A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

terça-feira, 29 de setembro de 2026

INFORMATIVO Nº 282 - SETEMBRO DE 2026

 

Palavras da fiel Miwa Ishii sobre a experiência no Seminário em Jiba


Depoimento da Fiel Miwa Ishii realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Hoje vou falar sobre minha experiência no Seminário da Tenrikyo em Jiba no Japão.

Antes de viajar, eu havia feito o Shuyokai, onde aprendi muito sobre os ensinamentos, principalmente na teoria. No Seminário, tive a oportunidade de colocá-los em prática.

Uma das coisas que mais gostei foi visitar a casa de Oyassama. Foi muito especial poder conhecer um lugar sobre o qual eu só via em livro 

Também tivemos a oportunidade de fazer divulgação. Mesmo quando a pessoa não falava a mesma língua que a gente, tentávamos dar um jeito de nos comunicar. No começo, eu achei que seria um pouco difícil, mas acabou sendo uma experiência muito boa.

E não foi só na divulgação que conheci pessoas diferentes. Durante o Seminário, conheci pessoas de vários países e fiz amizades que eu não esperava fazer. Foi muito interessante poder conversar com pessoas de culturas e pensamentos diferentes dos meus.

Nas aulas, a gente também tinha bastante contato com outras pessoas. Fazíamos atividades em grupo, conversávamos sobre nossas opiniões. Eu gostei bastante disso porque pude ouvir opiniões diferentes das minhas e comecei a enxergar algumas coisas de uma forma diferente.

Durante o Seminário, aprendi mais sobre os ensinamentos e sobre a importância de ajudar os outros, especialmente por meio do Sazuke.

Percebi a diferença entre conhecer um ensinamento e colocá-lo em prática. Por isso, o Seminário foi muito mais do que uma viagem: foi uma experiência de aprendizado, reflexão e crescimento.

Sou muito grata por essa oportunidade e espero levar tudo o que aprendi para minha vida, continuando a ajudar as pessoas ao meu redor.

Muito obrigada.


Palavras da Fiel Lissa Nakamura sobre a experiência no Seminário de Oyasato


Depoimento da Fiel Lissa Nakamura realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Bom dia. Hoje gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência durante o Seminário de Oyasato e o Besseki.

Quando surgiu a oportunidade de ir à Jiba, no Japão, junto com praticamente toda a minha família, fiquei muito feliz. No início do ano, eu olhava constantemente o calendário para acompanhar quantos dias faltavam para a viagem. Afinal, é uma oportunidade que acontece a cada dez anos e que, para mim, representa uma experiência praticamente única: poder tocar koteki em Jiba e também receber o ouro lá.

Acredito que muitas das pessoas aqui saibam como é a sensação de regressar à Jiba. É difícil explicar exatamente em palavras, mas parece que o corpo e o coração ficam mais leves. É uma sensação muito particular: sentir o calor do verão, ouvir o som das pedrinhas enquanto caminhamos em direção ao Santuário na Sede, Hombu, sentir o cheiro do tatame... São coisas simples, mas que me fazem perceber que Jiba realmente é a nossa segunda casa, como sempre ouvi desde pequena.

Antes mesmo de viajar para Jiba, no Japão, já estava decidido que eu faria o Seminário de Oyasato e o Besseki. E, como planejado, eu e a Miwa, mesmo passando por alguns pequenos perrengues durante o caminho, conseguimos assistir a todas as preleções e cumprir tudo dentro do tempo necessário para o Seminário.

Durante o curso, uma das coisas que mais me marcou, além das risadas e das novas amizades que levarei para o coração, foi poder conhecer pessoalmente e enxergar de verdade parte da história que sempre ouvi contar. Tivemos a oportunidade de visitar lugares por onde Oyassama passou, como a casa onde ela nasceu, o local onde viveu depois de se casar e o templo onde os seguidores daquela época realizavam o Serviço, Otsutome. Estar nesses lugares fez com que aquilo que eu conhecia apenas por meio de histórias e ensinamentos se tornasse algo muito mais real e próximo para mim.

Ao receber o dom do Sazuke, acredito que não fui a única a me emocionar. Muitas das pessoas que estavam recebendo também ficaram muito emocionadas e com vontade de chorar naquele momento. No meu caso, acredito que essa emoção tenha sido ainda maior porque é algo que escuto desde pequena.

Todos os meses, antes da Cerimônia Mensal, o Tsukinamissai da nossa igreja, eu e meus primos fazíamos o juramento da Associação Infantojuvenil, o Shonenkai, para ajudar a organizar o Shinden. E, durante muito tempo, eu repetia naquele juramento as palavras “para ser um excelente Yoboku”, sem sequer compreender completamente o que significava ser um Yoboku.

Com o passar dos anos, fui aprendendo e entendendo cada vez mais o significado dessa palavra. E agora, finalmente, pude compreender de uma maneira muito mais profunda o que significa ser um Yoboku e receber a missão de levar o ensinamento adiante.

Espero que, assim como muitas pessoas puderam me ajudar por meio do Sazuke, eu também consiga ajudar muitas outras pessoas, levando a elas o mesmo sentimento de esperança e acolhimento que um dia também recebi.

