A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

INFORMATIVO Nº 143 - DE AGOSTO DE 2014




Os dias ainda continuam frios. Como estão todos?

No dia 26 de junho, o terceiro Shimbashirassama (Primaz Mundial) retornou, e em razão desse retornamento, no dia 12 de julho, na Sede Missionária, foi realizada a cerimônia de homenagem com a participação de 504 pessoas.

Guardo uma alegre lembrança do ocorrido em junho de 1999, quando o Shimbashirassama e sua esposa vieram à Sede Missionária e visitaram 9 igrejas espalhadas de norte a sul do Brasil, transmitindo a razão de Jiba.

Também, no dia 26 de abril de 1998, foi realizada a cerimônia de sucessão do Shimbashirassama, mas, antes disso, no dia 26 de janeiro, o terceiro Shimbashirassama fez a sua última palestra no recinto de reverência, dizendo que “Podemos dizer que Oyassama nos ensinou o tsutome (serviço sagrado) e o sazuke (oração às pessoas) para ser utilizado como meio de salvação das pessoas. Com o tsutome, o sazuke e a razão de Jiba receberemos a graça da proteção.”

Nós devemos manter essas palavras guardadas em nossos corações, dedicando dia-a-dia no caminho do ensinamento.

Mudando de assunto, logo na entrada da igreja, foi colocado um letreiro escrito “IGREJA TENRIKYO TSU HAKURYU”. Ficou muito bonito, e estou muito feliz.

No mês de agosto, será realizada a Festa da Amizade. Vamos nos esforçar.

Em setembro, receberemos o condutor da igreja mor Tsu, para um visita de doutrinação. Além disso, será realizada a comemoração de 60 anos de fundação da Associação das Senhoras. Vamos convidar o maior número de pessoas possível. (Michiyo Ishii)
 

Vamos pensar um pouquinho
 

 

GRAÇAS AO TUFÃO POR QUÊ?
 

Do final do verão até o outono os tufões se aproximam do Japão. Alguém sabe como nascem os tufões?

Blocos de nuvens formados nos mares quentes do sul pegam as correntes de ar ascendentes, giram em redemoinho e, ficando cada vez maiores, tornam-se tufões.

Eles geram ventos fortes que arrancam os guarda-chuvas das mãos e chegam a derrubar árvores, envergando-as. Também provocam grandes tempestades de chuva, não é?

Apesar de provocar grandes tragédias e danos devido ao vento forte e à chuva intensa, parece que os tufões não são responsáveis apenas por notícias ruins.

Na verdade, existem alguns aspectos em que estamos sendo salvos pelos tufões.

Eles transportam o calor acumulado perto da linha do Equador para as regiões norte, onde esse calor é escasso. Ainda, fazem chover intensamente em áreas onde normalmente não chove, resolvendo problemas de falta de água.

Pensando dessa forma, apesar de ser importante tomar cuidados para que não haja tragédias devido à chuva e ao vento, por outro lado, os tufões estão, de uma certa forma, dando suporte à vida do ser humano e de todos os seres vivos do planeta.

Não existe nenhum desperdício nos trabalhos de Deus-Parens, não é? Por isso, não podemos nos queixar do clima.

Tanto um dia de sol como um dia de chuva são trabalhos de Deus-Parens.


Oyassama
 

48. ESTAVA-A ESPERANDO
 

Mais ou menos às duas horas da tarde de 9 de novembro de 1877, Kajiro Ueda, quando saía para a festa de Tenjin, em Kayo, sua filha Naraito que estava tecendo, começou a chorar de repente, dizendo: “A divindade Iwagami de Furu vem descendo descabelada. Estou com medo.”

Fez-se vários tratamentos sem qualquer resultado. Porém, melhorou gradualmente quando passou a crer no ensinamento através do espargimento da fragrância da fé pelo vizinho, Yahei Nishiura.

