A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

INFORMATIVO Nº 226 - AGOSTO DE 2021

 





Muito bom dia a todos.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 140, que tem o título:  Muito Obrigada!

      Kyuhei Kontani foi curado da cegueira e regressou pela primeira vez a Jiba para fazer o agradecimento. Na manhã do dia 16 de fevereiro de 1884, juntamente com a sua esposa Take, foram levados por Koemon Murata à presença de Oyassama. Nessa ocasião, Take fez uma oferenda, envolvida em papel. Então, Oyassama disse:

         “Você é a Take da Região de Banshu?”

         E recebeu a oferenda agradecendo:

         “Muito obrigada!”

      Anos depois, Take comentou o seguinte: “Se eu soubesse que ela ficaria tão contente naquela ocasião, deveria ter feito muito mais.”

     Oyassama sempre agradecia carinhosamente as oferendas feitas pelas pessoas. Nós também devemos ter a mesma atitude.

       Eu passei por uma experiência parecida quando fui convidado para realizar uma atividade no nordeste, depois de realizada, o condutor ficou tão contente, que eu pensei exatamente como a Take, “deveria ter feito muito mais”. Então coloquei isso no meu coração, e numa outra oportunidade, quando fui convidado para realizar uma atividade do Shonenkai na Colômbia, não perdi a oportunidade de dar o meu máximo, inclusive ficando até altas horas da noite preparando as atividades do dia seguinte. Como por exemplo, traduzindo algumas músicas para poderem ser cantadas em espanhol.

         Graças aos episódios da vida de Oyassama, podemos colocar em prática a vida modelo, para nos aproximarmos da vida plena de alegria e felicidade.

 

           Mudando um pouco de assunto, gostaria de falar um pouco sobre predestinação.

Para atingir a Vida Plena de Alegria e Felicidade, se Deus nos programasse para que nós não conseguíssemos fazer nenhuma má ação, só apenas boas ações, seríamos iguais a um robô ou um boneco. Este mundo não teria nenhuma graça, nem seria interessante se fosse assim. Por podermos fazer, tanto boas ações como más ações, ao optarmos pelas boas ações, surge o verdadeiro valor do ser humano.

Os seres humanos vieram agindo a seu bel prazer, vieram impregnando-se de más predestinações, e também de boas predestinações, tudo à vontade.

Portanto, não seria errado pensar que, relativamente, há mais más predestinações do que boas predestinações. Porém, não é absolutamente necessário pensar nisso, somente de forma negativa.

Talvez há pessoas que por imaginar que por termos más predestinações, nada podemos fazer frente ao destino já traçado.

Todos nós temos uma predestinação, que é o caminho que vamos passar, por termos construído de acordo com as sementes que plantamos.

Mas, o ensinamento de Oyassama é maravilhoso, pois nos ensina que essa má predestinação, pode ser cortada, ou mudada através do espírito de satisfação, a satisfação sincera. Mas, para isso, é preciso estar ciente da predestinação.

O caminho para mudar, essas más predestinações, é através do Serviço Alegre e da dedicação a Deus. Desta forma podemos mudar a vida com grande rapidez para Vida Plena de Alegria e Felicidade. Através disso, é concedida a salvação de qualquer problema. As más predestinações que cada um criou por si mesmo, as más predestinações de duas ou três gerações passadas, receberão a graça de serem cortadas por meio da satisfação sincera, sendo transformadas gradativamente em boas predestinações. 

Deus-Parens a todo momento nos concede estas oportunidades de dedicação para que possamos desviar de um caminho perigoso.

Um fato que aconteceu no mês passado, me fez refletir sobre estas oportunidades que Deus nos concede.

No mês de abril ou maio, a Igreja Dendotyo, com o desejo de realizar o curso de formação espiritual de 28 dias que aconteceria em julho, fez a nomeação de algumas pessoas para que pudessem ter a oportunidade de dedicação, transmitindo os ensinamentos aos alunos.

Nesta nomeação estava também o nome do meu filho para ser o responsável pelos alunos. Voltei do Dendotyo, falei sobre a nomeação, mas não sabia qual seria a sua resposta, pois estava trabalhando há menos de um ano, e férias seria impensável. Como não houve a recusa de uma forma explícita por parte dele, sugeri perguntar ao chefe o que achava.

Eu pensei que não perguntaria ao chefe simplesmente me respondendo que não iria, mas fiquei feliz no dia seguinte, quando me informou que perguntou ao chefe.

Pela resposta, não foi uma negativa completa do chefe, pois o chefe comentou que atrapalharia um pouco, mas que não negaria de deixar ir.

E deixei para que tomasse a decisão sozinho. E como ele ainda se sentia que não deveria se ausentar por ter menos de um ano, decidiu não ir.

Este curso do shuyokai foi em julho, no mês passado.

E exatamente no mês de julho, aconteceu um fato que nos refletir bastante.

O meu filho estava voltando do trabalho de bicicleta, e justamente neste dia fez outro caminho, e neste caminho, três pessoas o abordaram e tomaram a bicicleta.

Num outro dia, fazendo o serviço sagrado, veio a mente uma reflexão bastante interessante. Me lembrei das palavras de Oyassama, que diz assim, “Por existir o Tsukihi, existe este mundo; por existir o mundo, existe cada uma das coisas; por existir cada uma das coisas, existem os seus corpos; por existirem os seus corpos, existe a lei; embora exista a lei, a determinação espiritual é o mais importante.

