A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

INFORMATIVO Nº 217 - OUTUBRO DE 2020

Primeira visita a Igreja - Bem vindo Yuhya 

Bom dia a todos.

Acabamos de realizar a Grande Cerimônia da Revelação Divina.

O episódio da vida de Oyassama deste mês tem o título “AS PEQUENAS POEIRAS”

Por volta de 1883, Naokiti Takai, com vinte e poucos anos, recebendo uma missão de Oyassama, estava promovendo a salvação num lugar à aproximadamente 12 quilômetros ao sul da Residência.

Explanava sobre a causa das doenças para uma pessoa, quando esta o contestou seriamente: “Escute! Não me lembro de ter feito nada mau até agora!” Diante disso, respondeu: “Nada ouvi de Oyassama a esse respeito, ainda, de modo que voltarei imediatamente para consultá-la.” E regressou a Jiba, correndo os 12 quilômetros de estrada. Então, Oyassama lhe ensinou:

“Mesmo uma casa recém-construída e que ainda tenha as frestas bem vedadas, se não a limpar por 10 ou 20 dias, as poeiras ficarão acumuladas a ponto de se poder escrever sobre o tatame. Surgirão manchas no espelho, não é? As grandes poeiras são percebidas a olho nu, e portanto, retiradas. As pequenas não são percebidas e, por isso, são esquecidas. São essas poeirinhas, que se incrustam e formam as manchas no espelho. Dê-lhe esta explicação.”

Takai agradeceu e voltou prontamente caminhando toda aquela distância e transmitiu o que ouvira. A pessoa pediu-lhe perdão: “Entendi bem. Desculpe-me pelo que falei.” E, passando a crer, recebeu a graça de ser inteiramente curado. 

Tudo que não compreendia perguntava imediatamente a Oyassama e logo colocava em prática. O mestre Takai foi muito sincero e honesto. Devemos tomar isso como exemplo.

Como disse, este mês é o mês em que realizamos a Grande Cerimônia da Revelação Divina.

No dia 26 de outubro de 1838, Deus-Parens revelou-se neste mundo tomando Oyassama como a sua morada. E os 8 versos do Hino Yorozuyo é a própria revelação de Deus neste mundo.

Sendo assim, hoje gostaria de falar um pouco sobre o Hino Yorozuyo.

Os Oito Versos do Yorozuyo foram escritos em 1870, depois dos Doze Hinos. No entanto, é o primeiro hino que dançamos, antes dos Doze Hinos.

Primeiro foi escrito o “Ofudessaki (Escritura Divina)” com 1711 versos, e para o Hino Yorozuyo foram utilizados os primeiros 8 versos do Ofudessaki.

Observando todos do mundo por todas as épocas, não encontro quem tenha entendido o meu coração.

A palavra “Yorozuyo” significa todo o mundo ou também todas as épocas, por longos anos, o passar do tempo.

Por isso, “Yorozuyo no sekai” significa “Observando desde os tempos do mar de lama até a atualidade e, todo o mundo, Deus-Parens afirma que não encontrou quem tenha entendido o coração dele.

2- É natural que assim seja, pois nunca o expliquei, não é sem razão que não saibam.

As pessoas estavam confusas e perdidas, mas Deus ainda não havia explicado a verdade de todas as coisas, por isso, é lógico que ninguém soubesse, por isso compreende os seres humanos.

3- Desta vez, Eu, Deus, revelando-me diante de todos, farei ouvir-me explicando os detalhes de tudo.

“Desta vez” indica o dia 26 de outubro de 1838, dia da Revelação Divina.

Deus-Parens ensinará tudo sobre o caminho para as pessoas serem salvas e a maneira para os seres humanos serem felizes. Para serem salvos, é necessário conhecerem a origem. Por isso, nos ensinará tudo, a começar pela Criação Original.

Na revelação divina, Deus explanou que há uma predestinação na Residência dos Nakayama: “Eu sou o Deus original, o Deus verdadeiro. Nesta casa há uma predestinação.”

E a alma de Oyassama, que foi essencial na criação dos seres humanos, foi trazida de volta a este mundo novamente para ser adorada como uma Deusa.