Para mim, essa experiência no Seminário de Oyasato e no Besseki não foi apenas uma viagem ou a realização de uma atividade. Foi uma oportunidade de me aproximar ainda mais de Oyassama, dos ensinamentos e, principalmente, de compreender melhor o meu próprio papel dentro da fé que sempre fez parte da minha vida.


Palavras do Fiel Gustavo Toledo sobre o retorno a Jiba


Depoimento do Fiel Gustavo Toledo realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Eu regressei a Jiba em julho, e poder fazer a reverência em frente ao Kanrodai, também fazer a reverência em frente ao altar de Oyassama, tudo isso foi muito legal e uma experiência muito boa. Fora isso, também tive a oportunidade de tocar gagaku na igreja mor, e fazer reverência nas igrejas superiores. O Hinokishin tai da Associação dos Moços também foi muito gostoso, foi um pouco puxado, mas foi muito bom. E foi ótimo ver a equipe de Mogi ganhar ouro na apresentação de Koteki em Jiba. 

Muito obrigado.


Dia da Divulgação

Regresso a Jiba

Encontro da Associação Feminina

Depoimento da Fiel Miwa Ishii

Depoimento da Fiel Lissa Nakamura


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

INFORMATIVO Nº 281 - AGOSTO DE 2026

 

Cerimônia de Agosto

Muito bom dia a todos.

Como disse na dedicatória, no mês de julho regressaram várias pessoas, e dentre elas, a Miwa, Lissa, e Gustavo receberam o Dom do Sazuke. E a Emy Anzai assistiu as primeiras preleções do besseki. 

Neste regresso, como muitas pessoas participaram de vários eventos de acordo com a idade, havia duas, três atividades sendo realizadas juntas. E o responsável do alojamento deste mês faria a locomoção das pessoas até o alojamento em que seriam realizadas as atividades. Mas como o responsável deste mês era eu, e eu não tenho habilitação no Japão, tivemos que pedir favores para muitas pessoas. É incrível como Deus-Parens deixa tudo preparado para nós. 

O meu cunhado, o marido da Lie, fez muitos favores, e quando não havia ninguém, a Rieko, a esposa do Mitiharu, que ninguém sabia que tinha habilitação japonesa, nos surpreendeu, dirigindo até van, e levando malas e pessoas para outros alojamentos. 

Recebemos inúmeras ajuda de muitas pessoas, inclusive da condutora e do condutor da igreja superior, Inmutsu e Imba, que deixaram preparados os documentos para que todos pudessem fazer os seus respectivos cursos. 

O regresso a Jiba deste mês foi algo maravilhoso como sempre. E em outubro ainda irão regressar muitas pessoas, inclusive algumas para cursarem o Curso para formação de condutores de Igreja, e outras para reverenciarem a grande Cerimônia de outubro. 

No mês que vem traremos alguns relatos dos regressantes de julho.

Hoje eu gostaria de comentar o episódio 173.  Todos os Dias São Bons

Oyassama ensinou a Naokiti Takai:

“Não há um dia que seja ruim. Todos os dias são bons. Costuma-se escolher os dias, por exemplo: para tratar de casamento, para celebrar a colocação da última viga numa construção. Porém, o melhor dia é aquele em que todos estejam animados.”

Dia primeiro Iniciar.

Dia dois    Abundância.

Dia três         Nutrir. 

Dia quatro Felicidade.

Dia cinco As providências brotam. 

Dia seis         Assentam-se as seis providências.

Dia sete         Nada há a se preocupar.

Dia oito         Estende-se para as oito direções. 

Dia nove O sofrimento desaparece. 

Dia dez         Suficiência.

Dia onze Iniciar suficientemente. 

Dia doze Suficientemente abundante. 

Dia treze  Nutrir suficientemente.

(Assim sucessivamente)

Dia vinte  Suficientemente abundante, abundante.

Dia vinte um Iniciar suficientemente abundante.

(Assim sucessivamente)

Dia trinta  Suficientemente abundante, abundante, abundante.

Trinta dias são um mês. Doze meses são um ano. Durante um ano, não há um dia que seja ruim.

No Japão há uma crença popular chamado de Rokuyou. Essa crença foi trazida da China e se espalhou pela sociedade no início do ano de 1600 mais ou menos. Por exemplo: para marcar o dia do casamento, escolhe-se um dia denominado tai-an e evita-se o dia butsumetsu. Para fazer o funeral, evita-se o dia tomo-biki, porém não tem nenhum fundamento, sendo somente uma tradição e costume popular. 

Oyassama ensinou que o melhor dia é aquele que o espírito está animado.

No nascimento do primeiro filho, uma amiga, estava torcendo e falando que ele deveria nascer no dia 20 de junho, porque segundo o calendário não me lembro bem, se era budista, ou de alguma outra crença, dizia que o dia 20 de junho seria um dos melhores dias daquele ano de 1997. E se não me engano segundo este calendário, existem apenas 2 ou 3 melhores dias do ano. E ele nasceu exatamente neste dia, com todos os atrasos, até parecia que estava esperando o dia certo. Mas como dissemos antes, na Tenrikyo, todos os dias são bons, e o importante é que todos ficaram contentes.