Segundo a lei, nós estávamos fazendo a coisa correta, porque pela lei, a bicicleta é dele. Mas embora exista a lei, a determinação espiritual é o mais importante.

Então, comentei com o meu filho que devemos fazer a determinação espiritual.

Chegamos a conversar também que, ao ser abordado, com certeza Deus-Parens transformou um grande problema num pequeno problema. Pois aparentemente um deles havia apontado algo parecido com uma arma, e neste dia, por ter pego um caminho com mais movimento de pessoas diferente do habitual, foi abordado em frente a uma quadra de futebol, onde os presentes perceberam uma movimentação estranha e foram auxiliar o meu filho. E graças a isto a bolsa e o celular já haviam sido mencionados, não foram levados.

Também chegamos a refletir sobre o ser chamado pela igreja Dendotyo para auxiliar no curso shuyokai de julho. Se por acaso ele tivesse forçado a barra e tivesse ido no curso em Bauru, será que, justamente neste mês em que estaria lá, isso teria acontecido?

Quando comentei sobre isso com o meu filho, ele me disse que chegou a pensar nisso também. Mas sinto que se nós estamos nos dedicando no caminho de Deus, na ajuda mútua e na salvação, com certeza, Deus-Parens vai nos desviando das más predestinações, e nos indicando um bom caminho.

Pensando de outra forma, vamos supor que ele tivesse ido auxiliar no curso em Bauru. E que lá depois de terminado a sua missão, voltasse e dissesse, “Fui mas não me aconteceu nada de bom”. Muitas vezes pensamos que não aconteceu nada, mas isso é porque não sabemos que Deus sempre está nos encaminhando para um bom caminho, nos afastando de uma má predestinação.

         Uma vez a minha sogra foi escalada para auxiliar na cozinha, durante um curso, no Dendotyo em Bauru. Enquanto estava se dirigindo ao Dendotyo, houve uma tentativa de roubo em sua casa, onde  quebraram a chave do portão, mas nada foi levado, porque o vizinho havia chegado exatamente naquele momento.

Ouvindo isso, cheguei a pensar que a minha sogra desistiria de fazer o hinokishin na cozinha para pegar o primeiro ônibus de volta. Mas para a minha surpresa, ela estava muito tranquila, e naquela hora senti que Deus havia transformado um pequeno problema em nada, pelo seu espírito de dedicação a Deus.

         Há pessoas que pensam da seguinte forma: “Puxa! Estou fazendo isso, aquilo, e ainda mais que os outros, e ainda me acontece isto?”

O que gostaria que não fosse confundido é que não fique o pensamento de que devemos fazer os trabalhos de Deus para que não aconteçam coisas ruins. Este é um pensamento equivocado.

Creio que o correto seria pensar, “Por estar fazendo os trabalhos de Deus, é que os grandes problemas são transformados em pequenos, e que os pequenos problemas são transformados em nada”.

E os momentos para agradecer a Deus são todos.

Quando acontece algo grave, pois Deus está nos mostrando a nossa predestinação.

Quando acontece algo não tão grave, pois podemos sentir que os grandes problemas foram transformados em pequenos problemas.

Quando acontece tudo naturalmente sem nenhum problema, pois entendemos que um pequeno problema foi transformado em nada.

Muito obrigado pela atenção.

 

José Katsumi Ishii




sexta-feira, 16 de julho de 2021

INFORMATIVO Nº 225 - JULHO DE 2021

 



Bom dia a todos!

Agradeço a participação dos senhores na cerimônia mensal deste mês de julho. Os dias passam muito rápido, e já estamos entrando no segundo semestre deste ano. Hoje gostaria de falar sobre o episódio 139, com o título, Trazendo o Furafu. 

Este episódio fala sobre a previsão que a Oyassama fazia sempre.

Em 21 de janeiro de 1884, Kunissaburo Moroi, partiu para fazer o seu terceiro regresso a Jiba, acompanhado de 10 pessoas, chegando em Toyohashi no dia 22. Como o navio só sairia no final da tarde, estava andando pela cidade, quando viu uma casa de lanternas e teve uma ideia. Procurou e comprou cerca de 1,20 metro de tecido de algodão, grosso e largo, e pediu ao lanterneiro que fizesse uma bandeira.

A bandeira tinha um círculo vermelho desenhado no centro do tecido branco, com a escrita ideográfica em letras grandes e à nanquim, Tenri-Ô-Kosha, e à esquerda e abaixo desta, em letras menores, Irmandade Shinmei de Totoumi. A caravana atravessou a Baía de Isse com a bandeira na frente do navio. Pousaram várias vezes no caminho e por fim, pernoitaram na Oguiya, hospedaria de Shobee, em Tambaiti, no dia 26.

Na manhã do dia 27, a caravana fretou seis jinriquixás. No da frente, com capacidade para uma pessoa, subiu Moroi levando a bandeira. Os demais subiram nos outros cinco, que tinham capacidade para duas pessoas.

Ao atingirem a rua que dava acesso ao portão principal da Residência, estava em vigilância um guarda que fez várias perguntas. No entanto, como as respostas foram claras, o incidente terminou apenas com a anotação dos seus nomes e endereços.