No mês seguinte, Naraito regressou a Jiba e encontrando-se com Oyassama, recebeu estas gratas palavras:

“Estava-a esperando, esperando. É a tia que salvou a minha vida prestes a perder, há cinco gerações.”

Ficou inteiramente curada dentro de três dias. Tinha então quatorze anos de idade.


Palavras da época oportuna
 

Divulgação

Fiz uma saudação no curso da Associação dos moços. Tinha na memória uma experiência que passei há 30 anos, e usei-a como exemplo. Os jovens tem uma força muito grande de assimilação.

A Divulgação é uma ação contínua do Hinokishin. (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)




Shinji Sato, Massato Ishii e Eduardo Ogawa participam da Caravana de Missionamento do Seinenkai (Assoc. dos moços do Brasil)
 
 

 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

INFORMATIVO Nº 142 - JULHO DE 2014



Hinokishin na Igreja

O tempo está cada vez mais frio. Estão todos bem? Vamos cuidar bem de nossa saúde.

No dia 15 de junho, desde cedo, recebemos muitas pessoas para o hinokishin na igreja, quando foi realizada a pintura da fachada, a limpeza do terreno vizinho, entre outros hinokishin. Muito obrigada. Trocamos também a calha lateral, pois quando chovia, vazava água. O custo da troca da calha foi oferecido pela família do yoboku Mitiharu Ishii.

No dia 19 de junho, foi realizado o curso de 1 dia, com aproximadamente 70 participantes, e, no mesmo dia, o clube das mães com 20 participantes.

No dia 22 de junho, foi realizado o Bazar da Pechincha, com a presença de muitas pessoas que vieram para ajudar. Muito obrigada.

Graças a ajuda de todos foi arrecadado R$ 2.086,00. Desse valor, será oferecido R$ 300,00 para a Associação das Senhoras que comemorará 60 anos de fundação em setembro. O restante do valor arrecadado será utilizado para a construção da casa de divulgação na cidade de Suzano.

No dia 24 de junho, recebemos a triste notícia de que o Shimbashira-sama (Primaz mundial) havia retornado. Quando obtivermos mais notícias, informaremos a todos.

Em Julho, do dia 14 ao dia 18, será realizado o curso de doutrina e do dia 01 ao dia 28 o curso de 28 dias – Shuyokai. O ônibus para a Sede Missionária – Dendotyo, saíra no dia 11, à noite. (Michiyo Ishii)


Brasil no Okaasan - Chiyo Otake (parte final)

Para Chiyo, que somente foi permitido por Deus chamar de filho o Shichiro, no almoço após a cerimônia da igreja, embora com uma aparência não muito boa, mas com a voz firme, juntamente com seu marido que costumava chamar de “Kajika Chujiro”, pegou o microfone e cantou com seu marido:

“Tombo tori, kyowa dokomade e ittayara”

Chujiro, típico homem da era Meiji, não demonstrava qualquer tipo de sentimento de dor às pessoas. Embora o casal aparentasse ter um bom relacionamento, Chujiro raramente dizia palavras carinhosas. No entanto, ao passar por uma vida indescritivelmente difícil, por cinco décadas, quando a morte de sua esposa se aproximava, inesperadamente, Chujiro disse:

Chiyo, você trabalhou muito bem. Obrigado pelo esforço.

Assim, Chiyo apertou a calorosa mão de seu marido e disse:

“Muito obrigada.”
 
Como se finalmente Chiyo estivesse se sentindo aliviada. Os alunos que estavam ao seu redor a agarraram dizendo “Okaasan” (mãe). Dentre os presentes, havia muitas pessoas que eram mais velhas que Chiyo.
No dia 18 de outubro de 1978, aos 70 anos de idade, Chiyo finalmente pôde descansar. Chiyo encontra-se descansando com sua veste branca, que costumava usar nas divulgações, bem no alto da colina onde há uma vista de toda a cidade de Bauru.

