A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quarta-feira, 15 de julho de 2020

INFORMATIVO Nº 213 - JUNHO DE 2020




Bom dia a todos.
Antes de iniciar a minha palestra, gostaria de contar uma antiga história de um fato ocorrido no Japão.

Certo dia, uma violenta tempestade castigava a costa do Mar do Japão. Um navio lutava contra as ondas enfurecidas. Numa praia próxima, chegavam pedidos incessantes de socorro. Esse navio podia afundar a qualquer momento. O barco de salvamento estava pronto para sair, mas faltava um remador.
Do alto de um elevado, Hamakichi, filho de pescador, um jovem remador de habilidade reconhecida observava a cena. Aflito, em meio à forte tempestade que misturava chuva e vento, ele ajoelhou-se diante de sua mãe que ali também estava: “Mãe, deixe-me ir naquele barco. Não suporto mais ficar aqui, somente observando aquele navio. Por favor, eu lhe suplico.”
Sua mãe Oyoshi podia contar com poucas pessoas desde que o marido havia desaparecido no mar há seis meses. Seu marido, embarcara num pequeno barco no verão daquele ano e, na mesma noite, fora apanhado por uma tempestade no alto-mar, e desde então não tivera notícias dele. Por isso, naquele momento, ela contava apenas com seu filho único, como seu apoio. Ao olhar a fisionomia do filho, convenceu-se de que ele tomara uma firme decisão. Por isso, Oyoshi tentou acalmar seu coração abalado e fixou o olhar para o navio que se debatia em alto-mar. “Naquele navio estão muitas pessoas. Cada uma delas deve ter uma vida à espera da sua volta. Se eu não permitir que vá agora, não poderão enviar o barco de salvamento, e os familiares dos passageiros poderão se tornar infelizes como nós.” Pensando assim, a mãe virou-se para o filho e, com voz firme, ordenou: “Hamakichi, você deve ir. Vá logo. Aconteça o que acontecer, você deverá salvar as pessoas que estão naquele navio. Não se preocupe comigo.” As lágrimas afloraram e escorreram pelo rosto de Oyoshi. Hamakichi, surpreso, ficou observando a figura da mãe que suportava a tristeza. “Hamakichi, o que está esperando? Vá logo! Vá, e salve aquelas pessoas!” Oyoshi falou ao filho como se o estivesse repreendendo. Depois, correu para dentro da casa, escondendo o rosto banhado em lágrimas na manga do quimono.
Naquela noite, Oyoshi não conseguiu pregar os olhos. Na escuridão do quarto, ficou com as lembranças do marido e a preocupação com o destino do filho. Ao amanhecer percebeu que a tempestade havia cessado. O navio havia afundado, mas, felizmente, os tripulantes e passageiros saíram ilesos graças ao notável trabalho do barco de salvamento. Chegando à praia, um após outro, foram todos acudidos. A mãe de Hamakichi, ao saber da chegada do barco, correu em direção a praia com o coração cheio de expectativa, pois lhe disseram que seu filho estava bem. A caminho ela ouviu a voz do filho: “Mamãe!” Ao voltar-se, viu um homem caminhando apoiado no ombro do filho. Ao vê-lo, Oyoshi prendeu a respiração.
Por alguns instantes não conseguia acreditar no que via. Aquele era seu marido que pensava ter perdido para sempre. Oyoshi correu em direção ao marido e agarrou seu braço. Ficou sabendo depois que, há seis meses, em alto-mar, o marido havia enfrentado uma tempestade e fora salvo por um navio estrangeiro. E, graças aos arranjos do comandante, conseguira embarcar num navio para retornar à casa. E agora, às vésperas de chegar a sua terra natal, estava enfrentando uma outra tempestade. Oyoshi, com o coração trêmulo, não conseguia parar de chorar, tentando entender o mistério que a levara ao encontro inesperado com o marido, justamente pelo fato de permitir que seu filho remasse o barco de salvamento em meio àquela tempestade.

