A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quinta-feira, 12 de maio de 2022

INFORMATIVO Nº 235 - MAIO DE 2022

 

Bolo e Presentes para Oyassam

Bom dia a todos. Sejam todos bem-vindos a cerimônia mensal do mês de maio.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 149, com o título “Tendo a Hora do Coelho Como Sinal”

Durante o regresso a Jiba no outono de 1884, quando Unossuke Tossa estava na hospedaria de Tsurukiti Fukui, alguém bateu violentamente a porta antes do amanhecer, gritando: “Tossa de Awa não está? Se estiver, saia logo.” Era Rissaburo Yamamoto que ao vê-lo, disse: “É um fato surpreendente. Deus está dizendo que dará tudo que estiver cobrindo o Sacrário de Tsukihi, tendo a hora do coelho como sinal. Você é a pessoa mais feliz do Japão.” E começou a andar em direção à Residência. Incrédulo, Unossuke seguiu-o com o coração palpitante de alegria.

Seguiu Yamamoto até a sala contígua ao quarto de Oyassama onde encontrou sobre o tatame, cuidadosamente dobrado e sobreposto, o vestuário completo usado por Oyassama até a noite anterior, desde o quimono novo de cor vermelha viva, o sobretudo, as meias e até o quimono interno. Unossuke ficou atordoado, e permaneceu sentado como se duvidasse dos seus próprios olhos, com a sensação de estar sonhando. Então, os veteranos chamaram-lhe a atenção: “Não fique hesitando. É Deus que lhe está concedendo!”

Finalmente, ajoelhou-se em reverência perto da porta corrediça do quarto mais alto. As lágrimas escorriam sem parar, mas nada se ouvia do quarto de Oyassama. O tempo passou silenciosamente. Unossuke recusou: “Para alguém como eu, isso é demasiada honra.” Porém, devido à insistência das pessoas próximas que serviam Oyassama, respondeu: “Então, receberei apenas o quimono interno que tocou a sua pele.”

Abraçando firmemente o quimono voltou correndo para a hospedaria onde chorou de alegria.

No final deste episódio, talvez uma outra pessoa tivesse aceito todo o conjunto do quimono, porém o mestre Tossa, sendo comedido e moderado, ou tendo muita fé e achando que receber tudo era demasiado, aceitou somente a parte interna que tinha tocado a pele de Oyassama.

Este episódio não é tão complicado o entendimento. O título é que é um tanto quanto estranho, mas é o seguinte: o signo Chinês tem 12 animais, e cada ano corresponde a um animal. Além do signo, cada animal também corresponde a duas horas. E duas horas vezes 12 animais corresponde a 24 horas. E a hora do coelho corresponde ao horário das 5 às 7 horas da manhã.

Hoje é o dia primeiro de maio, e o dia primeiro de maio depois de muitos anos participando do hinokishin no museu do Ipiranga, nós da Tenrikyo associamos o dia do trabalho com o dia do hinokishin.

Mas o que gostaria que não ficasse confuso é que hinokishin não é sinônimo de fazer limpeza. E também não é algo para beneficiar o homem ou sociedade como o serviço voluntário, e sim, satisfazer a própria atitude da fé para com Deus-Parens. É a dedicação da sua própria alegria. Diversas são as maneiras de demonstrar alegria.

Hinokishin é qualquer ação, é o falar, o fazer, o pensar.

Por isso temos a primeira frase do hino 7 que diz: Dizer uma palavra é hinokishin, apenas deixa se espargida a fragrância.

Hoje gostaria também de ler o episódio “Se Houver Virtude” e fazer um comentário sobre a força de Deus.

No verão de 1883, toda região de Yamato foi assolada por uma grande seca. Issaburo Massui ainda era lavrador; entretanto, passava dias seguidos na Residência, ajudando na lavoura. Então uma pessoa de sua casa veio chamá-lo: “A vila está ocupadíssima em irrigar o arrozal. Todos estão trabalhando e reclamando que o Issaburo nem aparece. Gostaria que voltasse nem que fosse para dar uma satisfação.”

Como Issaburo já não se importava com o seu arrozal, respondeu simplesmente que, apesar de tudo, não podia voltar, e dispensou o mensageiro. No entanto, pensou: “É gratificante poder colocar mesmo que seja um pouco de água na lavoura da Residência nesta grande seca e estou satisfeito com isso, mas é imperdoável descontentar os vizinhos.” E reconsiderando, decidiu voltar pelo menos uma vez. Ao despedir-se de Oyassama recebeu as seguintes palavras:

“Embora não chova, se houver virtude, farei subir a umidade.”

Ao voltar, encontrou a vila agitada, com todos empenhados em retirar a água dos poços da baixada, dia e noite. Issaburo foi ao arrozal com a esposa Ossame e carregou a água até altas horas da noite, irrigando apenas a lavoura alheia.