Deus-Parens concede-nos a sua proteção onipotente quando atingimos a união de espírito (itte-hitotsu). Por mais numerosos que sejamos, se faltar a razão a essa união, não poderemos ser aceitos por Ele. Nós, seres humanos, podemos viver verdadeiramente com espírito alegre e animado se unirmos mutuamente o nosso espírito à razão do único caminho e respeitarmo-nos e auxiliarmos uns aos outros. Aqui, a realização da vida plena de alegria e felicidade será atingida.

“Unam o espírito e construam o caminho promissor. Devem mostrar ao mundo para que todos admirem: Aquele sim, é o caminho verdadeiro.”

Ind. Divina 6 de setembro de 1902

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos


INFORMATIVO Nº 280 - JULHO DE 2026

 

Reverência na Igreja Mor

Olá, bom dia a todos, para quem não me conhece, meu nome é Kichio Ishii. Hoje fui convidado para conduzir a palestra do mês de Julho. 

Gostaria de falar de um assunto que tenho pensado há algum tempo e talvez seja o principal motivo pelo qual todos estamos aqui hoje, estou falando da Fé… Hoje queria refletir sobre esta palavra, andei pesquisando um pouco e gostaria de compartilhar e peço a atenção de todos por alguns minutos.

No dia a dia, usamos a palavra fé de forma automática, mas seu significado é bastante interessante, a origem também é muito legal, a palavra fé se origina do latim Fides, desta palavra se derivou em várias outras que conhecemos no nosso dia a dia como: fidelidade, fiel, fidelizar, no mundo das finanças e bens já devem ter ouvido: fiduciário, fiança, fiador, e quando algo é sigiloso, um segredo ou algo íntimo, utilizamos as palavras: confidencialidade, confidencial. A palavra está muito relacionada à credibilidade e previsibilidade.

Basicamente a fé é crer, acreditar em algo, ter certeza. Mas, a fé tem um sinônimo bastante forte e poderoso que é a confiança. Em latim é Confidere, que significa "ter total confiança" ou "depositar grande fé".

Ter fé é, essencialmente, o sentimento de depositar confiança em algo ou em alguém. E a confiança precisa estar presente em tudo: na família, nas amizades, no trabalho e também no espaço público. Não pode ser exigido ou comprado, é um processo, uma construção nos relacionamentos.

Exatamente por ser um sentimento poderoso é que é imperativo que ela seja usada de forma muito responsável, vemos diversos líderes usando a fé de forma a manipular as pessoas, é preciso muita integridade para utilizar a fé.

Sobre a confiança, gostaria de contar uma história do meu pai. Meu Pai nasceu no Japão e ainda quando jovem aprendeu o ofício de relojoeiro trabalhando numa fábrica de relógios, subsidiária da Seiko. Tem uma história que o pai dele meu avô oferendou a igreja todo o salário de 1 ano dele desta empresa e o meu pai não reclamou, Confiou no julgamento do pai e continuou trabalhando sem ganhar nada. Mais tarde ele imigrou ao Brasil, inicialmente veio para Bauru trabalhar na lavoura, depois de um tempo se mudou para Mogi das Cruzes. Trabalhou numa indústria chamada Howa, mais tarde resolveu empreender e abrir uma oficina de relojoaria na própria casa, no início teve muita dificuldade e ia de bicicleta na vizinhança para oferecer o serviço, contudo, relógios eram um bem de valor na época e as pessoas não confiavam em deixar com um desconhecido, assim meu pai deixava a sua bicicleta como garantia, para levar o relógio para consertar. Mais tarde depois de muito esforço conseguiu adquirir uma Loja já existente em Mogi das Cruzes e sabem qual era o nome desta loja, por coincidência ela se chamava AConfiança.

Quem se interessar em saber mais sobre esta história vocês podem ler no livro 20 anos de Tsu Hakuryu.

Na fé existe um paradoxo interessante. Certo dia meu filho chegou da escola e disse: “Papai, minha professora de ciências falou que tudo que não podemos provar cientificamente é considerado fé”. 

Ela está certa. A ciência precisa de prova, evidência. Se não conseguimos comprovar algo pela lógica e pelo método, isso é apenas suposição. 

Mas aí está o paradoxo: para a fé existir, ela não pode ter prova imediata. Se você consegue provar algo cientificamente ou matematicamente ou ver com os próprios olhos, a fé deixa de existir e dá lugar à verificação.

Vou dar exemplos:

Se alguém diz que está chovendo e você vai até a janela conferir, isso não é confiança. É verificação, conferência.

Se num relacionamento você sente necessidade de olhar o celular do parceiro para buscar mensagens, isso não é confiança. É desconfiança, insegurança.

A verdade é que é impossível viver a vida sem confiança. 

Pensem na viagem ao Japão que muitos de nós estamos planejando. Apesar de passarmos meses preparando tudo. Mas quando entramos no avião, não verificamos a manutenção da aeronave, não conferimos quem é a tripulação, não temos o controle sanitário da comida. Não temos controle sobre conflitos no Oriente Médio ou sobre as condições climáticas para voo de aeronaves. Nós apenas sentamos na poltrona e confiamos. 

Percebemos que não controlamos a maior parte do que acontece na nossa vida.

O mesmo vale para o banco. Trabalhamos a vida inteira, depositamos nossas economias e recebemos em troca apenas números numa tela ou um pedaço de papel. Temos que confiar que o dinheiro está lá.

