A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

INFORMATIVO Nº 277 - JANEIRO DE 2026

 

Reverência a Jiba nos 140 anos de ocultamento físico de Oyassama


Palestra da Grande Cerimônia de Janeiro de 2026 

Muito bom dia a todos. 

Estamos terminando com bastante ânimo, a Grande Cerimônia de janeiro. Agradeço a todos pelo esforço e dedicação durante todo o ano fazendo das cerimônias da Igreja Tsu Hakuryu um momento de bastante alegria, momentos de abrir o coração com a Oyassama, contando as suas alegrias e também solicitando soluções para os seus problemas.

Daqui a exatamente 22 dias, no dia 26 de janeiro de 2026,  será celebrada em Jiba, na Terra Natal da humanidade, a cerimônia de 140 anos desde que a Oyassama se ocultou fisicamente que não podemos mais vê-la. A Oyassama que deixou a sua vida física por apressar a salvação de todos com a realização do Serviço Sagrado. 

Há pessoas que dizem que a vida modelo de Oyassama foi de 90 anos. Mas o Shimbashira II afirmou que a vida modelo de Oyassama começa a partir do momento em que ela se torna Sacrário de Deus-Parens. Podemos imaginar que a vida da Oyassama até os 40 anos, é uma vida em que achamos realmente magnífica, mas na realidade é uma vida em que deveria ser normal para qualquer pessoa do mundo, com o espírito puro que é o de estar sempre pensando nas pessoas ao nosso redor. 

Mas a partir do momento em que ela se torna sacrário de Deus-Parens, o espírito dela é o espírito de Deus-Parens, que tem o desejo de salvar toda a humanidade ensinando o Serviço que salva a todos.  E despendendo longos 50 anos, ela concentrou todos os esforços para ensinar a importância da dedicação única à salvação: primeiro o Serviço do Kanrodai, e depois o dos Doze Hinos. Portanto, é um Serviço extremamente importante cuja execução não se permite um único erro. 

Mas mesmo apressado na salvação, as pessoas não realizavam o Serviço para não causar a prisão de Oyassama. 

Está escrito no livro “Minuta da Vida de Oyassama”:

Todos desejavam executar o Serviço com os instrumentos musicais, de acordo com a vontade de Deus-Parens; porém, era impossível realizá-lo sem que ninguém percebesse. Ao pensarem nisso, julgaram ser a única solução oficializar-se ligando a uma igreja qualquer, de modo que pudessem executá-lo conforme as palavras divinas e sem causar qualquer problema a Oyassama.

Justamente nessa época, houve a sugestão para solicitar ao Templo Jifuku para se tornar uma igreja afiliada. A isso Oyassama disse:

“Não façam tal coisa. Deus-Parens se retirará.”

Embora não correspondesse à vontade de Deus-Parens, o filho de Oyassama, Shuji, pensando nas detenções de Oyassama, decidiu executar tal ação para garantir a segurança dela e dos outros, não se importando com o que lhe viesse a acontecer, e disse: “Apesar de tudo, eu vou.”

Assim, partiu, pondo em risco a própria vida. Não houve quem quisesse acompanhá-lo, quando Yonossuke Okada (Yossaburo Miyamori) ofereceu-se espontaneamente, não suportando deixar uma pessoa que sofria da perna ir sozinha.

Assim, em 22 de setembro, foi inaugurada a Irmandade Tenrin-ô, quando foram queimados cedros em frente ao portão, e foram chamados alguns bonzos para fazerem sermões. 

Embora fosse uma medida legal, era um completo desvio do Caminho.

Na ocasião da queima dos cedros Oyassama saiu tal como estava, vestida de vermelho. Sentou-se e sorrindo ficou assistindo um pouco, mas logo retirou-se para o seu quarto.

Quando lemos esta parte do episódio 73, imaginamos que Oyassama estava feliz por ter conseguido a permissão de se oficializar a qualquer igreja para poder realizar o Serviço. 

Mas quanto a esta solicitação ao Templo Jifuku, Oyassama já havia dito:

“Se fizer isso, Deus-Parens se retirará.”

Ao refletirmos nessas palavras e na sinceridade de Shuji que arriscou a sua vida, dizendo: “Não importa o que possa me acontecer” — sentimos e podemos entender a atitude de Oyassama o seu infinito amor maternal e não há como deixar de nos comover, quando ela sentou-se assistiu um pouco sorrindo e retirou-se.

A Tenrikyo e o templo Jifuku não possuiam nenhuma relação à doutrina. Como forma de se desviar e evitar a perseguição e a opressão das autoridades, e de receber uma autorização oficial é que Shuji procurou esse caminho através desse templo. Porém, era uma forma contrária ao desejo de Deus-Parens. Pois se pensarmos em Deus-Parens, no Deus que criou o mundo e os seres humanos, é como se um chefe tivesse que pedir autorização para o subchefe para poder realizar o Serviço. 

O resultado das palavras “Se fizer isso, Deus-Parens se retirará.”  foi que Shuji retornou no ano seguinte, em 1881. O fato de ter retornado é uma parte da vida modelo, ensinando a todos nós que devemos sempre estar com o coração de acordo com a vontade de Deus-Parens, sendo que este mundo é conduzido pela razão de Deus. Nós seres humanos é que muitas vezes pensamos que este mundo é conduzido pela mente e pela força humana. 