Chegando à Residência, ficaram sabendo que há alguns dias Oyassama vinha dizendo:

“Estou cansada, cansada. Virão filhos de longe. Vejo-os, vejo-os. Vêm trazendo o furafu.”

As pessoas próximas de Oyassama não imaginavam o que fosse. Entretanto, ao verem a caravana chegar à Residência, ficaram admirados porque Oyassama avistara a bandeira muitos dias antes.

Nota: Furafu é palavra de origem holandesa, vlag, que significa bandeira.

Na frase: “Estou cansada, cansada. Virão filhos de longe.” há uma frase parecida num trecho do episódio 162 que diz:

Certa vez, quando Ie Murata ajudou nas atividades agrícolas da Residência por vários dias, apesar de trabalhar muito, inexplicavelmente, não sentiu qualquer dor nas costas ou nas mãos, nem um mínimo cansaço. Assim, disse a Oyassama: “Trabalhei tanto e não sinto a mínima fadiga.” Então, ela lhe falou: “É mesmo? Eu sentia as pernas exaustas diariamente. Todo o seu cansaço vinha estar comigo.”

Lendo este segundo episódio, temos mais claro sobre o porquê do cansaço de Oyassama. Quanto a isso, passei por uma experiência parecida, mas isso vou contar quando for comentar sobre este episódio mais para frente.

Este episódio fala do reverendo Moroi que foi o primeiro condutor da Igreja Yamana.

Sendo assim, gostaria de falar um pouco sobre um episódio que aconteceu com o atual condutor desta igreja.

Uma fiel da igreja Mor Yamana descobriu um tumor no seu pulmão, e como não era pequeno, os médicos não tinham o que fazer. Preocupada, então foi consultar o condutor da igreja. Como esta pessoa era uma pessoa bastante fervorosa, o condutor por um tempo ficou sem saber o que aconselhar. Pois não podia simplesmente falar para que fizesse o hinokishin, que fizesse a dedicação na igreja, ou que participasse das atividades da igreja, sendo que ela já fazia tudo isso. Então, lembrou-se de uma frase que dizia: “O problema de uma pessoa, é também um problema de todos que a cercam.”

E disse que todos os membros da família deveriam solicitar de coração a melhora desta senhora. Para que todos possam eliminar as poeiras do coração. “E eu o que devo fazer?” - Perguntou ela.

O condutor tinha conhecimento que o filho desta senhora que era médico. Ao casar moravam juntos com os pais, mas depois de um desentendimento familiar entre sogra e nora, a esposa do filho decidiu sair de casa, e o filho acompanhou-a. Então o condutor disse:

- Para que você fique boa, deve pedir para o seu filho fazer ossazuke na senhora.

E ela respondeu:

- Não, não! Isso vai ser difícil. E é impossível. Ele além de não ter tanta fé nunca fez ossazuke em ninguém.

- Pode deixar que eu vou ligar para o seu filho e explicar a situação, e pedir para que ele faça o ossazuke na senhora.

- Chegando lá ensine-o a fazer o ossazuke, e vá até a casa dele todos os dias.

- Até quando devo ir? - Perguntou ela. E o condutor respondeu:

- Até a senhora sarar. - Respondeu ele.

Particularmente, essa frase tem bastante força, pois falar para fazer as coisas até sarar, não é fácil.

Então esta senhora foi até a casa do filho e meio sem jeito ensinou a fazer o ossazuke, e foi todos os dias, conforme foi lhe dito.

No mês seguinte, na cerimonia mensal da igreja, ela encontrou com o condutor que lhe perguntou como estava. E ela respondeu, que a doença continuava igual, mas que houve uma coisa muito boa. A senhora estava indo todos os dias para a casa do filho, depois de um tempo o filho disse:

“Mãe, não precisa mais ter o trabalho de vir até aqui, eu vou até a casa da senhora depois do serviço.” E assim, depois de muito tempo, o filho começou a frequentar na casa da mãe novamente. E a mãe estava muito feliz por isso.

No mês seguinte a senhora e o condutor se encontraram novamente, e contou ao condutor que houve outra coisa boa, e disse: “O meu filho estava vindo todos os dias, mas a partir deste mês, a minha nora também começou a vir junto e está solicitando a Deus a minha recuperação”. Então esta senhora estava mais feliz ainda.

No outro mês se encontraram novamente e a senhora com mais alegria no rosto contou ao condutor, “Fiz o exame e o tumor diminuiu para o tamanho de uma moeda, e agora os médicos disseram que posso fazer a cirurgia.”

Então ela fez a cirurgia e recebeu a completa graça de se recuperar. E ela dizia: “Graças a esta doença que me concedido por Deus, tive a harmonia familiar de volta. Como é gratificante o caminho.”

Percebemos claramente que Deus-Parens estava ansioso na volta da harmonia nesta família.

Em outras palavras, com a realização do serviço e do sazuke, receberemos a salvação porque estamos limpando as poeiras e, assim, o mundo irá se transformando no de alegria de acordo com o desejo de Deus-Parens.

