A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

INFORMATIVO Nº 231 - OUTUBRO DE 2021


 

Bom dia a todos.

Gostaria de agradecer a presença de todos na Grande Cerimônia de outubro que relembra a Revelação de Deus-Parens em Oyassama no dia 26 de outubro de 1838. E faz relembrar também o marco da criação dos homens a 900.100.183 anos atrás.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 142, SER PEQUENO É PROMISSOR.

           Foi um fato ocorrido no tempo em que Guenjiro Fukaya estava propagando a fé em vários locais e promovendo a salvação, cada vez mais entusiasmado em difundir de qualquer maneira este excelente ensinamento.

Nessa época, ele não tinha mais roupas, nem carvão e muito menos o alimento do dia, se não recebesse a graça de Deus-Parens; todavia, conduzia à Residência sem um mínimo sinal de desânimo. Então, Oyassama dizia-lhe frequentemente:

“Ser pequeno é promissor. Ser pequeno não deve ser motivo de insatisfação. Das coisas pequenas é que as virtudes se acumulam e tudo se torna grande. O pinheiro também teve a sua época em que foi pequeno. Tenha prazer nas coisas pequenas. No futuro, surgirão grandes brotos.”

Para qualquer pessoa, o início do caminho da salvação é estreito e pequeno. Entretanto, durante a caminhada, não se deve reclamar. Se passar com prazer, no futuro abrirá um amplo, surgindo grandes brotos.

Esse episódio é a continuação do episódio que comentei no mês passado, “Do nó também corta-se o broto”. Após receber a autorização de Oyassama em constituir uma irmandade, ele disse a Oyassama “Nós cinco, seguiremos Deus, aconteça o que acontecer”.  Se não fosse esta forte determinação, ao não ter mais roupas, nem carvão e muito menos o alimento do dia, creio não seria fácil se animar nos momentos de dificuldades.

E neste episódio a Oyassama o acolheu mais ainda falando, “Ser pequeno é promissor. Tenha prazer nas coisas pequenas. No futuro, surgirão grandes brotos.”

Já experimentei passar por dias sem ter dinheiro, muitas vezes na loja não tínhamos o dinheiro para pagar a conta de um boleto vencido, que já estava prestes a ser protestado. Então até o último minuto antes de fechar o cartório esperávamos fazer uma venda para que pudéssemos pagar as contas.

Mas creio que isso é bem menos sofrido do que o “não ter alimento do dia”. E a situação de Guenjiro não deve ter sido nada fácil.

Na pandemia encontramos muitas famílias nesta situação. Sendo assim, a Associação Yonomotokai realizou uma campanha de arrecadação de alimentos, e se conhecerem pessoas nesta situação gostaria que ajudassem a distribuir estes alimentos.

Mudando de assunto, gostaria de falar um pouco sobre o nascimento dos meus filhos.

         Na época do nascimento do meu primeiro filho, chegamos ao hospital, e a secretária estava preenchendo os dados no computador, e uma das perguntas era: Qual é a sua religião?

Eu respondi bem devagarinho para não ter precisar repetir: Ten- ri-kyo.

“Não tem”, ela falou.

“Não é só escrever ai?” respondi.

E ela disse que era para eu escolher uma entre aquelas que constava no computador. Então ela leu vários nomes, e acabei me tornando da Seicho no ie.

Já pensou se é um nome? Qual é o seu nome? José. Não tem. Escolhe um outro.

Como foi bem no nascimento do meu filho, pensei que talvez Deus-Parens esteja me cutucando para não me esquecer da transmissão vertical do ensinamento, de pai para filho. E também fazer mais salvação e divulgação, para que todos do mundo possam conhecer os ensinamentos da Tenrikyo.

O nosso desejo era de que o bebê nascesse de parto normal, mas ele estava atrasado quase 20 dias, e como o batimento cardíaco do bebê já estava bem acelerado, e não havia dilatação, o médico decidiu realizar uma cesariana.

Logo que nasceu, o médico me chamou e me disse que o bebê havia feito cocô e chegou a engolir, e que tentaram tirar o máximo do pulmão, mas que o bebê teria que ficar de observação.

Naquele dia, na verdade nem fiquei muito preocupado, mas na semana passada pesquisei sobre o assunto e descobri que sempre há um milagre no nascimento de uma criança.

O assunto dizia: A situação se torna um problema quando o trabalho de parto demora demais para acontecer. “A placenta envelhece e começa a faltar oxigênio. O bebê entra em sofrimento fetal. Essa situação faz com que a criança relaxe e o ânus elimine o cocô. O que se chama de cocô, nesse caso, é, na verdade, o mecônio, uma massa compacta, que bloqueia o intestino da criança para ele não funcionar durante a gestação.”

Como esse “cocô” fica solto no útero da mãe, o bebê pode aspirá-lo. Dentro do pulmão, ele acaba formando uma camada oleosa, o que impede a natural troca de ar. Por isso, é necessário, muitas vezes, que o bebê seja encaminhado para a UTI, onde é entubado com oxigênio para auxiliar na respiração. 

