deixe de ser um copo e comece a ser um lago”.

Muito obrigado.



Foto com Shimbashira sama

Hinokishin na Sede Dendotyo

domingo, 8 de junho de 2025

INFORMATIVO Nº 269 - JUNHO DE 2025

 

Palestra – Junho/25 – Haruki Ishii

Bom dia/Boa tarde a todos!

 

Sou o Haruki Ishii, tenho 28 anos e moro em Mogi.

Hoje, quero compartilhar uma reflexão sobre gratidão e satisfação sincera. Em tempos tão corridos como os nossos, sinto que muitas vezes é difícil realmente sentir essa satisfação genuína. Uma experiência que vivi em 2022 me fez refletir profundamente sobre isso.

Em 8 de dezembro de 2022, estava trabalhando até tarde quando, de repente, senti uma dor muito forte na parte inferior direita da barriga. No começo, achei que era apenas dor de estômago ou fome. Tentei ir ao banheiro, mas a dor não passava de jeito nenhum. Avisei meus pais, que logo me levaram ao hospital. Chegando lá, mal conseguia ficar em pé. Fiz uma tomografia e descobri: era apendicite. Fui internado na hora, mas o cirurgião não estava disponível, então a cirurgia ficou para o dia seguinte.

Naquela época, a Copa do Mundo do Catar estava a todo vapor, e justamente naquele dia, era o jogo das quartas de final entre Brasil e Croácia. Eu, com um pensamento um tanto bobo, pensei: "Nossa, e se o cirurgião for fanático por futebol e o Brasil perder?". A cirurgia estava marcada para as 14h, e o jogo era às 12h. O jogo terminou em 1x1 e foi para os pênaltis... e o Brasil perdeu. Meus pensamentos voltaram com força: "Se o cirurgião for fanático por futebol, eu morro hoje!". A cirurgia, que era para ser às 14h, foi adiada. Pensei que "era para o cirurgião dar uma espairecida do jogo, né?". Só fui para a sala de cirurgia por volta das 18h.

O que deveria ser uma cirurgia de, no máximo, meia hora, levou o triplo do tempo: uma hora e meia. Minha mãe, que estava de acompanhante, já estava quase indo atrás para saber o que estava acontecendo, mas finalmente, por volta das 20h, voltei para o quarto. Depois da cirurgia, fiquei sabendo que o cirurgião realmente estava muito decepcionado com o jogo (brincadeira, risos). O motivo da demora foi que o apêndice – aquela pequena bolsinha solta no início do intestino grosso que inflama na apendicite – no meu caso, estava grudado no intestino grosso. Qualquer movimento errado durante a cirurgia poderia ter atingido o intestino, causando hemorragias e complicações sérias, que demandariam uma limpeza muito trabalhosa. Mas, graças a Deus, não houve nenhuma complicação.

Tive uma recuperação um pouco dolorosa, mas graças a minha família, tudo foi mais leve. Detalhe que quando voltei para casa, o pessoal de casa estava com COVID, onde acabei ficando isolado das outras pessoas para não me infectar. Fui me recuperando gradativamente e logo no mês seguinte eu pude participar como staff do Gakuseikai. Senti realmente a gratidão de poder estar participando do evento sem nenhum contratempo.

Creio que a satisfação sincera está em cada ação que fazemos no dia a dia. seja acordar, seja poder comer, andar, falar. Claro que sentir isso nas ações básicas que fazemos é um pouco difícil, por ser óbvio demais para nós. Se trabalharmos a gratidão de pouco em pouco, eu acho que é possível sim sentirmos essa gratidão sincera. 

Muito obrigado!

Agradeço a todos pela presença na Cerimônia Mensal de Junho.

Eu gostaria de deixar algumas informações.

70ª Assembleia Geral do Fujunkai: Será realizado no dia 7 de junho, sábado. Na oportunidade, também será realizada a cerimônia de posse da 4ª Diretora-presidente. Está reservado um ônibus para sair do SP Tenri Kaikan, dia 5 (qui), às 21hs. Solicita-se convidar o maior número de associadas.

Reunião das bandas Koteki: Será realizado nos dias 19~21 de junho, na Igreja Paulista, visando o regresso a Jiba, em julho de 2026.