Neste mundo, cada um tem o seu modo de pensar, de sentir, de agir. Por isso é natural que as coisas não aconteçam conforme o nosso desejo, pois somos diferentes um do outro. Somos diferentes também porque nós seres humanos temos poeiras espirituais diferentes um do outro. É de se desejar que todos nós limpemos as poeiras do nosso coração para que possamos alcançar um mundo cheio de harmonia neste mundo.

Mudando de assunto, nesta oportunidade gostaria de agradecer a todos pela dedicação por 3 anos, nas obras do Dendotyo, no mês de junho encerrou-se as contribuições, e as obras foram concluídas sem nenhum contratempo. Todas as camas foram doadas por um fiel, e nas comemorações dos 71 anos do Dendotyo que será realizado em julho de 2022, poderemos usufruir de todas essas comodidades.

E também gostaria de agradecer a colaboração de todos no segundo Sukiyaki que foi realizado no mês passado. Com a arrecadação iremos construir uma rampa de acesso ao salão da igreja.

Muito obrigado a todos.

José Katsumi Ishii





Preparativos do Sukiyaki


segunda-feira, 21 de junho de 2021

INFORMATIVO Nº 225 - JUNHO DE 2021

 



Bom dia a todos.


Agradeço a todos pela participação com muita alegria na cerimônia do mês de junho.

Hoje gostaria de ler o episódio 138, “Valorize Todas as Coisas”.

Oyassama passou por mais de dez sacrifícios na prisão e Guissaburo Nakata também acompanhou-a por algumas vezes.

Numa destas vezes, ela conseguiu folhas de papel usadas. Fez cordões torcendo as tiras de papel e trançou uma sacola para pôr um garrafão. Era realmente bem feita e resistente. Na ocasião de sua volta do presídio, concedeu a sacola ao Nakata e disse:

“Tenha muito zelo com todas as coisas. Utilize-as bem, valorizando-as. Todas as coisas são concedidas por Deus. Que tenha isto como um tesouro da casa.”

Este episódio demonstra uma das muitas habilidades de Oyassama.

E em todas as ocasiões, ela ensinava como deveria ser o nosso coração em relação ao mundo. Que este mundo é o corpo de Deus. E tudo devemos usar com cuidado.

Não se importava se era na saída da prisão, ou em qualquer outro lugar, o coração dela era apenas de querer salvar todos os seus queridos filhos, sendo assim, qualquer lugar era lugar para se transmitir os ensinamentos de Deus.

Há nos versos do hino sagrado: Dizer uma palavra é hinokishin, apenas deixa-se espargida a fragrância. É importante essa intenção da transmissão dos ensinamentos.

Agora gostaria de contar outro episódio, o 180, com o título “Oferenda com espírito mesquinho”.

Certa pessoa ofereceu moti a Oyassama, após discutir com seus familiares: “Leve três quilos.” “Não, vamos levar cinco quilos.” E fizeram a oferenda com espírito mesquinho. Diz-se que Oyassama, ao tentar comê-lo, não conseguiu de modo algum porque os hashis pulavam violentamente.

Quantos quilos será que esta família levou à Oyassama? Não está explícito no texto. Pelos hashis que pularam, deve ter sido levado 3 quilos. Se fosse levado 5 quilos, os hashis não pulariam. O que vocês acham da minha teoria? Na realidade isso não tem nada a ver, não é mesmo? Não é a quantidade que é o mais importante, exatamente como naquele famoso episódio, “oferenda sincera”, onde Oyassama aceitou o coração daquele que oferendou uma pequena quantidade com o espirito de gratidão, do que o de muita quantidade porque havia sobrado.

Para Deus, os espíritos de todas as pessoas do mundo refletem nele.

Mudando um pouco de assunto.

O ser humano está em constante evolução desde o seu nascimento. Existe a evolução física e mental nesta evolução. E temos a expectativa da evolução a cada idade. Por exemplo, outro dia a minha irmã enviou um vídeo do seu bebê que está com 4 meses, virando de costas. E todos que viram este vídeo comentaram, “Nossa! Já está virando”. Se fosse um vídeo meu virando na cama enviado para o grupo da família, haveria comentário tipo, “Que é isso, tá ficando doido? Que coisa mais ridícula você enviou”.

E ao completar um ano de idade, espera-se que esteja andando, depois falando, indo a escola e assim por diante, até se tornar um adulto.

Mas, além desta evolução, existe no ser humano a evolução espiritual. E como esta evolução espiritual é uma coisa invisível, acabamos não notando e nem sabendo a exata evolução espiritual das pessoas.

A evolução espiritual é diferente de pessoa para pessoa, às vezes percebemos em crianças uma evolução espiritual muito elevada. Nem é preciso dizer que Oyassama era assim na sua infância.

Oyassama, desde pequena percebia-se que era uma criança fora do normal. Um exemplo que todos conhecem é quando distribuía seus doces as crianças para pararem de chorar, e muitos outros exemplos.

Existem crianças com o espirito bastante evoluído, mas também existe o outro lado, que são os adultos que não tem muita evolução espiritual. E acho que eu estou me incluindo nestes adultos sem muita evolução espiritual.

Na igreja Dendotyo, a nossa sede em Bauru, temos os plantões de 5 dias de tempo em tempo, mas devido a pandemia, os plantões estão cancelados.

Outro dia a condutora da Igreja Continental, me ligou.

