A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

terça-feira, 12 de maio de 2026

INFORMATIVO Nº 277 - ABRIL DE 2026 PARTE 1

 



Palestra de Akie Oshiro.

Bom dia.

O Kaityo san me pediu para eu fazer uma palestra, então hoje gostaria de comentar sobre este livro. Ele se chama “Tudo sobre amor, novas perspectivas”, e ele fala basicamente sobre amor. E é sobre isso que eu queria falar hoje, pois acho que, principalmente no momento que a gente está vivendo hoje, na sociedade, no mundo, é um tema que é muito importante a ser falado.

Falando sobre amor, esse livro fala em como a gente tem uma sociedade baseada no amor. E ela define o que é amor, e vai explicando em vários temas, em vários capítulos sobre como o amor pode ser visto. Não só o amor romântico, mas todos os tipos de amor que existe.

E aí o primeiro capítulo é, Definindo o que é o amor.

A autora cita outra pessoa, dizendo, “Reverberando o trabalho de  Erich Fromm,  ele define um amor com uma vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual, ou de outra pessoa.” E aí eu achei esse trecho muito interessante, porque quando a gente pensa no amor, muitas vezes as pessoas pensam no amor romântico, daqueles filmes de água e sal, da sessão da tarde, que você vai encontrar o amor perfeito. E eu achei muito interessante essa situação dele, porque fala sobre a vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual e o de outras pessoas também.  Então ele não coloca o amor romântico como um tópico. Ele ia falar sobre o próprio crescimento espiritual, que nesse caso, eu interpreto também, um pouco, como o amor próprio, porque, como aquele velho ditado, se você não se ama, como você vai amar o próximo? Eu acho muito interessante como ele coloca isso em primeiro lugar, e depois as outras pessoas, e não o amor romântico, em nenhum momento ele fala sobre isso.

E aí, partindo dessa definição, a autora vai falando sobre os outros âmbitos do amor, sobre amizade, sobre o relacionamento amoroso mesmo, sobre o amor próprio, sobre o amor familiar, e como sociedade também, que é ponto que ela chega em algum momento.

E ela fala que é muito difícil definir o amor, porque através dessa definição dele, às vezes a gente pode enxergar um relacionamento que a gente tem na nossa vida e falar, “Ah, mas não tem amor nesse relacionamento!”.  Só que pode não ser a definição do amor, mas não quer dizer que não tenha carinho. Enfim , ela fala que às vezes é muito duro a gente perceber que, em certos relacionamentos da nossa vida não tem esse amor que ela define. Que é promover o nosso crescimento pessoal e o da outra pessoa, porque isso que é a definição do amor para ela.

E quando a gente se depara com uma coisa que a gente acreditou a nossa vida inteira ser verdade, a gente fala, “Meu Deus do céu, mas isso aqui é muito difícil de aceitar, isso aqui é muito pesado. E pensar, “Nossa, mas não tinha amor nessa relação”? Mas eu acho que não é uma questão de não ter amor, pode não ter o amor definido por ela, que é uma coisa que ela fala, que as pessoas não sabem amar, e nem receber amor.

E ela fala também que o amor é uma ação, que não é apenas um sentimento, é um conjunto de coisas. Ela fala que é uma questão de honestidade, de pensar, como neste trecho, “Começar por sempre pensar no amor como uma ação, em vez de um sentimento, é uma forma de fazer com que qualquer um que use a palavra dessa maneira automaticamente assuma responsabilidade e comprometimento. Somos com frequência ensinados que não temos controle sobre nossos sentimentos, contudo, a maioria de nós aceita que escolhemos nossas ações, que a intenção e o desejo influencia o que fazemos.”

