A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

sábado, 13 de junho de 2026

INFORMATIVO Nº 278 PARTE 2 - MAIO DE 2026

 

Confraternização da Banda Koteki


Muito bom dia a todos.

Hoje tivemos uma palestra muito boa que toca o nosso coração.

Oivindo a palestra lembrei de uma frase que fala: “Este não é o caminho que pode ser trilhado com a mente humana. É o caminho que se forma pela lei da Natureza”. Nós seres humanos achamos que tudo nós conseguimos através da nossa ideia, do nosso pensamento, da nossa força. Mas na realidade tudo é devido à força de Deus. Como ela disse a viagem dos meus pais que achou que tudo normal, que deu tudo certo graças a gente, mas não, este é o caminho que se forma pela lei de Deus.


Hoje eu gostaria de ler o episódio 171. Montanha do Tesouro

Oyassama explicou o seguinte:

“Há uma ponte sem pilares sobre um grande rio. Se atravessar a ponte e escalar a montanha do tesouro receberá algo excelente. No entanto, no meio da travessia, a ponte balança por não ter pilares. Não se pode receber o tesouro porque desiste e volta do meio do caminho. Porém, se atravessar com empenho e com cuidado para não cair, encontrará a montanha do tesouro. Quando atingir o seu cume, poderá receber algo excelente; porém, encontrando pontos perigosos no meio da escalada, logo desiste. É por isso que não se pode receber o tesouro.”


Neste episódio está sendo exemplificado o modo de passar pelo caminho da fé. Mesmo sendo atraído por doenças ou problemas, pode-se receber a graça (um tesouro), se passar pelo caminho da fé crendo firmemente em Deus-Parens. Entretanto, por ser a caminhada muitas vezes dificil e de muitos sofrimentos, muitas pessoas acabam desistindo na metade e por isso não conseguem receber a graça.

Há pessoas que começam com a fé dos avós, os avós chegam no meio do caminho e desistem. Os filhos também vão firmes até o meio do caminho, e desistem, chegando na fase dos netos, também vão firmes até o meio do caminho e depois desistem. E pelos olhos de Deus-Parens, sabendo que se esforçarem mais um pouco, chegará a receber grandes graças, mas é um grande pesar acabar desistindo no meio.


Dia 16 de maio, no sábado, teremos o Sukiyaki, e os convites serão vendidos através do WhatsApp. Gostaria de contar com a colaboração de todos para podermos arrecadar fundos para construirmos o salão Multiuso.

No dia 30 teríamos a visita do condutor da igreja mor que viria para a visita doutrinária. mas infelizmente a sua passagem por Doha foi cancelada. E a visita será deixada para o ano que vem.


Antes de encerrarmos para quem quiser receber o Sazuke, uma oração, gostaria que permanecessem aqui no salão que iremos ministrar o Sazuke.

Muito obrigado a todos pelo dia de hoje.


Divulgação em Praia Grande

Vendas Sukiyaki

Preparativos para as vendas do Sukiyaki

Preparativos para as vendas do Sukiyaki

Depoimento da Fiel Hiroe Nakamura

Preparativos para as vendas do Sukiyaki


INFORMATIVO Nº 278 PARTE 1 - MAIO DE 2026

Depoimento da Fiel Hiroe Nakamura

Bom dia a todos. Hoje recebi um pedido para que eu fizesse uma palestra, e gostaria de solicitar a atenção por alguns minutos.

Primeiramente gostaria de falar sobre os meus 140 anos do ocultamento físico de Oyassama.

Em janeio deste ano, graças a Deus, eu também pude participar desta celebração. Sempre antes dos decenários, existe o período de 3 anos, mil dias que é como se fosse uma preparação para esta celebração. E a igreja, o Dendotyo solicita para que façamos uma determinação espiritual para que possamos contentar Deus-Parens e Oyassama.  E nós sempre vínhamos fazendo quando a gente era mais nova, quando a gente era solteira, minha mãe sempre falava, “nós temos que fazer uma determinação”. E eu pensei, o que vou fazer de determinação espiritual? Na verdade, a gente quer fazer o que é mais fácil para a gente, não é? Algo que não dê muito trabalho. No meu caso, não é todo mundo.

Então acho que eu vou determinar que eu vou fazer a reverência todos os meses em Bauru, na Sede missionária. De janeiro a dezembro, todos os meses eu vou fazer a reverência em Bauru.

Aí começou o primeiro ano dos 3 anos, mil dias, e eu não fui, quer dizer, fui nos meses que a gente costuma ir, tipo no encontro da Associação Feminina, nas Grandes Cerimônias, nos meses que são mais comuns que a gente costuma ir. Aí chegou no segundo ano e, a mesma coisa. Na verdade, não estava cumprindo nada da determinação que eu tinha feito. Aí em meados do segundo ano, encontrei  uma amiga que fazia tempo que não encontrava, desde a época do Shuyokai. Quando a gente tinha uns 17 anos. A gente trocou muitas ideias, do que que cada um fez da vida e tal, e ela falou muito sobre essa parte espiritual, que ela fez vários cursos, tipo 3 vezes o Kente koshu. E não sei se é verdade, mas ela falou assim, que a cada ciclo de 10 anos, existe uma mudança muito grande na vida da gente. Que às vezes a gente não percebe, por exemplo um casamento, a escola, a formatura, a perda de um ente querido, um novo emprego. Que existe esses ciclos dentro da vida que, na verdade, esses ciclos existem para a gente se reformular. De repente eu perco o emprego, é um sofrimento, é um problema na nossa vida. Só que é um passo para a gente sempre subir de patamar. E você bate nessa parede, chamado problema. Só que aí você não encontra a solução neste lugar, porque a solução está na parte de cima. Então você tem que subir aquele degrau. E subir esse degrau é crescer um pouco.  Então existem esses ciclos na nossa vida, que ela disse que é a cada 10 anos. E eu falei, “eu fiz uma determinação e até agora nem comecei”. E em vários lugares, mesmo no Dendotyo, ouvindo as palestras e tal, sempre ouvia que nunca era tarde para começar. A gente tem mais um ano, a gente tem mais 6 meses. Então eu disse para mim, nesse um ano eu vou cumprir. E comecei a ir para a Sede todo o mês. As pessoas até me perguntavam, “o que está fazendo aqui do mês?”. Eu estou vindo fazer a reverência, respondia. E foi assim, e nesse período de um ano que eu falei que ia me dedicar, muitas coisas eu acho que se esclareceram para mim também. Inclusive teve um parente que estava com câncer, e tive que ajudar a cuidar, a minha sogra teve uns problemas nesse período. E acho que me fizeram ver  muitas coisas que vou falar um pouquinho mais para a frente sobre esse problema do câncer.