Lendo isto descobri que houve uma grande providência de Deus-Parens e também graças a permissão do parto feliz que havíamos recebido de Oyassama, em Jiba, não houve nenhum problema. Saber disso agora é como ter recebido um grande presente no passado e ter se esquecido de agradecer. Por isso, creio que em qualquer situação, devemos estar sempre agradecendo a Deus.

No nascimento do segundo filho, iríamos fazer da mesma forma, pagando pelo parto no particular. Mas os meus pais solicitaram para que fizéssemos o parto pelo SUS, oferendando o dinheiro que seria utilizado para o parto.

Quando o primeiro filho nasce de cesariana, a probabilidade dos outros filhos também nascerem de cesariana é bastante grande. Se o parto é normal a recuperação da mãe é mais rápida. Portanto tínhamos o desejo de que o parto fosse normal desta vez.

Quando o parto é pelo SUS, há vezes que estagiários ficam observando para aprenderem, e perde-se um pouco de privacidade, mas mesmo assim decidimos ouvir o pedido de nossos pais.

Acho que Deus aceitando o nosso espírito, o segundo filho nasceu forte, e de parto normal, e desta vez sem se atrasar. E não precisou comer cocô.

Mas na hora do cadastro, acabei me tornando um membro da Seicho-no-Ie, mais uma vez.

         Os dois primeiros eram bem branquinhos quando nasceram, e eu e a Mieko éramos bem brancos quando pequenos, mas quando nasceu o Mitsuru, o meu terceiro filho, ele nasceu bem moreninho, tanto é que no documento dele constava como Pardo.

         A história do nascimento deles, eles nunca iriam saber se eu não as contasse. Somente quem esteve presente poderia explicar exatamente como foi. E a criação original, Deus-Parens sabe exatamente como e quando foi, por isso pode nos dizer com exatidão que foram há exatos 900.100.183 anos atrás, que nós seres humanos fomos criados.

E se pensarmos sobre como nascemos e como viemos sendo educados até agora, podemos compreender sobre as dificuldades que os pais passaram. E consequentemente entender o amor de Deus-Parens em nos criar e proteger até os dias de hoje.

Há um verso na Escritura Divina que diz:

             Para iniciar o mundo inexistente,

             Tsukihi (Deus) tem se dedicado gradualmente.



No panfleto deste ano está escrito assim: “Há duas formas de viver a vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre” (Albert Einstein)

Enquanto que, para uns, a evolução da vida é obra do acaso, para outros, é resultado de um milagre. E, de acordo com o ensinamento da Tenrikyo, tudo está conforme a intenção de Deus.

Entendendo então o milagre que vivemos todos os dias, é de se esperar que todos nós possamos salvar uns aos outros, para retribuir a gratidão a Deus-Parens.

 

Muito obrigado.

 

José Katsumi Ishii

 









terça-feira, 21 de setembro de 2021

INFORMATIVO Nº 230 - SETEMBRO DE 2021

 



Muito bom dia a todos.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 141 do livro Episódios da Vida de Oyassama, com o tema, “Do nó também corta-se o broto”

No começo de março de 1884, Guenjiro Fukaya que se desligara da Irmandade Meissei, regressou a Jiba com Zensuke Uno para obter a permissão de constituir a Irmandade Shidokai.

Partiram de Kyoto ao entardecer, chegando a Nara às duas horas da madrugada e à Residência pouco antes do alvorecer. Foram conduzidos à presença de Oyassama por Rissaburo Yamamoto e solicitaram a permissão. Então, tiveram estas palavras:

“Vieram perguntar. Vieram perguntar. Devem ouvir e compreender bem. Mesmo Jiba, durante o período de 48 anos, tem-se inflamado e tem sido espremida. Ter-se inflamado e ter sido espremida... Ainda, virão espremer. Ainda, há broto por existir o nó. Do nó também corta-se o broto. Peço que escutem e compreendam bem esta razão. Sofrendo dificuldades e aflições, o Caminho veio passo a passo até agora. Digo-lhes que escutem e compreendam bem.”

Ainda, não era uma permissão definitiva, de modo que Fukaya e Uno solicitaram mais uma vez: “Nós cinco, seguiremos Deus, aconteça o que acontecer.”

Então, veio a permissão:

“Aceitei a sinceridade. Aceitei-a. A semente da Shidokai, de hoje em diante, foi coberta de terra, e não imaginam quão grande se tornará doravante. É bom que transmitam uma vez, também, às pessoas da irmandade. Mesmo assim, se não ouvirem, Deus estará vendo. Digo para que os deixem.”

A sinceridade dos cinco, Fukaya, Uno, Sawada, Yassura e Nakanishi foi aceita por Deus-Parens.