Sobre outros ensinamentos, Oyassama ensinou:

Embora até agora houvesse vários caminhos, nada há que não fosse ensinado por Tsukihi (Deus-Parens). Ofu. X-42

Ou seja, desde a criação dos seres humanos e do mundo, Deus-Parens, através de vários sábios e fundadores de religiões, de acordo com a evolução dos seres humanos dessa época, veio transmitindo o ensinamento. Porém, desta vez, com a chegada do tempo predeterminado, ensinará o derradeiro ponto ainda desconhecido.

4- Embora estejam chamando este lugar de Jiba, Morada de Deus, em Yamato, não sabem a origem.

A Região de Yamato, atualmente é a Província de Nara.

 “Jiba” se refere estritamente ao local em que está o Pedestal do Néctar, ou seja, se refere a residência dos Nakayama.

A ‘Morada Divina’ é o local onde Deus se encontra. O próprio corpo de Oyassama é considerado a “Morada de Deus”, pois Oyassama é o Sacrário de Deus-Parens.

Em Jiba, na Terra Parental, Oyassama permanece eternamente presente.

5- Se ouvirem detalhadamente esta origem, seja quem for, serão tomados pela saudade.

Se ouvirem detalhadamente que a Jiba desta residência é o local original onde os seres humanos foram concebidos pela primeira vez e onde Deus-Parens reside e, desde a criação dos seres humanos tem concedido a sua graça dia e noite, quem quer que seja, sentirão saudade da Residência.

Portanto, aqueles que não sentem saudades de Jiba, é porque ainda não compreenderam a sua explicação.

6- Se desejarem ouvir e vierem me procurar, explicarei a origem de todas as coisas.

Se tiver o espírito de ouvir, venha qualquer hora para perguntar. Explicará o princípio de todas as coisas até entender bem.

O mestre Issaburo Massui que recebeu diretamente de Oyassama o Sazuke, era uma pessoa realmente sincera. É o mestre que na infância, para a mãe

receber a salvação, em um dia regressou três vezes à Residência caminhando cinco quilômetros só para ir e recebeu a maravilhosa graça.

Entre as explanações desse mestre, quando estava em algum apuro por algum problema ou doença, regressava imediatamente a Residência e consultava a Oyassama. Porém, nem sempre Oyassama atendia conforme o desejo da pessoa. O período mais longo que o mestre Massui esperou para ser atendido foi de 23 dias. Aguardou ficando na Residência. E o espírito de esperar, de desejar ouvir as explanações de Oyassama de qualquer forma, é de uma pessoa realmente sincera. Ele tem afirmado que, como as explanações de Oyassama são verdadeiras, só as pessoas sinceras compreenderão a razão.

Para nós também, é fundamental a postura de ouvir a doutrina e a maneira de firmar no espírito. Por firmar sinceramente, a razão se estabelece.

7- Se Deus se revela e explica tudo em detalhes, todas as pessoas do mundo se animarão.

Se Deus-Parens, tomando Oyassama como seu sacrário, revelando diretamente ao mundo, vier a explicar tudo, o espírito das pessoas que ouvirem ficará gradualmente radiante para a vida plena de alegria.

O ser humano quando compreende os detalhes das coisas, sente pela primeira vez no espírito a serenidade. Tanto o corpo como espírito ficam refrescantes. Até ficar claro, o espírito não se tranquiliza, sente apreensão.

 ‘Geralmente, nada sabemos dos primeiros anos da infância. Não há quem se lembre do seu próprio nascimento, tampouco do seu lugar e o tempo. Somente os pais sabem disso. Conhecemos que são nossos pais, quando e onde nascemos, naturalmente, porque eles nos ensinaram.

Do mesmo modo, quanto à origem da humanidade, nada poderíamos saber se não nos fosse ensinado por Deus-Parens, criador da humanidade. Podemos ouvir a sua voz e conhecê-lo, e também conhecer a terra parental original graças a Oyassama, e não há algo mais grato. Portanto, agradecer sinceramente a Deus-Parens e Oyassama e seguir fielmente os seus ensinamentos, sem mínima desconfiança, é o caminho da máxima felicidade.

8- Por apressar a salvação de todos igualmente, começo a animar também o espírito de todas as pessoas.

ITIRETSU NI HAYAKU TASSUKE O ISSOGU KARA, SEKAI NO KOKORO MO ISSAME KAKE.

Quando é feita a tradução direta deste verso, em português, houve uma redundância. Na língua japonesa não existe redundância, pois eles podem falar “a chuva chove” por exemplo e não existe problema algum.