Ossame misturou a água recebida da poça próxima ao Pedestal do Néctar (Kanrodai) com a de sua casa e respingou com ramos de arroz em redor da sua lavoura, duas vezes por dia, uma de manhã e outra de tarde.

Alguns dias depois, ao verificar antes do alvorecer o seu arrozal, Ossame encontrou-o milagrosamente umedecido com água brotada da terra. Lembrou as palavras de Oyassama e ficou profundamente impressionada pela sua exatidão.

No outono, toda a vila teve má colheita; porém, a família Massui teve a graça de obter uma excelente produção de arroz.

Mudando um pouco de assunto, durante vários anos, uma pessoa, todos os meses, fazia a oferenda de flores na Sede Dendotyo, mas por alguma razão, não conseguiria mais fazer a oferenda.

E os meus pais penalizados pela situação, pensaram. “Como uma de nossas filhas tem plantação de flores, vamos comprar dela todos os meses, e levar para o Dendotyo”

E em 2011, já havia passado 5 anos onde todos os meses as flores estavam sendo oferendadas no altar do Dendotyo. E em abril daquele ano houve uma grande chuva de granizo. Choveu tanto que, o jardim parecia coberto de neve de tão branco. Era algo que nunca havia acontecido antes.

Neste mesmo dia estava acontecendo o Akimatsuri no bairro da Porteira Preta, e lá também havia chovido muito, onde chegou a derrubar algumas lonas e barracas. Em quase toda a região e acredito que em quase todo o estado, o granizo fez vários estragos, derrubando estufas e plantações, fazendo muitas pessoas terem grandes prejuízos.

Mas por incrível que pareça no sítio da minha irmã que fica bem próximo do Bunkyo, onde estava acontecendo o Akimatsuri, a chuva de granizo fez uma curva, salvando todas as flores e estufas, não causando nenhum prejuízo.

Um dia perguntei a minha irmã, os meus pais estão pagando as flores? E ela me respondeu que nunca cobrou deles.

Deus-Parens com certeza aceitando o coração das oferendas durante 5 anos, estava protegendo estas flores, ainda mais que no mesmo ano em julho estas flores enfeitariam o altar na presença do Shimbashira e esposa, pois seria comemorado os 60 anos de fundação da Igreja.

Imagino que toda a sinceridade das oferendas da minha irmã tenha salvado as suas flores, fazendo com que o granizo fizesse a curva e desviasse do seu sitio.

E hoje já fazem mais de 15 anos, que estas flores são oferendadas para enfeitar o altar de Oyassama.

Para Deus-Parens é muito fácil fazer brotar água da terra.

Para Deus-Parens é muito fácil fazer uma chuva de granizo fazer uma curva.

O difícil é os homens determinarem o espirito de demonstrar a sua virtude. Porque se houver virtude tudo será atendido.

Se no nosso dia a dia acumulamos merecimento, o trabalho de Deus é feito conforme o nosso espírito.

Vamos todos dedicar o máximo que pudermos para acumularmos merecimento e sentir na pele o que são as grandes providencias de Deus.

 José Katsumi Ishii

Preparando saquinhos de balas para distribuir no aniversário de Oyassama



Chuva de granizos que desviou do sítio da irmã do condutor




quarta-feira, 20 de abril de 2022

INFORMATIVO Nº 234 - ABRIL DE 2022

 

Fieis da Igreja no Hinokishin do Dendotyo


Bom dia a todos. Sejam todos bem-vindos a cerimônia mensal do mês de abril, em que comemoramos o aniversário de Oyassama, que completa 224 anos de idade.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 148, com o título “Para um Local Limpo”.

 

As pessoas que pertenciam à Irmandade Meissei, desligavam-se sucessivamente, ingressando na Shidokai, desde a sua constituição. Por isso, a Meissei resolveu enviar alguém para persuadir Guenjiro Fukaya, julgando que, se ao menos o trouxesse de volta, os outros o seguiriam. Entretanto, a pessoa a ser enviada, no momento da sua partida, ao tentar descer do andar superior, tombou e começou a sofrer terrivelmente. Imediatamente chamaram um médico para examiná-lo. Foi diagnosticado como cólera e rapidamente transportado para o hospital, mas ele veio a falecer no caminho. Assim, um dos membros da irmandade chamado Fujita, regressou a Jiba para consultar Oyassama, que disse:

“Deus o baniu, pois, sem mesmo refletir sobre as vidas anteriores, tentou arrastar novamente para dentro da água barrenta aquele que foi retirado dela para um local limpo.”

 

Este episódio tem relação com o ferreiro Guenjiro Fukaya, conhecido como o sorridente Guenjiro, que sofreu o acidente em seu olho, e foi milagrosamente salvo pela sua determinação espiritual.

Em novembro de 1881, dois meses depois de Guenjiro ter entrado para a fé, foi fundada a primeira irmandade em Kyoto, Irmandade Meissei, tendo como responsável Rokubee Oku, e Guenjiro ficou responsável como tesoureiro da irmandade.