Oyassama
 
47. TENHAM PRAZER DO FUTURO
 
Na noite de 18 de junho de 1876, Guissaburo Nakata disse: “Oyassama costuma falar em suas explicações que ‘Não há nada a preocupar-se embora o pinheiro seque.’
Assim sendo, estamos discutindo sobre qual e de onde poderia ser o pinheiro.”
Lin Massui contou então os boatos que ouvira: “As pessoas dizem que o pinheiro em que cair o oharai-san(1) secará, que como caiu no pinheiro da casa dos Massui, aquele acabará secando. Dizem que aquela casa não mais escapará e acabará se ruindo.” Então, Nakata foi consultar imediatamente sobre isso a Oyassama, que lhe disse:
“Entenderam? Entenderam? No dia de hoje, embora nada possa ser visto, tenham prazer, tenham prazer do futuro. Mesmo que o pinheiro seque, não se preocupem. O que quer que os outros digam, que o digam, não levem em consideração o que o povo diz.”
Após uma pequena pausa, acrescentou:
“Embora o pinheiro da casa seque, não se preocupem. O final é promissor, será o local para a transmissão de Deus.”
(1) São cartõezinhos com inscrições sagradas, geralmente distribuídos nos templos xintoístas.
 
Palavras da época oportuna
 
Recordar com saudade dos antepassados
 Foi realizada uma reunião para a compilação da história dos 120 anos da Igreja Mor. A cada vez que repassava os passos dos antepassados, era como se sentisse o coração deles. Ali existe algo que nos impulsiona.  (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)

Hinokishin na Igreja
 
Altar de Deus-Parens com nova luminária

Igreja Tsu Hakuryu preparada para a Copa do Mundo

quarta-feira, 11 de junho de 2014

INFORMATIVO Nº 141 - JUNHO DE 2014

Hinokishin de limpeza dos bancos


Esfriou de repente. Está tudo bem com os senhores?

No dia 22 deste mês, será realizado nesta igreja o Bazar da Pechincha,  e os preços serão colocados no dia 15 de junho. Gostaria de solicitar a colaboração dos senhores. Aceitamos qualquer tipo de coisas.

No dia 12 será a abertura da Copa do Mundo. Que legal né.

(Michiyo Ishii)


Brasil no Okaasan - Chiyo Otake (continuação)
 

  “Deixarei trabalhar segundo a razão do espírito. Pela razão única do espírito, poderá enfrentar sozinho milhares de pessoas. Deus trabalhará de acordo com a ação de espírito. Se ao menos o espírito estiver firme, Deus trabalhará onipotentemente, de acordo com essa ação de espírito.”    (Indicação Divina de 2 de outubro de 1898)

O que fez com que a frágil Chiyo se fortalecesse, não foi a imensa natureza do Brasil. Ela teve como apoio a vida modelo de Oyassama, que guardava dentro de seu coração.

Em 1935, a mensagem e as escritas enviadas sobre o ensinamento pelo Shimbashira sama, através do senhor Iwai Kaname, membro da Comissão Econômico Brasil Japão, fez com que Chujiro e a esposa se dedicassem ainda mais, reunindo 150 pessoas para a caravana da Cerimônia de 50 anos de Ocultamento Físico de Oyassama, que partiu do porto de Santos. Chiyo, que acompanhou o primeiro grupo de regresso, deixou todo o valor recebido para a viagem para seu marido, dentro da mesa do Hotel Mikasa em Santos, retornando ao seu país de origem, após 8 anos, sem levar um centavo consigo.