Mas o amor de Deus-Parens por nós seus queridos filhos é muito grande. Eu penso que o fato de Shuji ter feito inúmeras coisas para que a Oyassama não tivesse que passar por sacrifícios, fez com que a alma dele voltasse a este mundo para se tornar o segundo Shimbashira. 

Mas o mais importante desta Grande cerimônia do dia de hoje é relembrar e agradecer a Oyassama e aos precursores que passaram por inúmeras dificuldades, que nem imaginaríamos, é que existe o caminho de hoje. 

E não esquecer que a Oyassama dedicou longos 50 anos de sua vida para nos fazer entender que o Serviço Sagrado é a rememoração da criação dos homens, sendo assim, praticando, estamos renascendo em vida, nos livrando de toda a má predestinação para que possamos alcançar a vida plena de alegria e felicidade. 


Muito obrigado 

José katsumi Ishii


Neste mês teremos o Gakuseikai; o Encontro infantojuvenil, o Tsudoi; o Shuyokai, e no mês de fevereiro o Curso de doutrina. Vamos o quanto antes realizar os cursos para sempre elevarmos a nossa evolução espiritual.


Regresso a Jiba do Condutor da Igreja Tsu Suzano e esposa

Regresso a Jiba do Condutor da Igreja Tsu Suzano e esposa


Visita a Igreja superior


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

INFORMATIVO Nº 273 - DEZEMBRO DE 2025

 

Curso para mestres do caminho realizado em Jiba


Estamos chegando a mais um final de ano. 


Graças as providencias de Deus-Parens e Oyassama, durante estes três anos, mil dias, tivemos diversas orientações para evoluir nesta época oportuna, que está se encerrando no dia 26 de janeiro.

Não deixemos escapar nenhum momento oportuno concedido a nós para que não haja arrependimento posterior. 


De agora em diante, não deverão nunca deixar de se amparar em Tsukihi, seja em que for. XI-37

Qualquer coisa que façam, se estiverem amparados em Tsukihi, não haverá perigo. XI-38

O arrependimento posterior veio por não saberem de tão excelente curso do caminho. XI-39


Agradeço de coração toda a dedicação de todos durante todo este ano.

Muito obrigado.


José Katsumi Ishii


Nossa terra parental - Jiba 

Curso para mestres do caminho em Jiba


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

INFORMATIVO Nº 272 - NOVEMBRO DE 2025

 

Visita do Daikyokaityo a Igreja Tsu Hakuryu

Palestra da Cerimônia Mensal de novembro da Igreja Tsu Hakuryu 


Bom dia a todos. 

Expresso o meu agradecimento a todos por estarem passando o dia a dia com o coração transbordante de alegria e vivendo conforme o desejo de Oyassama. E também agradeço de coração pelos esforços que cada um tem feito para elevar os seus espíritos e pelos sinceros serviços dedicados às atividades de Deus, neste último ano do período de dedicação rumo a celebração dos 140 anos de ocultamento físico de Oyassama. 

Acabamos de realizar todos juntos, com alegria e entusiasmo, o Serviço Mensal de novembro. 

Os meus sinceros cumprimentos pela magnífica realização.


Esta é a visita doutrinária do terceiro ano de dedicação frente à celebração dos 140 anos de ocultamento fisico de Oyassama, promovida pela Igreja Mor. 

Fico muito feliz por ter a oportunidade de reencontrar a todos novamente neste ano.

Estamos na fase final dos três anos, mil dias da celebração do decenário de Oyassama e gostaria de compartilhar alguns pensamentos e reflexões sobre este momento. 

Conto com a atenção de todos.


Neste último ano de dedicação rumo ao decenário de Oyassama, acredito que todos, desde o início do ano, vieram se dedicando com foco e espírito renovado na maturação espiritual. Por outro lado, acredito que muitos também refletem e se perguntam: “Nesta reta final, como devo agir para concluir esta última etapa?”

Shimbashira-sama publicou a Instrução 4 para o período de dedicação à celebração dos 140 anos de ocultamento físico de Oyassama, orientando que todos os yoboku e fiéis devem unir seus corações, avançar em sua maturação espiritual e alegrar a Oyassama, eternamente viva.

Assim, aceitando sinceramente o que nos foi ensinado, viemos dedicando com entusiasmo a maturação espiritual, esforçando-nos nas atividades do decenário de Oyassama.

Agora, restam pouco mais de dois meses para o final dos três anos, mil dias. Ano que vem, entraremos no ano da celebração do decenário e, neste momento crucial, acredito ser fundamental voltarmos às origens da fé e buscarmos seguir corretamente e sem falhas a vida modelo deixada por Oyassama. Isso nos permitirá avançar com maior rapidez na maturação espiritual e colher resultados valiosos e gratificantes.

Para isso, devemos aceitar com humildade todos os acontecimentos como manifestações e orientações de Oyassama, refletir profundamente sobre os significados contidos em tudo o que acontece e agradecer sinceramente pela proteção contínua que nos conduziu em harmonia até este momento. Assim, ao observarmos nossos passos na fé, nesta caminhada de dedicação, à luz da vida-modelo de Oyassama, mesmo que algumas orientações divinas nos pareçam difíceis ou inconvenientes, devemos aceitá-las como expressões do amor maternal de Oyassama, destinado a nos conduzir à maturação espiritual, e colocá-las em prática com sinceridade.