Lembro de uma cena de uma série sobre narcotráfico. O traficante tinha montanhas de dinheiro e precisava enviá-lo para os paraísos fiscais. Mesmo depois do depósito feito, a desconfiança dele era tão grande que ele viajou até o outro país, entrou no banco e exigia ver as cédulas físicas. Ele não entendia o sistema de crédito, o sistema fiduciário como disse no início. Só acreditava no que podia ver e tocar.

Muitas vezes agimos assim com a nossa espiritualidade. Queremos ver para crer. Mas talvez a verdadeira fé seja o oposto: é crer para ver.

Tem uma passagem na vida de Oyassama em que uma certa pessoa indagou a Oyassama. “Existem muitas pessoas neste mundo que dizem que Deus não existe. Como é Deus?”

Oyassama explicou da seguinte maneira: 

 "Se disserdes que existe, existe; se disserdes que não existe, não existe; pois Deus é a imagem que se vê na graça concedida ao pedido realmente sincero."

Confesso que, quando ouvi pela primeira vez, achei a resposta insuficiente. Esperava uma prova concreta, cabal. Hoje entendo a sabedoria dessas palavras. 

A relação com Deus é de confiança e de fé. É uma certeza sem verificação. É descansar na confiança, porque não controlamos tudo que acontece no nosso cotidiano e necessitamos sentir seguros e de estarmos amparados.

A fé se transforma principalmente em momentos de crise, seja de saúde ou circunstancial. A fé coloca a crise em perspectiva, porque reconhecemos que não temos domínio de boa parte da vida. A fé ajuda a encontrar sentido na dor, compreendendo que o sofrimento faz parte de um processo de amadurecimento e transformação, dentro de um contexto maior, e diminui o impacto do sofrimento.

Era isso que eu tinha a dizer hoje. Que hoje possamos sair daqui exercitando menos a nossa necessidade de controle e mais a nossa capacidade de confiar.

Muito obrigado.

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Gustavo recebe o Sazuke

Miwa e Lissa recebem o Sazuke

Último Hinokishin nas lápides dos antepassados antes do retorno

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Fazendo a reverência na Igreja Inmutsu

Fazendo a reverência na Igreja Inmutsu

Foto com Shimbashira

Curso de Doutrina no Nordeste Hoyo

Encontro com o Primaz anterior

Koteki do Brasil ganha Ouro


INFORMATIVO Nº 279 - JUNHO DE 2026

Visita do ex condutor da Igreja Lima, Reverendo Hachiya e sua esposa


Muito bom dia a todos.

Hoje eu gostaria de comentar o episódio 172, com o título, “Arrependimento de Vidas Anteriores".

Havia uma moça, em Sakai, filha de um comerciante de algas marinhas que tinha o mau hábito de tomar as coisas alheias e os pais vieram consultar Oyassama, que lhes disse:

“Isso é predestinação de vidas anteriores. Não é sua filha que está praticando. Os pais é que deixaram feito em vidas anteriores.”

Os pais ficaram profundamente arrependidos e receberam uma magnífica graça.

Imagina-se que esta filha tivesse mais ou menos 15 anos de idade. Está sendo explicado que são as manifestações das sementes que foram plantadas pelos pais nas vidas passadas.

Este episódio nos mostra como devemos refletir sobre assuntos que geram incômodos para nós. 

Muitas vezes, quando temos algum problema, sempre queremos encontrar a culpa nos outros. Neste caso em que a filha roubava coisas alheias, os pais se incomodavam muito com isso, e desejavam que a filha parasse com isso. E pela visão de qualquer pessoa “normal” o problema é a filha.

Exemplos do Reverendo Kontani.

Certo dia o marido de uma família respeitável foi a igreja do reverendo Kontani, e disse: “Desejo a recuperação de meu filho porque não consegue falar.” Então, o condutor disse: “Deus-Parens salva qualquer doença, se o arrependimento for sincero. Deus-Parens aceitará a sua sinceridade e salvará seu filho. Será que você não se lembra de ter feito alguém se calar?” O homem respondeu que não se lembrava de nada disso. O condutor insistiu dizendo: “Volte para a sua vila e pergunte aos mais velhos se algum antepassado seu não cometeu uma coisa parecida.” Depois de 2 ou 3 dias, voltou à igreja e disse: “realmente, havia acontecido tal caso em minha família” e contou o seguinte: Por muitas gerações a família foi administradora do povo da vila. Certo dia, uma pessoa cometeu um roubo, mesmo sabendo das drásticas consequências que sofreria se fosse capturado. Entretanto ele tinha suas razões, que eram sérios problemas de dinheiro e comida. Na época, havia um regulamento que a pessoa era expulsa da vila se cometesse um roubo, mas ele, chorando, pediu perdão, prometendo fazer tudo o que o administrador da vila mandasse. Então, foi quando ele foi obrigado a prometer nunca mais falar com ninguém pelo resto da vida. E viveu isolado e muito triste. O condutor ouvindo essa história, disse: “Vá até o cemitério dos antepassados daquela pessoa e peça perdão de todo o coração.” Imediatamente, saiu e foi fazer o que tinha-lhe dito. Ao chegar em casa encontrou o seu filho falando. 

Isso nos mostra como realmente é importante conhecer a nossa predestinação.