Mas aí, passou esse um ano e eu já tinha falado assim, “um dia eu quero fazer a reverência na celebração do decenário”, porque a data da celebração dos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama é no dia 26 de janeiro. E sempre nos decenários, a gente regressava em julho, que era acompanhando os filhos para o Regresso das Crianças a Jiba. E agora com os meus filhos já crescidos, decidi que gostaria de regressar em janeiro. 

Então, eu perguntei para o meu pai que já é idoso, se gostaria de regressar, que se fosse, eu o acompanharia. Ele respondeu que sim, mas depois a minha mãe também começou a falar que também gostaria de regressar. Falei que não dava, que era impossível, que não tinha como ela ir. 

Depois de alguns dias, o meu pai falou que ela está insistindo muito e que está irredutível. Então já que é assim, vamos fazer uma reunião, porque se alguém for comigo dá para pensar. Então o Mitiharu se habilitou a regressar junto. Nós sabíamos que ia ser um trabalho difícil, porque é cadeirante, como que vai no banheiro, numa viagem de 24 horas? No banheiro, ela vai toda hora. Aí montamos todo um esquema e conseguimos regressar, graças a Deus. Uma vez que a minha mãe fez a determinação, tinha que fazer acontecer, tinha que regressar. 

Chegando lá, muitas pessoas vieram cumprimentar, e ela parecia uma celebridade. As pessoas falavam “que bom que você veio, vamos tirar uma foto. Nossa! Faz tantos anos que eu não te vejo”. Lá encontrou com os amigos, todos os netos, que na verdade nem esperava que fosse encontrar mais uma vez. Aí eu falei assim, “nossa! Que bom, que bom que a gente levou ela. Acho que a virtude que ela possui faz as coisas acontecerem. E a viagem foi assim, super tranquila e participamos de todos os eventos. E só no finalzinho o meu pai começou a passar mal, uns dois dias antes de ir embora, e o pessoal falou assim, “acho melhor levar no médico”. Mas agora, 2 dias antes de ir embora, acho que não vamos conseguir ir embora. E aí? Então vamos pedir a Deus, que nada aconteça, e eu perguntei ao meu pai, “mas você está bem? Ele falou que estava bem, e que não queria ir ao médico. E viajamos assim mesmo, e quando faltavam apenas uma hora para chegar no Brasil, dentro do avião a minha mãe começou a passar mal. Falei, “Ai meu Deus do céu. Será que eu chamo a comissária, será que não, se chamar a comissária aí que nós não vamos mais embora do aeroporto. Então deitamos ela ali no banco, e fiz o Sazuke dentro do avião. Faltando uma hora para pousar. Eu acho assim, que Deus quis mostrar que Ele estava nos protegendo a todo o momento. Foi só no final, para que a gente entendesse que não é do jeito que a gente quer, que tudo é fácil. Na verdade, existe uma grande proteção. 

E voltando, fazendo os exames descobriu-se que o meu pai estava com água no pulmão. Se tivesse ido no médico, realmente o médico não ia deixar a gente ir embora. Foi algo assim, a gente volta, reflete sobre tudo isso e vê que as coisas não são do jeito que a gente quer. Existe toda uma proteção de Deus.  

Nessa viagem encontramos um senhor que tinha vindo ao Brasil há uns 40 anos. Na comemoração dos 30 ou 40 anos do Dendotyo, quando ele tinha uns trinta e poucos anos. Hoje ele está com uns 70 e poucos anos. Ele falou que queria pagar um almoço para os meus pais, queria de qualquer jeito agradecer por aquela vez que ele veio há tantos anos atrás. Então ele levou todo mundo pra almoçar, eu fui junto também, e ele falou assim, “quand fui ao Brasil foi a melhor época, que ficou na minha lembrança que eu não esqueço até hoje, que as lembranças que a gente proporciona às pessoas é esse acolhimento”. Ele disse que se sentiu muito acolhido, muito bem recebido, e foi uma experiência que nunca, talvez tivesse sentido se ele não tivesse vindo. E eu pensei, realmente acho que essas experiências que a gente proporciona às pessoas é muito importante. Que, inclusive ontem, a criançada que treinaram para o concurso da Banda, vinham cedo e treinavam na rua, teve nos anos anteriores que a vizinhança reclamava, “pôxa nos domingos as 9 horas da manhã vocês ficam fazendo barulho aqui?” E esse ano eles fizeram um presentinho para toda a vizinhança. Para agradecer pela paciência. 

E esse sentimento, essa preocupação, esse olhar, eu achei assim muito bonito. Para as crianças que fizeram esse tipo de atividade, acho que é um modo de ensinar este novo esse olhar. De se preocupar com o outro. Assim, tudo isso que a gente vem fazendo, às vezes parece que não, mas daqui a 30, 40 anos, quem sabe alguém vai falar, “nossa! aquela época, isso ficou para mim, no meu coração. 

E falando sobre Sazuke, eu tenho feito para um parente, essa pessoa, ela era um pouco assim amargurada. Tudo que os outros faziam ela guardava uma certa mágoa dentro dela.  E eu não sei se isso foi acumulando, acumulando e causando esse câncer que ela teve.  Aí esses dias conversando com uma amiga que é da Tenrikyo, ela estava comentando que lá na empresa dela na firma, tem uma pessoa que veio do Japão trabalhar e ela descobriu que estava com câncer. Mas na verdade ela acha que teve um gatilho, pois teve uma época que ela estava muito depressiva, estava muito triste porque aconteceram certas coisas. E ela comentou que a mãe dela também faleceu de câncer há pouco tempo, que houve um gatilho que deu uma tristeza nela de algo que tinha acontecido e não se recuperou mais. Aí eu fiquei pensando na relação entre essas doenças e esses gatilhos, quando a gente fala sobre salvação, divulgação, por exemplo, a minha mãe saía para fazer a salvação e fazia o Sazuke, só que as pessoas não melhoravam fisicamente. Eu falei assim, “eu não tinha coragem, pois, vai que eu faço o Sazuke, e a pessoa não melhora”. Ela vai falar assim, “não está adiantando nada”.  Mesmo assim, minha mãe ia continuava, a pessoa falecia. E eu falei assim, “nossa , acho que os familiares devem ficar bravos. Vão falar que não adiantou nada, que não salvou. Mas era o contrário, elas vinham e agradeciam, falando que “ela foi tranquila, toda aquela mágoa que ela tinha se foi”.  Daí eu pensei no verso 10 do hino 10 que fala “a origem das doenças está no espírito". Quer dizer que, antes da gente adoecer, falando que está com problema no rim, que está com um problema no estômago, a doença já está no espírito, o espírito está doente. Depois ele se reflete no corpo. Então, quando a gente ministra o Sazuke, eu comecei a entender que a gente não salva o corpo físico. A gente salva o espírito. Aquele rancor por exemplo, isso que a gente quer que a pessoa remova, que seria a cura da doença que é do espírito. Então essa relação, hoje, a gente fala muito de  academia, hoje tem academia em tudo quanto é canto. Por que? A academia serve para quê?  Até há uns 10 a 20 anos não tinha tanta academia assim. Quer dizer, o ser humano entendeu que o corpo, a gente precisa exercitar para ficar bem. Só que o ser humano não é só fisico, ele é corpo alma e mente. 

