A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

INFORMATIVO Nº218 - NOVEMBRO DE 2020

Primavera chegou
 

Muito bom dia a todos.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o de número 131, com o título “DO LADO DE DEUS”

Oyassama dizia aos jovens que serviam na Residência, tais como Naokiti Takai e Yossaburo Miyamori:

“Vamos fazer uma prova de forças.”

E, estendendo as mãos, ordenava-lhes:

“Experimentem apertar com toda a força.”

Entretanto, além de não conseguirem apertar de modo algum, seus braços adormeciam e ficavam inertes quando Oyassama os segurava com um pouco de força. Então, ela afirmava:

“Do lado de Deus, a força é dobrada.”

Outras vezes, indagava:

“Podem fazer isso?”

E apertava a pele do dorso da mão deles com o indicador e o mindinho. A força era tanta que doía muito e chegava a arroxear.

Ainda, houve vezes que juntava corretamente as duas mãos no meio das costas, como se fizesse diante do seu peito.

Esta é uma das recordações de Miyamori.

Este episódio mostra a força de Deus, mostra que a Oyassama não era uma pessoa comum.

Está explicando que se nós seres humanos devemos mostrar a nossa força, ou seja demonstrar o nosso trabalho.

As pessoas neste mundo desejam que tudo que pede a Deus se concretize, mas sem demonstrar nenhum trabalho, não há como Deus demonstrar a sua força. Se demonstrarmos o nosso esforço, Deus aceita isso e nos concede o dobro da força.

Há nas palavras de Deus, que se os homens fazem 3, Deus completa com 7.

 

Como este mês é o mês de finados, gostaria de falar um pouco sobre as almas.


Há um episódio com o título “ESTAVA-A ESPERANDO”, que diz:

Kajiro Ueda, quando estava indo a uma festa de Tenjin, em Kayo, sua filha Naraito, começou a chorar de repente, dizendo: “A divindade Iwagami vem descendo descabelada. Estou com medo.”

Fez-se vários tratamentos sem qualquer resultado. Porém, melhorou gradualmente quando passou a crer no ensinamento através do espargimento da fragrância da fé pelo vizinho.

No mês seguinte, Naraito regressou a residência e encontrando-se com Oyassama, recebeu estas gratas palavras:

“Estava-a esperando, esperando. É a tia que salvou a minha vida prestes a perder, há cinco gerações.”

Ficou inteiramente curada dentro de três dias. Tinha então quatorze anos de idade.

Entendemos neste episódio que as almas elas vão e voltam a este mundo, tomando emprestado um novo corpo de Deus-Parens.

No segundo domingo do mês passado, foi realizado um treino de gagaku, para principiantes, na Igreja Paulista.

E perguntei ao meu filho se ele gostaria de participar. E como ele se interessou, resolvi levá-lo.

Os treinos seriam no domingo à tarde e na segunda de manhã em razão do feriado.

Jantando no domingo a noite, o meu amigo que é condutor de uma igreja que fica na cidade de Marília nos contou uma história muito interessante.

Ele nos contou que o seu avô estava do lado do seu filho enfermo, que estava acamado, com uma doença bastante grave.

 Então o seu bisavô, observando, disse: “Estou vendo que você não ama o seu filho”. E continuou “O que você aprendeu durante a sua vida escolar em Tenri, não aprendeu que, salvando os outros estará salvando a si mesmo?”

Foi quando ele refletiu que era exatamente isso. E resolveu sair para fazer a salvação na redondeza.

E encontrou uma família que estava com um filho com o mesmo problema, e prestes a perder a vida.

Então visitou esta criança todos os dias para ministrar o ossazuke, mas infelizmente depois de 10 dias, esta criança acabou retornando (falecendo). Bastante abatido, não sabia como encarar a família. Mas tomou coragem, foi visitar a família e, pediu desculpas por não ter conseguido salvá-lo. E para a sua surpresa a família estava bastante agradecido, dizendo que sentiu um conforto muito grande nas palavras do missionário, graças ao ensinamento de Deus.