Guenjiro Fukaya trabalhava como ferreiro em Kyoto. Foi o primeiro e o terceiro condutor da Igreja-Mor Kawaramati. Entra para a fé após ouvir sobre os ensinamentos, e após sofrer um acidente no trabalho, quando uma fagulha de ferro quente entrou em seus olhos, orou em frente do altar de Deus por várias horas com as mãos no olhos. Ao tirar as mãos, estava sem dores e enxergando normalmente, então, resolveu dedicar a sua vida ao caminho, sempre se contentando com tudo. E ficou conhecido como o sorridente Guenjiro.

A frase: “Mesmo Jiba, durante o período de 48 anos, tem-se inflamado e tem sido espremida”, significa que a Sede da Igreja, nos últimos 48 anos tem sido perseguida e pressionada, sendo atacada por todos os lados. E a irmandade Meissei, que Guenjiro se desligou, estava seguindo por caminhos que estavam em desacordo com a vontade de Deus.

Então, esse nó de se desligar da irmandade Meissei foi um nó para cortar o broto ruim, quando Deus-Parens aceitou a sinceridade de Guenjiro Fukaya.

Falando em sinceridade, hoje gostaria de falar sobre a providência de Deus, de acordo com a sinceridade verdadeira.

No mês de junho uma amiga me comentou que após alguns exames foi diagnosticada com um tumor, e decidiu fazer o tratamento no Japão, num hospital próximo a residência do seu filho.

Graças a maravilhosa proteção de Deus-Parens, conseguiu uma passagem por um preço muito bom, apesar da urgência, para três dias.

Chegando no hospital fez alguns exames, e foi informada que aparentava estar no estágio 2 ou 3, e se estivesse no estágio 3 teria que utilizar uma bolsa. E todos nós ficamos bastante apreensivos.

Depois de algumas semanas foi informada que o tumor era benigno, e não havia a necessidade de fazer quimioterapia, nem de usar bolsa. Mas como é um local onde se formam nódulos com facilidade, deverá fazer um novo exame no dia 26 de outubro.

Bastante feliz, eu disse a ela que o dia 26 de outubro é uma data muito importante para nós, por ser a data da revelação divina, e com certeza tudo se resolverá da melhor forma.

Aproveitando a estada, marcou mais dois exames. Como o próximo exame seria apenas no dia 26 de outubro, ela me perguntou se não poderia ficar no alojamento da igreja fazendo hinokishin, pois o apartamento do filho era pequeno e estava trabalhando home office.  

Terminado todos os exames, foi para Tenri no dia 25, com a intenção de ficar 2 meses no alojamento.

A noite, tomando banho de ofurô, conheceu uma pessoa que estava cursando o terceiro mês do Shuyoka, curso de formação espiritual.

Conversando sobre o curso, ficou interessada, mas também preocupada pela idade, mas informada de que havia muitas outras pessoas até com mais idade, se animou e acabou se inscrevendo para o curso que tem a duração de 3 meses.

A coincidência das datas me surpreendeu, as pessoas que tem interesse em fazer o curso, normalmente programam com meses de antecedência, e devem chegar a cidade de Tenri, em Ojiba, no dia 25 de qualquer mês, pois todos os meses se inicia uma nova turma de 3 meses.

Era como se Deus estivesse chamando-a. Fez chegar em Tenri no dia da inscrição, fez tomar banho de ofurô justamente no mesmo horário da cursista que a animou.

E justamente neste mês uma outra pessoa do Brasil também começou a fazer o mesmo curso no mesmo alojamento. Pessoas que não se conheciam, foram atraídos pela força de Deus-Parens por causa das suas predestinações.

 

Há alguns anos, o marido desta senhora também sofria em razão de um câncer.  Mas para a sua alegria, o irmão da sua nora sempre lhe ministrava o sazuke. E todas as vezes que recebia o Sazuke, se sentia bem. Então o casal esperava ansiosamente pela sua chegada.

Mas infelizmente o marido veio a retornar (falecer), mas, esta senhora, profundamente feliz pelo fato do marido ter podido passar alguns momentos sem dor, solicitou para que o enterro fosse realizado pela igreja Tenrikyo.

 

No livro 20 anos da Igreja Tsu Hakuryu, há o seguinte trecho que fala dos meus pais:

Não caindo no conto do vigário

Muitos imigrantes japoneses, logo que chegavam ao Brasil, eram enganados ou trapaceados por pessoas de má fé por não entenderem a língua portuguesa. Porém, Masaru, com a sua esperteza nata, nunca passou por essa situação.

A senhora Michiyo, fora enganada algumas vezes, mas em outras não, como no caso dos pedintes que alegavam morar na rua de baixo e ter uma pessoa doente em sua casa. Solicitavam uma ajuda em dinheiro, mas preocupada com o enfermo, Michiyo ofereceu-se imediatamente para visitar e fazer uma oração ao doente. Porém, no caminho, este pedinte apontava para a casa mais distante possível, para despistar Michiyo, até que acabava sumindo de vista. Como o seu espírito de querer salvar e sempre ministrar o Sazuke, vem em primeiro lugar, nunca cogitou coisa melhor para quem viesse pedir ajuda.