E nesta conversa com a condutora, ela me perguntou se eu estou indo fazer o plantão, e logicamente, respondi que não. E me perguntou se estou fazendo algo por não ter o plantão. E até achei estranha a pergunta, pois se não tem plantão, porque a pergunta se eu estou fazendo algo? Se não tem, vai fazer o que?

      Foi quando ela me comentou, como uma certa pessoa não está conseguindo cumprir o seu dever com o plantão, que aliás é uma oportunidade que a Igreja Dendotyo oferece para que possamos evoluir espiritualmente, com o dinheiro que gastaria para ir e voltar de ônibus para Bauru, mais o dinheiro do lanche que gastaria nas paradas, está fazendo a oferenda à Igreja Dendotyo.

      Ai eu fiquei com a cara no chão, fiquei pensando, que espírito evoluído. No meu caso além de não estar fazendo nada, creio que estou numa situação pior do que não fazer nada. No ano passado, eu deixei de ir a Bauru por 4 meses por causa da pandemia, e o meu espírito mesquinho pensou da seguinte forma, “A cada vez que deixei de ir a Bauru, economizei 400 reais”.

      Não estou aqui falando sobre o que fazer ou não, e não existe o certo ou o errado, mas creio que há uma grande diferença de pensamento de não poder fazer nada e não fazer nada, mesmo não podendo fazer nada, creio que é importante ter na mente o “o que posso fazer para que eu possa evoluir e crescer, nas oportunidades que Deus me concede.”

           Mesmo esta pandemia, talvez pensemos que não podemos fazer nada, mas é uma grande oportunidade que Deus-Parens está nos concedendo para podermos evoluir espiritualmente.

           Desejando a evolução espiritual de todos, encerro as minhas palavras.

 José Katsumi Ishii

           Muito obrigado.


quarta-feira, 19 de maio de 2021

INFORMATIVO Nº 224 - MAIO DE 2021

 

Dia Internacional do Hinokishin


Muito bom dia a todos. Neste mês em que comemoramos o dia das mães, primeiramente gostaria de cumprimentar e parabenizar a mãe de todas as mães do mundo, a Oyassama. Os nossos Parabéns!

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 137, “Uma Palavra”, do livro Episódios da Vida de Oyassama. 

Oyassama disse a Issaburo Massui:

“Há pessoas que são boas em casa e más fora de casa. Também, há pessoas más em casa e boas fora de casa. Mas, o mal é ficar com raiva devido ao seu egoísmo. Cada palavra é importante. Com o simples controle do uso das suas palavras haverá harmonia na família.”

E ainda:

“Issaburo, você é uma pessoa muito sociável e gentil fora de casa; porém, voltando para casa e ao ver o rosto da esposa, perde fácil a paciência e briga frequentemente. Isto é o ato mais reprovável e não deve fazê-lo mais, de agora em diante.”

Massui imaginou que a esposa tivesse comentado sobre ele. Entretanto, reconsiderou que Deus via e sabia de tudo e determinou o espírito de nunca mais ficar com raiva.

Então, ao voltar para casa, o que quer que a esposa dissesse, inexplicavelmente, nada mais o irritava.

Como a Oyassama disse, existem pessoas más fora de casa e boas dentro de casa

E também existem pessoas boas fora de casa e más dentro de casa.

Apesar de todos os dias estarmos sendo bombardeados por notícias de pessoas más. Eu acredito nos homens, e creio que existam muito mais pessoas boas do que más neste mundo.

E hoje gostaria de falar dessas pessoas boas.

Antes da pandemia quando o Mitsuru estava indo para a escola de ônibus, houve um dia que, ele subiu no ônibus e percebeu que o cartão do ônibus dele estava sem crédito.

Então o motorista preocupado com ele, disse que poderia passar sem pagar. Então pensei, como o motorista foi gentil. Mas esse tipo de gentileza creio que muitos consigam fazer.

Mas o que ele fez foi mais do que isso, ele resolveu ir além da gentileza, (imagino, arriscando até mesmo o próprio emprego). O motorista se preocupou com a volta do Mitsuru. Se não tem dinheiro para pagar a ida, com certeza, não tem da volta, pensou. E entregou a ele uma nota de 10 reais.

O meu filho voltou e me contou este fato, então conversamos sobre a gentileza das pessoas, e no dia seguinte devolvemos os 10 reais junto com um pacote de bombom.

Este fato me fez pensar em, como podemos sempre estar com o nosso coração para alegrar as pessoas.

O meu segundo filho, Ryuji, voltou de Ojiba, no Japão, no mês passado, e desde então está ajudando na relojoaria. Por não querer pegar ônibus, e também para economizar, está indo de bicicleta.

Na segunda feira, as 18 horas ele me enviou uma mensagem que o pneu havia estourado, que se atrasaria.

Enquanto ele empurrava a bicicleta, apareceu uma pessoa e ofereceu ajuda, esta pessoa tinha uma câmara consigo, e todos os apetrechos para trocar o pneu. Então foram até um posto de gasolina, onde fez o conserto. Depois de trocado, eu perguntei se a pessoa havia cobrado. Então o meu filho me respondeu que ele não quis cobrar, então ele ofereceu uma gratificação.

Eu pensei, como é gostoso saber que existem pessoas assim, boas.