Ainda com o seu filho acamado, nesta mesma época, o condutor da igreja Mor solicitou que o acompanhasse nas visitas de doutrinação em várias igrejas filiais. Sentiu-se inseguro de deixar o filho por vários dias, mas mesmo assim decidiu fazer o trabalho de Deus.

Depois de alguns dias, durante as visitas, o avô recebeu a notícia de que a enfermidade do seu filho havia agravado, e que a qualquer momento poderia vir a óbito.

Então o seu avô solicitou a permissão para voltar a sua casa.

Quando foi surpreendido com uma pergunta. “Se você voltar, o seu filho vai se salvar?”

Quando respondeu que não, o condutor então pediu que continuasse então na sua importante missão de Deus em acompanhá-lo.

E esta criança se recuperou milagrosamente. “E graças a isto hoje estou aqui conversando com vocês, pois ele era o meu pai” disse o meu amigo. 

Continuando a conversa, ele nos contou que o seu avô chegou a estudar com o II Shimbashira (Primaz mundial), e depois de formado, eles costumavam realizar encontros com os amigos do ensino médio. Depois de alguns anos, na posição de Shimbashira começou a incentivar o trabalho de divulgação no exterior. E estava com o seu coração bastante animado com este trabalho, transmitindo o calor desse sentimento a todos.

Num dos encontros com os amigos, eles fizeram um pacto cortando o dedo polegar e carimbando numa folha o seu sangue, determinando o espírito que fariam a divulgação no exterior.

Os outros amigos do avô eram fiéis de grandes igrejas, e muitos conseguiram realizar esta determinação. O avô do meu amigo que pertencia a uma igreja pequena, e também no interior do Japão, já na idade bastante avançada, estava com o seu coração apertado, pensando que só ele não havia conseguido fazer a divulgação no exterior.

Um certo dia, este avô estava no seu quarto, quando uma outra pessoa entrou sem bater, e ele tentou esconder o que estava lendo. Curioso perguntou “o que você está escondendo?”

Quando o avô mostrou um livro de inglês para crianças.

E explicou que, como só ele não havia conseguido realizar a determinação de fazer a divulgação no exterior, ele estava desde já estudando para que na próxima vida ficasse mais fácil aprender uma língua estrangeira.

Depois de alguns anos, quando a família estava reunida, pediu para que preparem o local, que ele voltaria para trabalhar na divulgação no exterior.  E retornou (faleceu) depois de 2 dias.

Muito tempo depois esse meu amigo veio ao Brasil para aprender o português, para ser útil na recepção de brasileiros no Japão, em sua igreja Mor.

Depois de 2 anos de estada, decidiu que gostaria de ficar no Brasil, e todas as coisas como trabalho, casa, foram se ajeitando. E de acordo com a sua predestinação, casou-se com uma brasileira, e atualmente tornando o condutor desta igreja que fica em Marília.

Um dia, lembrou da história do avô, e chegou a pensar, será que sou eu que devo preparar o local para o meu avô? E começaram a vir os filhos, mas, nasceu uma, duas, três meninas, e pensou “ueh, ele não está vindo”, quando nasceu o quarto filho menino, e até comentou “opa, chegou, chegou”.

Lógico que nós seres humanos não vamos saber se realmente é o avô que está voltando, mas, continuando a conversa, ele nos contou que, um ano antes de ingressar no ensino médio, ele começou a treinar o Ryuteki (tipo de uma flauta), com a turma do gagaku e, estava bastante confiante em sua performance.

Quando chegou no ensino médio fez um teste com outros alunos que já tocavam este instrumento há mais anos, e disseram que ele era muito desafinado para tocar o Ryuteki. E indicaram o SHO (instrumento feito de bambu), falando que esse instrumento seria o ideal para ele.