Quando eu li esta história, me veio a mente um trecho da minha avó Kichie no livro 20 anos da igreja Tenrikyo Tsu Hakuryu. Nela está escrito assim:

A Associação dos Moços estava recrutando pessoas para a imigração ao Brasil, Masaru imaginando ser esta a chance de concretizar o seu desejo, decidiu integrar-se a este grupo. Quando foi comunicar a sua vontade a sua mãe, todos os irmãos foram contra, e suplicaram à mãe para que não lhe permitisse fazer a viagem. Mas sua mãe Kichie, apesar do aperto no coração, disse que se fosse para fazer a divulgação dos ensinamentos de Deus-Parens no exterior poderia ir.
Masaru partiu do porto de Yokohama, aos 23 anos, com o coração bastante animado. Sua mãe despediu-se dele com sorriso no rosto e não derrubou uma lágrima sequer. Não poderia demonstrar tristeza, pois seu filho estaria realizando o grande sonho do primeiro condutor. Viu o navio partir e ali permaneceu por horas, sempre sorrindo, até não avistar mais.

Este fato quem me contou foi o condutor da igreja Inssen. Ele me contou que estava no porto de Yokohama na despedida. Mas fico imaginando que realmente é necessário existir uma grande força do desejo de salvação para que se possa fazer isto. É um momento de esquecer-se de si para a salvação dos outros.
No livro dos 20 anos não está escrito que a Kichie: “Naquela noite, não conseguiu pregar os olhos. Na escuridão do quarto, ficou com as lembranças e a preocupação com o destino do filho.” Isto porque não foi feita nenhuma entrevista ou perguntado a ela. Mas com certeza isso deve ter acontecido, e me vem a minha mente esta imagem de uma mãe bastante preocupada com o destino do filho.

Mudando um pouco de assunto, o que será que mudou com a chegado do corona vírus?
Aconteceu uma coisa muito boa. Nós estamos mais tempo com a família, e isso é muito bom, pelo menos deveria ser uma coisa muito boa.
É muito gratificante estar com os membros da família.
Mas quando estamos mais tempo com a família, também existe mais tempo para acontecerem os atritos entre as pessoas. Existem momentos que ficamos chateados, bravos, com a conduta do outro.
Nesta época do corona virus, no mundo todo ouço falar que o número de casos de divórcio aumentaram consideravelmente. Espero que entre vocês isto não esteja acontecendo.
Numa palestra o condutor de uma igreja Mor disse assim: “Estando 24 horas junto a minha esposa, se eu não fosse conhecedor dos ensinamentos da Tenrikyo, talvez eu tivesse me separado da minha esposa. No ensinamento é dito que os membros da família são os mais importantes empréstimos de Deus concedido a nós. E não é uma boa conduta ficar reclamando de uma coisa que tomamos emprestado. Também nos e ensinado que tudo é de acordo com o nosso próprio espirito que acontecem as coisas.”

Quando não conhecemos as regras, ou seja os ensinamentos de Deus, podemos simplesmente imaginar que não combinamos com a pessoa. Mas as pessoas que estão a nossa volta, são todas pessoas que Deus colocou para a evolução de ambas as partes.
A minha mãe sempre dizia, para uma flor vem uma borboleta, e para um cocô vem uma mosca varejeira.
Quando sentimos que a esposa ou o companheiro tem algum defeito, é porque nós também temos este defeito.
Isso é a predestinação.  Se não soubermos desta regra acabamos não sabendo como resolver.
Quando entendemos os ensinamentos, podemos refletir de uma forma que procuramos a causa dentro do nosso próprio espirito. Se esta regra estiver bem firmado no nosso coração, com certeza todas as reflexões serão feitas da melhor forma possível e não teremos mais que nos preocupar com os relacionamentos com as pessoas que estão a nossa volta.