Tradução do último verso do Yorozuyo Hasshu no decorrer dos anos:

1970- abril

Apresso sem demora e igualmente a salvação de todos, por isso, todos os corações do mundo, animai-vos.

1971- julho

Já que insto urgente e igualmente a salvação de todos, animarei, também, todos os espíritos do mundo.

1982- maio

Por apressar em salvar depressa e igualmente todos, vou animar, também, todos os espíritos do mundo.

Reparem que em muitos versos, há o sentido de apressar por duas vezes, ou seja, “apressar, instar, urgente, depressa, sem demora”.

Atualmente está assim:

1995- outubro

 Por apressar a salvação de todos igualmente, começo a animar também o espírito de todas as pessoas.

Podemos compreender fortemente que a intenção de Deus-Parens é salvar logo todo o mundo, com a sua PRESSA na salvação do mundo e de toda a humanidade.

E este poema tem duas explicações. Uma é que Deus fará animar. Outra é para os seres humanos animarem, que venham a animar-se. Sendo assim, foram feitas duas interpretações.

Porém, ao ler o Ofudessaki (Escritura Divina), a continuação destes oito poemas, tem afirmado que, se os seres humanos animarem na execução do Serviço Sagrado, Deus-Parens aceitando esse espírito, trabalhará animado.

Se os espíritos vierem a animar-se gradualmente, haverá prosperidade em todos os locais do mundo. Ofu. I-9

Se todos completos executarem logo o Serviço e os próximos se animarem, Deus também se animará. Ofu. I-11

Nos animar significa nos alegrarmos em meio de qualquer dificuldade, entendendo que tudo que acontece conosco é em razão da nossa predestinação, das nossas sementes plantadas. Se plantamos vamos colher. Se pensarmos assim, pararemos de culpar os outros.

Sendo assim, nos ensina que todos nós devemos animar o nosso coração, e desta forma Deus se animará e nos concederá todas as providências.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 

 


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

INFORMATIVO Nº 216 - SETEMBRO DE 2020

 

O Ipê Amarelo do vizinho, Ogayoshi, este ano floriu esplendorosamente 

Bom dia a todos.

Depois de 5 meses com a porta fechada, finalmente hoje estamos realizando a cerimônia mensal, seguindo os protocolos para a segurança de todos.

O episódio da vida de Oyassama deste mês é o episódio 129, Cura de Sarna Purulenta.

Em 1883, quando Yassu, filha mais velha de Seijiro Imagawa, estava com nove anos de idade, contraiu sarna, daquela que produz pus e conhecida como sarna purulenta. Regressando a Jiba, acompanhada pelos pais foi levada diante de Oyassama, que lhe disse:

“Venha para cá.”

Adiantou-se hesitante.

“Mais para cá. Mais para cá.”

Tal foi a insistência que, finalmente, Yassu adiantou-se até chegar junto ao colo de Oyassama que, umedecendo a mão com a própria boca, passou-a acariciando três vezes por todo o seu corpo, dizendo:

“Namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto.”

Em seguida, repetiu o mesmo gesto por três vezes e mais três vezes. Muito agradecida, Yassu sentiu algo que aqueceu profundamente o seu coração infantil.

Ao levantar-se na manhã seguinte, verificou que não havia nem cicatriz da sarna. Que milagre! Yassu pensou com seu coração infantil que Deus é realmente maravilhoso.

À medida que crescia, Yassu sentia mais intensamente a emoção por aquela grandiosa bondade de Oyassama que não se importou diante de tão nojenta enfermidade. Como yoboku dedicou-se ao Caminho, sempre recordando deste fato e procurou corresponder à bondade de Oyassama.

Imaginaram este episódio acontecendo?

A sarna purulenta, é uma sarna com pus, e só de imaginar, as vezes é uma coisa nojenta. Mas a Oyassama com o seu coração de mãe da humanidade, umedecendo a mão com a própria boca, passou acariciando por três vezes, e repetindo o gesto por 3 vezes.

Oyassama é realmente maravilhosa.

Muito bem, na realidade, hoje seria o dia em que estaríamos celebrando e comemorando os 30 anos de fundação desta igreja, com a presença do condutor da igreja Mor, mas adiamos a comemoração para o ano de 2021.