A gente já entendeu que o físico é importante, que precisa cuidar, que precisa exercitar para futuramente a gente ter um corpo mais saudável. Agora, e a mente? A mente a gente fala também, que precisa fazer meditação. Fazer exercício para não ter alzheimer, fazer palavras cruzadas, sudoku, que essa cabeça vai ativar. Então você sabe que você tem que exercitar a mente. E o espírito? Que tipo de exercício a gente tem que fazer? O corpo a gente exercita, tem a higiene corporal que é tomar banho, escovar os dentes. Então a gente faz exercício físico, tem a higiene que faz parte da saúde. E no espírito é a mesma coisa. Eu acho que existe essa parte do exercício e também a higiene espiritual. Hoje a gente está aqui, a maioria que está aqui, sabe que fazendo o Otsutome (Serviço Sagrado) e tal, que essa é a higiene espiritual. Talvez a gente nem esteja tão concentrado assim. Mas mesmo escovando os dentes, a gente nem pensa se estou escovando direito, e tá bom. O Serviço Sagrado também, não sei se eu estou errada, mas esse já é o meu pensamento, que tudo bem, que você às vezes está concentrado em outra coisa, e começa a fazer o Serviço Sagrado, mas está fazendo o Serviço. Mas eu acho que o importante é fazer, pois é como se estivesse fazendo a higiene espiritual de alguma forma, melhor do que não fazer.  Tipo, hoje eu não vou tomar banho, hoje não vou fazer o Serviço Sagrado. Existe isso. Mas assim, só pelo fato de você saber que você precisa fazer, porque essa higiene é o que? No Serviço Sagrado nós falamos, “Limpando os males, espanando  as poeiras”, pois no dia a dia a gente acumula poeiras. Então essa limpeza acho que é muito importante. E depois o exercício seria o quê? A gente que está vindo aqui, de pouco a pouco , a gente sempre está ouvindo algumas palavras de reflexão, esse mínimo de reflexão do que a gente ouve e aprende, temos que tentar executar no dia a dia. Ou se não, nem precisa uma reflexão, tipo, Ah, caiu um papel, vou ajudar a pegar. O Pedestre está esperando, vou parar o carro, e deixar passar.  E você se sente bem, não é? Então, são pequenas coisas que, na verdade, às vezes, a gente já está fazendo no dia a dia. Mas é um exercício, sempre pensando no próximo. 

Hoje as academias físicas têm se desenvolvido, eu acredito, que se a gente começar a entender que é necessário esse exercício espiritual, esse exercício mental. E ligando ao que o Massato falou sobre  autismo, que há 10, 20 anos, ninguém falava sobre isso, hoje está sendo mais conhecido. Antigamente, há séculos, todos os canhotos eram vistos como bruxos e hoje é a coisa mais normal do mundo. Eu acho que o mundo tem evoluído. O mundo tem evoluído e hoje as academias estão aí. Então pode ser que a gente consiga criar essa academia do espírito e começando a criar esse olhar. Essa academia, eu acho que vai criar um mundo que a Akie comentou na palestra do mês passado, que é esse mundo de pensar mais no outro,  o amor para o próximo. 

Então acho que a gente que está aqui está no caminho certo.  Então vamos continuar exercitando o corpo, a alma e a mente. 

E eu termino por aqui. 

Obrigada

terça-feira, 12 de maio de 2026

INFORMATIVO Nº 277 - ABRIL DE 2026 PARTE 2

 

Ouro no Concurso das Bandas de Koteki

Bom dia.

Muito obrigado pela presença de todos no dia de hoje.

Agradeço a Akie pelas palavras na cerimônia de hoje, falando de amor, a propagação do amor. Ela falou sobre o amor próprio também, mas o que ela quis dizer hoje, não é o amor próprio das 8 poeiras que temos no ensinamento. Existe a mesma palavra mas em sentidos diferentes. E o amor próprio que ela nos comenta, é aquele que devemos ter para que possamos ajudar as pessoas.

Hoje eu gostaria de ler o episódio 170 com o título “A base é o céu”

Shirobee Umetani ouviu de Oyassama, o seguinte: “Em qualquer santuário e mesmo em qualquer templo budista, após proferir o nome de suas divindades deverá acrescentar Tenri-Ô-no-Mikoto.”

“O prestígio aumenta com a reverência das pessoas. Com a reverencia das pessoas, aqueles que cuidam do local vão se mantendo. Os locais onde Ubussunagami está consagrado também são locais de nascimento. Reverenciar esta divindade é retribuir a gratidão.”

“Tanto os santuários como os templos são locais para reverenciar. Comparados às mãos é tal como cada um dos dedos. Onde se completa ambas as mãos e todos os dedos é na terra original.”

“A base deste mundo é o céu. O centro do céu é Tsukihi. O centro do corpo humano são os olhos. O centro do ser humano é a pureza do espírito, os olhos do espírito.”

 Eu gosto muito deste episódio porque a Oyassama falou exatamente desse amor, que a Akie comentou. Atualmente com a guerra entre o Irã, Israel, Estados Unidos. Mas muitas das guerras que ocorreram neste mundo, são em razão de conflito entre religiões. É uma coisa contraditória, não acham? Se a religião fala de paz porque existem as guerras? Um mestre, uma vez, ele comentou que, se todos tivessem a atitude do que Oyassama ensinou, “Em qualquer santuário ou em qualquer lugar que haja algum santuário, façam a reverência. Se essa frase estivesse nos mandamentos,  a vida plena de alegria neste mundo já teria chegado.”

No Alcorão, por exemplo, está escrito, “Não existirá outro Deus além de Alá”, ou "Não terás outros deuses diante de mim" Ele proíbe a adoração de qualquer outra divindade ou ídolo, exigindo lealdade total a Deus, que se declara único criador, salvador e o primeiro e último. Mas a Oyassama diz, “Em qualquer santuário e mesmo em qualquer templo budista, após proferir o nome de suas divindades deverá acrescentar Tenri-Ô-no-Mikoto.” Que coisa maravilhosa ela nos ensinou.

Então se nós tivermos esse amor que é o que a Akie falou, desse respeito com todas as outras pessoas, a paz do mundo com certeza chegará o quanto antes.

Falando de algumas atividades:

Dia 16 de maio, no sábado, teremos o Sukiyaki, e os convites serão vendidos através do WhatsApp. Gostaria de contar com a colaboração de todos para podermos arrecadar fundos para construirmos o salão Multiuso.