Com o passar do tempo, o responsável da irmandade Meissei passou a agir em desacordo com o ensinamento e Jiba. Guenjiro tentou abrir os seus olhos, mas nada adiantou. Por isso, no outono de 1883 ele se desligou da Meissei e fundou a irmandade Shidokai, tornando-se responsável.

Em março do ano seguinte, 1884 é que acontece o episódio acima.

 

Hoje, antes de iniciar a Cerimonia mensal solicitei para que todos prestassem bastante atenção no serviço sagrado, e que ouvissem com o coração.

Sendo assim, gostaria de contar como foi que a Oyassama ensinou os Hinos Sagrados, que acabamos de executar.

Há no episódio 18, “Hinos da Razão” o seguinte:

 

Quando os doze hinos sagrados ficaram prontos, Oyassama afirmou:

“Estes são os hinos do serviço sagrado. Experimentem todos cantar individualmente como desejarem, para ver como deve ser a melodia.”

Um a um, todos cantaram. Oyassama que estava ouvindo-os, disse:

“Todos cantaram, mas não é dessa maneira e sim deste modo.”

Cantou pessoalmente, em alta voz. Em seguida, afirmou:

“Estes são os hinos da razão, por isso, dança-se de acordo com a razão. Experimentem todos individualmente como acharem melhor, para ver como se deve dançar.”

Todos dançaram, cada um a sua maneira. Oyassama que os observava, disse:

“Todos dançaram, mas ninguém dançou de acordo com a razão. É assim que se dança. Não é dançar simplesmente. É representar a razão com os movimentos.”

Levantou-se e, demonstrando pessoalmente os movimentos das mãos, ensinou a todos.

Assim, fazendo todos experimentarem uma vez, ela ensinou tanto a melodia quanto os movimentos das mãos, demonstrando-os pessoalmente.

 

“Estes são hinos da verdade. Devem dançar em har­mo­nia com a verdade. Não estão dançando sim­ples­mente, estão expressando a verdade.”

E ainda, explicou o seu significado:

“Se as mãos estão frouxas na execução do Serviço é porque o espírito está frouxo. Também, não é bom errar, nem mesmo um único movimento das mãos. É com este Serviço que se modifica o curso da vida. É um Serviço muito importante.”

 

Oyassama demonstra neste episódio a importância do cantar de dançar de acordo com a razão. E nos ensina que é um serviço muito importante que modifica o curso da vida.

 

No mês de fevereiro, eu estava conversando com uma esposa de condutor de uma Igreja. E perguntei sobre a sua filha. Então ela me contou que a filha estava namorando uma pessoa que não era da Tenrikyo.

E ela me contou que, esta pessoa antes de conhecer a sua filha, muitas vezes procurava na internet músicas para tranquilizar o seu coração quando estava ansioso, ou alguma coisa o incomodava.

E que sempre ouvia uma música que havia encontrado no youtube.

Um dia a filha convidou o namorado para reverenciar a cerimônia mensal de sua igreja. E para a surpresa dele, comentou que era exatamente esta música, os hinos sagrados, que ele estava ouvindo para acalmar o seu coração.

 

 Muitas vezes nós estamos tão acostumados com os hinos sagrados, que muitas vezes, esquecemos de ouvir com o coração.

A Oyassama pensou no tom, na melodia, no ritmo, em tudo, falando que é uma dança em harmonia com a verdade. E é com razão que se cantarmos e dançarmos de acordo com a verdade, o nosso coração se acalmará.

Então vamos sempre praticar com firmeza, sempre esticando e juntando todos os dedos das mãos, o Serviço Sagrado tão importante que a Oyassama nos ensinou.

  José Katsumi Ishii

Muito obrigado.


Preparativos das balas para o aniversário da Oyassama

Preparativos das balas para o aniversário da Oyassama

Preparativos das balas para o aniversário da Oyassama

Preparativos das balas para o aniversário da Oyassama

Preparativos das balas para o aniversário da Oyassama


quarta-feira, 9 de março de 2022

INFORMATIVO Nº 233 - MARÇO DE 2022

 

Foto com Primaz durante a participação dos fiéis da Igreja no Hinokishin do Dendotyo



Bom dia a todos. Sejam todos bem-vindos a cerimônia mensal do mês de março.

 

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 147, com o título “VERDADEIRA SALVAÇÃO”

Issa, esposa de Yohei Yamamoto da Vila de Kurahashi, em Yamato, recebeu uma maravilhosa salvação em 1882, quando estava com 40 anos de idade. Obtivera a graça da cura completa da doença das pernas que sofria por longos anos, quando conseguiu ficar de pé, estalando todas as articulações.