E com o corona creio que o meu espirito também evoluiu um pouco.
Outro dia acabei gritando com o meu filho. E sinto que isso foi uma falta muito grave da minha parte. Nós acabamos ficando bravos ou gritando porque pensamos que o filho é de nossa posse. Mas estamos errados. É um empréstimo de Deus.
Depois disso, refleti bastante e pedi desculpas a ele, e prometi que não faria mais aquilo.

Depois que tudo isso passar, creio que haverá um mundo pré corona e um mundo pós corona. Certo ou errado, bom ou mal, as coisas irão mudando.
Logo no inicio da pandemia havia um aplicativo como se você fosse estivesse indo a um médico e respondesse a algumas perguntas, e dela saia um resultado comentando se você estava com suspeita de covid ou não. Daqui a alguns anos, muito provavelmente pode ser que as consultas sejam online com o médico fazendo algumas perguntas e te receitasse um remédio que seria enviado pelo correio. E nem precisaríamos mais ir a um consultório. Bom ou mal, a mudança ocorrerá.
A igreja também deve sofrer mudanças, talvez haja pessoas que pensem, ueh eu não fui a igreja durante 3 meses mas nada mudou, e pode ser que haja pessoas que até se sentiram que foi melhor assim, pois que teriam mais tempo para fazer outras coisas.
Ocorrerá mudanças, mas será que o certo seria ficar esperando por estas mudanças?
Não podemos ficar esperando o que será o certo ou errado. Vamos nos movimentar, precisamos fazer alguma coisa, foi por esse motivo também que foi colocado no grupo da igreja a ideia das fotos, através deste simples trabalho, conhecer um pouco dos ensinamentos de Deus, e também estamos programando um sukiyaki para o dia 20 deste mês, e gostaria de contar com o apoio de todos vocês. E também o AJT está solicitando doações de alimentos, máscaras e materiais de higiene para serem distribuídos para as pessoas necessitadas.

Ocorrerá mudanças, mas o que não vai mudar mesmo que passem milhares de anos, será a vida modelo de Oyassama. Porque foi um modelo que Deus através da Oyassama nos deixou para que todos os homens deste mundo sejam felizes, ajudando uns aos outros, e salvando uns aos outros.

Gostaria de solicitar a dedicação de todos no sentido de transmitir através de suas ações os ensinamentos, pois creio que seria injustificável, deixar morrer na praia o grande coração da senhora Kichie, ao permitir que seu querido filho se afastasse para a salvação de todo o mundo.
José Katsumi Ishii
Muito obrigado.


terça-feira, 19 de maio de 2020

INFORMATIVO Nº 212 - MAIO DE 2020

Vários Hinokishins


Muito bom dia a todos.
Acabamos de encerrar a cerimonia mensal de maio.
Maio é o mês em que comemoramos o dia das mães.
E gostaria de parabenizar a mãe de todas as mães, a Oyassama por todo o carinho e cuidado que nos concede.
Há um tempo atrás “anunciaram e garantiram que o mundo ia acabar”, isso depois de lerem a notícia de que a Terra ultrapassou em 400 partículas por milhão o nível de emissão de gás carbônico.
A notícia era “Emissão de dióxido de carbono ultrapassa nível máximo indicado por cientistas”.
Com o aumento da população terrestre e a crescente industrialização a produção de energia, obtida especialmente pela queima de combustíveis orgânicos, por exemplo o petróleo e lenha, resultam no aumento da emissão de CO2 na atmosfera.
É o chamado efeito estufa, agente importante no fenômeno do aquecimento global.
E a terra seguia ameaçada, com seguidos desmatamentos, a poluição, tudo em razão da ganância dos homens. Que tem o pensamento que fala “Se ao menos eu estiver bem”.
Então o que aconteceu?
Aconteceu que veio o novo corona vírus.
Que alguns pensam que, agora realmente o mundo vai acabar.
E em razão da transmissão altamente contagiosa, todas as pessoas do mundo foram forçados a entrar em quarentena, o isolamento social obrigatório, a restrição da circulação dos automóveis, e fechamento de todos os comércios, ficando abertos somente os comércios essenciais.
Enquanto o novo corona vírus assola o mundo e fez com que cidades inteiras se trancassem dentro de casa para ficar de quarentena, um dos países mais impactados pela Covid-19, a Itália, os céus de seu país se beneficiaram. Mas foi em Veneza, uma das cidades turísticas mais movimentadas no mundo, que a mudança foi mais aparente. Com as gôndolas atracadas e a menor movimentação, as águas dos canais estão calmas e menos turvas. Golfinhos, cisnes e cardumes voltaram a circular. Veneza registrou algo inédito, pela primeira vez em anos, a água dos canais está limpa.