No dia 18 de abril teremos o aniversário de Oyassama que estará completando 228 anos de idade. A Oyasama tem a razão da alma eternamente viva, e todos os anos distribuímos balas aqui na rua lateral da Igreja, mas como esse ano teremos o Akimatsuri no mesmo dia, iremos distribuir para as pessoas que adquirirem o yakisoba.

No final de maio, dia 30, muito provavelmente teremos a visita do condutor da igreja mor que estará vindo para a visita doutrinária. Eu digo, muito provavelmente, porque ele está vindo com escala em Doha, e muitas passagens aéreas via Doha estão sendo canceladas. Sendo assim, gostaria de solicitar para que uníssemos o coração para que essa guerra termine o quanto antes. Não só pelas passagens, mas também por aquele amor que a Oyassama nos ensinou, o da evolução espiritual, tanto a sua como a do outro.

E hoje teremos o treino da banda Koteki, pois na semana que vem teremos o concurso, em Bauru na Sede missionária Dendotyo. Então, para quem puder prestigiar, estão todos convidados.

E antes de encerrarmos para quem quiser receber o Sazuke, uma oração, gostaria que permanecessem aqui no salão que iremos ministrar o Sazuke.

Muito obrigado a todos pelo dia de hoje.

Obs.

1. A passagem do Condutor da igreja Mor foi cancelada em razão da guerra;

2. Está sendo programado o Bazar da Pechincha em junho.

Bolo do aniversário de Oyassama

Balas preparadas para distribuição

Participando do Manabi

Participando do Manabi


INFORMATIVO Nº 277 - ABRIL DE 2026 PARTE 1

 



Palestra de Akie Oshiro.

Bom dia.

O Kaityo san me pediu para eu fazer uma palestra, então hoje gostaria de comentar sobre este livro. Ele se chama “Tudo sobre amor, novas perspectivas”, e ele fala basicamente sobre amor. E é sobre isso que eu queria falar hoje, pois acho que, principalmente no momento que a gente está vivendo hoje, na sociedade, no mundo, é um tema que é muito importante a ser falado.

Falando sobre amor, esse livro fala em como a gente tem uma sociedade baseada no amor. E ela define o que é amor, e vai explicando em vários temas, em vários capítulos sobre como o amor pode ser visto. Não só o amor romântico, mas todos os tipos de amor que existe.

E aí o primeiro capítulo é, Definindo o que é o amor.

A autora cita outra pessoa, dizendo, “Reverberando o trabalho de  Erich Fromm,  ele define um amor com uma vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual, ou de outra pessoa.” E aí eu achei esse trecho muito interessante, porque quando a gente pensa no amor, muitas vezes as pessoas pensam no amor romântico, daqueles filmes de água e sal, da sessão da tarde, que você vai encontrar o amor perfeito. E eu achei muito interessante essa situação dele, porque fala sobre a vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual e o de outras pessoas também.  Então ele não coloca o amor romântico como um tópico. Ele ia falar sobre o próprio crescimento espiritual, que nesse caso, eu interpreto também, um pouco, como o amor próprio, porque, como aquele velho ditado, se você não se ama, como você vai amar o próximo? Eu acho muito interessante como ele coloca isso em primeiro lugar, e depois as outras pessoas, e não o amor romântico, em nenhum momento ele fala sobre isso.

E aí, partindo dessa definição, a autora vai falando sobre os outros âmbitos do amor, sobre amizade, sobre o relacionamento amoroso mesmo, sobre o amor próprio, sobre o amor familiar, e como sociedade também, que é ponto que ela chega em algum momento.

E ela fala que é muito difícil definir o amor, porque através dessa definição dele, às vezes a gente pode enxergar um relacionamento que a gente tem na nossa vida e falar, “Ah, mas não tem amor nesse relacionamento!”.  Só que pode não ser a definição do amor, mas não quer dizer que não tenha carinho. Enfim , ela fala que às vezes é muito duro a gente perceber que, em certos relacionamentos da nossa vida não tem esse amor que ela define. Que é promover o nosso crescimento pessoal e o da outra pessoa, porque isso que é a definição do amor para ela.

E quando a gente se depara com uma coisa que a gente acreditou a nossa vida inteira ser verdade, a gente fala, “Meu Deus do céu, mas isso aqui é muito difícil de aceitar, isso aqui é muito pesado. E pensar, “Nossa, mas não tinha amor nessa relação”? Mas eu acho que não é uma questão de não ter amor, pode não ter o amor definido por ela, que é uma coisa que ela fala, que as pessoas não sabem amar, e nem receber amor.

E ela fala também que o amor é uma ação, que não é apenas um sentimento, é um conjunto de coisas. Ela fala que é uma questão de honestidade, de pensar, como neste trecho, “Começar por sempre pensar no amor como uma ação, em vez de um sentimento, é uma forma de fazer com que qualquer um que use a palavra dessa maneira automaticamente assuma responsabilidade e comprometimento. Somos com frequência ensinados que não temos controle sobre nossos sentimentos, contudo, a maioria de nós aceita que escolhemos nossas ações, que a intenção e o desejo influencia o que fazemos.”

Então é isso. É essa questão de você definir o amor como uma ação e não como sentimento. Porque a gente tem essa questão, do tipo, “Ai, mas eu não consigo controlar o que eu sinto”. Ok, você às vezes não consegue controlar o que você sente, mas você consegue controlar como você vai reagir àquilo. Então, o amor como uma ação é uma coisa que você consegue controlar, uma coisa que você consegue falar tipo, “Eu estou te amando, eu estou fazendo isso”. E eu acho que isso é uma coisa importante também.

E passando para os outros capítulos, ela fala sobre a honestidade. A honestidade também é uma coisa muito importante, para ela, nesse conceito de amor. A criança é muito inocente e sincera e, por exemplo, numa situação social a criança fala alguma coisa, e falam para ela, “não é para falar isso”. E nesse contexto, a gente vai acabando meio que, aprendendo a suavizar a verdade, ou então até mentindo, para passar por aquela situação. E ela fala que desde pequeno a gente é condicionado, a meio que querer agradar os outros. Eu acho que não está errada, às vezes a gente tem que mentir para sobreviver. Eu acho que tem isso também.  E não que seja certo, mas às vezes se faz necessário.  E ela fala que as pessoas não estão preparadas para a verdade. E como a gente está tão condicionada a isso, tanto a falar e a ouvir as coisas mais suavizadas, que a gente não consegue lidar com a verdade .

E quando chega uma pessoa que fala a verdade na sua cara, a gente fica tipo, “Nossa. Calma lá, que pessoa grossa!”. Mas às vezes é também a gente treinar o nosso ouvido, a ouvir, coisas que a gente talvez não queira. É difícil, mas claro que tudo tem um jeito de falar e tudo tem jeito de ouvir.

E ela fala também que a gente aprende a mentir como uma maneira de evitar se ferir e de ferir os outros.