Voltando ao assunto, esta senhora frequentava a igreja até o período dos 3 anos mil dias que antecediam a celebração dos 110 anos do ocultamento físico de Oyassama, em 1996, mas em razão de umas palavras mal colocadas pela minha mãe, que foram mal interpretadas, ouve um mal estar, e esta senhora acabou se afastando da igreja.

Mas depois de muitos anos, começou a se aproximar por causa da enfermidade do seu marido, e finalmente no dia 25 do mês passado, Deus-Parens e Oyassama a chamaram de volta a terra parental para ter a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento sobre a original predestinação de todas as coisas, como se puxando com uma corda invisível.

Na Escritura Divina, ofudessaki, temos o seguinte verso:

Não forçarei a vir aquele que não quer.

Se vierem a seguir-me, estarão bem para sempre. Of III-6

Em 1996, as palavras de minha mãe talvez tenham sido mal interpretadas, mas voltando a frase do livro 20 anos da Igreja Tsu Hakuryu, “Como o seu espírito de querer salvar e sempre ministrar o Sazuke, vem em primeiro lugar, nunca cogitou coisa melhor para quem viesse pedir ajuda”, a sinceridade da semente do “querer salvar” que era a real intenção, depois de mais de 25 anos, agora está germinando.

Conversando com a esposa do condutor da igreja superior Inmutsu, ela me disse exatamente isso, a sua mãe plantou a semente, e você adubou, por isso a semente está germinando agora.

Há uma indicação divina que diz:

“Não há nada mais forte do que a sinceridade. A sin­ceridade é a razão do céu. Se é sinceridade, o mundo concordará com admiração.”         Ossashizu de 2 de junho de 1888

Deus-Parens aceita imediatamente a sinceridade verdadeira e nos assegura infalivelmente toda e qualquer salvação, porque é o espírito que se identifica com a sua vontade e está de acordo com a razão do céu.

Sendo assim, gostaria de solicitar a todos a sinceridade no plantio das boas sementes, fazendo a salvação das pessoas.

E gostaria de terminar com a frase da Escritura Divina:

 

Se tiverem realmente a sinceridade no espírito,

Não haverá falha em qualquer salvação. Of  XIII - 71

 

Muito obrigado.

 

         José Katsumi Ishii

 







sexta-feira, 27 de agosto de 2021

INFORMATIVO Nº 226 - AGOSTO DE 2021

 





Muito bom dia a todos.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 140, que tem o título:  Muito Obrigada!

      Kyuhei Kontani foi curado da cegueira e regressou pela primeira vez a Jiba para fazer o agradecimento. Na manhã do dia 16 de fevereiro de 1884, juntamente com a sua esposa Take, foram levados por Koemon Murata à presença de Oyassama. Nessa ocasião, Take fez uma oferenda, envolvida em papel. Então, Oyassama disse:

         “Você é a Take da Região de Banshu?”

         E recebeu a oferenda agradecendo:

         “Muito obrigada!”

      Anos depois, Take comentou o seguinte: “Se eu soubesse que ela ficaria tão contente naquela ocasião, deveria ter feito muito mais.”

     Oyassama sempre agradecia carinhosamente as oferendas feitas pelas pessoas. Nós também devemos ter a mesma atitude.

       Eu passei por uma experiência parecida quando fui convidado para realizar uma atividade no nordeste, depois de realizada, o condutor ficou tão contente, que eu pensei exatamente como a Take, “deveria ter feito muito mais”. Então coloquei isso no meu coração, e numa outra oportunidade, quando fui convidado para realizar uma atividade do Shonenkai na Colômbia, não perdi a oportunidade de dar o meu máximo, inclusive ficando até altas horas da noite preparando as atividades do dia seguinte. Como por exemplo, traduzindo algumas músicas para poderem ser cantadas em espanhol.

         Graças aos episódios da vida de Oyassama, podemos colocar em prática a vida modelo, para nos aproximarmos da vida plena de alegria e felicidade.

 

           Mudando um pouco de assunto, gostaria de falar um pouco sobre predestinação.

Para atingir a Vida Plena de Alegria e Felicidade, se Deus nos programasse para que nós não conseguíssemos fazer nenhuma má ação, só apenas boas ações, seríamos iguais a um robô ou um boneco. Este mundo não teria nenhuma graça, nem seria interessante se fosse assim. Por podermos fazer, tanto boas ações como más ações, ao optarmos pelas boas ações, surge o verdadeiro valor do ser humano.

Os seres humanos vieram agindo a seu bel prazer, vieram impregnando-se de más predestinações, e também de boas predestinações, tudo à vontade.

Portanto, não seria errado pensar que, relativamente, há mais más predestinações do que boas predestinações. Porém, não é absolutamente necessário pensar nisso, somente de forma negativa.

Talvez há pessoas que por imaginar que por termos más predestinações, nada podemos fazer frente ao destino já traçado.

Todos nós temos uma predestinação, que é o caminho que vamos passar, por termos construído de acordo com as sementes que plantamos.