O filho deste meu amigo entende tudo de música, e toca diversos instrumentos, mas nunca demonstrou interesse no gagaku, mesmo que o pai sempre o incentivasse. Mas nesse treino, a esposa de um amigo perguntou se ele também não gostaria de participar do treino, e sem resistência nenhuma, aceitou vir no treino.

E ele começou a treinar o instrumento SHO junto com o pai dele. E o interessante nesta história é que este instrumento SHO foi o avô do meu amigo que o adquiriu comprando e agora o filho é quem está treinando com este mesmo instrumento.

 Nós nascemos e renascemos e devemos transmitir os ensinamentos às próximas gerações, para que quando voltarmos tenhamos um ambiente feliz.

E para que tenhamos este ambiente feliz, é necessário que pratiquemos a salvação conforme o desejo de Deus.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

Preparativos do Yakissoba 

Preparativos do Yakissoba

Curso de doutrina de um dia online na Igreja Tsuhakuryu


Curso de doutrina de um dia online na Igreja Tsuhakuryu

 



quarta-feira, 11 de novembro de 2020

INFORMATIVO Nº 217 - OUTUBRO DE 2020

Primeira visita a Igreja - Bem vindo Yuhya 

Bom dia a todos.

Acabamos de realizar a Grande Cerimônia da Revelação Divina.

O episódio da vida de Oyassama deste mês tem o título “AS PEQUENAS POEIRAS”

Por volta de 1883, Naokiti Takai, com vinte e poucos anos, recebendo uma missão de Oyassama, estava promovendo a salvação num lugar à aproximadamente 12 quilômetros ao sul da Residência.

Explanava sobre a causa das doenças para uma pessoa, quando esta o contestou seriamente: “Escute! Não me lembro de ter feito nada mau até agora!” Diante disso, respondeu: “Nada ouvi de Oyassama a esse respeito, ainda, de modo que voltarei imediatamente para consultá-la.” E regressou a Jiba, correndo os 12 quilômetros de estrada. Então, Oyassama lhe ensinou:

“Mesmo uma casa recém-construída e que ainda tenha as frestas bem vedadas, se não a limpar por 10 ou 20 dias, as poeiras ficarão acumuladas a ponto de se poder escrever sobre o tatame. Surgirão manchas no espelho, não é? As grandes poeiras são percebidas a olho nu, e portanto, retiradas. As pequenas não são percebidas e, por isso, são esquecidas. São essas poeirinhas, que se incrustam e formam as manchas no espelho. Dê-lhe esta explicação.”

Takai agradeceu e voltou prontamente caminhando toda aquela distância e transmitiu o que ouvira. A pessoa pediu-lhe perdão: “Entendi bem. Desculpe-me pelo que falei.” E, passando a crer, recebeu a graça de ser inteiramente curado. 

Tudo que não compreendia perguntava imediatamente a Oyassama e logo colocava em prática. O mestre Takai foi muito sincero e honesto. Devemos tomar isso como exemplo.

Como disse, este mês é o mês em que realizamos a Grande Cerimônia da Revelação Divina.

No dia 26 de outubro de 1838, Deus-Parens revelou-se neste mundo tomando Oyassama como a sua morada. E os 8 versos do Hino Yorozuyo é a própria revelação de Deus neste mundo.

Sendo assim, hoje gostaria de falar um pouco sobre o Hino Yorozuyo.

Os Oito Versos do Yorozuyo foram escritos em 1870, depois dos Doze Hinos. No entanto, é o primeiro hino que dançamos, antes dos Doze Hinos.

Primeiro foi escrito o “Ofudessaki (Escritura Divina)” com 1711 versos, e para o Hino Yorozuyo foram utilizados os primeiros 8 versos do Ofudessaki.

Observando todos do mundo por todas as épocas, não encontro quem tenha entendido o meu coração.

A palavra “Yorozuyo” significa todo o mundo ou também todas as épocas, por longos anos, o passar do tempo.

Por isso, “Yorozuyo no sekai” significa “Observando desde os tempos do mar de lama até a atualidade e, todo o mundo, Deus-Parens afirma que não encontrou quem tenha entendido o coração dele.