Entretanto, as mãos tremiam um pouco e não melhoravam de modo algum. Era caso de pouca importância, porém, isso a angustiava. Assim, regressou a Jiba no verão de 1884 e, apresentando-se a Oyassama, mostrou-lhe as mãos trêmulas e solicitou: “Gostaria que lançasse o seu sopro.” Então, Oyassama lhe explicou:

“Lançar o sopro é muito fácil, mas se pensar que você foi salva das pernas, esse pequeno tremor das mãos não tem qualquer inconveniência. Em vez de ser completamente curada é melhor que fique com um pequeno tremor, assim poderá entender bem a predestinação das vidas anteriores e não esquecerá nunca a graça recebida. Isso é a verdadeira salvação. Todos desejam a salvação completa, mas o importante é a virtude que conduz à verdadeira salvação. Em lugar de lançar o sopro, empresto-lhe este livro. Peça a alguém para copiar e leia constantemente.”

Assim, emprestou-lhe todos os 17 volumes do Ofudessaki. Desde então, o tremor das mãos deixou de ser um incômodo para Issa. Leu por toda a vida o Ofudessaki copiado por seu pai e divulgou fervorosamente a fé a toda pessoa que encontrava, vivendo até os 89 anos.

Issa Yamamoto em 1900, ao mesmo tempo em que se dedicava à lavoura, passou a fazer amplamente a divulgação durante três anos na cidade de Fushimi, em Kyoto e mais dois anos na cidade de Nabari, na província de Mie. Retorna em 1931, aos 89 anos.

Por ter recebido uma imensa graça chegando até a estalar as articulações da perna, o fato das mãos tremerem um pouco não era algo tão grave. Para Oyassama é muito simples lançar o sopro e salvar, mas continuar com as mãos um pouco trêmulas seria para nunca esquecer a grande graça recebida.

Há alguns anos eu estava fazendo uma visita a um senhor que havia tido um AVC. Visitei-o por uns dois anos, e todas às vezes fazia o Ossazuke nas suas pernas porque tinha dificuldades de andar e ficava na cadeira de rodas.

Certo dia, em uma das visitas, a sua esposa me falou que ele estava bastante chateado e agoniado porque não conseguia urinar no banheiro, sempre molhando a sua calça.

Então neste dia, disse que faria o Ossazuke no seu órgão genital. E assim o fiz.

Depois de uma semana este senhor veio a retornar (falecer), e fui visitar a esposa. Naquela hora não sabia o que falar, e estava cumprimentando-a e compartilhando os sentimentos de pesar. Foi quando ela me falou que ele retornou, faleceu muito feliz. Ela me contou que naquela semana, durante toda a semana o marido conseguiu urinar no banheiro, sem molhar a calça. E com um sentimento muito feliz, retornou. E eu acredito que retornar com o espirito feliz, harmonizado sem agonia, é a razão de fazer com que esta alma volte a tomar um novo corpo emprestado com mais saúde e mais providências. Sendo assim, o que importa neste mundo, como disse a Oyassama, não é a salvação do corpo e sim a verdadeira salvação, que é o da nossa alma.

 

Informações:

Todos os meses até junho teremos o Hinokishin na Sede Dendotyo em Bauru, no sábado antes da cerimonia mensal até quarta feira.

E também no final de semana do 4º domingo.

Este mês o hinokishin está programado para 12 ~ 16 e 26 ~ 30 de março

A rampa está quase pronta, só falta o corrimão, que está sendo feito os orçamentos.

No dia 24 de novembro de 2022 a Igreja-Mor Tsu completará 130 anos de fundação, o condutor da Igreja-Mor convida a todos a participarem deste evento.

 José Katsumi Ishii

Hinokishin no Dendotyo


Conclusão da rampa de nossa Igreja




 


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

INFORMATIVO Nº 232 - JANEIRO DE 2022

 



Muito bom dia a todos.


Um feliz ano novo a todos. Um feliz ano 185 da Revelação Divina.

Agradeço de coração a todos pela presença na Grande Cerimônia de Janeiro, onde relembramos o ocultamento físico de Oyassama.

Este ano teremos a comemoração dos 71 anos de fundação da sede Missionária, Dendotyo do Brasil, no dia 10 de julho. E com o alojamento novo, com as novas instalações dos chuveiros e da cozinha, teremos um Dendotyo bastante animado e diferente. Espero que nesta data possamos reunir muitas pessoas para animarmos o nosso coração.

E junto com esta comemoração teremos a troca do Primaz do Dendotyo, do reverendo Yuji Murata para o filho, reverendo Kaoru Murata. Será uma dupla comemoração.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 145, com o título “É Bom Morar Sempre Onde se Sinta Melhor”. Este episódio fala sobre a salvação de enfermidade e dedicação na Residência de Oyassama.

Foi em fevereiro de 1884 que Ito, esposa de Shobee Massuno, visitou sua amiga Otyo, filha de Yazaemon Koyama, em Sannomiya, Kobe, e ouviu que “Tenri-Ô-no-Mikoto é realmente um Deus milagroso.”