Mudando um pouco de assunto, gostaria de comentar sobre um episódio chamado “Livrando-o do Perigo”.

O Marinheiro Unossuke Tossa regressou a Jiba, na terra parental, para agradecer pela salvação durante um acidente marítimo, quando o seu barco estava prestes a se chocar com uma grande rocha.

Com muita alegria, estava contando detalhadamente o ocorrido ao pessoal da Residência, quando um deles cortou-lhe a conversa, perguntando se isso não havia acontecido mais ou menos a tal hora de tal dia e mês. Averiguando, coincidia justamente com o dia do acidente.

Então, essa pessoa complementou:

“Nesse dia, Oyassama abriu a porta do seu quarto, ficou de pé e, abrindo o leque do Serviço Sagrado, ficou chamando por alguém durante algum tempo:

‘Ooi! Ooi!’

Achei estranho, mas, ouvindo agora o que você está contando, finalmente entendi.”

Ao ouvi-lo, Tossa ficou profundamente comovido e sem se conter, foi em frente a Oyassama, e agradeceu-lhe reverenciando até tocar a testa no chão do tatame: “Muito obrigado por ter salvo a minha vida já perdida.” A sua voz tremia e os olhos estavam embaçados de lágrimas. Nessa ocasião, para confortá-lo, ela disse com voz amável:

“Fiz regressar livrando-o do perigo.”

Nessa oportunidade, Tossa determinou o espírito de dedicar-se unicamente à salvação.

Na semana passada, o Rodrigo fez uma solicitação no grupo do Whats da igreja para que o irmão de um amigo pudesse receber a graça divina, porque estava no hospital para fazer uma cirurgia, após um acidente de carro.

Então sugeri no grupo a realização do Serviço de Solicitação, em união espiritual, e se possível, com todos no mesmo horário.

Depois de uns dias, recebemos a seguinte mensagem: “ele fez tomografia e o coágulo diminuiu cerca de 50% assim ele pôde sair da UTI e está no quarto. E está tendo uma boa recuperação”.

Nesta semana a Giseli fez um pedido no grupo, para que todos pudessem solicitar a recuperação de sua mãe que acabara de estrar na UTI.

Da mesma forma, eu encaminhei ao grupo “em união espiritual gostaria de realizar o serviço de solicitação”.

Momentos antes de realizar o serviço, recebemos uma mensagem dizendo: “A minha mãe saiu da UTI. Já está no quarto. Graças a Deus-Parens e Oyassama, foi descartada a embolia pulmonar. Ela está com uma inflamação na membrana que cobre o pulmão. É tratável e não é grave”.

E realizamos o serviço de solicitação para uma rápida recuperação, com o sentimento também de agradecimento.

Quando existe a recuperação de uma pessoa enferma ou o recebimento de graças, existem dois tipos de pensamentos, o pensamento de gratidão a Deus, e o pensamento cético, de dúvida.

No pensamento em que sentimos gratidão a Deus, sentimos alegria, sentimos prazer, e essa alegria com certeza vai se espalhando para as outras pessoas também.

No pensamento cético, não temos a mesma alegria, muitas vezes há o pensamento de que houve uma coincidência, ou foi pelo acaso, a dúvida sempre ficará no ar, e a alegria dificilmente virá.

Mas, se pensarmos que tudo o que acontece no mundo é regido pelas forças de Deus, podemos sentir que existe uma força maior que nos protege.

Se em todas as coisas, a Oyassama pudesse nos contar sobre a sua proteção, como seria fácil para nós entendermos. Exatamente como no episódio do marinheiro Tossa. Poder voltar a terra firme são e salvo, já foi uma grande alegria para ele, que sentia gratidão. Mas a partir do momento em que ouviu dos amigos veteranos, que a Oyassama estava exatamente naquele dia, naquele horário enviando “ventos” para a sua navegação, ele teve a mais absoluta certeza de que realmente fora salvo pela Oyassama.

Na nossa vida, tenham a certeza de que Deus-Parens e Oyassama estão sempre nos protegendo de acordo com o nosso coração.

Sendo assim, vamos todos nos esforçar para tornar o nosso coração naquele das pessoas BOAS que sempre estão preocupadas em ajudar e salvar as pessoas.

Muito obrigado.


José Katsumi Ishii

 


Dia Internacional do Hinokishin

Confecção de saquinhos de balas para o 223º aniversário de Oyassama


Comemorando o aniversário de Oyassama

Comemorando o Aniversário de Oyassama

Comemorando o Aniversário de Oyassama

Comemorando o Aniversário de Oyassama

Comemorando o Aniversário de Oyassama

Comemorando o Aniversário de Oyassama


segunda-feira, 12 de abril de 2021

INFORMATIVO 223 - ABRIL DE 2021


 

Bom dia a todos.

Recebendo as providências de Deus-Parens, acabamos de encerrar a Cerimônia Mensal do mês de abril. O mês de abril em que no dia 18 comemoramos o aniversário de Oyassama. Este mês, ela estará completando 223 anos de idade.

Como eu já tenho dito, somente a Oyassama continua comemorando, a cada ano, o seu aniversário. Porque ela tem a razão eternamente viva. E como todos também já devem saber, somente para a Oyassama ocultou-se fisicamente, enquanto todos nós seres humanos retornamos.