Mas, o ensinamento de Oyassama é maravilhoso, pois nos ensina que essa má predestinação, pode ser cortada, ou mudada através do espírito de satisfação, a satisfação sincera. Mas, para isso, é preciso estar ciente da predestinação.

O caminho para mudar, essas más predestinações, é através do Serviço Alegre e da dedicação a Deus. Desta forma podemos mudar a vida com grande rapidez para Vida Plena de Alegria e Felicidade. Através disso, é concedida a salvação de qualquer problema. As más predestinações que cada um criou por si mesmo, as más predestinações de duas ou três gerações passadas, receberão a graça de serem cortadas por meio da satisfação sincera, sendo transformadas gradativamente em boas predestinações. 

Deus-Parens a todo momento nos concede estas oportunidades de dedicação para que possamos desviar de um caminho perigoso.

Um fato que aconteceu no mês passado, me fez refletir sobre estas oportunidades que Deus nos concede.

No mês de abril ou maio, a Igreja Dendotyo, com o desejo de realizar o curso de formação espiritual de 28 dias que aconteceria em julho, fez a nomeação de algumas pessoas para que pudessem ter a oportunidade de dedicação, transmitindo os ensinamentos aos alunos.

Nesta nomeação estava também o nome do meu filho para ser o responsável pelos alunos. Voltei do Dendotyo, falei sobre a nomeação, mas não sabia qual seria a sua resposta, pois estava trabalhando há menos de um ano, e férias seria impensável. Como não houve a recusa de uma forma explícita por parte dele, sugeri perguntar ao chefe o que achava.

Eu pensei que não perguntaria ao chefe simplesmente me respondendo que não iria, mas fiquei feliz no dia seguinte, quando me informou que perguntou ao chefe.

Pela resposta, não foi uma negativa completa do chefe, pois o chefe comentou que atrapalharia um pouco, mas que não negaria de deixar ir.

E deixei para que tomasse a decisão sozinho. E como ele ainda se sentia que não deveria se ausentar por ter menos de um ano, decidiu não ir.

Este curso do shuyokai foi em julho, no mês passado.

E exatamente no mês de julho, aconteceu um fato que nos refletir bastante.

O meu filho estava voltando do trabalho de bicicleta, e justamente neste dia fez outro caminho, e neste caminho, três pessoas o abordaram e tomaram a bicicleta.

Num outro dia, fazendo o serviço sagrado, veio a mente uma reflexão bastante interessante. Me lembrei das palavras de Oyassama, que diz assim, “Por existir o Tsukihi, existe este mundo; por existir o mundo, existe cada uma das coisas; por existir cada uma das coisas, existem os seus corpos; por existirem os seus corpos, existe a lei; embora exista a lei, a determinação espiritual é o mais importante.

Segundo a lei, nós estávamos fazendo a coisa correta, porque pela lei, a bicicleta é dele. Mas embora exista a lei, a determinação espiritual é o mais importante.

Então, comentei com o meu filho que devemos fazer a determinação espiritual.

Chegamos a conversar também que, ao ser abordado, com certeza Deus-Parens transformou um grande problema num pequeno problema. Pois aparentemente um deles havia apontado algo parecido com uma arma, e neste dia, por ter pego um caminho com mais movimento de pessoas diferente do habitual, foi abordado em frente a uma quadra de futebol, onde os presentes perceberam uma movimentação estranha e foram auxiliar o meu filho. E graças a isto a bolsa e o celular já haviam sido mencionados, não foram levados.

Também chegamos a refletir sobre o ser chamado pela igreja Dendotyo para auxiliar no curso shuyokai de julho. Se por acaso ele tivesse forçado a barra e tivesse ido no curso em Bauru, será que, justamente neste mês em que estaria lá, isso teria acontecido?

Quando comentei sobre isso com o meu filho, ele me disse que chegou a pensar nisso também. Mas sinto que se nós estamos nos dedicando no caminho de Deus, na ajuda mútua e na salvação, com certeza, Deus-Parens vai nos desviando das más predestinações, e nos indicando um bom caminho.

Pensando de outra forma, vamos supor que ele tivesse ido auxiliar no curso em Bauru. E que lá depois de terminado a sua missão, voltasse e dissesse, “Fui mas não me aconteceu nada de bom”. Muitas vezes pensamos que não aconteceu nada, mas isso é porque não sabemos que Deus sempre está nos encaminhando para um bom caminho, nos afastando de uma má predestinação.

         Uma vez a minha sogra foi escalada para auxiliar na cozinha, durante um curso, no Dendotyo em Bauru. Enquanto estava se dirigindo ao Dendotyo, houve uma tentativa de roubo em sua casa, onde  quebraram a chave do portão, mas nada foi levado, porque o vizinho havia chegado exatamente naquele momento.

Ouvindo isso, cheguei a pensar que a minha sogra desistiria de fazer o hinokishin na cozinha para pegar o primeiro ônibus de volta. Mas para a minha surpresa, ela estava muito tranquila, e naquela hora senti que Deus havia transformado um pequeno problema em nada, pelo seu espírito de dedicação a Deus.