Então, agora é o momento de considerar cuidadosamente em nosso coração, como podemos refletir sobre o que foi alcançado até agora, para que possamos atingir a maturação espiritual a tempo para entrar no ano novo para a celebração do decenário da Oyassama com alegria e emoção.


No Mikagura-uta (Hinos Sagrados), temos:

Haja o que houver, doravante, seguirei unicamente amparado em Deus. (Hino III-7)


“Haja o que houver” significa “diante de qualquer situação”.

“Unicamente” indica que devemos seguir de forma sem desvios e com sinceridade em direção a Oyassama.

Portanto, “Haja o que houver, doravante, seguirei unicamente” significa que: Devemos abandonar a ambição, o orgulho e o pensamento mundano e, trilhar, com sinceridade, o caminho único que a Oyassama nos ensinou.

O coração humano, por natureza, tende a desejar resultados imediatos. Por isso, muitas vezes buscamos atalhos e acabamos nos perdendo, sem saber ao certo para onde estamos indo. O que precisamos é tomar uma decisão firme e inabalável de trilhar o caminho da salvação, confiando inteiramente na orientação de Oyassama.


Agora, o que significa “amparado em Deus.”?

Vamos tomar como exemplo uma cadeira que usamos no nosso dia a dia.

As cadeiras com encosto são mais confortáveis, pois nos permitem relaxar o corpo.

Mas, se pensarmos: “Será que esse encosto vai aguentar o meu peso?”, acabamos ficando tensos e deixamos de nos apoiar nele. Como resultado, o corpo fica mais cansado devido à tensão. Ou seja, quando nos sentamos em uma cadeira com encosto, confiamos que ele irá nos sustentar, e é por isso que conseguimos relaxar e nos apoiar com tranquilidade. E como aplicamos essa ideia à nossa fé?

O espírito “amparado em Deus” exige uma fé plena, na qual possamos entregar nosso corpo e espírito a Deus sem medo, pois, sem essa confiança total, não conseguimos verdadeiramente “nos amparar em Deus”.

Ou seja, só conseguimos compreender a verdadeira essência da fé no Caminho quando acreditamos incondicionalmente que Deus-Parens é o Deus Original e Verdadeiro e colocamos em prática os ensinamentos de Oyassama. Cada pessoa precisa experimentar por si mesma para compreender plenamente.

Portanto, “seguir amparado em Deus” significa, não nos desviarmos por caminhos perigosos ou difíceis ao confiarmos excessivamente em nós mesmos ou nos costumes sociais. Devemos, independentemente do que aconteça, acreditar plenamente nas palavras de Oyassama, firmar o espírito na dedicação única e confiar inteiramente em Deus-Parens e Oyassama, apoiando-nos em suas orientações. Pois trilhar esse caminho de dedicação sincera à salvação é o meio pelo qual devemos buscar a Vida Plena de Alegria.

Ou seja, entendo que este verso mostra que, para nós, seguidores do Caminho, o ponto de partida e a primeira condição da fé é a firme e inabalável determinação de trilhar sinceramente o caminho da maturidade espiritual, conforme o desejo de Deus-Parens e Oyassama.


Mudando de assunto, gostaria de falar sobre um jovem que está atualmente se dedicando na Igreja Mor.

Este jovem tem a idade na faixa dos vinte e poucos anos, nasceu e cresceu dentro de uma  igreja, e possui uma fé fervorosa herdada de seus pais. Ele veio à Igreja Mor no início do período de três anos, mil dias rumo ao 140º aniversário do ocultamento físico de Oyassama e, desde o começo, se dedicou intensamente ao Hinokishin.

No entanto, cerca de seis meses após sua chegada à Igreja, ele começou a sentir dores nas costas, que pioraram a ponto de não conseguir ficar sentado, então aconselhamos a consultar um médico. O diagnóstico revelou uma fissura na parte inferior da coluna, e o médico disse que se tratava de uma fratura por estresse, e que levaria cerca de dois meses para se recuperar.

Ao ouvir esse relato por ele, fiquei pensando nas atividades que ele realizava na igreja. Desde que chegou à igreja, ele tem participado dos Serviços matinais e vespertinos, limpeza dos santuários e recinto de reverência, e arrancando ervas daninhas. Por isso achei estranho o fato de ter sofrido uma fratura por estresse, pois não eram trabalhos pesados. Então refleti que talvez Oyassama estivesse ensinando os fundamentos da fé através das dores nas costas dele, e falei com ele sobre o ensinamento do “Corpo emprestado e tomado emprestado”, destacando a importância de agradecer pela proteção divina e viver com consciência de apoiar se sempre em Deus. A partir daí ele passou a tomar cuidado para não sobrecarregar a lombar e continuou com o hinokishin, sendo gradualmente aliviado da dor, até receber a bênção da cura em cerca de um mês.

No seu segundo ano, mais ou menos na primavera, ele começou a sentir fortes dores abdominais, a ponto de não conseguir mais suportar. Foi imediatamente ao hospital, onde ficou internado por três dias. Graças a Deus, a dor passou e ele recebeu alta. O médico disse que não havia nenhum agente patogênico específico como causa, e que provavelmente o motivo seria um forte estresse.

