A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

INFORMATIVO Nº 283 - OUTUBRO DE 2026

 

Muitos Regressantes a Jiba na Grande Cerimônia de Outubro

Muito bom dia a todos.

Acabamos de realizar com o espírito radiante, a Grande Cerimônia de outubro. Agradeço a presença de todos no dia de hoje. Imagino que Deus-Parens, Oyassama e os antepassados estejam imensamente felizes.

O dia 26 de outubro de 1838 foi o dia em que a Oyassama, nossa mãe, foi tomada como sacrário de Deus. E foi o dia prometido por Deus-Parens no momento da criação humana, depois de passados 900.099.999 anos, de que traria a Oyassama de volta a este mundo para que fosse reverenciada como Deusa. Então podemos entender que este mês é a celebração da criação dos homens. 

Como lembrança da celebração dos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama, o Shimbashira presenteou uma escrita com os dizeres "Dedicação sincera a Salvação, Dedicação sincera ao Serviço” a todas as igrejas. Após a cerimônia dos 140 anos do ocultamento físico de Oyassama, o Shimbashira no salão de reuniões falou sobre o seu pensamento sobre a escrita. Ele falou que a "Dedicação sincera a Salvação" é algo que a igreja jamais deve esquecer e que a "Dedicação sincera ao Serviço" é algo que a igreja jamais deve negligenciar. 

A igreja deve ter em mente que a "Dedicação sincera a Salvação", que significa dedicar-se a ajudar o próximo por gerações, e a "Dedicação sincera ao Serviço", que significa unir as mãos e dedicar-se ao Serviço para animar e contentar Deus-Parens e a Oyassama são de suma importância nas atividades da igreja.


Hoje eu gostaria de comentar o episódio 174.  Se Afrouxar a Força ...

Foi um fato ocorrido num dia em que Hidenobu Nakano, ex-samurai do Feudo de Koizumi, em Yamato, muito conhecido por ser exímio em jiu-jitsu e kendo, regressou a Jiba e encontrou-se com Oyassama, que lhe disse:

“Nakano, você é conhecido como um homem forte. Então, experimente livrar-se das minhas mãos.”

E segurou ambos os pulsos dele, que tentou desvencilhar-se, como lhe fora ordenado. No início, Nakano puxou as mãos com muita cautela e foi impondo força progressivamente. Porém, não conseguiu livrar-se. De modo que, mais sério, concentrou toda a força em ambas as mãos, puxou-as para desvencilhar-se com grito peculiar de jiu-jitsu: “Iah!” No entanto, apesar da idade avançada, Oyassama continuou imóvel e calma.

Nakano, que se orgulhava de sua força, com o rosto inteiramente ruborizado, procurou livrar-se por várias vezes com toda a sua força. Porém, nada adiantou e ela apenas permanecia sorrindo como antes.

Além disso, o que lhe assustou mais foi o fato de que, à proporção que puxava impondo maior força, sentia os pulsos cada vez mais apertados e, afinal, começou a sentir tamanha dor que lhe pareceu estarem prestes a romper-se. Enfim, não pôde suportar mais e rendeu-se: “Perdão. Peço que me liberte.” Então, Oyassama foi soltando lentamente, enquanto lhe dizia:

“Não é preciso pedir perdão. Se afrouxar a força de sua parte, Deus também afrouxará. Se impuser força de sua parte, Deus também imporá. Este não é um fato apenas deste momento.”

Nakano era o soldado que cuidava dos cavalos do general. Na era de Edo possuía uma posição intermediária na hierarquia do exército do senhor feudal. Hidenobu Nakano foi instrutor e professor de jiu-jitsu e kendo do primeiro Shimbashira. Em 1908, quando foi inaugurada a Escola de Ensino Médio de Tenri, foi professor de educação física, ensinando judô e kendo. 

Ao final deste episódio está explicado que Deus dará a sua graça de acordo com o espírito das pessoas. Se as pessoas trabalharem animadas, Deus também ficará animado e concederá a sua graça.

Através deste episódio percebemos que se a Oyassama fosse uma mulher comum não teria as mínimas condições de realizar esta prova de força. Temos a certeza de que uma força externa tem realizado esta demonstração. 