Todos os anos, no dia 18 de abril, distribuíamos balas na rua, e comemorávamos oferecendo um bolo no altar de Oyassama. Mas como no ano passado, gostaria de solicitar àqueles que puderem, fazer um pequeno bolo entre os familiares, e oferendassem o seu coração a Oyassama.

Hoje gostaria de comentar sobre o episódio 136, que tem o título “Que Vá à salvação levando isto”.

Quando Oyassama voltou do presídio, retirou o quimono vermelho que vestira na prisão e deu a Guissaburo Nakata que a acompanhou até a Residência, dizendo-lhe:

“Que vá à salvação levando isto. Qualquer doente se salvará.”

Guissaburo, muito contente, embrulhou o quimono com o lenço, amarrando-o firmemente no seu corpo, e percorreu vários locais praticando a salvação.

Evocando: “Namu Tenri-Ô-no-Mikoto, namu Tenri-Ô-no-Mikoto.” Passava o quimono vermelho no local da enfermidade e recebia imediatamente a graça, quão grave fosse a doença. 

Quando a Oyassama era levada ao presídio ou quando voltava, o espírito dela era sempre o mesmo, o de estar criando filhos inocentes. Não ficava abalada por ser levada ao presídio. Ela dizia que estava saindo para fazer a divulgação às autoridades.

Neste episódio, na volta da prisão, ela chega a Residência e naturalmente diz, “Que vá à salvação levando isto. Qualquer doente se salvará.”

Uma pessoa quando fica numa situação desconfortável normalmente diria. “Nossa! Depois de tudo isso, acho que vou tomar um banho gostoso, ou vou descansar um pouco.” Mas a atitude de Oyassama é o de sacrário de Deus. No coração dela existe somente a salvação.

Além deste detalhe, este episódio explica sobre o quimono vermelho que ela usava.

Oyassama vestiu-se pela primeira vez de vermelho no dia 26 de dezembro de 1874. Nesse dia, manifestou-se de repente: “Usarei vestes vermelhas.”

Ainda de manhãzinha, Matsue e a filha Kokan foram comprar o tecido e, confeccionaram às pressas, porque Oyassama havia-lhes dito:

“Vestirei tão logo fiquem prontas.” E logo à noite, ela as experimentou.

Talvez muitos não saibam, mas até as meias (tabi) da Oyassama eram vermelhas.

Antes deste fato, aconteceu o nó do santuário de Oyamato, no dia 27 de outubro.

O nó do santuário de Oyamato foi um fato ocorrido numa época em que os bonzos tinham muito poder, eles prenderam os primeiros seguidores de Oyassama por terem tocado bumbo animadamente, como reverência, em frente do santuário. Foram detidos por vários dias, e depois de muita discussão e pedidos de perdão, foram liberados, e ameaçados para nunca mais se aproximarem daquele lugar.

Com a perseguição das autoridades e os imponentes bonzos ameaçando a liberdade qualquer atitude estranha, qual seria a atitude que normalmente tomaríamos, numa situação de perseguição?

Creio que seria o de ficar o menos exposto possível, de ficar oculto, o de não ficar em evidencia.

Mas a Oyassama fez exatamente o contrário, começou a usar vestes vermelhas. E dessa maneira não havia quem não notasse a presença dela.

Ela quis mostrar ao mundo que Deus-Parens estava dentro dela, e que ela não era uma pessoa comum.

Nos episódios da vida de Oyassama há vários trechos em que ela concede este quimono vermelho as pessoas. E guardam o quimono como tesouro da família.

Atualmente não recebemos o quimono inteiro de Oyassama, mas a recebemos em forma de amuleto prova, o Omamori.

 No episódio 51, “Tesouro da Família” diz assim:

Certo dia Oyassama pediu de repente: “Ie, costure isto, por favor.”

E entregou-lhe um tecido vermelho já cortado. Ie, costurou depressa pensando: “Que estranho Deus mandar costurar.” Oyassama vestiu-o assim que ficou pronto.

Justamente nesse dia, Kamematsu regressou à Residência por estar sofrendo de dor no braço. Oyassama, ao saber disso, disse: “Não é para usar a todo o momento. É o tesouro da família. Deve orar vestindo-o sempre nos momentos precisos.”

Retirou o quimono vermelho que vestia, e cobriu pessoalmente Kamematsu.

Repararam que neste episódio ela pediu para que costurasse o quimono, e depois a vestiu. Essa é uma parte importante, pois existe a razão da salvação, por ela ter usado. Não deu apenas um quimono recém costurado.

O omamori que recebemos também tem este valor, atualmente é costurado um quimono, é oferendado no altar dela solicitando para que vista, e depois é cortado em pedaços para confeccionar o amuleto prova.

No episódio 67, “Coitado!”

A doença crônica do estômago de Tsurumatsu Nukuto, que tinha desde a infância, complicou-se, chegando a ser desenganado pelo médico.

Assim, Tsurumatsu regressou pela primeira vez a Jiba, e foi levado à presença de Oyassama.