E resumindo ela fala que é muito importante a honestidade para o amor, como o amor na sociedade, porque a gente vive em sociedade. Ela fala sobre amor próprio, que é uma coisa muito importante também. E esse amor próprio eu acho que não vem da questão de ser egoísta, mas eu acho que é mais da gente se aceitar e da gente entender os nossos limites. Eu acho que o amor próprio também vem muito do autoconhecimento, e o autoconhecimento, é uma coisa muito importante na vida, porque às vezes tem gente falando, “Você é aquilo, ou você não é aquilo, você não é o suficiente, você não sei o que lá. Mas se você sabe quem você é, tudo o que as pessoas falam deixa de ser verdade, porque você sabe quem você é, e você sabe que aquilo que a pessoa está falando não é verdade. Então o amor próprio, eu acho que vem disso também. Você saber quem você é, saber da sua fraqueza, dos seus limites, da sua força. E usar isso para o seu bem, e para o bem dos outros.

Então, o amor próprio não uma questão de achar que eu só penso em mim, que é tudo meu. O amor próprio que eu falo é mais nesse sentido.

Quando você não se conhece, você está tão perdido em você mesmo que você não consegue enxergar o próximo. Você se conhecendo, você sabe o que é sobre você, e o que não é sobre você, e as coisas ficam mais fáceis.

  E outra coisa que eu queria falar, é que ela fala sobre “Comunidade: Comunhão Amorosa”. Que é essa questão do amor na sociedade, e como a gente pode exercer isso no nosso dia a dia. E ela fala “Todos nós nascemos neste mundo de comunidade. Raramente, talvez nunca uma criança venha ao mundo em isolamento com apenas 1 ou 2 cuidadores. Crianças vem ao mundo cercadas pelas possibilidades de comunidade, família, médicos, enfermeiros, parteiras e mesmo admiradores estranhos compõem esse campo de conexões. Umas mais íntimas que as outras. Em nossa sociedade, boa parte das discussões sobre valores familiares destacam a família nuclear contido por mãe, pai e preferencialmente um ou dois filhos.” Ela fala sobre esse núcleo familiar que são  os pais, os filhos. Que a gente foca muito amor nisso, só que ela tenta expandir essa visão para a comunidade como um todo.

E ela fala sobre a comunicação honesta entre os seus indivíduos, “A família estendida (que são os nossos tios, nossas avós e todos que compõe a família) é um bom Lugar para aprender o poder da comunidade. Contudo, ela só pode se tornar uma comunidade se houver comunicação honesta entre os seus indivíduos. Famílias estendidas disfuncionais, assim como as unidades menores das famílias nucleares, costumam ser caracterizadas por terem uma comunicação turva.” E aí entra a parte da honestidade que eu falei. Às vezes, essa comunicação fica perdida ou então a gente entende uma coisa que na verdade não é. Por isso que a honestidade nesses casos é tão importante. E por isso que ela define o amor também, porque fica claro quando a gente sabe das coisas claramente, é muito difícil a gente distorcer aquilo, e as pessoas entenderem errado, porque está definido. É uma coisa muito clara.

E às vezes é sobre isso que faz falta também na comunicação. Uma comunicação clara em que todo mundo entenda e todo mundo se escute. Ela fala sobre essa comunidade que começa na família, a nossa família nuclear, para a nossa família estendida, que é o nosso primeiro contato em comunidade, aonde a gente vai aprender o que é certo, o que é errado, o que é o carinho com as outras pessoas, é onde a gente aprende tudo, é a nossa primeira escola da vida. Não que o que a gente aprende na nossa família, seja a verdade absoluta, porque cada família é de um jeito, cada um vem de algum lugar diferente, de criações diferentes, então cada família tem os seus valores. E a sociedade como um todo também deveria ter esses valores mais em consenso. Devia ter um consenso entre o que faz uma sociedade . A gente querendo ou não, tem que viver com outras pessoas e se a gente puder viver do jeito mais pacífico, não digo nem pacifico mas, mais de respeito mútuo. Pois o respeito é uma coisa muito importante. E o amor na comunidade faz você enxergar o outro como parte da sua família. Claro que às vezes é difícil porque tem pessoas que você fala, “Meu Deus!” Mas quando a gente vive em  comunidade com base no amor, a gente vê a outra pessoa que a gente não conhece, com menos medo, o estranho não é tão estranho assim, então quando a gente tem essa base firme, é como uma pirâmide, se a base está bem estruturada, todo o resto vai fazer sentido e as coisas funcionam de um jeito amoroso.

Se a gente pegar uma sociedade baseada no amor hoje em dia, eu particularmente acho muito difícil, porque teria que, na minha cabeça, acabar com tudo e começar do zero. Mas já que não dá para fazer isso, então a gente tem que começar de algum lugar. E a gente começa dentro da nossa família e vai assim estendendo para os outros lugares. Então, essa coisa de querer a sua evolução e a evolução do outro, começa consigo mesmo, dentro da família. E a gente vai expandindo para os amigos, para o trabalho, até chegar na sociedade inteira, que é o objetivo.  O que seria muito bom.

Eu tenho 25 anos. E essa galera nova que está chegando... Gente! O futuro depende da gente. Se não for a gente não tem outro que vá. Então eu acho que mesmo que pareça desesperançoso, que esteja acontecendo um milhão de coisas no mundo agora, se a gente não continuar, se a gente parar agora acabou mesmo. Parou na gente, acabou. Não tem mais quem vai fazer isso pela gente, e se a gente não passar isso para as próximas gerações, também acabou para gente.

 Então o que eu queria falar é mais ou menos isso. Que o futuro depende da gente. Querendo ou não depende da gente, e não só da gente que é novo, mas de todo mundo, tá gente? Vocês ainda estão vivos, tá todo mundo vivo aqui. E podem continuar fazendo, porque tem ainda tem muito trabalho para fazer.

 Bom, eu acho que é isso que eu queria transmitir, não sei se deu para entender o que eu falei. Eu tive muito tempo para preparar e não preparei nada. Mas eu falei do meu coração. E muitas vezes é o que importa.

Então, quem não entendeu leia esse livro, porque ele é muito bom.

Enfim, tamos aí!



sábado, 28 de março de 2026

INFORMATIVO Nº 276 - MARÇO DE 2026

 

DEPOIMENTOS DAS PARTICIPANTES DO CURSO DE FORMAÇÃO ESPIRITUAL - SHUYOKAI

MIWA ISHII

Depoimento da Fiel Miwa Ishii
Bom dia a todos.

Hoje vou falar um pouco sobre o que senti cursando o shuyokai e as minhas experiências. 

Como eu nasci dentro da religião, então, por muito tempo, eu praticava tudo por costume. Eu fazia porque sempre fez parte da minha vida, mas sem refletir profundamente sobre o significado dos ensinamentos.