Ito sofria de catarata, há mais de três anos, tendo sido tratada por vários médicos renomados. No entanto, sem nada poder fazer só lhe restava aguardar a perda completa da visão. Por outro lado, o próprio Shobee sofria também há mais de dez anos de beribéri (doença nutricional causada pela falta de vitamina B1 no organismo, resultando em fraqueza muscular, problemas gastrointestinais e dificuldades respiratórias), e embora submetido a tratamentos médicos, ainda não tinha sarado e passava os dias com o espírito nublado.

Por isso, decidiram: “Se é assim, vamos ouvir uma explanação”, e mandaram imediatamente um mensageiro. A primeira explanação ficou marcada para o dia 15 de fevereiro, que seria feita por Yazaemon Koyama.

Instalaram o altar às pressas, consagraram Deus e o casal ouviu a seguinte explanação: “As doenças são manifestações no corpo das oito poeiras do espírito. Se corrigirem o espírito serão infalivelmente salvos. Amparem-se em Deus com o espírito realmente sincero. Como os alimentos são todas dádivas de Deus-Parens, não há nada que faça mal.”

Então, neste dia, Shobee experimentou tomar o saquê abençoado (uma das causas desta doença é exatamente o abuso de álcool), embora estivesse há muitos anos sem tomar esta bebida que tanto apreciava, por causa da enfermidade. Apesar disso, na manhã seguinte, sentiu-se muito bem. Por outro lado, Ito passou distinguir o preto e o branco em apenas uma noite.

Agradeceram a Deus, foram à residência de Koyama para relatar essa alegria e, voltando para casa, inexplicavelmente, antes do anoitecer, Ito perdeu a visão novamente.

Nessa ocasião, o casal conversou e decidiu: “Deus já nos mostrou a sua onipotência em uma noite. Por isso, se determinarmos o espírito de trabalhar unidos e dedicar ao Caminho por toda a vida, seremos salvos infalivelmente.” O casal orou fervorosamente, em frente ao altar, de manhã e à tarde. Então, Shobee recebeu a graça da cura completa em 15 dias e Ito em 30 dias também voltou a ver tal como antes.

Com essa alegria no coração, no dia 6 de abril, reverenciaram Jiba pela primeira vez. Era justamente o dia em que Oyassama sairia do presídio, de maneira que foram recebê-la em Nara e acompanharam-na até a Residência, onde permaneceram até o dia 9. Ela lhes falou amavelmente:

“Shobee, que bom que você veio. Futuramente, precisará vir morar nesta Residência.”

Muito comovido com estas palavras, regressava frequentemente a Jiba e se empenhava na divulgação e salvação, abandonando praticamente os seus negócios. Entretanto, inexplicavelmente, não se sentia muito bem ao distanciar-se de Jiba. Então, consultou Oyassama, que lhe disse:

“É bom morar sempre onde se sinta melhor.”

Nesta ocasião, Shobee decidiu firmemente que passaria a morar na Residência.

Em 1884 a Oyassama falou pela primeira vez sobre o morar na Residência, e a partir do ano-novo de 1890 passa a morar na Residência. De acordo com a determinação do casal de se dedicar unicamente ao Caminho para todo o sempre, o marido Shobee depois de 15 dias recebeu a graça da cura, de uma doença que carregava há mais de 10 anos, e a esposa Ito, depois de 30 dias, de uma doença que tinha há 3 anos. Este episódio mostra a graça recebida através da determinação espiritual e da sua prática.

Quando o casal foi agradecer a Oyassama era exatamente o dia em que ela estava saindo da prisão. Podemos sentir o amor de Oyassama.

Se por acaso eu estivesse acabado de voltar de uma viagem por exemplo, cansado, creio que não teria muito animo para receber alguma visita. Mas Oyassama é a mãe de toda a humanidade. O casal ficou na residência por 3 dias, ouvindo e aprendendo sobre os ensinamentos.

E falando em determinação espiritual, estamos no começo do ano e o começo do ano é o melhor momento para fazermos uma determinação espiritual.

Gostaria de convidar a todos para que possamos fazer uma determinação de adiantarmos os passos para a sincera salvação dos próximos e para a evolução, seguindo a vida-modelo de Oyassama.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.




quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

INFORMATIVO Nº 231 - DEZEMBRO DE 2021

 



Palestra da Cerimonia Mensal de dezembro de 2021

 

José Katsumi Ishii

Muito bom dia a todos.

Agradeço a presença de todos os senhores no dia de hoje, na última cerimônia mensal deste ano.

No começo do ano recebi uma mensagem que dizia: Que em 2021 você possa dizer várias vezes “caramba, estou vivendo o melhor ano da minha vida”, e comentei na Grande Cerimônia de janeiro. Como foi o ano de vocês? Espero que vocês tenham dito várias vezes, não só uma vez, “Estou vivendo o melhor ano da minha vida”.