E ela, como sacrário de Deus nos deixou inúmeras provas, mas não de forças, e sim de que com o espírito elevado e ligado à salvação, podemos viver a vida plena de alegria e felicidade. E este espírito elevado e ligado à salvação é demonstrado neste novo panfleto confeccionado para a divulgação deste ano. 

Para aqueles que ainda não tem, gostaria que levassem para as suas casas. 


O panfleto começa com o título: O Brilho das palavras de Oyassama nos tempos atuais

A fundadora da Tenrikyo, senhora Miki Nakayama, em cada ocasião oportuna, gentilmente fazia explicações sobre como viver tendo como base o ensinamento. Em cada uma de  suas simples e calorosas palavras encontravam-se dicas para que todas as pessoas do mundo pudessem viver felizes.

Quando nos encontrarmos com as incertezas e inseguranças da vida, vamos buscar sustentação nas palavras de Oyassama.

"Trabalhar significa facilitar a vida das pessoas ao seu redor."

Quando falamos em trabalhar, tendemos a pensar que é para o nosso próprio bem, para o nosso próprio sustento, mas, na verdade, o importante é o trabalho que contente os próximos e que seja útil à sociedade.

"Pessoas com espírito do algodão, este é o desejo de Deus."

Os tecidos de fibra são frescos no verão mas são frios no inverno. A seda é fina, mas quando fica velha, não serve mais. Comparado aos demais, o algodão é barato e convencional, mas tem larga utilização é algo valioso que pode ser usado até ficar bem velho. Se trabalhar com esse espírito do algodão, será amado tanto pelos próximos como por Deus.

 "Tenha espírito gentil. Salve as pessoas. Livre-se dos vícios e dos maus costumes."

Tenha o espírito gentil que aceita e perdoa integralmente o próximo; o espírito que deseja a salvação do próximo. À medida em que se cultiva o espírito dessa forma, os vícios e maus costumes vão sendo eliminados.

"Para contentar e retribuir aos pais, não é preciso dinheiro. Satisfaça-os com massagens."

Quando falamos em contentar e retribuir aos pais, logo pensamos em presenteá-los com viagens ou bens materiais. Entretanto, não importa a forma como o faça, o importante é fazê-lo com espírito realmente sincero.

"Valorize todas as coisas. Use-as dando-lhes o devido valor. Tudo são dádivas de Deus."

Todas as coisas existentes neste mundo são dádivas concedidas por Deus. Não existe nada que possa ser feito apenas com a força humana. Devemos utilizar todas as coisas valorizando-as e agradecendo a Deus.

"Ao comer, todos devem apreciar dizendo: está gostoso, está gostoso." 

Todos os alimentos se desenvolvem graças à providência oportuna de Deus. Quando se diz "está gostoso", está embutido aí o espírito de humildade e de gratidão por ser vivificado alimentando-se de outras vidas.

"O mundo todo, assim como estas uvas, deve ter espírito redondo e caminhar unido,"

Um cacho é formado por inúmeras uvas redondas. Cada uma delas é como um "filho" que se reúne em torno dos “pais” É importante que todos os seres humanos do mundo vivam em harmonia, salvando-se e ajudando-se uns aos outros,

"Existem pessoas que são boas dentro de casa e ruins fora, e existem pessoas que são ruins dentro de casa e boas fora. Entretanto, sentir raiva, ser egoísta ou intempestivo é ruim. Cada palavra é muito importante."

O fato de sentir raiva normalmente provém do egoísmo. Para que haja harmonia no casal, é importante que haja compreensão mútua e o uso de palavras que contentem


Muito obrigado.


Yakisoba no Tenri Matsuri

Yakisoba no Tenri Matsuri

Muitos Regressantes a Jiba na Grande Cerimônia de Outubro

Muitos Regressantes a Jiba na Grande Cerimônia de Outubro

Camila Akie Oshiro recebendo o dom do Sazuke

Camila Akie Oshiro recebendo o dom do Sazuke

Camila Akie Oshiro recebendo o dom do Sazuke

Curso de Habilitação para condutores de Igreja

Regresso a Jiba

Associação Feminina


terça-feira, 29 de setembro de 2026

INFORMATIVO Nº 282 - SETEMBRO DE 2026

 

Palavras da fiel Miwa Ishii sobre a experiência no Seminário em Jiba


Depoimento da Fiel Miwa Ishii realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Hoje vou falar sobre minha experiência no Seminário da Tenrikyo em Jiba no Japão.