Quando passei 28 dias no Dendotyo, estudando e convivendo mais intensamente a rotina da igreja, percebi que aquela experiência seria diferente. No começo foi desafiador: nova rotina, responsabilidades e convivência constante com outras pessoas. Mas aos poucos entendi que tudo aquilo estava me ajudando a crescer.

Os ensinamentos que aprendi durante o curso me fizeram olhar mais para dentro de mim. Comecei a refletir mais sobre minhas atitudes, meus pensamentos e minhas intenções. Percebi que viver a fé vai além de participar das atividades — é praticar os princípios no dia a dia.

Nesse período também aconteceram alguns acidentes que marcaram muito a todos nós, cerca de três pessoas acabaram ficando em cadeira de rodas. Foi uma situação delicada, que trouxe muita reflexão. Senti que talvez fosse um alerta de Deus para refletirmos se estamos realmente seguindo o caminho certo e agindo de acordo com os princípios de Kamisama (Deus). Isso me fez amadurecer e analisar mais minhas escolhas.

A convivência também me ensinou muito. Aprendi a ter mais empatia e paciência, entendendo que crescer na fé também é saber conviver melhor com as pessoas.

Mesmo assim, eu sei que ainda tenho muito a aprender. Esses 28 dias não me fizeram saber tudo, mas despertaram em mim a vontade de continuar me aprofundando e vivendo minha fé de forma mais consciente.

Muito obrigada.


LISSA NAKAMURA

Depoimento da Fiel Lissa Nakamura

Hoje eu vou compartilhar com vocês a experiência que eu tive vivendo por 28 dias no Dendotyo fazendo o curso Shuyokai 

Na verdade, antes de ir para o Shuyokai eu fiz outro curso, o Gaku. Então, antes de chegar no Dendotyo, eu estava com muito medo, estava muito apreensiva também de ir para lá, porque na verdade não seriam apenas 28 dias, seria mais de um mês convivendo com as mesmas pessoas, tendo um ritmo muito diferente do meu dia a dia. Principalmente por ter sido nas férias naquela época, já que nas férias nós costumamos acordar mais tarde (entre 9 e 12 horas), mas lá não, era necessário acordar às 4h50 para conseguir levantar e ir para o Shinden às 5h30, que é o horário do Otsutome.

Mesmo assim, foi uma rotina muito agradável. Ver o esforço dos outros me motivava a me esforçar também. Outro medo que eu tive foi de não conseguir conversar com as pessoas, não conseguir socializar com o pessoal de lá ou acabar acontecendo alguma coisa ruim durante o curso. Mas, graças a Deus, deu tudo certo e praticamente nada de ruim aconteceu, tirando o fato de que umas três pessoas precisaram usar cadeira de rodas e também houve muitas pessoas doentes.

O Kimura Sensei, um dos professores do Shuyokai, explicou que ter tantas pessoas com enfermidades na região da perna não era apenas coincidência. Ele disse que, se havia tantas pessoas com o mesmo problema, era importante que todos nós refletíssemos sobre os sentimentos e pensamentos que estávamos tendo durante o curso. Esse foi um dos ensinamentos que mais me marcou no Shuyokai.

Outro ensinamento que me marcou bastante foi o do Innen (predestinação). Ver os professores explicando sobre como cada coisa que já aconteceu na nossa vida foi o que Kamisama (Deus-Parens) predestinou para nós é algo muito profundo de se pensar. Oyassama disse que a predestinação está relacionada com a nossa vida passada, que nós plantamos para depois colher. Toda vez que eu penso nisso começo a refletir sobre como está a minha vida agora: coisas boas e coisas ruins que já me ocorreram até o momento.

Na verdade, eu gosto de pensar mais nas coisas boas que já me aconteceram, até porque a maioria delas são boas. Isso me faz refletir novamente: para minha vida ser tão tranquila e tão agradável, talvez eu tenha sido uma boa pessoa na minha vida passada, pelo menos eu espero.

E por eu estar vivendo uma boa vida agora, eu apenas gostaria de agradecer a Deus-Parens e a Oyassama por terem me colocado em um lugar tão bom, com pessoas tão boas ao meu redor. 

Muito obrigada.


PALAVRAS DO CONDUTOR DA IGREJA REVERENDO JOSÉ KATSUMI ISHII

Palavras do Condutor da Igreja Tsu Hakuryu Rev José Katsumi Ishii

Muito bom dia a todos. 
 
Estamos terminando com bastante ânimo, a Cerimônia de março, e neste mês agradecendo as palavras das meninas que cursaram o Curso de Formação Espiritual, o shuyokai do Brasil. Muito obrigado.

Hoje gostaria de comentar o episódio 169 "Deve Ficar Muito Bem" sobre Oyassama

Oyassama já bastante idosa, disse a Hissa Kajimoto que lhe servia sempre perto:

“Se houver algo que deseje, peça-me.”

E ainda,

“Se houver algo que deseje comprar, traga dizendo que o comprou para a vovó.”

Certa vez, Oyassama adquiriu um corte de tecido vistoso de um vendedor ambulante. Estendeu-o no seu próprio ombro com sorriso, dizendo:

“Isto deve ficar muito bem em mim, não?”

E concedeu-o a Hissa dizendo:

“Isto é para você.”

Numa outra ocasião, comprou uma presilha com pequenos corais de um artesão de conchas que viera de Nagasaki. Desta vez também, prendeu uma vez nos seus próprios cabelos, afirmando:

“Isto deve ficar muito bem.”

E entregou-a a Hissa dizendo:

“Dou isto para você.”

Desta forma, Oyassama adquiria os objetos como se fossem para si e depois dava-os para os outros. Nota-se nessa atitude a sua preocupação para que as pessoas não se incomodassem. Todos ficavam profundamente emocionados com os presentes cheios de amor recebidos de Oyassama.
Essas presilhas eram feitas da couraça de uma espécie de tartaruga do mar.

Quando o Shimbashira sama veio para a nossa igreja, nós queríamos recebê-lo da melhor forma possível. Então compramos um jogo de sofá para colocar na sala. E passado alguns anos, os sofás já estavam bem surrados. Foi quando resolvemos reformar o sofá que o Shimbashira sama sentou. Na realidade ficaria mais caro do que comprar um novo, mas o sentimento de que foi sentado por ele, essa alegria, ficará para sempre. 

Receber algo que foi usado pelo menos uma vez por Oyassama significa receber uma lembrança dela. E esse sentimento é muito ótimo. 

José Katsumi Ishii

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

INFORMATIVO Nº 275 - FEVEREIRO DE 2026

 



OHANASHI YUJI – TSUKINAMISSAI TSU HAKURYU – FEV/2026

Bom dia à todos!

Gostaria de agradecer ao Kaityousan que me convidou para dar umas palavrinhas neste mês.

Na hora a gente fica meio que pensando, o que vou falar de interessante para as pessoas?  

Mas aceitei, e essas palavrinhas acabaram virando o começo de um livro.