Sendo assim, gostaria de contar um pouco sobre a caminhada até a fundação desta igreja.

Há alguns anos antes da celebração dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama em 1954, o meu pai estava no colegial, e seu pai o chamou e disse: “Nessa época oportuna é que temos que plantar as sementes, senão elas não germinam”, e deu a ideia do meu pai abandonar os estudos para trabalhar.

Naquele momento, por não gostar muito de estudar, ele respondeu SIM, com uma alegria disfarçada.

O pai dele havia conseguido um emprego na fábrica de montagem de relógios, da Seiko, de seu primo, e recebeu antecipadamente o salário de um ano de trabalho, e fez a oferenda de todo seu salário para a celebração dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama.

Em 1960 a Associação dos Moços da Tenrikyo estava promovendo a divulgação no exterior, e imaginou que esta seria uma chance de concretizar um desejo que era também do seu pai.

Mas quando foi conversar com a sua mãe, todos os irmãos foram contra, e pediram para a mãe para não deixar fazer esta viagem.

Mas sua mãe, apesar do aperto no coração, disse que se fosse para fazer a divulgação dos ensinamentos no exterior poderia ir, porém com uma condição, teria que encontrar uma noiva que o acompanhasse, e fazer o curso Kente Koshu.

A predestinação é uma coisa engraçada. Na época que estava montando o livro dos 20 anos da igreja, numa foto em que encontrei do meu pai fazendo o kente koshu, estava uma pessoa do Brasil. E depois descobri que era o pai de um amigo meu. O Jorge Suzuki que mora em São Paulo, que é casado com a filha da condutora da igreja Marialva, e é fiel da Igreja Três Barras.

Ele precisava encontrar uma pessoa para casar. Mas não é assim que funciona as coisas, não é?

Certo dia, quando a família do meu pai estava comentando sobre ir ao Brasil, a irmã dele disse: “Eu tenho uma amiga da minha classe que vai para o Brasil”.

Outra predestinação. Se não fosse a divulgação para o Brasil, como seria o caminho de cada um deles?

A minha mãe e a irmã do meu pai estudavam em Tenri, em Nara. E elas moravam na província de Chiba, perto de Tokyo.

Então nas férias escolares a irmã do meu pai, convidou a minha mãe para ir passear na casa dela, que era caminho para a sua casa.

Chegando lá a mãe do meu pai disse, “Oi Michiyo, tudo bem? Tenho aqui duas passagens para ir a Tokyo. Não quer ir com o meu filho?

E a minha mãe respondeu, “eu não, nem conheço ele.” E acabou indo com a sua amiga, a irmã do meu pai.

Depois do passeio, a minha mãe voltou para a casa, quando a mãe dela perguntou, “você foi para algum lugar antes de vir para casa? E ela respondeu, “passei na casa da minha amiga, e fomos passear em Tokyo.”

Hummm, caiu na conversa... Disse a minha avó que já sabia do plano de fazerem se conhecerem...

E desta forma eles se conheceram e se casaram em 1960.

Parece que a minha mãe foi uma das melhores alunas da classe, mas teve que abandonar os estudos por causa da viagem. Num dos encontros da minha mãe com o meu pai, ela disse a ele: “Quando chegarmos ao Brasil vamos nos comunicar em inglês, tudo bem?” Mal sabia a minha mãe que o meu pai não gostava muito de estudar, e meio sem jeito ele somente abaixou a cabeça afirmativamente.

Ao chegarem no Brasil, foram morar em Bauru, a uns dez km do Dendotyo.

Ficaram por 4 anos em Bauru, e depois mudaram para Itaquera, e depois Mogi,

Em Mogi, moraram na Ponte Grande, e na Vila industrial onde depois de 9 anos de vivencia no Brasil fundaram a Casa de Divulgação Hakuryu.

Na vila industrial resolveu abrir um pequeno negócio de consertos de relógios na própria casa. Os clientes eram atendidos na janela da sala, onde havia a sua mesa para consertos. Mas como era um ponto novo, não entrava consertos de uma hora para a outra. Então começaram a rodar de bicicleta pela vizinhança perguntando se tinham relógios para consertar.

Naquele tempo os relógios eram objetos de muito valor, e entregar nas mãos de um desconhecido era algo impensável. Assim, teve a ideia de deixar a sua bicicleta como garantia e a retirava quando devolvia o relógio consertado.