Antes de viajar, eu havia feito o Shuyokai, onde aprendi muito sobre os ensinamentos, principalmente na teoria. No Seminário, tive a oportunidade de colocá-los em prática.

Uma das coisas que mais gostei foi visitar a casa de Oyassama. Foi muito especial poder conhecer um lugar sobre o qual eu só via em livro 

Também tivemos a oportunidade de fazer divulgação. Mesmo quando a pessoa não falava a mesma língua que a gente, tentávamos dar um jeito de nos comunicar. No começo, eu achei que seria um pouco difícil, mas acabou sendo uma experiência muito boa.

E não foi só na divulgação que conheci pessoas diferentes. Durante o Seminário, conheci pessoas de vários países e fiz amizades que eu não esperava fazer. Foi muito interessante poder conversar com pessoas de culturas e pensamentos diferentes dos meus.

Nas aulas, a gente também tinha bastante contato com outras pessoas. Fazíamos atividades em grupo, conversávamos sobre nossas opiniões. Eu gostei bastante disso porque pude ouvir opiniões diferentes das minhas e comecei a enxergar algumas coisas de uma forma diferente.

Durante o Seminário, aprendi mais sobre os ensinamentos e sobre a importância de ajudar os outros, especialmente por meio do Sazuke.

Percebi a diferença entre conhecer um ensinamento e colocá-lo em prática. Por isso, o Seminário foi muito mais do que uma viagem: foi uma experiência de aprendizado, reflexão e crescimento.

Sou muito grata por essa oportunidade e espero levar tudo o que aprendi para minha vida, continuando a ajudar as pessoas ao meu redor.

Muito obrigada.


Palavras da Fiel Lissa Nakamura sobre a experiência no Seminário de Oyasato


Depoimento da Fiel Lissa Nakamura realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Bom dia. Hoje gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência durante o Seminário de Oyasato e o Besseki.

Quando surgiu a oportunidade de ir à Jiba, no Japão, junto com praticamente toda a minha família, fiquei muito feliz. No início do ano, eu olhava constantemente o calendário para acompanhar quantos dias faltavam para a viagem. Afinal, é uma oportunidade que acontece a cada dez anos e que, para mim, representa uma experiência praticamente única: poder tocar koteki em Jiba e também receber o ouro lá.

Acredito que muitas das pessoas aqui saibam como é a sensação de regressar à Jiba. É difícil explicar exatamente em palavras, mas parece que o corpo e o coração ficam mais leves. É uma sensação muito particular: sentir o calor do verão, ouvir o som das pedrinhas enquanto caminhamos em direção ao Santuário na Sede, Hombu, sentir o cheiro do tatame... São coisas simples, mas que me fazem perceber que Jiba realmente é a nossa segunda casa, como sempre ouvi desde pequena.

Antes mesmo de viajar para Jiba, no Japão, já estava decidido que eu faria o Seminário de Oyasato e o Besseki. E, como planejado, eu e a Miwa, mesmo passando por alguns pequenos perrengues durante o caminho, conseguimos assistir a todas as preleções e cumprir tudo dentro do tempo necessário para o Seminário.

Durante o curso, uma das coisas que mais me marcou, além das risadas e das novas amizades que levarei para o coração, foi poder conhecer pessoalmente e enxergar de verdade parte da história que sempre ouvi contar. Tivemos a oportunidade de visitar lugares por onde Oyassama passou, como a casa onde ela nasceu, o local onde viveu depois de se casar e o templo onde os seguidores daquela época realizavam o Serviço, Otsutome. Estar nesses lugares fez com que aquilo que eu conhecia apenas por meio de histórias e ensinamentos se tornasse algo muito mais real e próximo para mim.

Ao receber o dom do Sazuke, acredito que não fui a única a me emocionar. Muitas das pessoas que estavam recebendo também ficaram muito emocionadas e com vontade de chorar naquele momento. No meu caso, acredito que essa emoção tenha sido ainda maior porque é algo que escuto desde pequena.

Todos os meses, antes da Cerimônia Mensal, o Tsukinamissai da nossa igreja, eu e meus primos fazíamos o juramento da Associação Infantojuvenil, o Shonenkai, para ajudar a organizar o Shinden. E, durante muito tempo, eu repetia naquele juramento as palavras “para ser um excelente Yoboku”, sem sequer compreender completamente o que significava ser um Yoboku.