         Há pessoas que pensam da seguinte forma: “Puxa! Estou fazendo isso, aquilo, e ainda mais que os outros, e ainda me acontece isto?”

O que gostaria que não fosse confundido é que não fique o pensamento de que devemos fazer os trabalhos de Deus para que não aconteçam coisas ruins. Este é um pensamento equivocado.

Creio que o correto seria pensar, “Por estar fazendo os trabalhos de Deus, é que os grandes problemas são transformados em pequenos, e que os pequenos problemas são transformados em nada”.

E os momentos para agradecer a Deus são todos.

Quando acontece algo grave, pois Deus está nos mostrando a nossa predestinação.

Quando acontece algo não tão grave, pois podemos sentir que os grandes problemas foram transformados em pequenos problemas.

Quando acontece tudo naturalmente sem nenhum problema, pois entendemos que um pequeno problema foi transformado em nada.

Muito obrigado pela atenção.

 

José Katsumi Ishii




sexta-feira, 16 de julho de 2021

INFORMATIVO Nº 225 - JULHO DE 2021

 



Bom dia a todos!

Agradeço a participação dos senhores na cerimônia mensal deste mês de julho. Os dias passam muito rápido, e já estamos entrando no segundo semestre deste ano. Hoje gostaria de falar sobre o episódio 139, com o título, Trazendo o Furafu. 

Este episódio fala sobre a previsão que a Oyassama fazia sempre.

Em 21 de janeiro de 1884, Kunissaburo Moroi, partiu para fazer o seu terceiro regresso a Jiba, acompanhado de 10 pessoas, chegando em Toyohashi no dia 22. Como o navio só sairia no final da tarde, estava andando pela cidade, quando viu uma casa de lanternas e teve uma ideia. Procurou e comprou cerca de 1,20 metro de tecido de algodão, grosso e largo, e pediu ao lanterneiro que fizesse uma bandeira.

A bandeira tinha um círculo vermelho desenhado no centro do tecido branco, com a escrita ideográfica em letras grandes e à nanquim, Tenri-Ô-Kosha, e à esquerda e abaixo desta, em letras menores, Irmandade Shinmei de Totoumi. A caravana atravessou a Baía de Isse com a bandeira na frente do navio. Pousaram várias vezes no caminho e por fim, pernoitaram na Oguiya, hospedaria de Shobee, em Tambaiti, no dia 26.

Na manhã do dia 27, a caravana fretou seis jinriquixás. No da frente, com capacidade para uma pessoa, subiu Moroi levando a bandeira. Os demais subiram nos outros cinco, que tinham capacidade para duas pessoas.

Ao atingirem a rua que dava acesso ao portão principal da Residência, estava em vigilância um guarda que fez várias perguntas. No entanto, como as respostas foram claras, o incidente terminou apenas com a anotação dos seus nomes e endereços.

Chegando à Residência, ficaram sabendo que há alguns dias Oyassama vinha dizendo:

“Estou cansada, cansada. Virão filhos de longe. Vejo-os, vejo-os. Vêm trazendo o furafu.”

As pessoas próximas de Oyassama não imaginavam o que fosse. Entretanto, ao verem a caravana chegar à Residência, ficaram admirados porque Oyassama avistara a bandeira muitos dias antes.

Nota: Furafu é palavra de origem holandesa, vlag, que significa bandeira.

Na frase: “Estou cansada, cansada. Virão filhos de longe.” há uma frase parecida num trecho do episódio 162 que diz:

Certa vez, quando Ie Murata ajudou nas atividades agrícolas da Residência por vários dias, apesar de trabalhar muito, inexplicavelmente, não sentiu qualquer dor nas costas ou nas mãos, nem um mínimo cansaço. Assim, disse a Oyassama: “Trabalhei tanto e não sinto a mínima fadiga.” Então, ela lhe falou: “É mesmo? Eu sentia as pernas exaustas diariamente. Todo o seu cansaço vinha estar comigo.”

Lendo este segundo episódio, temos mais claro sobre o porquê do cansaço de Oyassama. Quanto a isso, passei por uma experiência parecida, mas isso vou contar quando for comentar sobre este episódio mais para frente.

Este episódio fala do reverendo Moroi que foi o primeiro condutor da Igreja Yamana.

Sendo assim, gostaria de falar um pouco sobre um episódio que aconteceu com o atual condutor desta igreja.

Uma fiel da igreja Mor Yamana descobriu um tumor no seu pulmão, e como não era pequeno, os médicos não tinham o que fazer. Preocupada, então foi consultar o condutor da igreja. Como esta pessoa era uma pessoa bastante fervorosa, o condutor por um tempo ficou sem saber o que aconselhar. Pois não podia simplesmente falar para que fizesse o hinokishin, que fizesse a dedicação na igreja, ou que participasse das atividades da igreja, sendo que ela já fazia tudo isso. Então, lembrou-se de uma frase que dizia: “O problema de uma pessoa, é também um problema de todos que a cercam.”