Naquela ocasião também, falei com ele sobre a importância de agradecer pela dádiva do “Corpo emprestado e tomado emprestado” e de viver confiando na proteção divina, interpretando isso como uma orientação da Oyassama para amadurecermos espiritualmente neste segundo ano que antecede o decenário. Parece que, nessa época, quando houve este problema, ele estava com dificuldades de relacionamento com outros seguidores do Caminho. Mas, através dessa experiência, da dor abdominal, ele passou a reconhecer seus maus hábitos e temperamentos, aprendendo o significado da cooperação, e de como se esforçar para isso.

Agora, neste ano, no início da primavera, ele estava na cozinha do alojamento da Igreja quando, de repente, perdeu a consciência e caiu. Felizmente, ele não bateu a cabeça na quina da bancada e caiu no chão. Como havia pessoas por perto, foi rapidamente levado ao salão ao lado, onde recebeu o Sazuke, e logo recobrou a consciência. Depois de descansar um pouco, ele veio até mim para relatar o ocorrido.

Ao ouvir sobre o ocorrido, disse a ele que, graças ao hinokishin que vinha realizando na Igreja, um grande problena foi transformado em um pequeno. Também expliquei que, como este é o último ano do período de três anos, mil dias rumo ao decenário de Oyassama, é importante refletir profundamente sobre o momento e continuar confiando na proteção divina. No entanto, como poderia haver algum problema físico, recomendei que fosse ao hospital para se certificar.

Depois que voltou do hospital, contou que não foi detectado nenhum problema. Embora a causa não tenha sido identificada, foi considerado que estava tudo bem, o que trouxe alívio e gratidão pela proteção recebida.

Na minha interpretação, ao invés dele se preocupar ou se sentir ansioso com o fato de ter enfrentado uma enfermidade a cada ano, acredito que cada vez que lhe foi mostrado os sinais em seu corpo, se tornou uma pessoa que desenvolveu em si, o desejo de avançar mesmo que um pouco, em amadurecer e melhorar o seu espírito.

Ao refletir sobre o progresso ocorrido ao longo dos três anos, percebe-se que essa pessoa, ao receber pequenos sinais em sua vida a cada ano, foi gradualmente aumentando seu sentimento de gratidão pelo princípio da "coisa emprestada e tomada emprestada". Além disso, ao considerar o significado da orientação de Oyassama nas coisas que acontecem, ele se dedicou em aprimorar o espírito para alcançar a maturidade espiritual. E a cada ano, seu desejo de amadurecer espiritualmente se intensificou, demonstrando uma crescente vontade de se empenhar ainda mais no serviço de Deus. Isso parece ser uma forma de proteção maravilhosa e verdadeiramente abençoada, algo que não pode ser realizado apenas com a sabedoria ou força humana.


Todas as dificuldades que passamos na nossa vida, resultam em excelentes providências que nos são mostradas em tudo o que acontece à nossa volta. E isso abre caminho para uma excelente evolução espiritual. Isso tudo nos mostra um resultado que tem muito peso, o que é muito gratificante nesta época oportuna do decenário de Oyassama. 

E tenho a certeza de que esses frutos maravilhosos que se manifestam visivelmente neste mundo é o que faz valer a pena de estar seguindo esta fé.


Bem, desde que entramos nas atividades decenárias dos três anos, mil dias, visando os 140 anos do ocultamento físico de Oyasama, ano após ano temos desejado sinceramente alegrar Oyassama eternamente viva. Temos nos dedicado com afinco ao Serviço da Salvação, buscando a evolução espiritual do nosso espírito. E neste ano, como ápice de nossos esforços e conclusão desse período oportuno, no dia da Grande Cerimônia de Outono em Oyassato, realizamos a Caravana de Regresso a Jiba do Grupo TENRYU-KO, de forma muito animada com muitos participantes.  Foi realmente uma gratidão imensurável. 

O propósito deste regresso a Jiba é retribuir o grande amor de Oyassama, que transmitiu o último ensinamento para a salvação do mundo e além disso mostrou pessoalmente o modelo a ser seguido, trilhando um caminho de dificuldades e sacrificios por 50 anos.

Ao mesmo tempo, também estamos realizando este Serviço por um sentimento de gratidão às almas de nossos antepassados e mestres deste caminho que, desde que ingressaram neste caminho, dedicaram suas vidas a salvar o próximo com extraordinária determinação.

A " TENRYU-KO", é uma sociedade fundada pelo reverendo Narazo Hirano (mais tarde primeiro condutor da Igreja Mor Koriyama), e o nome TENRYU-KO foi dado pelo primeiro Shimbashira. O reverendo Hirano vivia no mundo dos yakuza, mas no ano novo de 1886, sofreu um grave incidente em que parou de respirar de repente, e foi milagrosamente salvo. Então buscou a origem dessa salvação e foi a Jiba para expressar sua gratidão. Durante cerca de dez dias em Jiba, ouviu atentamente os ensinamentos dos seguidores da Oyassamsa. Foi algo verdadeiramente impactante.