Para quem não me conhece sou o Yuji Teramoto, e vou contar de novo e rapidinho como comecei o caminho na Tenrikyo.

Lá pelo início da década de 90, não vamos falar de idade aqui, conheci o Kichio e o Maury por um amigo em comum, mas fez o destino esse amigo se afastar devido aos estudos, e continuei a amizade com o Kichio e a turma toda, o Maury, Shori, Ricardo.

Nessa época morava sozinho, minha Família toda tinha ido para o Japão como Dekasseguis, mas como eu trabalhava e tinha acabado de entrar na faculdade, minha Mãe falou pra ficar aqui no Brasil e continuar.

Mas o pior é que morei sozinho, não sabia cozinhar e por isso era muito magrinho. Ainda não tinha restaurantes por kilo e nem Ifood na época. Então os finais de semana pra mim eram muito complicados, não era fácil!  Imagina, nem tinha Mac Donalds na cidade.

Bom, agora vocês vão entender a relação dessa historinha e como entrei na Tenrikyo...

Foi quando o Kichio falou pra vir almoçar no Kyokai num domingo, geralmente no primeiro domingo do mês, em torno de 11:00 hs da manhã.  Eu chegava bem na hora do ohanashi do Kaityosan, e ouvindo as suas palavras comecei a me interessar pela Tenrikyo e o seu ensinamento.  E também a entender que não era apenas um almoço de domingo, mas tinha uma cerimônia, e que começava bem mais cedo.

A partir daí tem muitas histórias pra contar nesses anos todos, até me casei com uma fiel aqui da Igreja, a Lucy, e já estamos juntos há mais de 23 anos, e até virei Yoboku!

Sou da primeira geração dentro da Tenrikyo, mas acredito que de alguma forma já tinha como destino seguir a este caminho.

Minhas palavras de hoje estão baseadas na leitura da Instrução 4, o período de 3 anos Mil dias, tendo em vista a Celebração dos 140 anos do Ocultamento Físico de Oyassama. 

Um período que realmente faz a gente refletir sobre muitas coisas que aconteceram.

Nas leituras da Instrução 04 tem algumas frases que sempre me chamaram a atenção.

“O período de 03 anos, mil dias para o decenário de Oyassama é o tempo de praticar o ensinamento e de trabalhar mais ativamente na caminhada da dedicação sincera à salvação, tendo como meta a vida-modelo.”

Comecei a refletir melhor as palavras de Oyassama que dizia:  “Salvando os outros, estará salvando a si mesmo.  Ensinou que, ao caminhar totalmente dedicado à sincera salvação, o espírito se purifica naturalmente e será salvo, tornando-se alegre e animado.”

Agora contando um pouco dessa minha caminhada e dos acontecimentos mais recentes.

Em 2022 ocorreram algumas coisas, justamente no ano anterior ao início dos 3 anos Mil dias.

Nesse ano fui demitido do trabalho depois de 32 anos na empresa, devido ao encerramento das atividades da divisão em que trabalhava, e mais de 100 pessoas foram demitidas no total.  Isso impactou muito na minha perspectiva de vida, principalmente no lado financeiro, pois não teria mais salário, plano de saúde, e todos os outros benefícios que um emprego te daria. 

Mas logo após a demissão decidi abrir uma empresa de representação comercial, junto com o meu colega de trabalho, na área de vendas no segmento de construção civil que a gente conhecia, e partimos para esse novo desafio.

Tínhamos passado também pelo período da Pandemia, que impactou muito na época e foi difícil para várias pessoas.  Apesar de ter sido demitido, e depois por ficar trabalhando em casa, isso acabou sendo muito importante para que pudesse estar mais próximo da minha Família, principalmente da minha filha Kaori, pois as crianças e adolescentes sentiram bastante os efeitos da Pandemia devido ao isolamento social.

Em 2022 o meu filho Haruki avisou a gente que iria sair de casa, primeiro foi um impacto pela notícia, mas depois pensamos e ficamos felizes por ele tomar essa decisão, realmente tinha virado um adulto e seguiria o seu caminho.

Antes do início do período dos 03 anos Mil dias, havia determinado que se passássemos bem por essa nova fase de mudanças em nossas vidas, a Lucy regressaria para reverenciar e agradecer a Oyassama em Jiba, o objetivo era para ser entre 2023 a 2024, mas por diversos motivos ela acabou não indo.

Mas a Oyassama faz tudo certinho pra gente seguir no caminho, no final de 2024 ficou decidido que a Kaori iria fazer o Semina em Jiba, em Julho de 2025, pois ela estava na idade limite para fazer esse curso, e para ouvir as preleções do Besseki para ter a concessão do Dom do Sazuke.

Com isso voltei a determinar que a Lucy deveria regressar para Jiba junto com a Kaori e agradecer a Oyassama como determinado inicialmente.  Elas já foram no ano passado e deu tudo certo!

Quanto ao meu trabalho na empresa está indo bem graças a Kamissama e Oyassama.  Sociedade numa empresa não é fácil, mas já se passaram 03 anos e junto com meu sócio estamos seguindo firmes e fortes.

Sinceramente, depois de atravessar essa fase não estava pensando em fazer o regresso a Jiba em 2026, pois tinha o trabalho, não teria tempo, e outras questões familiares, e também já havia cumprido a minha determinação no ano passado através da Lucy, para reverenciar e agradecer a Oyassama.

Mas lendo o final da Instrução 4, a gente acaba refletindo.

“Tendo a celebração da cerimônia decenária de Oyassama como o tempo oportuno para a evolução. Todo nós, atraídos a este caminho, vamos avançar com todas as forças unindo o espírito na caminhada da salvação mundial para contentar e tranquilizar Oyassama eternamente viva.”

Enxerguei que a Oyassama de alguma forma fazia a gente refletir sobre os acontecimentos pelo que passamos, e por ser este ano tão importante para nós Tenrikyanos, decidimos regressar pra Jiba, nós 03 juntos...Eu, a Lucy e a Kaori, e ir pessoalmente reverenciar e agradecer a Oyassama.

E pra finalizar a Lucy sempre atualiza o Calendário da Tenrikyo com as frases do dia, o que me faz refletir com a leitura, pois acredito que independente da nossa idade, sempre temos o que aprender e evoluir espiritualmente na vida.

Tem várias frases boas, mas algumas gostaria de passar pra vocês.

“Torne o seu espírito amável, salve o próximo e mude os seus hábitos e o temperamento”.

“Boas ações geram boas coisas. As más geram coisas ruins”.

“Marido e Mulher juntos no Hinokishin, isto é a primeira semente das coisas”.

“Levantar cedo, ser honesto e trabalhador. Há uma grande diferença de mérito entre ser acordado e acordar os outros de manhã”.

Bom, o resto da minha história quando terminar o meu livro, passo pra vocês.

Assim encerro as minhas palavras.