 

Hoje gostaria de ler e comentar o episódio 144, “A Razão que Alcança o Céu”

Do dia 24 de março a 5 de abril de 1884, Oyassama passou por um sacrifício no Presídio de Nara e, nessa ocasião, Tyuzaburo Koda também foi detido por 10 dias. Nesse período, o carcereiro ordenou a Koda que limpasse a privada. Terminada a limpeza, voltou junto a Oyassama, que lhe perguntou:

“Koda, como se sentiu ao ser trazido a um lugar como este e obrigado a limpar uma privada suja?”

“Que me obriguem a fazer o que for, se pensar que estou servindo a Deus é realmente excelente”, — respondeu Koda. Então, ela explicou:

“Isso mesmo. Quão penoso e desagradável seja o trabalho, se fizer julgando-o excelente, esta razão alcançará o céu. A razão aceita por Deus será transformada excelentemente em virtude. No entanto, mesmo que faça trabalhos difíceis e cansativos, se fizer queixando-se: ‘ah! que penoso!’, ‘ah! que desagradável!’, a razão da insatisfação alcançará o céu.”

 

Tudo nesta vida se pensarmos que estamos servindo a Deus, ficaremos com o coração sempre feliz. Às vezes quando pensamos que estamos fazendo para os outros, e não temos o reconhecimento ficamos com o coração empoeirado.

Este episódio explica como deve ser a postura e a atitude para se fazer o hinokishin.

Sobre o Tyuzaburo, quando voltou à sua casa depois de trabalhar por um período de tempo fora, encontrou sua filha Riki, enferma dos olhos num estado tão grave que a perda da visão era uma questão de tempo.

Em 1882 um missionário da Tenrikyo os visitou, e, Riki na manhã seguinte chegou a ver vagamente os dedos.

Então, eles regressaram a Jiba onde ficaram durante sete dias. No terceiro dia, a esposa Saki solicitou: “Por favor, cure pelo menos um dos olhos de minha filha, em troca de um dos meus.” A partir dessa noite, um dos olhos de Saki foi perdendo gradativamente a visão, e um da filha foi melhorando aos poucos até sarar. Tyuzaburo, chorando de emoção por essa milagrosa cura, finalmente decidiu seguir esta fé.

Então, Tyuzaburo enviou à província o pedido de demissão. Mas, seu pedido foi indeferido. Sem saber o que fazer, consultou Oyassama que respondeu:

“Uma ponte já liga o caminho de 800 quilômetros. Não existe senão o senhor para atravessá-la.”

Emocionado com estas palavras, decidiu-se do fundo do coração pelo espargimento da fragrância da fé e pela salvação e, partiu animado dando o primeiro passo no missionamento em Niigata.

 

Mudando de assunto, neste mundo, cada um tem o seu modo de pensar, de sentir, e de agir. Por isso é natural que as coisas não aconteçam conforme o nosso desejo, pois somos diferentes um do outro. Somos diferentes porque nós seres humanos temos poeiras espirituais diferentes um do outro.

Mas com a realização do Serviço Sagrado e a ministração do Sazuke (concessão divina), com certeza receberemos a salvação ao limpar as poeiras do coração. Assim, o mundo se transformará no de alegria de acordo com o desejo de Deus-Parens. Tem uma história que nos faz refletir muito sobre isso.

Uma senhora, bastante preocupada com a descoberta de um tumor no seu pulmão, foi consultar o condutor da sua igreja, e comentou que os médicos nada podiam fazer em razão do tamanho do tumor que não era pequeno.

Esta senhora sempre foi bastante fervorosa, sempre se dedicou às atividades da igreja, sendo assim, sobre as suas atitudes, o condutor não tinha o que falar.

Então, lembrou-se de uma frase que dizia: “O problema de uma pessoa, é também problema de todos que a cercam.” E explicou que todos os membros da família deveriam solicitar de coração a recuperação, para que todos possam eliminar as poeiras do coração.

“E eu o que devo fazer?” Perguntou ela.

Esta senhora morava com o filho e a nora, mas depois de um desentendimento familiar, a nora resolveu morar separado. O condutor sabendo desta situação disse: “Para que você fique boa, deve pedir para que o seu filho ministre o Sazuke na senhora.”

“Não, isso vai ser muito difícil, ele tem o Dom do Sazuke, mas nunca ministrou a ninguém.”

“Pode deixar que vou ligar para o seu filho e explicar a situação. Chegando lá peça que lhe ministre o Sazuke.”

“Até quando devo ir?”

“Até a senhora sarar.”

Com um pouco de receio, esta senhora foi até a casa do filho e pediu para que ministrasse o Sazuke todos os dias.

No mês seguinte, na cerimônia mensal da igreja, ela encontrou com o condutor que lhe perguntou como estava. E ela respondeu que o tumor continuava igual, mas que havia acontecido uma coisa muito boa. O filho, vendo a mãe se deslocar todos os dias a sua casa, disse “Mãe, não precisa mais ter o trabalho de vir até aqui, eu vou até a casa da senhora depois do meu serviço.” E assim, depois de muito tempo, o filho começou a frequentar na casa da mãe novamente. E ela estava muito feliz por isso.