Esta caravana à Jiba provocou uma alegria imensa aos amigos da fé, que num futuro próximo conseguiram fundar uma igreja. Mas, com o início da Segunda Guerra Mundial, Chujiro, como um líder japonês, foi levado à prisão como prisioneiro político e Chiyo, diante das armas dos soldados, juntamente com a esposa de Shichiro de 15 anos, Hakue, protegiam a igreja. Os alunos de Chiyo se emocionavam ao vê-la arriscando sua vida para levar um prato de barazushi que era sua especialidade, na prisão para seu marido.
Talvez por compreender o sentimento de Deus, não se deixava descansar nem por um segundo, e após o término da guerra, Chiyo se dedicava extraordinariamente nas atividades. Educou crianças órfãs, criou uma escola de corte e costura para meninas, filhas de brasileiros que não tinham oportunidade para o estudo e a rua da casa de divulgação, que tinha aproximadamente 5 a 6 metros, foi nomeada de Rua Tenri. E nessa colina foi construída a Sede Missionária Dendotyo do Brasil, e Chiyo continuou se apressando incessantemente.
Chujiro, Chiyo e, também, Shichiro, eram pessoas de aparência calma, mas em seus corações queimava-se uma chama intensa. Foram três pessoas ligadas pelo reverendo Yamada, mas se não houvesse a devoção a Deus e a vida modelo de Oyassama, muito provavelmente já não estariam mais juntos.
 
Oyassama
45. RUGAS DO ESPÍRITO
Oyassama não desperdiçava nem uma folha de papel por ser refugo ou mesmo depois de usado como embrulho de oferendas. Esticava-o cuidadosamente, punha-o sob a almofada e usava-o quando necessário. E explicava:
“Se deixar o papel enrugado tal como está, não terá outra finalidade a não ser como papel higiênico ou para limpar nariz. Se esticá-lo cuidadosamente, poderá ser usado para qualquer coisa. Uma vez usado como papel higiênico ou para limpar nariz, não mais poderá ser recolhido e aproveitado outra vez, não é?
A salvação do homem segue este mesmo princípio. Devem esticar as rugas do espírito com a razão da palavra. O espírito também, se ficar cheio de rugas, seria tal como papel higiênico. Salvar dessa condição, sem jogá-lo é a razão deste caminho.”
Certa ocasião, Lin Massui, aproximando-se de Oyassama, solicitou que deixasse copiar o Ofudessaki conservado junto dela, quando então lhe perguntou:
“Tem papel?”
Ao responder que iria comprar em Tambaiti, Oyassama disse:
 
“Se assim fizer, ficará tarde. Deixe que o arrumo.”
Retirou os papéis de baixo da almofada e sem importar-se com os tamanhos, escolheu aqueles que não estavam escritos, e prendeu-os com barbante.
“Escreva nisto. Vou ditá-lo.”
Lin tomou um pincel e escreveu. Diz-se que este era a parte cinco do Ofudessaki e está conservado ainda hoje tal como foi feito, em papéis desiguais.
 
Palavras da época oportuna
“Construção do caminho”
Reverenciei a cerimonia de 50 anos de retornamento do 6º Condutor da Igreja Mor Tsugaru, senhor Fuuharu Kassai. Ele foi uma pessoa que manteve firme o ensinamento, sem distorção, mesmo durante a calamidade da segunda guerra, a qual relembramos com saudade das suas virtudes.
O Caminho da construção significa, ampliar o caminho da salvação.  (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)


Trocada a calha do Kyokai
 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

INFORMATIVO Nº 140 - MAIO DE 2014



Hinokishin no Museu do Ipiranga com apresentação da Banda Koteki

No mês de abril foi realizado o treino do otsutome da Associação Infantojuvenil, e a regional do Alto Tiete foi escalada para participar do “Suwarizutome”, considerado o mais difícil, e todos foram muito bem. Parabéns.

Em seguida teve o concurso de Koteki, e a equipe de Mogi foi a 7º a se apresentar, e foi uma apresentação muito agradável. A premiação foi ouro. Meus parabéns.

Ainda, foi realizado o Tenri Matsuri na sede Missionária Dendotyo, e todas as pessoas estavam muito animadas.

No dia 18 de abril, foi o aniversário da Oyassama e comemoramos todos juntos. Parabéns Oyassama!!