Com um simples pedido de perdão, talvez as pessoas não eliminem totalmente o rancor que sente por uma pessoa, mas graças a isso, os antepassados se alegram e ao mesmo tempo Deus-Parens também se anima e concede a sua graça e assim, a pessoa poderá reunir forças para limpar toda a sua predestinação.

Muitas pessoas não sabem que tudo que se faz neste mundo volta para si mesmas, e fazem com maior naturalidade mesmo as coisas mais erradas. Isso é mais perigoso que o crescimento dos juros da dívida: quanto mais o tempo passa, mais se multiplica.

Nenhum ser humano conhece a predestinação das vidas anteriores. Porém, sabemos que ela existiu. Deste modo, apesar de não conhecermos as vidas passadas, ela é mostrada através dos fatos que acontecem na vida atual. Isto se deve ao amor parental de Deus-Parens e também ao trabalho de Oyassama eternamente viva. Mesmo não conhecendo o passado e nem o futuro, se refletirmos sobre ontem, hoje e amanhã, poderemos compreender sobre a predestinação. 

Exemplos do Reverendo Miyoshi.

O pai estava tendo problemas com seus dois filhos e foi consultar o reverendo. Uma criança foi recusada numa escola e por longo tempo não ia a escola por problemas neuróticos. E o outro filho se envolveu num acidente e podia ser processado.

O reverendo perguntou se havia algum problema com os pais, e ele disse não se dava bem com o sogro quando ele bebia. Quando não bebia, era uma pessoa bastante amável e boa. Mas quando bebia, insultava o genro falando coisas indevidas. 

Ouvindo isso, o reverendo disse, “Isso é a causalidade da vida passada. Nesta vida está acontecendo exatamente o contrário, ou seja, você era o sogro e o sogro era o genro que entrou para a sua família. E houve uma união sexual ilícita com a esposa dele, ou seja com a sua filha. E isso o fez sofrer muito. Por isso nesta vida você tem que passar por isso. A partir de agora dedique ao seu sogro mesmo nos momentos em que ele disser coisas indevidas. Se fizer isso os problemas dos seus filhos vão se solucionar”. 

Mas mesmo falando que era da causalidade das vidas anteriores, não era uma coisa fácil de se aceitar, e isso não entrava na cabeça desta pessoa. E não compreendia a razão. 

Passado algum tempo, a sua esposa teve um problema nos olhos, e consultando um médico, foi informado que com uma simples cirurgia ficaria boa. E quando fez o exame de sangue para aplicação de anestesia, descobriu que o seu organismo é muito fraco para a anestesia. Foi quando o medico lhe explicou que o sangue dela é decorrente de um incesto (uma união sexual ilícita) de 3 ou 4 gerações atrás. O marido levou um susto, e percebeu que era exatamente o que o reverendo havia dito. Então acreditando nas palavras do reverendo, agora mesmo levando bronca, não se zangava, pois pedia perdão pelas atitudes da vida passada. Passando os dias assim, o sogro parou completamente de falar mal e criticar o genro, e conseguiu dedicar de corpo e alma ao sogro.

Então o filho que não frequentava a escola, começou a ir a escola animadamente, e a situação do outro filho que havia cometido um acidente, foi solucionado com a vinda dos pais da vítima, falando que, não é porque processou, que a saúde do seu filho se reestabeleceria. E que não desejava destruir a vida de outra pessoa com processos.

Desta forma, mesmo achando que o sogro é que está errado, se estamos sendo prejudicados por alguma razão, é em razão da predestinação das vidas anteriores. 

Quando se reflete numa mudança do fundo do coração, e se dedica com sinceridade, com certeza se recebe as providências de Deus-Parens. 

Visita do condutor da Igreja Mor Nakane

Visita do ex condutor da Igreja Lima, Rev Hachiya e sua esposa

Douglas tocando gagaku na cerimônia de posse (Igreja Paulista)


sábado, 13 de junho de 2026

INFORMATIVO Nº 278 PARTE 2 - MAIO DE 2026

 

Confraternização da Banda Koteki


Muito bom dia a todos.

Hoje tivemos uma palestra muito boa que toca o nosso coração.

Oivindo a palestra lembrei de uma frase que fala: “Este não é o caminho que pode ser trilhado com a mente humana. É o caminho que se forma pela lei da Natureza”. Nós seres humanos achamos que tudo nós conseguimos através da nossa ideia, do nosso pensamento, da nossa força. Mas na realidade tudo é devido à força de Deus. Como ela disse a viagem dos meus pais que achou que tudo normal, que deu tudo certo graças a gente, mas não, este é o caminho que se forma pela lei de Deus.


Hoje eu gostaria de ler o episódio 171. Montanha do Tesouro

Oyassama explicou o seguinte:

“Há uma ponte sem pilares sobre um grande rio. Se atravessar a ponte e escalar a montanha do tesouro receberá algo excelente. No entanto, no meio da travessia, a ponte balança por não ter pilares. Não se pode receber o tesouro porque desiste e volta do meio do caminho. Porém, se atravessar com empenho e com cuidado para não cair, encontrará a montanha do tesouro. Quando atingir o seu cume, poderá receber algo excelente; porém, encontrando pontos perigosos no meio da escalada, logo desiste. É por isso que não se pode receber o tesouro.”