Então é isso. É essa questão de você definir o amor como uma ação e não como sentimento. Porque a gente tem essa questão, do tipo, “Ai, mas eu não consigo controlar o que eu sinto”. Ok, você às vezes não consegue controlar o que você sente, mas você consegue controlar como você vai reagir àquilo. Então, o amor como uma ação é uma coisa que você consegue controlar, uma coisa que você consegue falar tipo, “Eu estou te amando, eu estou fazendo isso”. E eu acho que isso é uma coisa importante também.

E passando para os outros capítulos, ela fala sobre a honestidade. A honestidade também é uma coisa muito importante, para ela, nesse conceito de amor. A criança é muito inocente e sincera e, por exemplo, numa situação social a criança fala alguma coisa, e falam para ela, “não é para falar isso”. E nesse contexto, a gente vai acabando meio que, aprendendo a suavizar a verdade, ou então até mentindo, para passar por aquela situação. E ela fala que desde pequeno a gente é condicionado, a meio que querer agradar os outros. Eu acho que não está errada, às vezes a gente tem que mentir para sobreviver. Eu acho que tem isso também.  E não que seja certo, mas às vezes se faz necessário.  E ela fala que as pessoas não estão preparadas para a verdade. E como a gente está tão condicionada a isso, tanto a falar e a ouvir as coisas mais suavizadas, que a gente não consegue lidar com a verdade .

E quando chega uma pessoa que fala a verdade na sua cara, a gente fica tipo, “Nossa. Calma lá, que pessoa grossa!”. Mas às vezes é também a gente treinar o nosso ouvido, a ouvir, coisas que a gente talvez não queira. É difícil, mas claro que tudo tem um jeito de falar e tudo tem jeito de ouvir.

E ela fala também que a gente aprende a mentir como uma maneira de evitar se ferir e de ferir os outros.

E resumindo ela fala que é muito importante a honestidade para o amor, como o amor na sociedade, porque a gente vive em sociedade. Ela fala sobre amor próprio, que é uma coisa muito importante também. E esse amor próprio eu acho que não vem da questão de ser egoísta, mas eu acho que é mais da gente se aceitar e da gente entender os nossos limites. Eu acho que o amor próprio também vem muito do autoconhecimento, e o autoconhecimento, é uma coisa muito importante na vida, porque às vezes tem gente falando, “Você é aquilo, ou você não é aquilo, você não é o suficiente, você não sei o que lá. Mas se você sabe quem você é, tudo o que as pessoas falam deixa de ser verdade, porque você sabe quem você é, e você sabe que aquilo que a pessoa está falando não é verdade. Então o amor próprio, eu acho que vem disso também. Você saber quem você é, saber da sua fraqueza, dos seus limites, da sua força. E usar isso para o seu bem, e para o bem dos outros.

Então, o amor próprio não uma questão de achar que eu só penso em mim, que é tudo meu. O amor próprio que eu falo é mais nesse sentido.

Quando você não se conhece, você está tão perdido em você mesmo que você não consegue enxergar o próximo. Você se conhecendo, você sabe o que é sobre você, e o que não é sobre você, e as coisas ficam mais fáceis.

  E outra coisa que eu queria falar, é que ela fala sobre “Comunidade: Comunhão Amorosa”. Que é essa questão do amor na sociedade, e como a gente pode exercer isso no nosso dia a dia. E ela fala “Todos nós nascemos neste mundo de comunidade. Raramente, talvez nunca uma criança venha ao mundo em isolamento com apenas 1 ou 2 cuidadores. Crianças vem ao mundo cercadas pelas possibilidades de comunidade, família, médicos, enfermeiros, parteiras e mesmo admiradores estranhos compõem esse campo de conexões. Umas mais íntimas que as outras. Em nossa sociedade, boa parte das discussões sobre valores familiares destacam a família nuclear contido por mãe, pai e preferencialmente um ou dois filhos.” Ela fala sobre esse núcleo familiar que são  os pais, os filhos. Que a gente foca muito amor nisso, só que ela tenta expandir essa visão para a comunidade como um todo.