Na outra cerimônia mensal, se encontrou novamente com o condutor e, muito feliz contou que havia acontecido outra coisa boa: “A partir deste mês, a minha nora também começou a vir com o meu filho, e juntos estão solicitando a minha recuperação”.

No outro mês, com mais alegria, encontrou o condutor e disse, “Fiz o exame e o tumor diminuiu consideravelmente, e agora os médicos disseram que posso fazer a cirurgia”.

Então ela se submeteu a cirurgia e recebeu a completa graça de se recuperar. E feliz ela dizia, “Graças a esta doença que me foi concedido por Deus, tive a harmonia familiar de volta. Como é gratificante o caminho de Deus.”

Percebemos claramente que Deus-Parens estava ansioso para que a harmonia voltasse a esta família.

É de se desejar que todos nós limpemos as poeiras do nosso coração para que possamos alcançar um mundo cheio de harmonia o quanto antes.

 

Sobre o falar coisas boas, outro dia assisti um vídeo onde falava: “Como ficar feliz de uma hora para outra de uma forma bastante fácil utilizando uma simples dica”.

Há no mundo pessoas que tem uma linda casa, um bom carro, casado com uma pessoa bonita, mas se dizem infelizes.

E outras que moram numa casa simples, tem o seu dia a dia bastante simples, mas que dizem que são muito felizes.

Então qual é a diferença entre eles. E a resposta é simples. É a palavra.

Então podemos pensar, porque de acordo com as palavras o nosso dia vai mudar?

Parece que houve um estudo que diz que, quando soltamos palavras positivas, o cérebro começa a trabalhar para procurar coisas positivas. E procurando coisas positivas, ele vai num ritmo continuo a procura de mais coisas positivas.

As palavras que utilizamos no nosso dia a dia é que se torna a nossa realidade. É o que vai construir o nosso futuro. O poder da palavra vai transformando o nosso dia a dia.

Se soubermos disso, iremos continuamente entrando numa vida tão animada e feliz, que não conseguiremos mais voltar a vida infeliz. Todas as pessoas do mundo querem ser felizes. Não há ninguém que quer ser infeliz. Mas se dentre vocês houver alguém que diga que não quer ser feliz, acho bom procurar um psicólogo.

Quando falamos palavras positivas o cérebro começa a procurar estas provas.

Por exemplo num passeio, quando falamos, olha aquela flor que bonita, que dia gostoso. Quando falamos isso, o nosso cérebro começa a procurar ao nosso redor coisas alegres e positivas e, começamos a perceber as pessoas sorrindo, o céu azul, até mesmo uma chuva fica gostosa.

E quando o dia termina, sentimos que o dia foi fantástico.

Mas se saem palavras como, como tem lixo aqui, ou como cansa este passeio. Quando saem palavras negativas da nossa boca, o cérebro começa a procurar coisas negativas, como, acho que amanhã ficarei com dores nos músculos, não estão cuidando bem deste parque direito... etc. 

E no final pode até falar, puxa não deveria ter vindo passear no parque.

 

Então sobre a frase “Estou vivendo o melhor ano da minha vida”.

Se não disseram várias vezes, ou ainda não disseram nenhuma vez ainda neste ano, ainda dá tempo, pois temos ainda 26 dias para o ano terminar.

Espero que todos vivam o melhor ano da vida de vocês sempre, utilizando sempre palavras positivas.

José Katsumi Ishii



quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

INFORMATIVO Nº 230 - NOVEMBRO DE 2021

 


Palestra da Cerimonia Mensal de novembro de 2021

José Katsumi Ishii

Muito bom dia a todos.

Agradeço a presença de todos os senhores no dia de hoje.

Hoje gostaria de ler e comentar o episódio 143, com o título “É Natural que Ame os Filhos”

Guenjiro Fukaya costumava consultar Oyassama imediatamente, quando tinha alguma dúvida. Certa vez, consultou-a através do mediador e recebeu a seguinte explicação:

“Ao passar um ano haverá a virtude de um ano. Ao passarem dois anos, haverá a virtude de dois anos. Ao passarem três anos se tornará pai. Tornando-se pai, é natural que ame os filhos. Ame-os de toda e qualquer maneira. Não se deve odiar os filhos.”

Ouvindo estas palavras, Guenjiro passou a tratar os seguidores com maior atenção e sinceridade. Quando eles vinham no dia da Cerimônia Mensal, preparava-lhes sushi e moti. Embora isso pareça ser algo sem muita importância, foi assim que Guenjiro criou pacientemente os seguidores, dedicando toda a sua sinceridade.