2- É natural que assim seja, pois nunca o expliquei, não é sem razão que não saibam.

As pessoas estavam confusas e perdidas, mas Deus ainda não havia explicado a verdade de todas as coisas, por isso, é lógico que ninguém soubesse, por isso compreende os seres humanos.

3- Desta vez, Eu, Deus, revelando-me diante de todos, farei ouvir-me explicando os detalhes de tudo.

“Desta vez” indica o dia 26 de outubro de 1838, dia da Revelação Divina.

Deus-Parens ensinará tudo sobre o caminho para as pessoas serem salvas e a maneira para os seres humanos serem felizes. Para serem salvos, é necessário conhecerem a origem. Por isso, nos ensinará tudo, a começar pela Criação Original.

Na revelação divina, Deus explanou que há uma predestinação na Residência dos Nakayama: “Eu sou o Deus original, o Deus verdadeiro. Nesta casa há uma predestinação.”

E a alma de Oyassama, que foi essencial na criação dos seres humanos, foi trazida de volta a este mundo novamente para ser adorada como uma Deusa.

Sobre outros ensinamentos, Oyassama ensinou:

Embora até agora houvesse vários caminhos, nada há que não fosse ensinado por Tsukihi (Deus-Parens). Ofu. X-42

Ou seja, desde a criação dos seres humanos e do mundo, Deus-Parens, através de vários sábios e fundadores de religiões, de acordo com a evolução dos seres humanos dessa época, veio transmitindo o ensinamento. Porém, desta vez, com a chegada do tempo predeterminado, ensinará o derradeiro ponto ainda desconhecido.

4- Embora estejam chamando este lugar de Jiba, Morada de Deus, em Yamato, não sabem a origem.

A Região de Yamato, atualmente é a Província de Nara.

 “Jiba” se refere estritamente ao local em que está o Pedestal do Néctar, ou seja, se refere a residência dos Nakayama.

A ‘Morada Divina’ é o local onde Deus se encontra. O próprio corpo de Oyassama é considerado a “Morada de Deus”, pois Oyassama é o Sacrário de Deus-Parens.

Em Jiba, na Terra Parental, Oyassama permanece eternamente presente.

5- Se ouvirem detalhadamente esta origem, seja quem for, serão tomados pela saudade.

Se ouvirem detalhadamente que a Jiba desta residência é o local original onde os seres humanos foram concebidos pela primeira vez e onde Deus-Parens reside e, desde a criação dos seres humanos tem concedido a sua graça dia e noite, quem quer que seja, sentirão saudade da Residência.

Portanto, aqueles que não sentem saudades de Jiba, é porque ainda não compreenderam a sua explicação.

6- Se desejarem ouvir e vierem me procurar, explicarei a origem de todas as coisas.

Se tiver o espírito de ouvir, venha qualquer hora para perguntar. Explicará o princípio de todas as coisas até entender bem.

O mestre Issaburo Massui que recebeu diretamente de Oyassama o Sazuke, era uma pessoa realmente sincera. É o mestre que na infância, para a mãe

receber a salvação, em um dia regressou três vezes à Residência caminhando cinco quilômetros só para ir e recebeu a maravilhosa graça.

Entre as explanações desse mestre, quando estava em algum apuro por algum problema ou doença, regressava imediatamente a Residência e consultava a Oyassama. Porém, nem sempre Oyassama atendia conforme o desejo da pessoa. O período mais longo que o mestre Massui esperou para ser atendido foi de 23 dias. Aguardou ficando na Residência. E o espírito de esperar, de desejar ouvir as explanações de Oyassama de qualquer forma, é de uma pessoa realmente sincera. Ele tem afirmado que, como as explanações de Oyassama são verdadeiras, só as pessoas sinceras compreenderão a razão.

Para nós também, é fundamental a postura de ouvir a doutrina e a maneira de firmar no espírito. Por firmar sinceramente, a razão se estabelece.