E ela fala sobre a comunicação honesta entre os seus indivíduos, “A família estendida (que são os nossos tios, nossas avós e todos que compõe a família) é um bom Lugar para aprender o poder da comunidade. Contudo, ela só pode se tornar uma comunidade se houver comunicação honesta entre os seus indivíduos. Famílias estendidas disfuncionais, assim como as unidades menores das famílias nucleares, costumam ser caracterizadas por terem uma comunicação turva.” E aí entra a parte da honestidade que eu falei. Às vezes, essa comunicação fica perdida ou então a gente entende uma coisa que na verdade não é. Por isso que a honestidade nesses casos é tão importante. E por isso que ela define o amor também, porque fica claro quando a gente sabe das coisas claramente, é muito difícil a gente distorcer aquilo, e as pessoas entenderem errado, porque está definido. É uma coisa muito clara.

E às vezes é sobre isso que faz falta também na comunicação. Uma comunicação clara em que todo mundo entenda e todo mundo se escute. Ela fala sobre essa comunidade que começa na família, a nossa família nuclear, para a nossa família estendida, que é o nosso primeiro contato em comunidade, aonde a gente vai aprender o que é certo, o que é errado, o que é o carinho com as outras pessoas, é onde a gente aprende tudo, é a nossa primeira escola da vida. Não que o que a gente aprende na nossa família, seja a verdade absoluta, porque cada família é de um jeito, cada um vem de algum lugar diferente, de criações diferentes, então cada família tem os seus valores. E a sociedade como um todo também deveria ter esses valores mais em consenso. Devia ter um consenso entre o que faz uma sociedade . A gente querendo ou não, tem que viver com outras pessoas e se a gente puder viver do jeito mais pacífico, não digo nem pacifico mas, mais de respeito mútuo. Pois o respeito é uma coisa muito importante. E o amor na comunidade faz você enxergar o outro como parte da sua família. Claro que às vezes é difícil porque tem pessoas que você fala, “Meu Deus!” Mas quando a gente vive em  comunidade com base no amor, a gente vê a outra pessoa que a gente não conhece, com menos medo, o estranho não é tão estranho assim, então quando a gente tem essa base firme, é como uma pirâmide, se a base está bem estruturada, todo o resto vai fazer sentido e as coisas funcionam de um jeito amoroso.

Se a gente pegar uma sociedade baseada no amor hoje em dia, eu particularmente acho muito difícil, porque teria que, na minha cabeça, acabar com tudo e começar do zero. Mas já que não dá para fazer isso, então a gente tem que começar de algum lugar. E a gente começa dentro da nossa família e vai assim estendendo para os outros lugares. Então, essa coisa de querer a sua evolução e a evolução do outro, começa consigo mesmo, dentro da família. E a gente vai expandindo para os amigos, para o trabalho, até chegar na sociedade inteira, que é o objetivo.  O que seria muito bom.

Eu tenho 25 anos. E essa galera nova que está chegando... Gente! O futuro depende da gente. Se não for a gente não tem outro que vá. Então eu acho que mesmo que pareça desesperançoso, que esteja acontecendo um milhão de coisas no mundo agora, se a gente não continuar, se a gente parar agora acabou mesmo. Parou na gente, acabou. Não tem mais quem vai fazer isso pela gente, e se a gente não passar isso para as próximas gerações, também acabou para gente.

 Então o que eu queria falar é mais ou menos isso. Que o futuro depende da gente. Querendo ou não depende da gente, e não só da gente que é novo, mas de todo mundo, tá gente? Vocês ainda estão vivos, tá todo mundo vivo aqui. E podem continuar fazendo, porque tem ainda tem muito trabalho para fazer.

 Bom, eu acho que é isso que eu queria transmitir, não sei se deu para entender o que eu falei. Eu tive muito tempo para preparar e não preparei nada. Mas eu falei do meu coração. E muitas vezes é o que importa.

Então, quem não entendeu leia esse livro, porque ele é muito bom.

Enfim, tamos aí!