Uma vez, num evento, os diretores da igreja cujo responsável era o Sr Guenjiro, estavam comentando que se caso o alojamento ficasse lotado de fiéis, então era para ser usado a barraca provisória montada no quintal. Porém, o condutor Guenjiro achou indesculpável fazer com que os fiéis que vieram de tão longe, com muito sacrifício, ficassem na barraca. Como os diretores estão sempre bem acomodados no alojamento do condutor, então, Guenjiro ofereceu o alojamento a eles os diretores foram para a barraca.

Agora gostaria de comentar um pouco sobre o panfleto deste ano que tem o título “Bilhões de anos de dedicação”.

Segundo estimativas científicas, o universo teve início a 13,8 bilhões de anos atrás e o planeta Terra surgiu aproximadamente há 4,6 bilhões de anos. Ainda, estima-se que o surgimento do Homo Sapiens (o chamado homem moderno) foi há 300 mil anos.

Se convertermos a longa história do universo em um ano, ou seja, considerando que tudo começou às 0h0min0seg do dia 1º de janeiro, o surgimento do planeta Terra só ocorre no início de setembro, sendo que o Homo sapiens aparece apenas às 23horas 48 minutos e 35 segundos do último dia do ano. A vida humana, proporcionalmente falando, não equivaleria a 0,3 segundos.

Após milhares de simulações no computador, chegou-se a conclusão de que a habitabilidade de um planeta não é um fator tão surpreendente. No entanto, permanecer habitável durante bilhões de anos, tempo necessário para o surgimento, evolução e continuação da vida, já é um fenômeno de difícil explicação, a não ser que seja resultado de um milagre.

No livro Doutrina de Tenrikyo está escrito da seguinte forma. Então, Deus observou esse mar de lama. Viu Izanami que tinha a alma da Oyassama, e Izanagui que tinha a alma do marido de Oyassama, atraiu-os para junto de si com a intenção de fazê-los o modelo original de casal humano, e comprometeu-se a trazê-los de volta à residência original para serem reverenciados pela posteridade como Deus, quando passarem tantos anos quanto o número de filhos dados à luz na sua primeira geração e, obtendo consentimento, tomou-os para si. E esse número de anos foi de 900.099.999 anos.

E há um trecho no livro Vida de Oyassama, no momento da revelação divina que diz. “É natural que agora tenham diversas preocupações, mas decorridos 20 ou 30 anos, virá o dia em que todos admirarão a verdade da minha intenção.”

E o que os homens responderam? “Nós, como seres humanos, não podemos esperar de modo algum durante 20 ou 30 anos.”

Se Deus me dissesse para eu esperar 20 ou 30 anos, acho que eu falaria a mesma coisa, imaginem se diz 900 milhões de anos? Mas Oyassama com o seu coração de mãe, com o coração de que tudo de bom quer para os seus filhos, aceitou.

É o coração de mãe, é o coração muito além de grande, reparem como o pensamento de Deus é muito grande. E sentimos como é grande o amor de Deus por nós, seres humanos. Ele não tem aquele sentimento pequeno, mesquinho.

Existe uma piada assim:

Certa vez um homem que não se conformava com sua condição, rezou muito e conseguiu um contato com Deus:

- Deus, quanto vale um segundo para você?

- Para mim, vale um milhão de anos.

- E quanto vale um centavo?

- Um centavo, para mim, vale um milhão de reais.

- Por favor, Deus, pode me dar um centavo?

- Tudo bem, espera só um segundo.


Nesta piada o homem não se conformava com sua condição, mas não devemos reclamar da nossa situação, pois tudo que nós temos é de acordo com o nosso merecimento. Portanto devemos estar sempre agradecendo a Deus Parens e Oyassama por tudo que temos, e não ficar reclamando daquilo que não temos.

Lendo o panfleto, e também pela piadinha, como Deus é paciente não acham?

Todos nós temos que nos esforçar para que possamos evoluir o coração para podermos nos aproximar da vida plena de alegria e felicidade.

Mas falando em paciência, acho que eu estou muito longe da intenção de Deus.

Ultimamente até que me contenho, mas antigamente eu era bem impaciente, mesmo para ir passear, que é uma coisa agradável, quando os irmãos demoravam para se preparar, eu ficava apressando-os, e ficava nervoso por estarem atrasados e lerdeando. E isso chegava a até a estragar o passeio, criando um ambiente chato.

Por isso devemos ter em mente sempre as oito poeiras espirituais, que são a mesquinhez, cobiça, ódio, amor-próprio, rancor, raiva, ambição e orgulho.

Sentimos ódio, rancor e raiva quando perdemos a paciência.

Por causa do amor-próprio que pensa somente em si, não conseguimos enxergar o sentimento do outro.

E por causa do orgulho, não conseguimos perdoar a atitude dos outros.

Por isso é importante limpar as poeiras do coração sempre, realizando o Serviço Sagrado, para purificarmos o espírito.

Vamos todos estudar a doutrina de Tenrikyo, e sempre manter a evolução espiritual.

José Katsumi Ishii