No dia 1º de maio, feriado, realizamos o hinokishin de limpeza no museu do Ipiranga em São Paulo. Estava um dia bonito, e muitas pessoas participaram.

Poder praticar com saúde o hinokishin é maravilhoso.

Hoje, vamos dar continuidade com o texto “Brasil no Okaasan”.

 (Michiyo Ishii)

 

Brasil no Okaasan - Chiyo Otake (continuação)

 

Em outubro iniciava a plantação de café. Nessa época quase todas as roupas se rasgavam, e Chiyo, aproveitando a luz da Lua, confeccionava roupas com sacos de sal e de açúcar. Sem tempo para pensar na sua própria fraqueza, passava os dias somente reverenciando a Deus-Parens.

O sentimento deixado pelo Sr. Seijiro Yamada, à Chujiro, foi a divulgação no Brasil. Pelo pai de Chujiro, foi repreendido lhe dizendo: “Não está indo para ganhar dinheiro. Não se pode esquecer do principal objetivo que é transmitir os ensinamentos do caminho”.  Chujiro sempre manteve em seu coração a esperança de que um dia poderá sair à divulgação. E, quando conseguiu determinar a fazer a divulgação, foi em um local a 300 quilômetros de distância, na cidade de Bauru, na primavera de 1931, após viver por 4 anos na Colônia Tiete, e, ainda, teve que deixar Chiyo e Shichiro naquela mata deserta. Chiyo sentiu-se profundamente solitária.

Depois da partida do marido, da Colônia Tiete houve uma epidemia de uma doença desconhecida, onde 13 pessoas foram levadas de balsa para um cemitério longe dali. Nessa época, Chiyo, que tinha que cuidar do filho sem o marido, só tinha o sorriso da Oyassama Miki Nakayama, que viveu na miséria, para se apoiar. Ver Shichiro mastigando o arroz duro misturado com terra, fez Chiyo se lembrar do dia da partida em Kobe. Havia muitas pessoas se despedindo, mas, nenhum parente do Shichiro.
Ele ouviu o som do gongo dentro da cabine, enrolado num cobertor. Embora ainda não dissesse claramente “mãe” ou “irmã” à Chiyo, ela se sentia na obrigação de proteger Shichiro a todo custo, e assim continuou a trabalhar com a roupa toda rasgada, de forma que não era possível distinguir se era homem ou mulher.
Depois de 1 ano, Chiyo se mudou para Bauru, onde seu marido havia construído uma casa de divulgação, mas, outras dificuldades a aguardavam.  As pessoas que se reuniam em torno de seu marido, eram pessoas que desejavam se purificar à custa daqueles que explanavam sobre a doutrina, sem se interessar sobre o ensinamento. Chiyo, nunca teve um momento sequer que pudesse relaxar o espírito.  Os sapatos do Brasil se desgastavam muito rápido. Chiyo andava descalça por quilómetros, carregando os sapatos nas mãos, até antes de chegar ao local onde pudesse ver pessoas, ficando com os pés todos sujos. Durante a caminhada, houve uma vez em que um menino brasileiro ficou seguindo-a, imitando seus movimentos e dizendo “coton coton”. Chiyo administrava as despesas do marido, que pouco se importava com dinheiro, e sua firme dedicação na divulgação fez com que ficasse com a pele escura.
 