Formandos do curso de formação espiritual. Leticia Miwa Ishii e Karen Lissa Nakamura

Palestrante de Fevereiro de 2026, Fiel Yuji Teramoto

Palestrante de Fevereiro de 2026, Fiel Yuji Teramoto


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

INFORMATIVO Nº 274 - JANEIRO DE 2026

 

Reverência a Jiba nos 140 anos de ocultamento físico de Oyassama


Palestra da Grande Cerimônia de Janeiro de 2026 

Muito bom dia a todos. 

Estamos terminando com bastante ânimo, a Grande Cerimônia de janeiro. Agradeço a todos pelo esforço e dedicação durante todo o ano fazendo das cerimônias da Igreja Tsu Hakuryu um momento de bastante alegria, momentos de abrir o coração com a Oyassama, contando as suas alegrias e também solicitando soluções para os seus problemas.

Daqui a exatamente 22 dias, no dia 26 de janeiro de 2026,  será celebrada em Jiba, na Terra Natal da humanidade, a cerimônia de 140 anos desde que a Oyassama se ocultou fisicamente que não podemos mais vê-la. A Oyassama que deixou a sua vida física por apressar a salvação de todos com a realização do Serviço Sagrado. 

Há pessoas que dizem que a vida modelo de Oyassama foi de 90 anos. Mas o Shimbashira II afirmou que a vida modelo de Oyassama começa a partir do momento em que ela se torna Sacrário de Deus-Parens. Podemos imaginar que a vida da Oyassama até os 40 anos, é uma vida em que achamos realmente magnífica, mas na realidade é uma vida em que deveria ser normal para qualquer pessoa do mundo, com o espírito puro que é o de estar sempre pensando nas pessoas ao nosso redor. 

Mas a partir do momento em que ela se torna sacrário de Deus-Parens, o espírito dela é o espírito de Deus-Parens, que tem o desejo de salvar toda a humanidade ensinando o Serviço que salva a todos.  E despendendo longos 50 anos, ela concentrou todos os esforços para ensinar a importância da dedicação única à salvação: primeiro o Serviço do Kanrodai, e depois o dos Doze Hinos. Portanto, é um Serviço extremamente importante cuja execução não se permite um único erro. 

Mas mesmo apressado na salvação, as pessoas não realizavam o Serviço para não causar a prisão de Oyassama. 

Está escrito no livro “Minuta da Vida de Oyassama”:

Todos desejavam executar o Serviço com os instrumentos musicais, de acordo com a vontade de Deus-Parens; porém, era impossível realizá-lo sem que ninguém percebesse. Ao pensarem nisso, julgaram ser a única solução oficializar-se ligando a uma igreja qualquer, de modo que pudessem executá-lo conforme as palavras divinas e sem causar qualquer problema a Oyassama.

Justamente nessa época, houve a sugestão para solicitar ao Templo Jifuku para se tornar uma igreja afiliada. A isso Oyassama disse:

“Não façam tal coisa. Deus-Parens se retirará.”

Embora não correspondesse à vontade de Deus-Parens, o filho de Oyassama, Shuji, pensando nas detenções de Oyassama, decidiu executar tal ação para garantir a segurança dela e dos outros, não se importando com o que lhe viesse a acontecer, e disse: “Apesar de tudo, eu vou.”

Assim, partiu, pondo em risco a própria vida. Não houve quem quisesse acompanhá-lo, quando Yonossuke Okada (Yossaburo Miyamori) ofereceu-se espontaneamente, não suportando deixar uma pessoa que sofria da perna ir sozinha.

Assim, em 22 de setembro, foi inaugurada a Irmandade Tenrin-ô, quando foram queimados cedros em frente ao portão, e foram chamados alguns bonzos para fazerem sermões. 

Embora fosse uma medida legal, era um completo desvio do Caminho.

Na ocasião da queima dos cedros Oyassama saiu tal como estava, vestida de vermelho. Sentou-se e sorrindo ficou assistindo um pouco, mas logo retirou-se para o seu quarto.

Quando lemos esta parte do episódio 73, imaginamos que Oyassama estava feliz por ter conseguido a permissão de se oficializar a qualquer igreja para poder realizar o Serviço. 

Mas quanto a esta solicitação ao Templo Jifuku, Oyassama já havia dito:

“Se fizer isso, Deus-Parens se retirará.”

Ao refletirmos nessas palavras e na sinceridade de Shuji que arriscou a sua vida, dizendo: “Não importa o que possa me acontecer” — sentimos e podemos entender a atitude de Oyassama o seu infinito amor maternal e não há como deixar de nos comover, quando ela sentou-se assistiu um pouco sorrindo e retirou-se.

A Tenrikyo e o templo Jifuku não possuiam nenhuma relação à doutrina. Como forma de se desviar e evitar a perseguição e a opressão das autoridades, e de receber uma autorização oficial é que Shuji procurou esse caminho através desse templo. Porém, era uma forma contrária ao desejo de Deus-Parens. Pois se pensarmos em Deus-Parens, no Deus que criou o mundo e os seres humanos, é como se um chefe tivesse que pedir autorização para o subchefe para poder realizar o Serviço. 

O resultado das palavras “Se fizer isso, Deus-Parens se retirará.”  foi que Shuji retornou no ano seguinte, em 1881. O fato de ter retornado é uma parte da vida modelo, ensinando a todos nós que devemos sempre estar com o coração de acordo com a vontade de Deus-Parens, sendo que este mundo é conduzido pela razão de Deus. Nós seres humanos é que muitas vezes pensamos que este mundo é conduzido pela mente e pela força humana. 

Mas o amor de Deus-Parens por nós seus queridos filhos é muito grande. Eu penso que o fato de Shuji ter feito inúmeras coisas para que a Oyassama não tivesse que passar por sacrifícios, fez com que a alma dele voltasse a este mundo para se tornar o segundo Shimbashira. 

Mas o mais importante desta Grande cerimônia do dia de hoje é relembrar e agradecer a Oyassama e aos precursores que passaram por inúmeras dificuldades, que nem imaginaríamos, é que existe o caminho de hoje. 

E não esquecer que a Oyassama dedicou longos 50 anos de sua vida para nos fazer entender que o Serviço Sagrado é a rememoração da criação dos homens, sendo assim, praticando, estamos renascendo em vida, nos livrando de toda a má predestinação para que possamos alcançar a vida plena de alegria e felicidade. 


Muito obrigado 

José katsumi Ishii


Neste mês teremos o Gakuseikai; o Encontro infantojuvenil, o Tsudoi; o Shuyokai, e no mês de fevereiro o Curso de doutrina. Vamos o quanto antes realizar os cursos para sempre elevarmos a nossa evolução espiritual.


Regresso a Jiba do Condutor da Igreja Tsu Suzano e esposa

Regresso a Jiba do Condutor da Igreja Tsu Suzano e esposa


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