E disse que todos os membros da família deveriam solicitar de coração a melhora desta senhora. Para que todos possam eliminar as poeiras do coração. “E eu o que devo fazer?” - Perguntou ela.

O condutor tinha conhecimento que o filho desta senhora que era médico. Ao casar moravam juntos com os pais, mas depois de um desentendimento familiar entre sogra e nora, a esposa do filho decidiu sair de casa, e o filho acompanhou-a. Então o condutor disse:

- Para que você fique boa, deve pedir para o seu filho fazer ossazuke na senhora.

E ela respondeu:

- Não, não! Isso vai ser difícil. E é impossível. Ele além de não ter tanta fé nunca fez ossazuke em ninguém.

- Pode deixar que eu vou ligar para o seu filho e explicar a situação, e pedir para que ele faça o ossazuke na senhora.

- Chegando lá ensine-o a fazer o ossazuke, e vá até a casa dele todos os dias.

- Até quando devo ir? - Perguntou ela. E o condutor respondeu:

- Até a senhora sarar. - Respondeu ele.

Particularmente, essa frase tem bastante força, pois falar para fazer as coisas até sarar, não é fácil.

Então esta senhora foi até a casa do filho e meio sem jeito ensinou a fazer o ossazuke, e foi todos os dias, conforme foi lhe dito.

No mês seguinte, na cerimonia mensal da igreja, ela encontrou com o condutor que lhe perguntou como estava. E ela respondeu, que a doença continuava igual, mas que houve uma coisa muito boa. A senhora estava indo todos os dias para a casa do filho, depois de um tempo o filho disse:

“Mãe, não precisa mais ter o trabalho de vir até aqui, eu vou até a casa da senhora depois do serviço.” E assim, depois de muito tempo, o filho começou a frequentar na casa da mãe novamente. E a mãe estava muito feliz por isso.

No mês seguinte a senhora e o condutor se encontraram novamente, e contou ao condutor que houve outra coisa boa, e disse: “O meu filho estava vindo todos os dias, mas a partir deste mês, a minha nora também começou a vir junto e está solicitando a Deus a minha recuperação”. Então esta senhora estava mais feliz ainda.

No outro mês se encontraram novamente e a senhora com mais alegria no rosto contou ao condutor, “Fiz o exame e o tumor diminuiu para o tamanho de uma moeda, e agora os médicos disseram que posso fazer a cirurgia.”

Então ela fez a cirurgia e recebeu a completa graça de se recuperar. E ela dizia: “Graças a esta doença que me concedido por Deus, tive a harmonia familiar de volta. Como é gratificante o caminho.”

Percebemos claramente que Deus-Parens estava ansioso na volta da harmonia nesta família.

Em outras palavras, com a realização do serviço e do sazuke, receberemos a salvação porque estamos limpando as poeiras e, assim, o mundo irá se transformando no de alegria de acordo com o desejo de Deus-Parens.

Neste mundo, cada um tem o seu modo de pensar, de sentir, de agir. Por isso é natural que as coisas não aconteçam conforme o nosso desejo, pois somos diferentes um do outro. Somos diferentes também porque nós seres humanos temos poeiras espirituais diferentes um do outro. É de se desejar que todos nós limpemos as poeiras do nosso coração para que possamos alcançar um mundo cheio de harmonia neste mundo.

Mudando de assunto, nesta oportunidade gostaria de agradecer a todos pela dedicação por 3 anos, nas obras do Dendotyo, no mês de junho encerrou-se as contribuições, e as obras foram concluídas sem nenhum contratempo. Todas as camas foram doadas por um fiel, e nas comemorações dos 71 anos do Dendotyo que será realizado em julho de 2022, poderemos usufruir de todas essas comodidades.

E também gostaria de agradecer a colaboração de todos no segundo Sukiyaki que foi realizado no mês passado. Com a arrecadação iremos construir uma rampa de acesso ao salão da igreja.

Muito obrigado a todos.

José Katsumi Ishii





Preparativos do Sukiyaki


segunda-feira, 21 de junho de 2021

INFORMATIVO Nº 225 - JUNHO DE 2021

 



Bom dia a todos.


Agradeço a todos pela participação com muita alegria na cerimônia do mês de junho.

Hoje gostaria de ler o episódio 138, “Valorize Todas as Coisas”.

Oyassama passou por mais de dez sacrifícios na prisão e Guissaburo Nakata também acompanhou-a por algumas vezes.

Numa destas vezes, ela conseguiu folhas de papel usadas. Fez cordões torcendo as tiras de papel e trançou uma sacola para pôr um garrafão. Era realmente bem feita e resistente. Na ocasião de sua volta do presídio, concedeu a sacola ao Nakata e disse:

“Tenha muito zelo com todas as coisas. Utilize-as bem, valorizando-as. Todas as coisas são concedidas por Deus. Que tenha isto como um tesouro da casa.”

Este episódio demonstra uma das muitas habilidades de Oyassama.

E em todas as ocasiões, ela ensinava como deveria ser o nosso coração em relação ao mundo. Que este mundo é o corpo de Deus. E tudo devemos usar com cuidado.