Na Índia, no Quênia e outros países, montanhas podem ser vistas no horizonte, e seus moradores respiram ar mais limpo, algo impossível em tempos normais.

No norte da Índia, os moradores amanheceram no dia 3 de abril com uma rara visão, sem esforço algum enxergaram a cadeia de montanhas Dhauladhar. Trata-se de uma perspectiva, em geral, contada pelos avós.
Em Nairobi, capital do Quênia, um fotógrafo capturou a imagem do Monte Quênia de dentro da cidade, o que antes seria impossível. “De vez em quando eu vejo o Monte Quênia nas manhãs, ele quase nunca está nítido e não vale uma fotografia, mas nesta manhã ele estava vívido e bem difícil de passar despercebido”. “Esta foto é uma prova do que podemos estar perdendo com a natureza.” Disse o fotógrafo.
O mundo todo ficou limpo de uma vez, de uma hora para outra.
Para que o homem possa viver harmoniosamente, Deus-Parens criou o mundo.
E talvez muitos homens não viviam pensando em como cuidar do mundo.
No ensinamento temos que este mundo é corpo de Deus, se for pela ordem natural das coisas, por existir Deus, existe o mundo, por existir o mundo existem os seres humanos, e por existirem os homens, existem a leis e as normas para vivermos bem. Não é de forma alguma o contrário.
O mundo estava no limite do que poderia suportar. O planeta terra estava gritando por socorro.
Foi neste momento que surgiu o novo corona vírus.
E com o desabamento da economia no mundo todo, o mundo perderá uma quantidade imensa de dinheiro, por causa da economia.
Talvez para que o mundo se tornasse mais limpo e puro de uma vez, seria necessário toda essa soma de dinheiro, reunidos de todos os países do mundo. Mas mesmo que isso fosse feito, muito provavelmente o mundo não ficaria limpo e puro como imaginamos, e ainda de uma hora para outra.
Mas graças ao novo corona vírus, isto aconteceu. Por isso temos
também que agradecer o vírus.
Mas o importante é como deve ser o nosso coração a partir de agora. E não esquecer de cuidar do mundo. De que forma?
Deixando de pensar somente em si, tendo uma atitude mais ampla, como não desperdiçar alimentos, tendo cuidado com todas as coisas, não descartando as coisas que ainda podem servir para algum uso, etc.
Exatamente como Oyassama nos ensinou explicando “Não desperdice nem mesmo uma folha de verdura.”
Muitas vezes temos objetos que ainda tem condições de uso, mas queremos comprar um outro novo. Esse tipo de pensamento deve ser mudado. Pois tudo é produzido utilizando as matérias primas que existem na natureza. É a mudança do nosso espírito.
Muitas pessoas talvez acabem pensando que é por causa da China ou por causa de alguma outra coisa que estamos passando por esse problema. E sentem raiva por isso. A raiva é muito perigosa. As pessoas que sentem raiva, são pessoas que não pensam nas pessoas que estão a sua volta. Ficam com raiva com o pensamento centralizado em si.
Nós que professamos esta fé, entendemos que a raiva não é uma coisa boa, porque sabemos que tudo que está a nossa volta é um empréstimo de Deus.
Mesmo o país onde houve o início da pandemia, a China, se eu pensar bem, este país também é um empréstimo. Todos os países são empréstimos, então não há razão para ficarmos amaldiçoando estes países, todos são importantes empréstimos de Deus-Parens.
Graças ao novo corona vírus é que, como membros desta fé devemos refletir e nos aproximar da vida plena de alegria unindo os corações.
Pensar, isso é ruim, aquilo é ruim. É como ser levado pela correnteza do pensamento mundano, e também pelas fake news, devemos ter a firme fé dentro do nosso coração.
Se ficarmos procurando um culpado para tudo isso, estaremos em desacordo com os ensinamentos de Deus-Parens, pensando que não temos culpa nenhuma, não iremos refletir nem mudar o nosso coração.
Ser contaminado ou não pelo corona vírus, não depende do vírus, pois aprendemos que “A origem das doenças está no espírito”.