Oyassama
 
43. ASSIM ESTÁ BEM
Vinte e sete de setembro de 1875 foi o dia do retornamento de Kokan. As pessoas de Shoyashiki, que a visitaram quando estava doente e acorreram ouvindo que seu estado piorara, reuniram-se de manhã cedo para ajudarem no seu funeral.
No dia seguinte, as pessoas, depois da arrumação pós-funeral, sentaram-se à mesa, começaram a relembrar a vida de Kokan e refletindo sobre as palavras de Oyassama, havia quem vertesse lágrimas, dizendo: “De fato, estamos arrependidos de termos duvidado de Deus até agora.”
Uma das pessoas que serviam há muito tempo na Residência, sugeriu: “Que tal se os senhores formassem uma irmandade?” Então, conversaram e decidiram: “Sim, nós da vila também, vamos formar uma irmandade.” Ao informarem sobre essa intenção, Oyassama mostrou-se bastante contente.
Assim, pensou-se em que nome dar a irmandade. Eram todos lavradores e não lhes ocorria uma boa sugestão. Nisso, alguém propôs:
"Que tal Irmandade Tenguen, isto é, origem celeste, por ser aqui a terra do Deus celestial?” Todos concordaram: “Isso mesmo!” E consultaram Oyassama, que afirmou:
“Assim está bem.”
Retirou o sobretudo (haori) vermelho que vestia e concedeu-lhes, dizendo:
“Consagrem isto no altar e façam-no símbolo divino da fé.”
Assim, constituíram a Irmandade Tenguen e mesmo sem determinar o seu responsável, começaram a realizar o serviço sagrado num determinado dia do mês, cada vez numa casa diferente, onde se consagrava a veste vermelha.
 
 
Palavras da época oportuna
 
Oyassato
Participei do Hinokishin em Jiba. Com o céu coberto de diferentes formatos de nuvem em razão da chuva que se deu, fizemos a limpeza do corredor debaixo do santuário. A chuva também é uma coisa boa.
Oyassato é a terra onde Deus nos permite a limpeza das poeiras do nosso coração. (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)
Apresentação da Banda Koteki no Hinokishin do Museu do Ipiranga


Flores do Kyokai

Flores do Kyokai

Flores do Kyokai

Flores do Kyokai
 

INFORMATIVO Nº 139 - ABRIL DE 2014

Treino para Manabi


No dia 1º de março foi realizado o encontro dos yoboku. Muito obrigado a todos. Recebemos o professor Nakanishi do Japão, que se dedicou bastante para poder dar a palestra em português. Foi muito gratificante.

Na palestra ouvimos que, “neste segundo ano da celebração dos 130 anos do Ocultamento físico de Oyassama é o momento oportuno da salvação”, “para cada um, na sua posição, existe uma salvação ao seu alcance” e “O ensinamento da Oyassama, com certeza, move os corações das pessoas. Por isso, é importante praticar a salvação que está ao seu alcance”. Pude ver, também, a dedicação das pessoas na Colômbia. Vamos nos esforçar juntos.

No dia 14, a Rie Ishii e seus filhos estarão regressando a Jiba. Boa Viagem!

 (Michiyo Ishii)

 

Brasil no Okaasan - Chiyo Otake (continuação)
 

A própria Chiyo sabia que não havia alternativas, senão a dedicação única a Deus, então, contrariando as pessoas a sua volta, tornou-se esposa de Chujiro, e ainda, aceitou ser mãe de Shichiro e formalizou seu matrimônio. Assim, já com um filho e uma nova vida de incomum de casada, em maio de 1927, iniciou sua caminhada embarcando no navio “Santos Maru”, em Kobe, rumo ao Brasil, numa viagem de 48 dias.

A viagem que teve 13 mortes e sepultamentos em alto mar, foi muito assustadora para Chiyo, e para uma recém-casada ter que dividir o quarto com outra família, que somava 6 pessoas em um só quarto da terceira classe, não deve ter sido nada agradável. Passando por Singapura, Cidade do Cabo, chegaram ao porto de Santos, onde foram com um trem cargueiro, que era apelidado de “trem que solta fogo”, para a cidade de Araçatuba. Ainda, passando a cidade de Lussanvira, para chegar à Colônia Tiete era necessário atravessar o rio Tietê, que tinha 300 metros de largura, e para isso, havia uma corda de uma margem a outra, e utilizando uma balsa quadrada de madeira, com a ajuda do fluxo do rio e segurando nas cordas, conseguia-se atravessar o rio.