Neste episódio está sendo exemplificado o modo de passar pelo caminho da fé. Mesmo sendo atraído por doenças ou problemas, pode-se receber a graça (um tesouro), se passar pelo caminho da fé crendo firmemente em Deus-Parens. Entretanto, por ser a caminhada muitas vezes dificil e de muitos sofrimentos, muitas pessoas acabam desistindo na metade e por isso não conseguem receber a graça.

Há pessoas que começam com a fé dos avós, os avós chegam no meio do caminho e desistem. Os filhos também vão firmes até o meio do caminho, e desistem, chegando na fase dos netos, também vão firmes até o meio do caminho e depois desistem. E pelos olhos de Deus-Parens, sabendo que se esforçarem mais um pouco, chegará a receber grandes graças, mas é um grande pesar acabar desistindo no meio.


Dia 16 de maio, no sábado, teremos o Sukiyaki, e os convites serão vendidos através do WhatsApp. Gostaria de contar com a colaboração de todos para podermos arrecadar fundos para construirmos o salão Multiuso.

No dia 30 teríamos a visita do condutor da igreja mor que viria para a visita doutrinária. mas infelizmente a sua passagem por Doha foi cancelada. E a visita será deixada para o ano que vem.


Antes de encerrarmos para quem quiser receber o Sazuke, uma oração, gostaria que permanecessem aqui no salão que iremos ministrar o Sazuke.

Muito obrigado a todos pelo dia de hoje.


Divulgação em Praia Grande

Vendas Sukiyaki

Preparativos para as vendas do Sukiyaki

Preparativos para as vendas do Sukiyaki

Depoimento da Fiel Hiroe Nakamura

Preparativos para as vendas do Sukiyaki


INFORMATIVO Nº 278 PARTE 1 - MAIO DE 2026

Depoimento da Fiel Hiroe Nakamura

Bom dia a todos. Hoje recebi um pedido para que eu fizesse uma palestra, e gostaria de solicitar a atenção por alguns minutos.

Primeiramente gostaria de falar sobre os meus 140 anos do ocultamento físico de Oyassama.

Em janeio deste ano, graças a Deus, eu também pude participar desta celebração. Sempre antes dos decenários, existe o período de 3 anos, mil dias que é como se fosse uma preparação para esta celebração. E a igreja, o Dendotyo solicita para que façamos uma determinação espiritual para que possamos contentar Deus-Parens e Oyassama.  E nós sempre vínhamos fazendo quando a gente era mais nova, quando a gente era solteira, minha mãe sempre falava, “nós temos que fazer uma determinação”. E eu pensei, o que vou fazer de determinação espiritual? Na verdade, a gente quer fazer o que é mais fácil para a gente, não é? Algo que não dê muito trabalho. No meu caso, não é todo mundo.

Então acho que eu vou determinar que eu vou fazer a reverência todos os meses em Bauru, na Sede missionária. De janeiro a dezembro, todos os meses eu vou fazer a reverência em Bauru.

Aí começou o primeiro ano dos 3 anos, mil dias, e eu não fui, quer dizer, fui nos meses que a gente costuma ir, tipo no encontro da Associação Feminina, nas Grandes Cerimônias, nos meses que são mais comuns que a gente costuma ir. Aí chegou no segundo ano e, a mesma coisa. Na verdade, não estava cumprindo nada da determinação que eu tinha feito. Aí em meados do segundo ano, encontrei  uma amiga que fazia tempo que não encontrava, desde a época do Shuyokai. Quando a gente tinha uns 17 anos. A gente trocou muitas ideias, do que que cada um fez da vida e tal, e ela falou muito sobre essa parte espiritual, que ela fez vários cursos, tipo 3 vezes o Kente koshu. E não sei se é verdade, mas ela falou assim, que a cada ciclo de 10 anos, existe uma mudança muito grande na vida da gente. Que às vezes a gente não percebe, por exemplo um casamento, a escola, a formatura, a perda de um ente querido, um novo emprego. Que existe esses ciclos dentro da vida que, na verdade, esses ciclos existem para a gente se reformular. De repente eu perco o emprego, é um sofrimento, é um problema na nossa vida. Só que é um passo para a gente sempre subir de patamar. E você bate nessa parede, chamado problema. Só que aí você não encontra a solução neste lugar, porque a solução está na parte de cima. Então você tem que subir aquele degrau. E subir esse degrau é crescer um pouco.  Então existem esses ciclos na nossa vida, que ela disse que é a cada 10 anos. E eu falei, “eu fiz uma determinação e até agora nem comecei”. E em vários lugares, mesmo no Dendotyo, ouvindo as palestras e tal, sempre ouvia que nunca era tarde para começar. A gente tem mais um ano, a gente tem mais 6 meses. Então eu disse para mim, nesse um ano eu vou cumprir. E comecei a ir para a Sede todo o mês. As pessoas até me perguntavam, “o que está fazendo aqui do mês?”. Eu estou vindo fazer a reverência, respondia. E foi assim, e nesse período de um ano que eu falei que ia me dedicar, muitas coisas eu acho que se esclareceram para mim também. Inclusive teve um parente que estava com câncer, e tive que ajudar a cuidar, a minha sogra teve uns problemas nesse período. E acho que me fizeram ver  muitas coisas que vou falar um pouquinho mais para a frente sobre esse problema do câncer.