Ele passou a sentir gratidão até pela água que bebia diariamente, descobriu um novo propósito para sua vida, e compreendeu o princípio de que “salvando os outros, estará salvando a si mesmo”, um modo de viver completamente oposto à sua antiga forma de pensar e viver, e o reverendo Hirano arrependeu-se do fundo do seu coração. Assim, o primeiro condutor da Igreja Kōriyama, renascido em corpo e espírito, começou a trilhar o caminho da dedicação sincera à Salvação.

A força e o impulso do primeiro condutor da Igreja, comparados a um dragão que sobe aos céus, tornaram-se a origem do crescimento e da expansão do caminho da TENRYU-KO. Esse espírito de fé do primeiro condutor, é justamente o espírito que todos nós seguidores do caminho da TENRYU-KO, devemos possuir também.

Para que todos nós possamos celebrar o decenário de Oyassama sem nenhum contratempo, vamos aprender e aprofundar ainda mais o coração do primeiro condutor Hirano. E acredito que isso servirá como base para nossa futura evolução espiritual.


Atualmente, sem afrouxar o coração até o dia da cerimônia do Ocultamento Físico de Oyassama, estou trabalhando animadamente na conclusão da minha evolução espiritual. Além disso, espero sinceramente que todos possamos receber o ano novo e celebrar o 140º do ocultamento fisico de Oyassama com saúde total. 

Para isso, com um coração cheio de alegria e gratidão por podermos seguir este maravilhoso caminho da fé, com o pensamento de "Seja o que for”, vamos juntos com o coração unido, concluir firmemente a nossa evolução espiritual. Com esse pedido encerro minhas palavras.

Muito obrigado pela atenção.



Visita de doutrinação em Tsu Suzano

Visita de doutrinação

Primeira reverência de Alice Yui Ogawa

Divulgação em Guararema

Divulgação em Guararema

Divulgação em Salesópolis Remédios


sábado, 13 de setembro de 2025

INFORMATIVO Nº 271 - AGOSTO DE 2025

Palestra do Fiel Ricardo Massayuki Ishii na cerimônia de Agosto de 2025


Uma vez tive que apresentar uma tese sobre algum ensinamentos da Tenrikyo. Na época queria falar algo relacionado a alegrar as pessoas. E lembro que um dos professores sugeriu falar sobre “Vida Plena de Alegria” ou “Trabalho”.

Achei interessante o tema “Trabalho” porque lembrei de uma frase da Oyassama que diz “働くというのは、はたはたの者を楽にするから、はたらくと言うのや”. Oyassama deve ter sido uma pessoa muito engraçada por sempre fazer trocadilhos em japonês. A frase traduzindo seria tipo “Se diz trabalho por que trabalhar é confortar os outros”.

Desde antigamente eu gosto de fazer as pessoas rirem com as coisas que falo e faço. Mas e quando estou desanimado, como faço para alegrar as pessoas? A partir dessa dúvida comecei a procurar respostas com relação ao tema que escolhi na época. Sigam a minha linha de raciocínio.

Eu vivo com tanta naturalidade o mundo que não percebo o fato da água cair do céu, de ter o calor do sol, de ter a quantidade ideal de oxigênio no ar ou dos frutos brotarem do chão. E o motivo de não precisar me preocupar com esse detalhe é porque Deus está trabalhando nessa parte. O mais interessante é que o trabalho de Deus não se limita só na natureza, mas também no corpo humano.

Falando em obviedade vocês conseguem ler isso?

TRÊS, 3, III, 三, A,   人

Esse kanji (人) significa Pessoa. E esse kanji (動) significa Movimentar. Juntando os dois ela forma o kanji Trabalho (働). Eu gosto de pensar que uma pessoa que consegue se mover é uma pessoa que consegue trabalhar. E o fato de movimentarmos o corpo é por existir o trabalho de Deus que usa as providências divinas como ferramenta. Como para manter os olhos lubrificados quando piscamos, a manter a temperatura corporal na medida quando suamos, a filtrar o ar que respiramos pelo nariz e vários outros.

Nós costumamos pensar que conseguimos fazer tudo sozinho, mas se não houver o trabalho de Deus, não teríamos o mundo funcionando normalmente, e consequentemente nós humanos estaríamos ferrados.

Esse espírito de cooperação também está em coisas simples do nosso dia a dia. Se eu tenho fome, eu posso cozinhar algo, mas se não tiver tempo para isso posso ir a um restaurante. O garçom anota meu pedido, passa para o cozinheiro, o cozinheiro pega os legumes que foi carregado pelos caminhoneiros, colhido pelos agricultores… Se voltarmos no cenário do restaurante estamos comendo com talheres produzido em fábrica com mão de obra dos operários, estamos sentados em cadeira que foi construído por marceneiros e estamos vestindo uma roupa costurada pelos costureiros. Cada coisa que usamos ou comemos carrega o esforço de muitos. Por isso, trabalhar é aliviar o peso da vida de alguém, seja de forma direta ou indireta. Os japoneses até brincam falando como se o kanji de 人 fossem 2 pessoas se apoiando.