A minha mãe também se esforçava fazendo a sua parte, andando de bicicleta, vendendo, de porta em porta, alguns produtos japoneses como udon, tikuwa etc.

Apesar de todo o esforço, a vida continuava difícil. Então um certo dia o meu pai, já sem muitas expectativas, pensou em voltar ao Japão. Quando comentou com a minha mãe sobre a possibilidade de irem embora, a resposta foi “Se quiser voltar, volte sozinho! Eu vou ficar!”.

Não havia como voltar com seis filhos pequenos. Isso foi uma motivação a mais para que continuassem a lutar no Brasil.

Em 1972, a mãe do meu pai, preocupada veio sozinha ao Brasil.

Até hoje, a irmã do meu pai, Kazuko, se lembra da imagem da sua mãe subindo no avião, carregando uma mala pesada com roupas para as crianças e uma máquina de regular relógios, para garantir a subsistência no Brasil.

Ao chegar no Brasil, vendo as dificuldades do filho e da família que vinha crescendo, ofereceu ajuda para a intermediar um empréstimo de um banco do Japão para compra de seu próprio negócio de vendas e consertos de relógios.

Justamente nesta época uma relojoaria estava à venda. A loja chamava-se “A Confiança" e ficava bem no centro de Mogi das Cruzes. Dá para perceber a grandiosidade de Deus em deixar tudo preparado desde o momento em que o meu avô solicitou ao meu pai, a sua dedicação em prol dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama.

Depois de pagarem toda dívida da compra, as coisas finalmente começaram a melhorar. 

Então resolveram comprar um terreno para a construção de uma igreja em Brás Cubas, dando de entrada um carro que tinham.

Depois de alguns anos, para a construção da Igreja, o meu pai convidou Toshie Sato, o avô do fiel Shinji Sato e, Kunio Sakurai, o meu sogro, para conversarem sobre a obra. Ao comentar sobre o seu desejo de construir uma Igreja, eles apoiaram a ideia e perguntaram quanto havia em caixa para iniciar as obras. Então o meu pai respondeu que não havia um tostão.  Os dois ficaram um tanto perplexos, mas sentiram a sinceridade do ideal da construção, e cooperaram de uma forma sem igual com cimentos e mãos de obra para a construção.

Na etapa da colocação dos telhados, não havia mais recursos. Após pensarem em uma solução, os pais solicitaram ao filho, Haruo, que vendesse seu fusca, no que foram prontamente atendidos e a compra dos telhados pôde ser realizada.

Para a construção do altar, necessitávamos da peroba rosa, mas não eram encontradas tão facilmente em qualquer lugar. Sendo assim, pensou-se até em ir procurar no Paraguai.

Porém, procurando em vários lugares, descobriu-se que uma madeireira na própria cidade poderia fornecer esta madeira, recebendo mais uma vez a grande providência de Deus.

A inauguração da igreja estava marcada para setembro de 1990. E o dinheiro para a inauguração já estava quase a zero.

Nesta época tínhamos um carro bem velhinho que ajudou muito para carregar os materiais para a obra.

E eu pela primeira vez entrei num consorcio de 5 anos e, na semana seguinte fui sorteado, então resolvemos vender o carro anterior para os preparativos da inauguração.

Mas como o carro estava bastante judiado, imaginávamos que não conseguiríamos muito com a venda.

Quando um amigo trouxe um interessado, esse interessado perguntou por quanto estava vendendo.

Eu não sei se o meu pai é muito esperto ou muito sem noção.

Só para vocês terem uma ideia, como o carro estava bem judiado, nós imaginávamos que se vendesse por uns 10 mil reais, no valor atual, estaria bem vendido.

Mas quando o interessado perguntou o valor, o meu pai respondeu, o valor é você que tem que falar. Então ele respondeu tipo, 15 mil está bom? E eu fiquei assustado. Então o meu pai falou, “eh”.

E quando o interessado disse que gostaria de pagar em duas vezes... se fosse eu, com certeza diria, tudo bem, está ótimo. Mas como o meu pai é muito sem noção, ou esperto, fica aqui a interpretação de cada um, ele falou assim, “Pera ai, se for em duas vezes, preciso colocar um acréscimo. E respondeu, “2 vezes de 8 mil”. E fecharam o negócio.