Hinokishin da lagoa de carpas: Dias 6 e 7 de junho.

No dia 22 de junho teremos o Bazar da Pechincha: Se tiverem algo que não tenha mais uso em suas residências, e se puderem doar, estamos aceitando doações. Pode ser algo quebrado também, que tentaremos consertar.

No dia 29 de junho, teremos o Encontro de todos os Yoboku: aberto para todos que não são Yoboku também. será nesta Igreja, no período da manhã. Com a reunião a partir das 8.15h.

No mês de julho teremos o 128º. Shuyokai do Brasil (1º~28 de julho). E como eu estarei como responsável de classe por 28 dias, para a Cerimônia Mensal de julho, gostaria de contar com a colaboração de todos no sentido de fazer os preparos desde a compra e o preparo da oferenda no dia anterior. E também vindo cedo para a realização da Cerimônia de julho. Conto com a colaboração de todos.

253º. Curso de Doutrina (14~18 de julho)

Assembleia Geral do Seinenkai (12 de julho): Contará com a participação de 7 integrantes da Associação dos Moços de Nova York (EUA). E quem quiser participar da caravana de missionamento, ainda há vagas.

Para as pessoas que fizerem a reverência na Sede Dendotyo, solicita se a colaboração na limpeza dos alojamentos e banheiros.

Encontro dos brasileiros:
No dia 2 de novembro/2025, domingo, está sendo analisada a possibilidade de realizar um encontro de fiéis na Terra Parental.
Aproveitando a oportunidade, será solicitada sala de besseki em português ao vivo e, também, sala em português do curso básico da Tenrikyo, para iniciantes que queiram conhecer os ensinamentos.

Calendário das caravanas de regresso a Jiba em 2026:
Foi discutido e pré-aprovado em conjunto com o Departamento de Missões Exteriores.
Ida (data da chegada no aeroporto de Kansai):
17 e 21/jan; 8, 14, 15 e 23/abr; 23/jun; 2, 8 e 14/jul; 14 e 23/out.
Volta (data da partida do aeroporto de Kansai):
29/jan; 4/fev; 30/abr; 7 e 14/mai; 29 e 31/jul; 3/ago; 28/out; 2/nov.

Cursos em Oyassato (2026):
- Habilitação para Kyoto (Mestre do caminho): Classe português: 27/abr~11/mai; 27/jun~11/jul; e, com tradução simultânea, 27/set~11/out.

Obs. A princípio, não haverá classe em português com início em 27 de janeiro; porém caso haja mais de 10 pretendentes, poderá ser solicitada a abertura de uma classe.

- Habilitação para condutor de igreja: Classe em português, 27/out~16/nov (exame dia 17/nov).

- Seminário de Oyassato: A partir deste ano será necessário contratar seguro saúde de viagem.

- TLI - Curso de língua japonesa: Requisito para habilitação: nível de proficiência 5 ou aprovação na prova on-line aplicada pelo TLI. Pode prestar quantas vezes quiser. Teve início a distribuição do formulário de inscrição. Prazo para pretendentes é a cerimônia mensal de julho do Dendotyo.

- Alteração do valor da taxa de traslado do Kaikaibu até o aeroporto de Osaka: ¥2000. Crianças de 6 até 12 anos ¥1000, até 5 anos não pagam.

- Culto de 50 anos de retornamento da revª. Chiyo Otake: Dia 8 de agosto de 2026, 19h.

- Kodomo Ojiba Gaeri 2025 (Shonenkai): Corpo de Hinokishin Internacional do Regresso das Crianças a Jiba, apenas participantes com idade entre 12 e 14 anos.

INFORMATIVO Nº 268 - MAIO DE 2025

 

Hinokishin no laguinho do Dendotyo

A Importância da Empatia 

Boa tarde a todos! 

Hoje, eu quero falar sobre um tema que considero fundamental para a vida de todos e para o crescimento das nossas comunidades: a empatia. Nas igrejas, muitas vezes nos reunimos com o objetivo de adorar, aprender e servir. No entanto, é crucial que façamos isso com corações abertos e dispostos a entender e apoiar uns aos outros. A empatia não é apenas uma virtude, é uma prática que pode transformar nossas relações e nosso testemunho como seguidores. 