Se a origem das doenças está no espírito, então eu não preciso usar máscaras, posso pensar. Mas esse é um pensamento equivocado.
Aqui no Brasil, começamos a utilizar máscaras, o que não é um hábito comum no nosso país. Mas nos países que já tinham este costume, o pensamento de utilizar a máscara é um pouco diferente da nossa. Eles utilizam a máscara para não contaminar os outros. Enquanto que aqui nós estamos utilizando para que não sejamos contaminados.
Devemos utilizar a máscara para que as outras vidas que são emprestadas a mim, e que estão ao meu redor fiquem protegidas. Se eu penso nas pessoas que estão ao meu redor, devo usar a máscara. Na realidade é essa a preocupação básica que devemos ter. É esse o sentimento que devemos ter, de sempre pensar nos outros.
Se não tivermos esse pensamento para com os outros, e pensarmos somente em nós, vamos atrair inseguranças, e essa inseguranças é que vão atrair mais e mais inseguranças, atraindo muitas energias negativas. Tornando se um círculo vicioso.
Talvez Deus-Parens esteja nos testando se nós somos realmente fieis ao ensinamento de Deus-Parens.
O mundo irá mudar a partir deste vírus. Mas o importante é a vida modelo, e através da vida modelo devemos pensar em como podemos ter novas ideias para a transmissão das palavras de Deus-Parens, através do Hinokishin, e da salvação mútua.
Obrigado.
Palestra de maio de 2020, tendo como base a Palestra do condutor da Igreja Mor Kako por José Katsumi Ishii.

Vários Hinokishins

Vários Hinokishins

Vários Hinokishins

Vários Hinokishins

Vários Hinokishins

Vários Hinokishins

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama

Aniversário da Oyassama



quinta-feira, 9 de abril de 2020

INFORMATIVO Nº 211 - ABRIL DE 2020




A Pandemia e o nosso coração.
A doença contagiosa que mais influenciou a história da Tenrikyo foi a varíola. A varíola durante várias gerações espalhou-se pelo mundo, matando inúmeras vidas.
Quando Oyassama estava com 31 anos de idade, tomou sob seus cuidados uma criança que veio a contagiar-se de varíola, que mais tarde se tornou varíola negra. Oyassama solicitou a sua salvação para os deuses e ele foi salvo milagrosamente.

Nos Hinos Sagrados, em 1867, no hino V, tem-se:
Este é o local da salvação maravilhosa
onde concedo a graça do parto e da varíola.