Na tenrikyo não se diz que trabalhamos somente para nós mesmos, mas que trabalhamos pelo bem do outro. Como Oyassama disse: “Trabalhar é facilitar para o próximo”, fazer a boa para o outro não só com serviço profissional como espiritual. Com palavras de conforto como diz nos hinos sagrados: “Dizer uma palavra é hinokishin”

Ou com orações como ossazuke e otsutome, como diz no ofudessaki:

“Apressem diariamente o serviço, assim estarão livres de todo e qualquer infortúnio.” (10-19)”

“Quão grave e difícil seja a doença, todos serão salvos com dedicação única ao Serviço.” (10-20)

“Se Tsukihi aceitar ao menos o espírito sincero, assegurará toda e qualquer salvação.” (8-45)

Na Indicação Divina diz “Se houver sinceridade, haverá a verdade. Não sabem o que significa a verdade. A verdade é o fogo, água e o ar.”. Particularmente interpreto como “Se for com sinceridade não tem erro, a proteção é garantida”

Eu gosto de pensar que na frase “Poder trabalhar é poder aliviar os outros”, “Poder trabalhar é poder confortar os outros” a palavra alívio/ conforto é escrito com kanji de 楽, e com esse mesmo kanji podemos escrever 楽しい que significa alegria. Então, se a gente se esforça pra aliviar os outros, a alegria também nos alcança. Como diz a famigerada frase “Salvando os outros estará salvando a si mesmo”.

Acredito que o que mais atrapalha isso a fluir bem são as poeiras espirituais. Em específico a Mesquinhez e a Ambição.

“Mesquinhez é deixar de fazer algo espiritual ou físico mesmo podendo. É deixar de fazer pelas pessoas, pelo mundo ou pela fé. É fazer o trabalho fácil e deixar o difícil para os outros.”

“Ambição é querer ter mais do que os outros. Querer ter o máximo que conseguir e tramar em lucrar de forma exagerada”.

Trabalhar também é lucrar. Porém, mesmo existindo pessoas que gostem de trabalhar, elas não acumulam poeiras dependendo do seu espírito. No Episódios de Vida de Oyassama número 111 “Ser acordado de manhã” Oyassama diz “Trabalhar um pouco mais após ter trabalhado, não é ambição, é o verdadeiro trabalho.” E claro que isso não significa trabalhar até se esgotar, ou ignorar os próprios limites. Significa ter um espírito voluntário, que escolhe ajudar um pouco mais. Não por obrigação, mas por amor ao próximo, ou seja, o espírito de querer trabalhar um pouco mais pelo outro, é o verdadeiro trabalho onde a razão alcança o céu. 

Na sociedade cada pessoa tem suas habilidades e dificuldades. Quando eu não posso fazer algo, alguém me ajuda. Quando o outro não pode, eu ajudo. Aí volto à minha dúvida inicial. Como animar as pessoas quando estou desanimado? Salvar os outros para salvar a si mesmo? Posso ME FORÇAR a ficar alegre para alegrar os outros, já que tenho saúde oferecida por Deus? Ou por ter a saúde oferecida por Deus que posso me ESFORÇAR em ficar alegre para alegrar os outros? Chega a ser parecido com o paradoxo de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? O que vem primeiro? A ajuda entre humanos que alegra Deus? Ou o trabalho de Deus em me dar força pra poder ajudar alguém?

Gosto de pensar que a vida plena de alegria e felicidade seja como uma camiseta. Se olharmos de perto vemos que as linhas se cruzam. Eu enxergo a ajuda mútua entre humanos na Terra como linhas horizontais, enquanto as virtudes que recebemos de Deus como linhas verticais. Talvez a verdadeira alegria da vida esteja nessa costura: a linha divina que nos sustenta por dentro, e a linha humana que se estende em cada um de nós. A vida plena de alegria não é um destino, é uma costura diária, feita a muitas mãos, tanto nossas quanto de Deus. Afinal, não se tece uma camiseta com linhas em um sentido só.

Minha palestra foi baseada numa tese que apresentei em 2019. Eu só falei coisas óbvias, mas às vezes o que é óbvio é justamente o que a gente mais esquece de colocar em prática. E sou eu dizendo, então não precisam acreditar se quiser. Obrigado por me ouvirem e assim finalizo minha palestra. Quem gostou bate 4 palmas.


Praticando a divulgação da nossa doutrina

Comemorando o aniversário de 88 Anos do condutor Massaru Ishii

Praticando a divulgação da nossa doutrina


Relato da Fiel Daniela Oshiro sobre o Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

Daniele Oshiro - Relato de Experiência

 

Vim aqui contar um pouco da minha experiência, das coisas que foram acontecendo, e como foi essa experiência para mim.

Antes de viajar para o Japão (Jiba) eu passei mal, e não estava me sentindo muito bem. Então comecei a pensar e a refletir que, parece que Deus está querendo me dizer alguma coisa, que eu tenho que pensar nas minhas atitudes e refletir o caminho que eu estou seguindo.

E aí, na mesma hora comecei a pensar e  quando eu cheguei no Japão em Jiba, a minha visão mudou. Eu fui com um pensamento diferente, de querer me redimir das minhas ações que eu estava fazendo, e pensar nas consequências das coisas que eu estava fazendo.

E quando cheguei em Jiba, realmente lá é muito diferente. As pessoas são diferentes, a cultura também, é tudo diferente.

Mas, mesmo sendo tudo diferente daqui do Brasil, a gente se sente como se fosse bem-vindo. Todo mundo é muito respeitoso, educado e, todos um sempre querendo ajudar o outro. Então no Japão, em Jiba, a gente sente que aquele lugar realmente é como se fosse a nossa casa, que a gente sente segurança por mais que a gente esteja num outro país, que não fala a língua direito.