7- Se Deus se revela e explica tudo em detalhes, todas as pessoas do mundo se animarão.

Se Deus-Parens, tomando Oyassama como seu sacrário, revelando diretamente ao mundo, vier a explicar tudo, o espírito das pessoas que ouvirem ficará gradualmente radiante para a vida plena de alegria.

O ser humano quando compreende os detalhes das coisas, sente pela primeira vez no espírito a serenidade. Tanto o corpo como espírito ficam refrescantes. Até ficar claro, o espírito não se tranquiliza, sente apreensão.

 ‘Geralmente, nada sabemos dos primeiros anos da infância. Não há quem se lembre do seu próprio nascimento, tampouco do seu lugar e o tempo. Somente os pais sabem disso. Conhecemos que são nossos pais, quando e onde nascemos, naturalmente, porque eles nos ensinaram.

Do mesmo modo, quanto à origem da humanidade, nada poderíamos saber se não nos fosse ensinado por Deus-Parens, criador da humanidade. Podemos ouvir a sua voz e conhecê-lo, e também conhecer a terra parental original graças a Oyassama, e não há algo mais grato. Portanto, agradecer sinceramente a Deus-Parens e Oyassama e seguir fielmente os seus ensinamentos, sem mínima desconfiança, é o caminho da máxima felicidade.

8- Por apressar a salvação de todos igualmente, começo a animar também o espírito de todas as pessoas.

ITIRETSU NI HAYAKU TASSUKE O ISSOGU KARA, SEKAI NO KOKORO MO ISSAME KAKE.

Quando é feita a tradução direta deste verso, em português, houve uma redundância. Na língua japonesa não existe redundância, pois eles podem falar “a chuva chove” por exemplo e não existe problema algum.

Tradução do último verso do Yorozuyo Hasshu no decorrer dos anos:

1970- abril

Apresso sem demora e igualmente a salvação de todos, por isso, todos os corações do mundo, animai-vos.

1971- julho

Já que insto urgente e igualmente a salvação de todos, animarei, também, todos os espíritos do mundo.

1982- maio

Por apressar em salvar depressa e igualmente todos, vou animar, também, todos os espíritos do mundo.

Reparem que em muitos versos, há o sentido de apressar por duas vezes, ou seja, “apressar, instar, urgente, depressa, sem demora”.

Atualmente está assim:

1995- outubro

 Por apressar a salvação de todos igualmente, começo a animar também o espírito de todas as pessoas.

Podemos compreender fortemente que a intenção de Deus-Parens é salvar logo todo o mundo, com a sua PRESSA na salvação do mundo e de toda a humanidade.

E este poema tem duas explicações. Uma é que Deus fará animar. Outra é para os seres humanos animarem, que venham a animar-se. Sendo assim, foram feitas duas interpretações.

Porém, ao ler o Ofudessaki (Escritura Divina), a continuação destes oito poemas, tem afirmado que, se os seres humanos animarem na execução do Serviço Sagrado, Deus-Parens aceitando esse espírito, trabalhará animado.

Se os espíritos vierem a animar-se gradualmente, haverá prosperidade em todos os locais do mundo. Ofu. I-9

Se todos completos executarem logo o Serviço e os próximos se animarem, Deus também se animará. Ofu. I-11

Nos animar significa nos alegrarmos em meio de qualquer dificuldade, entendendo que tudo que acontece conosco é em razão da nossa predestinação, das nossas sementes plantadas. Se plantamos vamos colher. Se pensarmos assim, pararemos de culpar os outros.

Sendo assim, nos ensina que todos nós devemos animar o nosso coração, e desta forma Deus se animará e nos concederá todas as providências.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 

 


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

INFORMATIVO Nº 216 - SETEMBRO DE 2020

 

O Ipê Amarelo do vizinho, Ogayoshi, este ano floriu esplendorosamente 

Bom dia a todos.