Também, tem-se na Escritura Divina (Ofudessaki):
O que pensam sobre esta salvação?
É o preparo do amuleto que previne da varíola.  VIII-31

O que pensam ser esta salvação?
Ensino o Serviço que previne da varíola.   VII-98

Na vida-modelo, Oyassama começou a conceder o amuleto para a prevenção da varíola. Ensinou o Serviço do Kanrodai, e em seguida, o Serviço do Parto e o Serviço da Varíola.
Além do mais, na Escritura Divina, está esclarecida a forma de como se proteger da varíola.
Como quer que reflitam, é lamentável
por não terem o espírito de salvar os outros. XII-90

Doravante, é o pedido de Tsukihi;
que todos reformem firmemente o espírito. XII-91

Se indagarem como deve ser este espírito:
somente o desejo único de salvar o mundo. XII-92

Doravante, se todos do mundo, igualmente,
se salvarem mutuamente em todas as coisas,  XII-93

Saibam que Tsukihi aceitará esse espírito
e fará toda e qualquer salvação. XII-94

Quanto às doenças contagiosas na Escritura Divina, se fala também sobre a cólera.

Em 1879, quando a Oyassama estava com 81 anos, escreveu na Escritura Divina o seguinte verso, quando morreram mais de 105 mil pessoas num surto de cólera no Japão.
Aquilo que o mundo chama de cólera,
é um aviso do pesar de Tsukihi. XIV-22

No mundo, acontece o mesmo com todas as pessoas:
têm o espírito que só desanima. XIV-23

Doravante, reformando firmemente o espírito,
tornem-no repleto de alegria. XIV-24

Tsukihi criou os seres humanos
por desejar ver o viver alegre e feliz. XIV-25

A sociedade estava agitada dizendo ser epidemia de cólera. Todos tinham uma grande preocupação e um medo muito grande pelo fato dessa doença ser muito contagiosa e fatal. Porém através da epidemia, Deus-Parens nos faz entender o quanto a sua impaciência já está acumulada.
Sem conhecermos a profunda intenção de Deus-Parens estamos apenas acumulando poeiras no espírito, sem alegria. Sendo assim, todos devemos reformar firmemente o espírito, animar e viver repletos de alegria.

O primeiro Shimbashira passou por inúmeros nós, viveu numa época em que a Tenrikyo não era uma religião oficializada pelo governo, sendo perseguidos pelas autoridades, pelos monges, etc. E viveu desejando que o Serviço Sagrado pudesse ser realizado sem nenhum contratempo, mas as autoridades sempre estavam prontos para levarem a Oyassama presa.
Depois de muitas reflexões e solicitações de Indicações Divinas, fez uma firme determinação falando: “Que fiquem para executar o Serviço somente aqueles com o espírito decidido a suportar qualquer intervenção policial e disposto a sacrificar a própria vida ao desempenhá-lo”.
No quinto ano do ocultamento físico de Oyassama, ainda teve a cerimônia cancelada pelas autoridades, o que deve ter sido de uma dor incalculável.
Somente depois de muito esforço conseguiu oficializar a Igreja em Tokyo. Mas Tokyo não estava de acordo com a razão de Deus.
E passou por mais uma centena de caminhos de dificuldades.