Mas aí, passou esse um ano e eu já tinha falado assim, “um dia eu quero fazer a reverência na celebração do decenário”, porque a data da celebração dos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama é no dia 26 de janeiro. E sempre nos decenários, a gente regressava em julho, que era acompanhando os filhos para o Regresso das Crianças a Jiba. E agora com os meus filhos já crescidos, decidi que gostaria de regressar em janeiro. 

Então, eu perguntei para o meu pai que já é idoso, se gostaria de regressar, que se fosse, eu o acompanharia. Ele respondeu que sim, mas depois a minha mãe também começou a falar que também gostaria de regressar. Falei que não dava, que era impossível, que não tinha como ela ir. 

Depois de alguns dias, o meu pai falou que ela está insistindo muito e que está irredutível. Então já que é assim, vamos fazer uma reunião, porque se alguém for comigo dá para pensar. Então o Mitiharu se habilitou a regressar junto. Nós sabíamos que ia ser um trabalho difícil, porque é cadeirante, como que vai no banheiro, numa viagem de 24 horas? No banheiro, ela vai toda hora. Aí montamos todo um esquema e conseguimos regressar, graças a Deus. Uma vez que a minha mãe fez a determinação, tinha que fazer acontecer, tinha que regressar. 

Chegando lá, muitas pessoas vieram cumprimentar, e ela parecia uma celebridade. As pessoas falavam “que bom que você veio, vamos tirar uma foto. Nossa! Faz tantos anos que eu não te vejo”. Lá encontrou com os amigos, todos os netos, que na verdade nem esperava que fosse encontrar mais uma vez. Aí eu falei assim, “nossa! Que bom, que bom que a gente levou ela. Acho que a virtude que ela possui faz as coisas acontecerem. E a viagem foi assim, super tranquila e participamos de todos os eventos. E só no finalzinho o meu pai começou a passar mal, uns dois dias antes de ir embora, e o pessoal falou assim, “acho melhor levar no médico”. Mas agora, 2 dias antes de ir embora, acho que não vamos conseguir ir embora. E aí? Então vamos pedir a Deus, que nada aconteça, e eu perguntei ao meu pai, “mas você está bem? Ele falou que estava bem, e que não queria ir ao médico. E viajamos assim mesmo, e quando faltavam apenas uma hora para chegar no Brasil, dentro do avião a minha mãe começou a passar mal. Falei, “Ai meu Deus do céu. Será que eu chamo a comissária, será que não, se chamar a comissária aí que nós não vamos mais embora do aeroporto. Então deitamos ela ali no banco, e fiz o Sazuke dentro do avião. Faltando uma hora para pousar. Eu acho assim, que Deus quis mostrar que Ele estava nos protegendo a todo o momento. Foi só no final, para que a gente entendesse que não é do jeito que a gente quer, que tudo é fácil. Na verdade, existe uma grande proteção. 

E voltando, fazendo os exames descobriu-se que o meu pai estava com água no pulmão. Se tivesse ido no médico, realmente o médico não ia deixar a gente ir embora. Foi algo assim, a gente volta, reflete sobre tudo isso e vê que as coisas não são do jeito que a gente quer. Existe toda uma proteção de Deus.  

Nessa viagem encontramos um senhor que tinha vindo ao Brasil há uns 40 anos. Na comemoração dos 30 ou 40 anos do Dendotyo, quando ele tinha uns trinta e poucos anos. Hoje ele está com uns 70 e poucos anos. Ele falou que queria pagar um almoço para os meus pais, queria de qualquer jeito agradecer por aquela vez que ele veio há tantos anos atrás. Então ele levou todo mundo pra almoçar, eu fui junto também, e ele falou assim, “quand fui ao Brasil foi a melhor época, que ficou na minha lembrança que eu não esqueço até hoje, que as lembranças que a gente proporciona às pessoas é esse acolhimento”. Ele disse que se sentiu muito acolhido, muito bem recebido, e foi uma experiência que nunca, talvez tivesse sentido se ele não tivesse vindo. E eu pensei, realmente acho que essas experiências que a gente proporciona às pessoas é muito importante. Que, inclusive ontem, a criançada que treinaram para o concurso da Banda, vinham cedo e treinavam na rua, teve nos anos anteriores que a vizinhança reclamava, “pôxa nos domingos as 9 horas da manhã vocês ficam fazendo barulho aqui?” E esse ano eles fizeram um presentinho para toda a vizinhança. Para agradecer pela paciência. 

E esse sentimento, essa preocupação, esse olhar, eu achei assim muito bonito. Para as crianças que fizeram esse tipo de atividade, acho que é um modo de ensinar este novo esse olhar. De se preocupar com o outro. Assim, tudo isso que a gente vem fazendo, às vezes parece que não, mas daqui a 30, 40 anos, quem sabe alguém vai falar, “nossa! aquela época, isso ficou para mim, no meu coração. 