Depois de 5 meses com a porta fechada, finalmente hoje estamos realizando a cerimônia mensal, seguindo os protocolos para a segurança de todos.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o episódio 129, Cura de Sarna Purulenta.

Em 1883, quando Yassu, filha mais velha de Seijiro Imagawa, estava com nove anos de idade, contraiu sarna, daquela que produz pus e conhecida como sarna purulenta. Regressando a Jiba, acompanhada pelos pais foi levada diante de Oyassama, que lhe disse:

“Venha para cá.”

Adiantou-se hesitante.

“Mais para cá. Mais para cá.”

Tal foi a insistência que, finalmente, Yassu adiantou-se até chegar junto ao colo de Oyassama que, umedecendo a mão com a própria boca, passou-a acariciando três vezes por todo o seu corpo, dizendo:

“Namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto.”

Em seguida, repetiu o mesmo gesto por três vezes e mais três vezes. Muito agradecida, Yassu sentiu algo que aqueceu profundamente o seu coração infantil.

Ao levantar-se na manhã seguinte, verificou que não havia nem cicatriz da sarna. Que milagre! Yassu pensou com seu coração infantil que Deus é realmente maravilhoso.

À medida que crescia, Yassu sentia mais intensamente a emoção por aquela grandiosa bondade de Oyassama que não se importou diante de tão nojenta enfermidade. Como yoboku dedicou-se ao Caminho, sempre recordando deste fato e procurou corresponder à bondade de Oyassama.

Imaginaram este episódio acontecendo?

A sarna purulenta, é uma sarna com pus, e só de imaginar, as vezes é uma coisa nojenta. Mas a Oyassama com o seu coração de mãe da humanidade, umedecendo a mão com a própria boca, passou acariciando por três vezes, e repetindo o gesto por 3 vezes.

Oyassama é realmente maravilhosa.

Muito bem, na realidade, hoje seria o dia em que estaríamos celebrando e comemorando os 30 anos de fundação desta igreja, com a presença do condutor da igreja Mor, mas adiamos a comemoração para o ano de 2021.

Sendo assim, gostaria de contar um pouco sobre a caminhada até a fundação desta igreja.

Há alguns anos antes da celebração dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama em 1954, o meu pai estava no colegial, e seu pai o chamou e disse: “Nessa época oportuna é que temos que plantar as sementes, senão elas não germinam”, e deu a ideia do meu pai abandonar os estudos para trabalhar.

Naquele momento, por não gostar muito de estudar, ele respondeu SIM, com uma alegria disfarçada.

O pai dele havia conseguido um emprego na fábrica de montagem de relógios, da Seiko, de seu primo, e recebeu antecipadamente o salário de um ano de trabalho, e fez a oferenda de todo seu salário para a celebração dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama.

Em 1960 a Associação dos Moços da Tenrikyo estava promovendo a divulgação no exterior, e imaginou que esta seria uma chance de concretizar um desejo que era também do seu pai.

Mas quando foi conversar com a sua mãe, todos os irmãos foram contra, e pediram para a mãe para não deixar fazer esta viagem.

Mas sua mãe, apesar do aperto no coração, disse que se fosse para fazer a divulgação dos ensinamentos no exterior poderia ir, porém com uma condição, teria que encontrar uma noiva que o acompanhasse, e fazer o curso Kente Koshu.

A predestinação é uma coisa engraçada. Na época que estava montando o livro dos 20 anos da igreja, numa foto em que encontrei do meu pai fazendo o kente koshu, estava uma pessoa do Brasil. E depois descobri que era o pai de um amigo meu. O Jorge Suzuki que mora em São Paulo, que é casado com a filha da condutora da igreja Marialva, e é fiel da Igreja Três Barras.

Ele precisava encontrar uma pessoa para casar. Mas não é assim que funciona as coisas, não é?

Certo dia, quando a família do meu pai estava comentando sobre ir ao Brasil, a irmã dele disse: “Eu tenho uma amiga da minha classe que vai para o Brasil”.