1. O que é Empatia?

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de entender seus sentimentos e perspectivas. É diferente da simpatia, que é sentir pena de alguém sem necessariamente entender sua experiência. A empatia nos permite conectar de forma genuína com os outros, criando laços mais fortes e significativos.

2. A Importância da Empatia 

A empatia é vital nas igrejas por várias razões:

- Construção de Relacionamentos Saudáveis: A empatia ajuda a criar um ambiente onde as pessoas se sentem valorizadas e compreendidas. Isso fortalece os laços dentro da comunidade e promove um senso de pertencimento.

- Resolução de Conflitos: Quando praticamos a empatia, estamos mais preparados para lidar com conflitos de forma construtiva. Entender a perspectiva do outro pode ajudar a encontrar soluções pacíficas e quando as pessoas veem que nos importamos genuinamente com os outros, isso pode atrair mais pessoas para a fé.

- Ouvir Atentamente: Reserve tempo para ouvir os outros sem interromper ou julgar. Às vezes, as pessoas precisam apenas serem ouvidas.

- Se Colocar no Lugar do Outro: Tente entender as emoções e experiências dos outros. Pergunte a si mesmo: "Como eu me sentiria se estivesse no lugar dessa pessoa?"

- Apoiar e Ajudar: Ofereça apoio prático e espiritual. Às vezes, um simples gesto de bondade pode fazer uma grande diferença na vida de alguém.

- Cultivar a Paciência e a Compreensão: Reconheça que todos têm suas lutas e desafios. Seja paciente e compreensivo, especialmente em momentos de dificuldade. 

Eu tive uma experiência faz 3 anos que estou no seinenkai do Brasil. Nisto tive que ser  responsável por varias atividades com jovens e pessoas mais velhas. 

E cada pessoal tem um jeito de lidar, com as pessoas velhas somos mais formal, com os mais novos é mais difícil lidar.

Porque cada um tem seu tempo de fazer as coisas eu não entedia muito isso no começo e ficava muito nervoso e bravo, e reclamava pensando: "bando de preguiçoso". Mas no entanto eles pensavam mesma coisa coisa de mim porque eu só mandava , não via o que eu fazia longe do olhar deles, até certo dia um dos participantes veio conversar comigo, ele comentou: "nossa não sabia que você tinha que fazer esse outros serviços". Dai o importante é você fazer de coração e o que os outros pensam não importa mais para Deus que estamos fazendo.

A empatia é um dom precioso que podemos oferecer uns aos outros. Ao praticar a empatia, não apenas fortalecemos nossas comunidades, mas também refletimos o nosso amor  por Deus dessa maneira poderosa. 

Vamos nos esforçar para ser mais empáticos, ouvindo, compreendendo e apoiando uns aos outros. Que possamos ser pessoas que não apenas fala sobre o amor, mas que vive e demonstra o amor em cada interação.

Se conseguimos que cada um de nós reflita sobre como podemos praticar mais empatia em sua vida diária, seja na igreja, no trabalho ou em casa, lembre-se de que cada pessoa que você encontra está lutando suas próprias batalhas. Vamos juntos construir uma comunidade de amor, compreensão e apoio, refletindo a graça de Deus em nossas vidas. 

Obrigado!


Visita do Professor de Koteki, Jiro Massuda, que nos ensinou há 43 anos atrás

Visita do Professor de Koteki, Jiro Massuda, que nos ensinou há 43 anos atrás


sexta-feira, 2 de maio de 2025

INFORMATIVO Nº 267 - ABRIL DE 2025

 

Concurso de Bandas Koteki realizado na Sede Missionária - Dendotyo

Bom dia a todos, meu nome é Yuhta e queria falar um pouco sobre como aprendi a lidar com a raiva.

Tem um homem que se chama Bruce Banner, mas também é conhecido como Hulk. Aquele verdão, grande.

Quando eu era novo, assistindo ao filme “Os Vingadores”, ele contou que, pra se tornar o Hulk, ele precisava estar sob grande estresse e sentir raiva.

“Nossa, interessante né?”