Tirando o quimono de baixo vermelho, que usava, vestiu Tsurumatsu desde a cabeça. Nesse momento, ele sentiu o calor da veste de Oyassama e uma sensação como se tudo tivesse clareado. E assim, o grave mal foi desaparecendo aos poucos e, com uma semana de permanência, recebeu uma milagrosa salvação, ficando mais tarde completamente curado.

Afirma-se que Tsurumatsu costumava dizer sempre lembrando daquele momento “Até hoje, não consigo esquecer aquele calor.”

O episódio 91, “Vá Dançando”, diz o seguinte:

Shina Okamoto, ao regressar à Residência, Oyassama num relance cobriu-a por trás com o seu quimono de baixo de tecido vermelho, que ainda conservava o calor do seu corpo.

O sentimento de honra, alegria e gratidão desse momento era impossível de ser descrito em palavras. Shina tirou esse quimono, dobrou-o com cuidado e colocou diante de Oyassama, que lhe disse:

“Vá vestida. Quando for, vá vestida com isto por cima do seu quimono, dançando pelo centro de Tambaiti.”

Por um momento Shina ficou surpresa, e a alegria que sentia deu lugar à preocupação. Pensou: “Se fizer isso, serei alvo de zombaria do povo, e também não sei se poderei voltar para casa, hoje.” Isso porque era uma época em que a polícia poderia levá-la presa a pretexto de ter visitado Jiba. Porém, finalmente decidiu: “Não importa o que me aconteça, ou que não possa voltar hoje para casa.” Cobriu-se com o quimono de baixo vermelho que ganhou de Oyassama e voltou dançando com toda seriedade a Dança Sagrada pela Vila de Tambaiti.

Quando percebeu, já estava fora da vila e nada havia ocorrido apesar da sua preocupação. Sentiu um alívio e, ao mesmo tempo, encheu-lhe o coração uma forte e dupla emoção - a alegria de ter recebido a veste vermelha e a satisfação de ter cumprido a ordem divina.

Aceitar com sinceridade as palavras do Parens e colocá-las em prática e depois sentir a alegria e a satisfação do dever cumprido é o ponto principal deste episódio.

No episódio 97, “Plantação de Tabaco”, fala sobre a onipotente providência de Oyassama.

Certa vez, Oyassama disse a Kozaburo Murakami:

“Vou mostrar-lhe uma visão”.

Abriu a manga do quimono vermelho que vestia, de modo que enxergasse o seu interior. Kozaburo, ao olhar, pode ver a imagem da plantação de sua casa, verdejante e crescida. Ao voltar à sua vila, ele foi ver imediatamente a plantação e reconheceu as folhas tal como avistara pela manga de Oyassama.

Kozaburo deixara os serviços das suas plantações para devotar-se exclusivamente à salvação, e não encontrava tempo para ir vê-la.

Kozaburo mais do que nunca emocionou-se profundamente diante do onipotente trabalho de Deus-Parens e da sua bondade com os filhos.

No episódio 200, “Tratá-lo com Cuidado”,

Kyuhei Kontani recebeu um quimono vermelho juntamente com as seguintes palavras de Oyassama.

“Não deve fazer pouco caso. Deve tratá-lo com cuidado. Deve tratá-lo como uma preciosidade.”

   Existem muitos outros episódios sobre o quimono de Oyassama. E em todos eles, as pessoas ficaram imensamente emocionadas ao receberem. Pois era um tesouro para eles. E saíam com o quimono vermelho para fazer a salvação, e muitas pessoas foram salvas.

Há alguns anos atrás, quando a igreja Tenrikyo já estava bastante estruturada, uma pessoa trouxe a Sede, um quimono vermelho para vender, perguntando quanto a sede poderia pagar por ela.

O responsável não deu tanta atenção, falando que não pagaria nada, que não teria valor nenhum para a Sede. Então o vendedor ficou bravo, e perguntou, “está pensando que é falso?” e insistiu falando que era verdadeiro. E abriu o pacote para mostrar.

O responsável sentiu que realmente era verdadeiro pelas condições do quimono pelos anos passados.

Mas insistiu que não tinha valor nenhum para eles, e que se quisesse deixar no museu, ele poderia deixar.

Depois descobriu-se que esta pessoa tinha uma empresa, e a empresa estava a beira da falência, e lembraram que em casa havia um quimono que os antepassados haviam ganhado da Oyassama, e vendo a grandiosidade da atual igreja, pensaram que poderiam conseguir um bom dinheiro com o quimono.

Mas um tesouro é tesouro quando nós sentimos que é um tesouro. Para estas pessoas que ganharam o quimono, e saíram para a salvação, eles não venderiam por valor nenhum. Para eles não existe valor que possa ser pago pelo quimono.

Sendo assim, tendo como tesouro o ensinamento de Deus-Parens e o ossazuke que recebemos da Oyassama, juntamente com o amuleto, omamori, gostaria de convidar a todos para a salvação, apesar de estarmos num momento um pouco complicado da pandemia, mas creio que cada um a sua maneira possa fazer a salvação para nos aproximarmos da vida plena de alegria e felicidade. 

Para este mês temos uma boa oportunidade de salvação, o 6º SOS drive thru da associação dos moços estará arrecadando alimentos, e para aqueles que puderem, gostaria que trouxessem, os mantimentos, até a igreja Tsu Hakuryu até o dia 23 de abril.

 José Katsumi Ishii

Muito obrigado.