Mesmo assim consegui me sentir muito bem e confortável. No seminario aprendi bastante coisa que eu não compreendia muito bem. Tipo uma coisa que eu não conseguia realmente entender era o “salvando os outros estará salvando a você” eu pensava na minha cabeça que é uma coisa da igreja, que é um pensamento, que eu não conseguia compreender claramente.

E quando eu estava no seminario eu aprendi bastante coisa, e a gente ajudando o outro, salvando o outro, o sentimento que fica de ajudar o outro faz a gente se sentir, assim, feliz pelo outro.  Não feliz pela gente, mas feliz que a gente ajudou o outro, e esse sentimento, ele é um sentimento que a nossa alma, parece que ela limpa de uma forma muito, não sei explicar mas é um sentimento que limpa. Para mim limpou muita coisa. Deixa as coisas muito mais claras. Então, por isso que eu acho que salvando o outro você está salvando a si mesmo. Porque os sentimentos que ficam é muito bom. 

E no tempo que eu estava no seminário e no Japão conheci melhor as pessoas que estavam à minha volta, e aprendi muita coisa com elas. Eu percebi que cada coisinha que acontece na nossa vida, qualquer coisa que por mais simples que seja, a gente tem que agradecer o outro. 

A gente teve muita atividade, muita palestra e relatos dos professores.  Num certo dia, de repente um dos nossos colegas estava com dor de garganta e, não estava conseguindo nem beber água, e estava tossindo bastante. Então, conseguir beber água, sentir o gosto da água é uma coisa que a gente precisa agradecer por mais simples que seja. Conseguir se alimentar, ir no banheiro também são coisas simples, mas a gente tem que agradecer bastante. Isso é uma coisa que ficou bastante claro no seminario.

E também é a oportunidade de regressar a Jiba e receber o Sazuke, junto com sua família, com seus amigos é uma oportunidade que poucos têm, então eu estou muito grata por isso também. Porque é uma coisa muito gratificante, e finalmente receber o Sazuke junto com pessoas que você ama, confia e se sente bem. 

É muita gratidão.

Muito obrigada.

Relato da Fiel Nicole Ishii do Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

 

Nicole Ishii - Relato de Experiência


Bom dia a todos. Eu queria começar agradecendo, por esta oportunidade. Eu estou muito grata por tudo ter corrido muito bem. Principalmente a Deus-Parens, a Oyassama que estão sempre guiando a gente. E também ao Kaityo san, né? A gente, participar nós 3 juntas foi uma experiência, muito importante pra minha vida. E agradecer aos meus pais também que se esforçaram muito para que tudo corresse bem. Aos amigos, os tios,  que ajudaram muito nesse processo. 

E falando sobre a sensação de chegar em Jiba, é realmente uma sensação de TADAIMA (voltei), regressei. Nossa! É muito, muito feliz, é muito confortante. Eu até chorei no primeiro Otsutome (Serviço Sagrado), e no segundo também. É assim, uma sensação muito, muito louca, sabe? É quente, mas muito confortável mesmo. 

E o seminário foi assim top vivência que eu já tive. É porque como a gente está em Jiba, perto de Deus, parece mais ainda que tudo o que acontece são indicações de Deus. É Deus tentando falar alguma coisa pra gente. Nossa! A gente teve muitas experiências legais, fizemos muitas amizades, conhecemos pessoas incríveis. A gente teve a oportunidade de conhecer o caminho deles e eu tenho certeza que eu vou guardar no meu coração pra sempre, com muito amor. 

E uma coisa que eu percebi durante o seminario é que, não só eu mas muitas pessoas, a gente estava se sentindo que não era digno de receber tal graça assim, tipo, foi numa reflexão, a Tomomi disse que quando ela ia receber o Sazuke, ela sentia que ainda tinha poeiras, pensava tipo “será que eu tenho esse merecimento para receber?”. Mas, aí percebi que eu não estava sozinha, pois eu estava muito insegura. Porque a gente sempre tem poeiras. Mas percebi que o que importa é que a gente precisa ter o espírito sincero.  É isso é o que importa, porque com isso a gente vai purificando o nosso espírito. E agir sempre voltado a intenção de Deus-Parens. Sempre com o sentimento de gratidão.

Tinha uma outra atividade no seminário que tinha que escrever uma coisa que marcou bastante. Nas preleções do Besseki, eu não lembro exatamente como era a citação, mas era a parte que falava que, a intenção de Deus é que a gente se torne pessoas realmente admiráveis. Então isso confortou muito o meu coração, e por isso, a partir de agora eu quero me dedicar na minha evolução espiritual.  E uma coisa que falaram também no seminário é que a Tenrikyo, a sensei falou, a Tenrikyo para ela era a dedicação filial aos nossos pais espirituais. Eu gostei muito dessa visão porque eu também acho, eu concordo com isso. E não só a dedicação filial aos nossos pais espirituais, mas também aos pais. Que estão sempre esperando muito da gente, e a todos do mundo que a gente cruza em nosso caminho. Estou muito ansiosa para ministrar o Sazuke. 

E é  isso. 

Muito obrigada.