E falando sobre Sazuke, eu tenho feito para um parente, essa pessoa, ela era um pouco assim amargurada. Tudo que os outros faziam ela guardava uma certa mágoa dentro dela.  E eu não sei se isso foi acumulando, acumulando e causando esse câncer que ela teve.  Aí esses dias conversando com uma amiga que é da Tenrikyo, ela estava comentando que lá na empresa dela na firma, tem uma pessoa que veio do Japão trabalhar e ela descobriu que estava com câncer. Mas na verdade ela acha que teve um gatilho, pois teve uma época que ela estava muito depressiva, estava muito triste porque aconteceram certas coisas. E ela comentou que a mãe dela também faleceu de câncer há pouco tempo, que houve um gatilho que deu uma tristeza nela de algo que tinha acontecido e não se recuperou mais. Aí eu fiquei pensando na relação entre essas doenças e esses gatilhos, quando a gente fala sobre salvação, divulgação, por exemplo, a minha mãe saía para fazer a salvação e fazia o Sazuke, só que as pessoas não melhoravam fisicamente. Eu falei assim, “eu não tinha coragem, pois, vai que eu faço o Sazuke, e a pessoa não melhora”. Ela vai falar assim, “não está adiantando nada”.  Mesmo assim, minha mãe ia continuava, a pessoa falecia. E eu falei assim, “nossa , acho que os familiares devem ficar bravos. Vão falar que não adiantou nada, que não salvou. Mas era o contrário, elas vinham e agradeciam, falando que “ela foi tranquila, toda aquela mágoa que ela tinha se foi”.  Daí eu pensei no verso 10 do hino 10 que fala “a origem das doenças está no espírito". Quer dizer que, antes da gente adoecer, falando que está com problema no rim, que está com um problema no estômago, a doença já está no espírito, o espírito está doente. Depois ele se reflete no corpo. Então, quando a gente ministra o Sazuke, eu comecei a entender que a gente não salva o corpo físico. A gente salva o espírito. Aquele rancor por exemplo, isso que a gente quer que a pessoa remova, que seria a cura da doença que é do espírito. Então essa relação, hoje, a gente fala muito de  academia, hoje tem academia em tudo quanto é canto. Por que? A academia serve para quê?  Até há uns 10 a 20 anos não tinha tanta academia assim. Quer dizer, o ser humano entendeu que o corpo, a gente precisa exercitar para ficar bem. Só que o ser humano não é só fisico, ele é corpo alma e mente. 

A gente já entendeu que o físico é importante, que precisa cuidar, que precisa exercitar para futuramente a gente ter um corpo mais saudável. Agora, e a mente? A mente a gente fala também, que precisa fazer meditação. Fazer exercício para não ter alzheimer, fazer palavras cruzadas, sudoku, que essa cabeça vai ativar. Então você sabe que você tem que exercitar a mente. E o espírito? Que tipo de exercício a gente tem que fazer? O corpo a gente exercita, tem a higiene corporal que é tomar banho, escovar os dentes. Então a gente faz exercício físico, tem a higiene que faz parte da saúde. E no espírito é a mesma coisa. Eu acho que existe essa parte do exercício e também a higiene espiritual. Hoje a gente está aqui, a maioria que está aqui, sabe que fazendo o Otsutome (Serviço Sagrado) e tal, que essa é a higiene espiritual. Talvez a gente nem esteja tão concentrado assim. Mas mesmo escovando os dentes, a gente nem pensa se estou escovando direito, e tá bom. O Serviço Sagrado também, não sei se eu estou errada, mas esse já é o meu pensamento, que tudo bem, que você às vezes está concentrado em outra coisa, e começa a fazer o Serviço Sagrado, mas está fazendo o Serviço. Mas eu acho que o importante é fazer, pois é como se estivesse fazendo a higiene espiritual de alguma forma, melhor do que não fazer.  Tipo, hoje eu não vou tomar banho, hoje não vou fazer o Serviço Sagrado. Existe isso. Mas assim, só pelo fato de você saber que você precisa fazer, porque essa higiene é o que? No Serviço Sagrado nós falamos, “Limpando os males, espanando  as poeiras”, pois no dia a dia a gente acumula poeiras. Então essa limpeza acho que é muito importante. E depois o exercício seria o quê? A gente que está vindo aqui, de pouco a pouco , a gente sempre está ouvindo algumas palavras de reflexão, esse mínimo de reflexão do que a gente ouve e aprende, temos que tentar executar no dia a dia. Ou se não, nem precisa uma reflexão, tipo, Ah, caiu um papel, vou ajudar a pegar. O Pedestre está esperando, vou parar o carro, e deixar passar.  E você se sente bem, não é? Então, são pequenas coisas que, na verdade, às vezes, a gente já está fazendo no dia a dia. Mas é um exercício, sempre pensando no próximo. 

Hoje as academias físicas têm se desenvolvido, eu acredito, que se a gente começar a entender que é necessário esse exercício espiritual, esse exercício mental. E ligando ao que o Massato falou sobre  autismo, que há 10, 20 anos, ninguém falava sobre isso, hoje está sendo mais conhecido. Antigamente, há séculos, todos os canhotos eram vistos como bruxos e hoje é a coisa mais normal do mundo. Eu acho que o mundo tem evoluído. O mundo tem evoluído e hoje as academias estão aí. Então pode ser que a gente consiga criar essa academia do espírito e começando a criar esse olhar. Essa academia, eu acho que vai criar um mundo que a Akie comentou na palestra do mês passado, que é esse mundo de pensar mais no outro,  o amor para o próximo. 

Então acho que a gente que está aqui está no caminho certo.  Então vamos continuar exercitando o corpo, a alma e a mente. 

E eu termino por aqui. 

Obrigada