O Segundo Shimbashira viveu numa época em que muitos (inclusive as autoridades) desejavam extinguir a Tenrikyo. A Tenrikyo crescia naquela época “Como o fogo que se propaga no campo seco” (título do capitulo I do livro “A caminhada de cem anos da Tenrikyo”). Sendo que, se o governo não intervisse, todo o Japão se tornaria membro da Tenrikyo (e isso era uma preocupação para o governo que tinha como a religião oficial o Xintoismo).
Essa época anterior a segunda guerra mundial, era um período em que o Ministério da Educação, através do departamento de entidades religiosas, fiscalizava o conteúdo doutrinário e a organização interna de todos os grupos religiosos, para averiguar se estavam de acordo com a lei. E receberam a informação de que havia a necessidade de mudar a parte doutrinária que tinha como fundamento o “Registro do Mar de lama (razão da origem - a história da criação dos homens)” e uma parte da solenidade.
Nesta época a autoridade máxima era o imperador, cuja figura era considerada divina. Isso porque acreditavam que os Imperadores eram descendentes da deusa do sol Amaterassu.
Os Kamikazes (algo como "vento divino"), era o nome dado aos pilotos de aviões japoneses que, carregando explosivos, tinham a missão de realizar ataques suicidas contra navios inimigos gritando “Tenno Heika banzai” A palavra é junção de “ban” (“dez mil”) e “zai” (anos), e é utilizada para desejar longevidade a quem é endereçada, que significa algo como “Viva o Imperador ou Longa vida ao Imperador”. Apesar de termos notícias de que muitos na realidade no momento da morte gritavam “Mamãe”. Sentimos o quanto a mãe (Oyassama) é importante para nos oferecer carinho e tranquilidade.
Como a política governamental estava em torno da sua divindade, os ensinamentos da Tenrikyo sobre a criação original dos homens não estava de acordo com a lei.
Sendo assim, o ministério proibiu a execução do Serviço de Kagura (Serviço das máscaras em Jiba) e a Dança das mãos dos Hinos Sagrados, alegando que o Hino Yorozuyo continha preceitos fundamentais da razão da origem, e que o nome Tenri-O-no-Mikoto não constava no antigo registro histórico-literário japonês.  E proibiu também os hinos III e o hino V, que falava sobre a Jiba original, origem do mundo, Deus original, Deus verdadeiro, obrigando que fosse escrito de outra maneira. (como poderiam escrever de outra maneira, uma coisa que foi escrita por Deus?). Então foi publicado o livro dos hinos sem estes três hinos, e desde então o serviço sagrado foi executado sem estes hinos, até setembro de 1945.
O segundo Shimbashira tinha o desejo de publicar a Escritura Divina, mas não podiam publicar porque Shinnosuke (o primeiro Shimbashira) quando foi levado à polícia, teve que dizer que a Escritura Divina fora queimada pelo pessoal da residência porque assim o guarda havia ordenado. E isso também era um grande pesar para ele.
A política nacional Xintoísta durou até o final da segunda guerra mundial, em 1945. Até o término da guerra, o segundo Shimbashira, assim, como os demais mestres da época, passaram por inúmeras dificuldades, sempre com intervenções policiais, e das autoridades. Com o fim da guerra, as pessoas asseguraram o direito de ter a liberdade de professar qualquer ensinamento. 

E nós também somos livres para professar livremente os ensinamentos da Tenrikyo sem nenhuma intervenção. Fazemos o que desejamos, portanto devemos sentir gratidão por tudo isso, pensando que foi graças as dificuldades que passaram os mestres anteriores, é que temos o dia de hoje.

Deus-Parens está nos mostrando esta pandemia, onde as autoridades solicitam a execução do Serviço Sagrado com as portas fechadas, e também de todas as outras atividades para que nós possamos fazer uma profunda reflexão.

Em 1899, quando houve o surto da peste no Japão, pela primeira vez, o governo estabeleceu o adiamento da Grande Cerimônia de Outubro, com o intuito de impedir a propagação da doença. Nesse momento, ao consultar a Indicação Divina através de Iburi Izo, foi permitido o adiamento da cerimônia, porém, Deus advertiu que aceitaria somente o espírito sincero de todos. Mesmo que realizassem o Serviço perfeitamente, nada adiantaria se fizessem com o espírito egocêntrico.

Muitas vezes ficamos desanimados vendo as notícias do dia a dia, mas como seguidor do Caminho, gostaria de fazer uma reflexão sobre a intenção de Deus-Parens.

Sem nos deixar levar pela apreensão da sociedade e pela preocupação das pessoas, é de se desejar que cada um direcione o espírito a Deus.

Para recebermos a graça desse grande nó, é muito importante que o espírito de todos os seguidores do Caminho estejam unidos, empenhados em corresponder ao desejo de Deus-Parens, que é a dedicação sincera à salvação.

Textos do Jornal Tenri Jiho da Sede, adaptado para o informativo da Igreja Tsu Hakuryu.