Relato da Fiel Kaori Teramoto sobre o Regresso a Jiba no Seminário de Oyassato

 

Kaori Teramoto - Relato de Experiência


Bom dia, hoje eu vim aqui compartilhar um pouquinho da minha experiência, agora como uma nova Yoboku, e também sobre o seminário que a gente acabou de participar. 

Bom, primeiro eu gostaria de falar aqui sobre o sentimento de estar em Jiba. Quando eu cheguei lá eu pensei, “Nossa eu vou ficar ansiosa, pois quando eu vou para lugares diferentes eu não consigo comer, não consigo dormir, e fico muito nervosa. Mas, chegando lá, eu estava tranquila como se eu estivesse voltando para casa. Então, não passei mal, fiquei tranquila, foi um sentimento de que estava tudo bem de eu estar ali e me sentir em casa, e não aconteceu nada de ruim. 

Eu recebi o dom do Sazuke agora, e finalmente, eu estou muito feliz de poder falar isso, e a sensação de estar lá foi assim, única. No começo eu não parava de chorar na fila, antes de entrar na sala, mas é um negócio muito rápido. Só que, acho que a sensação de você estar lá é única. É uma única vez que a gente vai receber isso (Sazuke), então acho que a gente estar lá, assim, é um outro sentimento, de sentir Oyassama tão perto da gente. Chega a ser até meio esquisito mas é um conforto no nosso coração.

E, quando eu fui a Jiba, eu senti que eu conheci quem eu sou. A tia Ako, a gente estava conversando, e ela falou que a gente tem uma linha da vida e quando a gente se torna Yoboku, a gente abre um novo caminho, como se a gente tivesse renascendo. Então, ela falou para mim que, agora a gente vai seguindo um outro caminho, o caminho certo. Como a gente virou Yoboku, então a gente tem que ir reformando o nosso coração, reformando o nosso espírito. Então acho que foi isso que eu estou aprendendo e aprendi muito em Jiba. Aprendi a me conhecer lá também.

Eu recebi tantas graças enquanto estava em Jiba. Nossa! Parecia surreal as coisas, eu participei da entrevista do Doyusha, escolheram meu texto, e tive uma oportunidade tão grande, que está no Instagram e também de ter aparecido num pedacinho do jornal. Então para mim foi muito gratificante fazer tudo isso.

E também me aproximei muito da família. Havia pessoas que nao conhecia, muita gente do Japão, da tia Ako, do Ossamu san, e também os nossos primos. Então foi uma das melhores coisas, me aproximar cada vez mais da família. A gente recebeu ajuda de tantas pessoas, de inúmeras pessoas. A gente conheceu novas pessoas que fizeram favores assim, absurdos para a gente. Então a gratidão que eu tenho por cada uma destas pessoas que nos ajudaram muito no Japão e tanto como aqui também, é assim, enorme. Eu não sei nem o que falar. E uma coisa que eu escutei muito no Besseki, a gente escutou 9 vezes, apesar de ser cansativo a gente acaba pegando cada vez mais detalhes, principalmente quando está acabando, tipo na oitava ou nona preleção, a gente acaba pegando coisas que a gente não prestava atenção nas primeiras. E uma coisa é sobre a Oyassama eternamente viva. Antes eu não entendia muito bem o que era isso, falava, eu não consigo ver, como assim Oyassama eternamente viva. Então eu aprendi que, o que deixa ela viva é a nossa fé. 

De todos esses anos que passou, eu acho que a gente tem essa fé tão grande, que ela sempre vai estar viva. Então acho que contanto que a gente tenha esse espírito sempre forte com todos os ensinamentos que ela deixou, eu acho que isso é o mais importante, ainda mais quando a gente vai lá bem à frente dela, vem um vento assim muito forte. Parece que Ela está lá olhando, na nossa frente, cara a cara conversando com a gente. E no seminário, uma coisa que eu achei muito legal é que a gente tinha o Manabi (o Ensaio do Serviço Sagrado), a gente participou deste Manabi, e a gente faz na frente dela para ela poder ver nossos movimentos, se a gente está fazendo tudo certinho. Isso eu não sabia, e eu achei muito bonito, e da primeira vez que a gente fez eu até chorei, porque eu acho incrível toda a história dela, de que ela começou o caminho sozinha e hoje tem tudo isso de pessoas e lá em Jiba junta tanta gente de tantos países. Acho que é muito legal ver isso. Tudo isso que ela conseguiu juntar, tudo isso que ela criou. 

E outra coisa que eu gostei bastante foi do Besseki, eu não sei explicar direito mas, falou assim, “O tempo de chuva e de sol não é a Oyassama que escolhe,  isso quem define é Deus-Parens (Oyagamissama) que faz chover ou fazer sol. E isso tudo depende do nosso coração, e quem vê isso é a Oyassama. E eu achei muito legal, que a Oyassama faz isso de acordo com o coração de cada um. E lá, eu quase não peguei chuva, todos os dias estavam super ensolarados, e pensei, “nossa que gratificante”. A gente consegue aproveitar tanto, a gente consegue se divertir tanto, com o tempo tão bom, apesar do calorzão a gente conseguiu se divertir muito. Queria agradecer a todas as pessoas que nos ajudaram, a todas as pessoas que desejaram uma boa viagem, que falaram parabéns para a gente também. E eu espero conseguir algum dia, cada vez mais, passar os ensinamentos de Oyassama para todo mundo.

Muito obrigada.