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Regresso a Jiba |
Muito
bom dia a todos.
Acabamos
de realizar a cerimônia mensal do mês de julho com bastante alegria. Muito
obrigado.
Hoje o episódio a ser comentado é o 158. As Regras Mensais São Flores
Certa vez, Oyassama disse a Rihati Yamamoto que estava por perto:
“Rihati, vá e veja lá fora.”
Como era uma época em que a
vigilância policial se fazia severa, pensou ser uma ordem relacionada a isso e
verificou cuidadosamente os arredores, porém, não encontrou ninguém. Então, ele
voltou e relatou: “Não há nada de anormal. Há apenas abóboras naquela roça e
nesta horta muitas berinjelas.”
Então, Oyassama lhe disse:
“Isso mesmo. Viu aquelas abóboras e berinjelas? Aqueles grandes frutos são o resultado das flores que desabrocharam. Não há frutos sem as flores. Assim sendo, reflita bem. Dizem na sociedade que a mulher é suja, mas não é verdade. Tanto homens como mulheres são filhos de Deus, sem a mínima distinção. A mulher tem a difícil missão de conceber filhos. As regras mensais da mulher são como as flores. Sem a flor, poderão ter frutos? Procure entender bem. Mesmo a abóbora, se a flor cair, ficará apenas nisso. A flor infrutífera existe em todas as coisas, porém, nada se frutifica sem a flor. Reflita bem. Não é nada suja.”
Está sendo explicado para não ficar
se apegando à tabus e tradições antigas. É uma comparação entre as menstruações
com as flores. Por haver a floração é que ocorre a frutificação. Por haver a
menstruação é que é possível conceber os filhos.
Numa sociedade machista, numa época
machista, a Oyassama ensina que homens e mulheres são iguais. “Tanto homens
como mulheres são filhos de Deus, sem a mínima distinção.”
Neste episódio também percebemos a
postura de Oyassama. Oyassama era o sacrário de Deus-Parens, Oyassama era o
espírito de Deus.
Numa época em que a vigilância
policial era severa. Ela não estava nem ai se os policiais estavam por perto ou
não. Nada disso importava. Ela vivia o dia a dia na mais absoluta normalidade.
Não existia ansiedade nem preocupação.
Se uma pessoa por exemplo está fazendo algo meio que escondido, ficaria um tanto preocupado se fosse descoberto. Mas a Oyassama com toda a naturalidade solicita ver algo lá fora, para falar sobre o ensinamento.
Rihati Yamamoto que aparece neste episódio é o pai de Rissaburo Yamamoto, e sobre Rissaburo, consta no episódio 33. Ponte Entre Nações, que gostaria de comentar também.
Rissaburo Yamamoto, recebeu uma pancada no peito durante a luta de sumô quando tinha vinte e um anos de idade, e estava acamado há três anos.
Examinado por médicos e apesar das
orações feitas em vários locais, não obtinha mínima melhora. Pelo contrário,
parecia estar chegando ao fim da sua vida.
Nesse tempo, Rissaburo sonhava quase que todos os dias um mesmo sonho, de que uma senhora vestida de vermelho, entre nuvens brilhantes, do lado leste, o chamava, e ele conseguia correr em direção a ela.
No verão de 1873, um serrador
conhecido como Kuma, lançou-lhe a fragrância da fé. Assim, seu pai Rihati,
regressou imediatamente a Jiba em seu
lugar e recebeu estas excelentes palavras de Oyassama:
“Esta
é a Residência onde o homem foi criado. É a terra natal. Não há nenhuma doença
que não seja curada. Traga o filho imediatamente. A sua vinda já era esperada.”
Voltando para casa e transmitindo o fato, Rissaburo começou a dizer que queria visitar a deusa de Yamato.
Os familiares procuraram fazê-lo desistir por julgarem que jamais aguentaria chegar até lá. Porém, ele insistiu: “Não importa que assim seja, quero chegar perto dessa deusa.” Diante de tão ardoroso desejo, improvisaram uma maca de madeira e saíram discretamente da casa durante a noite.
Todavia, no caminho, a sua
respiração parou. Então, voltaram uma vez, porém, ao chegarem a casa, ele
recuperou milagrosamente a respiração. Como suplicava: “Não me importa morrer”
— todos se despediram pela última vez e saíram novamente em direção a Yamato,
portando lanternas e carregando-o na maca, às altas horas de uma noite muito
escura.
À tarde do dia seguinte, o grupo
chegou finalmente a Jiba, hospedaram-se numa casa da vizinhança. Na manhã
seguinte, levaram o rapaz agonizante diante de Oyassama, que disse:
“Não
há nada a preocupar-se. Se for para dedicar por toda a vida nesta Residência,
será salvo infalivelmente.”
E
continuou:
“Ponte
entre nações, ponte de tronco de árvores; se não houver ponte, não será
possível atravessar. Oferecerá sua vida ou não? Arakitoryo, arakitoryo.”
Arakitoryo é uma expressão metafórica para designar os propagadores da fé.
Em seguida, mandou preparar o banho
e disse-lhe:
“Tome logo um banho.”
Ao sair, cortou-lhe até as suas
unhas e falou-lhe:
“Agora está se sentindo melhor, não
é?”
O estado físico de Rissaburo nem permitia fazer isso, no entanto, não demonstrou mínima aflição, pelo contrário, o sofrimento desapareceu e a dor diminuiu, chegando a provar deliciosamente três tigelas de papa de arroz oferecidas por Oyassama. Assim, ficou curado por completo no sexto dia, graças ao imenso amor de Oyassama, e voltou à Kashiwara após um mês de estada na Residência. Diz-se que as pessoas ficaram profundamente surpresas com a sua aparência tão saudável.
Ao voltar para a casa e todos
imensamente surpresos por estar vivo, conduziu inúmeras pessoas ao caminho. e
Rissaburo Yamamoto se tornou o primeiro condutor da Igreja-Mor Tyuka. Foi
Diretor da Sede. E a partir de 1881, passou a servir junto de Oyassama como ministro, e há vários
episódios dele fazendo a comunicação entre os fiéis e a Oyassama. Retornou aos
46 anos de idade.
As gratas palavras: ‘A sua vinda já
era esperada’, fez acreditar que ela era realmente o verdadeiro Parens e foi
por esse motivo que Rissaburo insistiu dizendo que queria ir mesmo que isso
causasse a sua morte.
Acreditando na Oyassama, que é o
verdadeiro Parens, e eternamente viva, vamos participar das atividades
promovidas pela Igreja, para evoluirmos espiritualmente. Neste mês no Dendotyo
será realizada a Assembleia Geral da Associação dos Moços e das Moças, o curso
de doutrina a partir de 9 a 14, e no dia 30 teremos o curso de 1 dia da
regional Alto Tiete.
Muito obrigado.
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Recebimento do Ossazuke |