Outra predestinação. Se não fosse a divulgação para o Brasil, como seria o caminho de cada um deles?

A minha mãe e a irmã do meu pai estudavam em Tenri, em Nara. E elas moravam na província de Chiba, perto de Tokyo.

Então nas férias escolares a irmã do meu pai, convidou a minha mãe para ir passear na casa dela, que era caminho para a sua casa.

Chegando lá a mãe do meu pai disse, “Oi Michiyo, tudo bem? Tenho aqui duas passagens para ir a Tokyo. Não quer ir com o meu filho?

E a minha mãe respondeu, “eu não, nem conheço ele.” E acabou indo com a sua amiga, a irmã do meu pai.

Depois do passeio, a minha mãe voltou para a casa, quando a mãe dela perguntou, “você foi para algum lugar antes de vir para casa? E ela respondeu, “passei na casa da minha amiga, e fomos passear em Tokyo.”

Hummm, caiu na conversa... Disse a minha avó que já sabia do plano de fazerem se conhecerem...

E desta forma eles se conheceram e se casaram em 1960.

Parece que a minha mãe foi uma das melhores alunas da classe, mas teve que abandonar os estudos por causa da viagem. Num dos encontros da minha mãe com o meu pai, ela disse a ele: “Quando chegarmos ao Brasil vamos nos comunicar em inglês, tudo bem?” Mal sabia a minha mãe que o meu pai não gostava muito de estudar, e meio sem jeito ele somente abaixou a cabeça afirmativamente.

Ao chegarem no Brasil, foram morar em Bauru, a uns dez km do Dendotyo.

Ficaram por 4 anos em Bauru, e depois mudaram para Itaquera, e depois Mogi,

Em Mogi, moraram na Ponte Grande, e na Vila industrial onde depois de 9 anos de vivencia no Brasil fundaram a Casa de Divulgação Hakuryu.

Na vila industrial resolveu abrir um pequeno negócio de consertos de relógios na própria casa. Os clientes eram atendidos na janela da sala, onde havia a sua mesa para consertos. Mas como era um ponto novo, não entrava consertos de uma hora para a outra. Então começaram a rodar de bicicleta pela vizinhança perguntando se tinham relógios para consertar.

Naquele tempo os relógios eram objetos de muito valor, e entregar nas mãos de um desconhecido era algo impensável. Assim, teve a ideia de deixar a sua bicicleta como garantia e a retirava quando devolvia o relógio consertado.

A minha mãe também se esforçava fazendo a sua parte, andando de bicicleta, vendendo, de porta em porta, alguns produtos japoneses como udon, tikuwa etc.

Apesar de todo o esforço, a vida continuava difícil. Então um certo dia o meu pai, já sem muitas expectativas, pensou em voltar ao Japão. Quando comentou com a minha mãe sobre a possibilidade de irem embora, a resposta foi “Se quiser voltar, volte sozinho! Eu vou ficar!”.

Não havia como voltar com seis filhos pequenos. Isso foi uma motivação a mais para que continuassem a lutar no Brasil.

Em 1972, a mãe do meu pai, preocupada veio sozinha ao Brasil.

Até hoje, a irmã do meu pai, Kazuko, se lembra da imagem da sua mãe subindo no avião, carregando uma mala pesada com roupas para as crianças e uma máquina de regular relógios, para garantir a subsistência no Brasil.

Ao chegar no Brasil, vendo as dificuldades do filho e da família que vinha crescendo, ofereceu ajuda para a intermediar um empréstimo de um banco do Japão para compra de seu próprio negócio de vendas e consertos de relógios.

Justamente nesta época uma relojoaria estava à venda. A loja chamava-se “A Confiança" e ficava bem no centro de Mogi das Cruzes. Dá para perceber a grandiosidade de Deus em deixar tudo preparado desde o momento em que o meu avô solicitou ao meu pai, a sua dedicação em prol dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama.

Depois de pagarem toda dívida da compra, as coisas finalmente começaram a melhorar. 