E utilizaram este dinheiro para a inauguração.

Após quase seis anos de construção ininterrupta a Igreja finalmente foi concluída,  no dia 15 de setembro de 1990, recebendo muitas providencias de Deus-Parens.

Solicitando que mais aniversários venham a ser comemorados, tornando este lugar no da salvação, animados, gostaria de continuar a contar com a colaboração de todos para tornarem os seus espíritos no da salvação.

Pois que, não adianta somente ficarmos pedindo a proteção ou a salvação a Deus, falando “Ai Deus, me ajuda, ai Deus me salva”.

Podem ficar esperando que nada vai acontecer, se não trabalharmos, se o nosso espírito não estiver condizente com o dele.

Tem uma frase muito boa que ouvi num filme, que fala assim: Quando pedimos alguma coisa a Deus, você acha que ele vai nos dar o que pedimos, ou vai nos dar a oportunidade de conseguirmos o que pedimos?

Se alguém pede que a família seja mais unida, acha que Deus une a família com amor e alegria ou dá a eles a oportunidade de se amarem e unirem?

Oyassama nos ensinou que: salvando os outros estará salvando a si mesmos.

Vamos trabalhar para a salvação e auxilio dos próximos.

José Katsumi Ishii

Muito obrigado.

 


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

INFORMATIVO Nº 215 - AGOSTO DE 2020


Vamos animar o coração de muita gente nessa pandemia !!!

 

Episódio 128. Quarto de Oyassama

        

           Até 1883, Oyassama ocupava o quarto de 10 tatames, do lado oeste da Casa-Portão Centro-Sul, isto é, à esquerda de quem entra.

           Havia junto à janela desse quarto um estrado de três tatames onde ela permanecia sentada. O estrado tinha 76 centímetros de altura e a parte inferior servia como armário. Quando recebia visitas acompanhadas de crianças, retirava daí doces para distribuir-lhes.

 

Após 1883, passou a morar na Casa de Repouso, constituída de dois quartos — um de quatro tatames e outro de oito. O menor era um degrau mais alto, onde normalmente Oyassama permanecia.

Na época em que se concluiu a Casa de Repouso, todos comentaram com alegria o fato de ter construído um grande quarto para Oyassama.

 

À tarde desse dia, ela terminou de jantar, trocou as vestes e esperou serenamente a chegada do momento. Afinal, o ministro foi avisá-la de que tudo estava pronto. No quintal, os devotos que vieram recebê-la, estavam esperando enfileirados à margem da sua passagem com lanternas acesas às mãos. Entretanto, Oyassama continuou sentada ainda serenamente no estrado, dizendo somente:

           “Sim? Tudo está pronto? Vou me transferir quando chegar o momento.”


           Tudo estava preparado e as pessoas esperavam ansiosas. Mas, ela permanecia pacientemente esperando a chegada do momento. Do ponto de vista humano, podia-se pensar que tudo terminaria mais cedo caso ela se transferisse imediatamente; porém, tratava-se de Oyassama, que não desviava a atenção da vontade de Deus-Parens, mesmo diante de qualquer circunstância. Nessa sua atitude pode-se rememorar vivamente a sua imagem como Sacrário de Tsukihi.

Assim, o tempo foi passando e já eram altas horas da noite, quando ela disse à neta Tamae:

“Bem! Chegou o momento, mudemos. Vem Tama-sam.”

Em ambos os lados da sua passagem, os seguidores superlotavam o jardim ansiosos a sua espera, com as lanternas de papel acesas, nas quais estavam impressos os nomes das respectivas irmandades.

 

 

 Hoje gostaria de contar também sobre o episodio 105, “Aqui é o Local Onde se Fica Contente”

 Em meados do outono de 1882, Zensuke Uno regressou a Jiba com um grupo de sete pessoas, incluindo a esposa e os filhos. Era uma visita de agradecimento pela salvação da esposa Missa, que esteve à beira da morte por complicações pós-parto.

           Saíram de casa, às quatro horas da madrugada, atravessaram de barco o Lago Ogura, seguiram de jinriquixá e caminharam até chegarem a Jiba, mais ou menos às oito horas da noite. No dia seguinte, todos eles foram levados à presença de Oyassama sob os cuidados de Rissaburo Yamamoto. A emoção do grupo foi muito grande. A alegria de Missa, especialmente, salva de uma longa enfermidade, foi tanta que não pôde conter as lágrimas. Então, Oyassama perguntou-lhe ternamente:

“Porque chora?”