Mas para se chegar ao destino ainda tinham mais 12 quilômetros. Ao chegarem na Colônia Tietê com muito custo, o que se viu era uma floresta sem fim. Neste local montaram um barraco forrando o chão com madeira e nele várias famílias dividiram os espaços com suas bagagens. Tiveram que abrir a mata virgem cortando árvores como peroba e cedro, com machado e enxada que nunca haviam nem ao menos segurado. Além do trabalho de preparo do terreno para plantação, eram obrigados a se defender da malária e da disenteria amebiana. A água que se conseguia através de um poço de 54 metros era avermelhada por causa da lama, e para conseguirem a agua deste poço usava-se uma lata de óleo pendurada e tinham que girar a manivela 96 vezes, e ainda dividir entre as 5 famílias. As vezes encontrava-se gatos e lagartos mortos. A Chiyo, que tinha um corpo não muito saudável, girava um terço da manivela, descansava colocando no ombro, e com muito esforço conseguia pegar água do poço. Seu marido, talvez para não desanimá-la, nada falava. Quando o Sol avermelhado ia desaparecendo na mata virgem, as lágrimas avermelhadas marcavam o rosto sujo de lama da Chiyo.
 
Oyassama
 
42. SALVANDO OS OUTROS
 
No começo de abril de 1875, Eijiro Enomoto de Sugahama, Vila de Sando, Província de Fukui, estava em peregrinação por Saikoku(1), para curar a filha Kiyo que ficara louca. Ao chegar na oitava localidade, a do santo budista de Hasse, ouviu da velha de uma tenda de chá: “Há uma deusa viva na Vila de Shoyashiki.” Imediatamente, foi para Shoyashiki passando por Miwa. Finalmente, chegou à Residência onde solicitou aos ministros os quais o levaram à presença de Oyassama, que lhe disse o seguinte:
“Não é preciso, não é preciso preocupar-se. Volte depressa porque surgiu algo grave na sua casa. Quando voltar, deve visitar casa por casa em sua vila e salvar quarenta e duas pessoas. Deve percorrer orando fervorosamente a Deus, proferindo namu Tenri-Ô-no-Mikoto, ajuntando as palmas das mãos. Salvando os outros é que salva a si mesmo.”
Eijiro partiu de Shoyashiki animado e alegre, passou por Kizu, Kyoto, Shiozu e chegou em Sugahama em 23 de abril.
A filha estava totalmente enlouquecida. Ele ajuntou as palmas das mãos e orou repetindo: “Namu Tenri-Ô-no-Mikoto”. Inacreditavelmente, ela foi-se acalmando. Então, ele percorreu por toda a vila lançando a fragrância da fé, visitou várias vezes as casas em que haviam doentes, e continuou a orar pela cura de quarenta e duas pessoas, de conformidade com as palavras de Oyassama.
Assim, milagrosamente, a filha teve a graça da completa cura. Recebeu também visitas de agradecimento de várias casas. Conseguiu casar a filha, adotando o genro como filho herdeiro. Quando os três regressaram a Jiba para agradecer pela salvação, foram conduzidos à presença de Oyassama.
Dizem que Oyassama estava em vestes vermelhas, com cabelos brancos penteados em estilo de tyassen(2), e sua imagem era muito bela e elegante.
(1) Refere-se à peregrinação aos 33 templos consagrados às 33 imagens de santo budista, espalhadas por todo o oeste do Japão
(2) Estilo de penteado da época.
 
Palavras da época oportuna
 
“Reparo do coração”
Em meados de fevereiro nevou muito ao redor da Igreja Mor. A emoção de ver tanta neve foi muito boa, mas houve avaria no telhado. O reparo ocorreu de uma forma imediata.
“Reparo do coração” significa reparar o espirito de acordo com a razão dos ensinamentos. (Condutor da Igreja Mor Tsu - Hatsuo Kubo)

Treino de Manabi

Treino de Koteki

Treino de Koteki