Então resolveram comprar um terreno para a construção de uma igreja em Brás Cubas, dando de entrada um carro que tinham.

Depois de alguns anos, para a construção da Igreja, o meu pai convidou Toshie Sato, o avô do fiel Shinji Sato e, Kunio Sakurai, o meu sogro, para conversarem sobre a obra. Ao comentar sobre o seu desejo de construir uma Igreja, eles apoiaram a ideia e perguntaram quanto havia em caixa para iniciar as obras. Então o meu pai respondeu que não havia um tostão.  Os dois ficaram um tanto perplexos, mas sentiram a sinceridade do ideal da construção, e cooperaram de uma forma sem igual com cimentos e mãos de obra para a construção.

Na etapa da colocação dos telhados, não havia mais recursos. Após pensarem em uma solução, os pais solicitaram ao filho, Haruo, que vendesse seu fusca, no que foram prontamente atendidos e a compra dos telhados pôde ser realizada.

Para a construção do altar, necessitávamos da peroba rosa, mas não eram encontradas tão facilmente em qualquer lugar. Sendo assim, pensou-se até em ir procurar no Paraguai.

Porém, procurando em vários lugares, descobriu-se que uma madeireira na própria cidade poderia fornecer esta madeira, recebendo mais uma vez a grande providência de Deus.

A inauguração da igreja estava marcada para setembro de 1990. E o dinheiro para a inauguração já estava quase a zero.

Nesta época tínhamos um carro bem velhinho que ajudou muito para carregar os materiais para a obra.

E eu pela primeira vez entrei num consorcio de 5 anos e, na semana seguinte fui sorteado, então resolvemos vender o carro anterior para os preparativos da inauguração.

Mas como o carro estava bastante judiado, imaginávamos que não conseguiríamos muito com a venda.

Quando um amigo trouxe um interessado, esse interessado perguntou por quanto estava vendendo.

Eu não sei se o meu pai é muito esperto ou muito sem noção.

Só para vocês terem uma ideia, como o carro estava bem judiado, nós imaginávamos que se vendesse por uns 10 mil reais, no valor atual, estaria bem vendido.

Mas quando o interessado perguntou o valor, o meu pai respondeu, o valor é você que tem que falar. Então ele respondeu tipo, 15 mil está bom? E eu fiquei assustado. Então o meu pai falou, “eh”.

E quando o interessado disse que gostaria de pagar em duas vezes... se fosse eu, com certeza diria, tudo bem, está ótimo. Mas como o meu pai é muito sem noção, ou esperto, fica aqui a interpretação de cada um, ele falou assim, “Pera ai, se for em duas vezes, preciso colocar um acréscimo. E respondeu, “2 vezes de 8 mil”. E fecharam o negócio.

E utilizaram este dinheiro para a inauguração.

Após quase seis anos de construção ininterrupta a Igreja finalmente foi concluída,  no dia 15 de setembro de 1990, recebendo muitas providencias de Deus-Parens.

Solicitando que mais aniversários venham a ser comemorados, tornando este lugar no da salvação, animados, gostaria de continuar a contar com a colaboração de todos para tornarem os seus espíritos no da salvação.

Pois que, não adianta somente ficarmos pedindo a proteção ou a salvação a Deus, falando “Ai Deus, me ajuda, ai Deus me salva”.

Podem ficar esperando que nada vai acontecer, se não trabalharmos, se o nosso espírito não estiver condizente com o dele.

Tem uma frase muito boa que ouvi num filme, que fala assim: Quando pedimos alguma coisa a Deus, você acha que ele vai nos dar o que pedimos, ou vai nos dar a oportunidade de conseguirmos o que pedimos?

Se alguém pede que a família seja mais unida, acha que Deus une a família com amor e alegria ou dá a eles a oportunidade de se amarem e unirem?

Oyassama nos ensinou que: salvando os outros estará salvando a si mesmos.

Vamos trabalhar para a salvação e auxilio dos próximos.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.