Missa, ainda soluçando, respondeu: “Senti tanta gratidão em poder me encontrar com a deusa viva que saíram lágrimas de alegria.” Assim, Oyassama disse:

“Jiba não é lugar onde se chora. Aqui é o local onde se fica contente.”

Em seguida, dirigiu as seguintes palavras a Zensuke:

“A terceira geração será como água límpida”.

Zensuke agradeceu dizendo “muito obrigado.” Diante das palavras de Oyassama, muito além do seu mérito, sentiu-se tão grato que ficou constrangido. E, deste modo, tomou a firme decisão do fundo do coração: “Que gratificante! Trabalharei para sempre em prol deste Caminho.”

 A expressão: “a terceira geração será como água límpida”, significa que se passarem a fé com toda a sinceridade, a terceira geração receberá a graça de uma maravilhosa vida.

Eu tenho um amigo que é uma pessoa bastante simples, é aposentado por invalidez e, também bastante falador.

Há pessoas que o acham um pouco diferente por falar muito. Está sempre agradecendo por tudo, e sempre me liga alegrando a minha vida também.

           Uma coisa boa nele é que consegue sempre as coisas que quer. Por exemplo, comprar carros, comprar casa, e assim vai seguindo a sua vida. Destes carros, sempre foram carros simples, e para todos os carros que ele comprou eu pedia para que fizesse a purificação.

Há dois anos, ele me perguntou qual carro seria melhor um Nissan, ou um Jeep. Na verdade não dei muita atenção, porque eu achava que era uma coisa muito acima do que ele conseguiria.

Mas com a ajuda do governo conseguiu comprar um carro com a isenção de impostos.

Quando faltavam mais alguns reais para completar a compra, a esposa tinha guardado na poupança o dinheiro que ele entregava para ela todos os meses. Então a sua esposa também que foi uma providência de Deus, foi em razão do merecimento que ele foi acumulando com o tempo.

Desde há muito tempo, de tempo em tempo, o meu amigo dizia, Kaityosan eu vou mudar para a praia. O que você acha? E eu respondia, “legal”.

E de vez em quando ele falava, Vou mudar no mês que vem. E depois falava, desfiz o negócio porque a pessoa queria me passar a perna, ou por alguma razão não havia dado certo.

No mês passado, ele veio com a mesma conversa, e começou o assunto assim: Vou me mudar para praia, e você pode fazer a purificação na nova casa?

 Eu falei assim: “No dia da mudança, você me liga

quando o caminhão já estiver quase cheio...pensando que pudesse não dar certo por alguma razão, como nas vezes anteriores” mas, no dia ele me ligou, e a mudança estava pronta para acontecer...

           Fomos em 6 pessoas no carro, mas como ele fala muito, e ia indicando caminhos diferente do GPS, os familiares diziam para ele parar de falar. Mas nada impede o seu bom humor. Lógico que as vezes algumas coisas o faz perder a calma e fica bravo, mas é uma coisa difícil de acontecer.

Eu estive conversando, e comentamos com os meus amigos sobre as coisas que ele vai conseguindo com o passar do tempo. E chegamos a conclusão que é realmente pelo seu caráter de estar sempre agradecido, com o espírito alegre e animado.

 Nós muitas vezes estamos tão acostumados com o nosso dia a dia, que tendemos a não ter gratidão pelas pequenas coisas.

Sendo assim, vamos todos nós também nos alegrar e ter gratidão pelas pequenas coisas.

O simples fato de ter o que comer, pelo fato de poder andar.

Eu ouvi no podcast do Seinenkai o seguinte de um amigo que estava fazendo o ossazuke a uma menina tetraplégica. Ela disse assim, “A única coisa que eu peço a Deus é que eu seja pelo menos paraplégica”

O Shimbashira sama III escreveu em seu livro “Indicador do Caminho”, “O espírito repleto de alegria é aquele que se anima e se contenta com tudo que vê e ouve, interpretando em tudo a benevolência divina. A vida plena de alegria e felicidade não se recebe dos outros. É um mundo, uma vida que devemos construir com as nossas próprias mãos.

José Katsumi Ishii

 

           Muito obrigado.