Não se importava se era na saída da prisão, ou em qualquer outro lugar, o coração dela era apenas de querer salvar todos os seus queridos filhos, sendo assim, qualquer lugar era lugar para se transmitir os ensinamentos de Deus.

Há nos versos do hino sagrado: Dizer uma palavra é hinokishin, apenas deixa-se espargida a fragrância. É importante essa intenção da transmissão dos ensinamentos.

Agora gostaria de contar outro episódio, o 180, com o título “Oferenda com espírito mesquinho”.

Certa pessoa ofereceu moti a Oyassama, após discutir com seus familiares: “Leve três quilos.” “Não, vamos levar cinco quilos.” E fizeram a oferenda com espírito mesquinho. Diz-se que Oyassama, ao tentar comê-lo, não conseguiu de modo algum porque os hashis pulavam violentamente.

Quantos quilos será que esta família levou à Oyassama? Não está explícito no texto. Pelos hashis que pularam, deve ter sido levado 3 quilos. Se fosse levado 5 quilos, os hashis não pulariam. O que vocês acham da minha teoria? Na realidade isso não tem nada a ver, não é mesmo? Não é a quantidade que é o mais importante, exatamente como naquele famoso episódio, “oferenda sincera”, onde Oyassama aceitou o coração daquele que oferendou uma pequena quantidade com o espirito de gratidão, do que o de muita quantidade porque havia sobrado.

Para Deus, os espíritos de todas as pessoas do mundo refletem nele.

Mudando um pouco de assunto.

O ser humano está em constante evolução desde o seu nascimento. Existe a evolução física e mental nesta evolução. E temos a expectativa da evolução a cada idade. Por exemplo, outro dia a minha irmã enviou um vídeo do seu bebê que está com 4 meses, virando de costas. E todos que viram este vídeo comentaram, “Nossa! Já está virando”. Se fosse um vídeo meu virando na cama enviado para o grupo da família, haveria comentário tipo, “Que é isso, tá ficando doido? Que coisa mais ridícula você enviou”.

E ao completar um ano de idade, espera-se que esteja andando, depois falando, indo a escola e assim por diante, até se tornar um adulto.

Mas, além desta evolução, existe no ser humano a evolução espiritual. E como esta evolução espiritual é uma coisa invisível, acabamos não notando e nem sabendo a exata evolução espiritual das pessoas.

A evolução espiritual é diferente de pessoa para pessoa, às vezes percebemos em crianças uma evolução espiritual muito elevada. Nem é preciso dizer que Oyassama era assim na sua infância.

Oyassama, desde pequena percebia-se que era uma criança fora do normal. Um exemplo que todos conhecem é quando distribuía seus doces as crianças para pararem de chorar, e muitos outros exemplos.

Existem crianças com o espirito bastante evoluído, mas também existe o outro lado, que são os adultos que não tem muita evolução espiritual. E acho que eu estou me incluindo nestes adultos sem muita evolução espiritual.

Na igreja Dendotyo, a nossa sede em Bauru, temos os plantões de 5 dias de tempo em tempo, mas devido a pandemia, os plantões estão cancelados.

Outro dia a condutora da Igreja Continental, me ligou.

E nesta conversa com a condutora, ela me perguntou se eu estou indo fazer o plantão, e logicamente, respondi que não. E me perguntou se estou fazendo algo por não ter o plantão. E até achei estranha a pergunta, pois se não tem plantão, porque a pergunta se eu estou fazendo algo? Se não tem, vai fazer o que?

      Foi quando ela me comentou, como uma certa pessoa não está conseguindo cumprir o seu dever com o plantão, que aliás é uma oportunidade que a Igreja Dendotyo oferece para que possamos evoluir espiritualmente, com o dinheiro que gastaria para ir e voltar de ônibus para Bauru, mais o dinheiro do lanche que gastaria nas paradas, está fazendo a oferenda à Igreja Dendotyo.

      Ai eu fiquei com a cara no chão, fiquei pensando, que espírito evoluído. No meu caso além de não estar fazendo nada, creio que estou numa situação pior do que não fazer nada. No ano passado, eu deixei de ir a Bauru por 4 meses por causa da pandemia, e o meu espírito mesquinho pensou da seguinte forma, “A cada vez que deixei de ir a Bauru, economizei 400 reais”.

      Não estou aqui falando sobre o que fazer ou não, e não existe o certo ou o errado, mas creio que há uma grande diferença de pensamento de não poder fazer nada e não fazer nada, mesmo não podendo fazer nada, creio que é importante ter na mente o “o que posso fazer para que eu possa evoluir e crescer, nas oportunidades que Deus me concede.”

           Mesmo esta pandemia, talvez pensemos que não podemos fazer nada, mas é uma grande oportunidade que Deus-Parens está nos concedendo para podermos evoluir espiritualmente.

           Desejando a evolução espiritual de todos, encerro as minhas palavras.

 José Katsumi Ishii

           Muito obrigado.