Chegando perto do fim do filme, no meio de uma grande luta contra seres extraterrestres, o Capitão América diz pro Bruce:

“Ei Bruce, acho que agora é uma boa hora pra ficar com raiva.”

E o Bruce responde:

“Esse é meu segredo, Capitão. Eu estou sempre com raiva.”

E se transforma no Hulk, pronto pra guerra.

Essa frase me marcou na época. Não sei por quê, mas marcou. Depois de um tempo, percebi que era porque ela me representava. Eu tinha muita raiva no coração. Qualquer coisa me irritava. Engraçado né, parece que tem muita gente assim hoje em dia. Perto de explodir.

Em 2016, eu estava fazendo Shuyoka no Japão, com outros brasileiros do Brasil inteiro. Um dia, no almoço, uma senhora do nosso curso se ofereceu pra comprar um sorvete pra mim, daquelas maquininhas de rua.

Recusei de começo:

“Ah, não, obrigado.”

Ela ofereceu de novo — como todos fariam, né?

Mas eu não gostei. Recusei com um tom mais ríspido, meio duro... e saí batendo os pés.

Chegando no alojamento, fiquei refletindo, arrependido.

"Por que eu fiz aquilo?", mas não tinha uma resposta clara.

No dia seguinte, o climão estava no ar. Quis me desculpar no almoço. Então me ofereci pra comprar um sorvete pra ela. Ela aceitou na hora, sem pensar. Comprei, entreguei e pedi desculpas.

Depois, uma outra moça me disse:

“Nunca conseguiria ter feito o que você fez.”

Fiquei confuso: fazer o quê?

Ela tava falando sobre pedir desculpas.

Hoje em dia tem sido dificil ver pessoas pedindo desculpas também. Às vezes, a raiva nos deixa cegos. A gente se sente certo, e isso vira orgulho. E o orgulho vai virando uma bola de neve no coração — a gente se torna uma pessoa dura, difícil de conversar, difícil de ouvir.

Quando fico com raiva, estressado, ansioso… meu corpo reage. Sinto uns músculos do olho tremendo, às vezes é um músculo da mão. E aí lembro de um episódio da vida de Oyassama, o episódio 179, que é assim:

“Certa ocasião, Ie Murata começou a sentir palpitações.

Sem saber o que fazer, consultou Oyassama, que lhe explicou:

‘As palpitações significam que Deus está sorrindo e dizendo:

Você não entende o meu coração.’”

Quando li isso pela primeira vez, buguei. Como assim Deus tá sorrindo enquanto a pessoa tá sofrendo? Mas aí parei pra pensar. Imagine uma criancinha brincando com aqueles brinquedos de encaixar as formas nos buracos. Círculo no círculo, triângulo no triângulo, etc. E vemos a criança pegar a peça triângulo e tenta encaixar no buraco com o formato de círculo. Nós damos uma risadinha por achar bonitinho a criança aprendendo. 

Também aprendi que é impossível não sentir raiva. O importante é o que a gente faz com ela, como vamos lidar com a raiva. A gente age como se o outro tivesse causado a nossa raiva. Aí desconta no outro: fala coisas pra ferir, tem atitudes de desrespeito, faz gestos obscenos.

É como se a gente dissesse:

“Vem cá, sente raiva também. Olha como é ruim.”

Tem uma frase famosa que me faz pensar muito:

“Se você pede pra Deus paciência, Deus vai te dar paciência … ou a oportunidade de ser paciente?”

“Se você pede pra Deus coragem, Deus vai te dar coragem … ou a oportunidade de ser corajoso?”

Então, como eu tinha muita raiva … Acredito que Deus me deu muitas oportunidades de aprender a lidar com ela. Não foi da noite pro dia. Ainda não é fácil. Mas hoje, quando a raiva aparece, tento parar, respirar e deixar passar, sem alimentar ela.

Obrigado por me ouvirem.



Concurso de Bandas de Koteki no Dendotyo

Concurso de Bandas de Koteki no Dendotyo

Preparativos para Comemoração ao Aniversário de Oyassama

Distribuição de balas em Comemoração ao Aniversário de Oyassama

Preparando as balas para a Distribuição