Com o passar dos anos, fui aprendendo e entendendo cada vez mais o significado dessa palavra. E agora, finalmente, pude compreender de uma maneira muito mais profunda o que significa ser um Yoboku e receber a missão de levar o ensinamento adiante.

Espero que, assim como muitas pessoas puderam me ajudar por meio do Sazuke, eu também consiga ajudar muitas outras pessoas, levando a elas o mesmo sentimento de esperança e acolhimento que um dia também recebi.

Para mim, essa experiência no Seminário de Oyasato e no Besseki não foi apenas uma viagem ou a realização de uma atividade. Foi uma oportunidade de me aproximar ainda mais de Oyassama, dos ensinamentos e, principalmente, de compreender melhor o meu próprio papel dentro da fé que sempre fez parte da minha vida.


Palavras do Fiel Gustavo Toledo sobre o retorno a Jiba


Depoimento do Fiel Gustavo Toledo realizada na Cerimônia Mensal de Setembro de 2026

Eu regressei a Jiba em julho, e poder fazer a reverência em frente ao Kanrodai, também fazer a reverência em frente ao altar de Oyassama, tudo isso foi muito legal e uma experiência muito boa. Fora isso, também tive a oportunidade de tocar gagaku na igreja mor, e fazer reverência nas igrejas superiores. O Hinokishin tai da Associação dos Moços também foi muito gostoso, foi um pouco puxado, mas foi muito bom. E foi ótimo ver a equipe de Mogi ganhar ouro na apresentação de Koteki em Jiba. 

Muito obrigado.


Dia da Divulgação

Regresso a Jiba

Encontro da Associação Feminina

Depoimento da Fiel Miwa Ishii

Depoimento da Fiel Lissa Nakamura


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

INFORMATIVO Nº 281 - AGOSTO DE 2026

 

Cerimônia de Agosto

Muito bom dia a todos.

Como disse na dedicatória, no mês de julho regressaram várias pessoas, e dentre elas, a Miwa, Lissa, e Gustavo receberam o Dom do Sazuke. E a Emy Anzai assistiu as primeiras preleções do besseki. 

Neste regresso, como muitas pessoas participaram de vários eventos de acordo com a idade, havia duas, três atividades sendo realizadas juntas. E o responsável do alojamento deste mês faria a locomoção das pessoas até o alojamento em que seriam realizadas as atividades. Mas como o responsável deste mês era eu, e eu não tenho habilitação no Japão, tivemos que pedir favores para muitas pessoas. É incrível como Deus-Parens deixa tudo preparado para nós. 

O meu cunhado, o marido da Lie, fez muitos favores, e quando não havia ninguém, a Rieko, a esposa do Mitiharu, que ninguém sabia que tinha habilitação japonesa, nos surpreendeu, dirigindo até van, e levando malas e pessoas para outros alojamentos. 

Recebemos inúmeras ajuda de muitas pessoas, inclusive da condutora e do condutor da igreja superior, Inmutsu e Imba, que deixaram preparados os documentos para que todos pudessem fazer os seus respectivos cursos. 

O regresso a Jiba deste mês foi algo maravilhoso como sempre. E em outubro ainda irão regressar muitas pessoas, inclusive algumas para cursarem o Curso para formação de condutores de Igreja, e outras para reverenciarem a grande Cerimônia de outubro. 

No mês que vem traremos alguns relatos dos regressantes de julho.

Hoje eu gostaria de comentar o episódio 173.  Todos os Dias São Bons

Oyassama ensinou a Naokiti Takai:

“Não há um dia que seja ruim. Todos os dias são bons. Costuma-se escolher os dias, por exemplo: para tratar de casamento, para celebrar a colocação da última viga numa construção. Porém, o melhor dia é aquele em que todos estejam animados.”

Dia primeiro Iniciar.

Dia dois    Abundância.

Dia três         Nutrir. 

Dia quatro Felicidade.

Dia cinco As providências brotam. 

Dia seis         Assentam-se as seis providências.

Dia sete         Nada há a se preocupar.

Dia oito         Estende-se para as oito direções. 

Dia nove O sofrimento desaparece. 

Dia dez         Suficiência.

Dia onze Iniciar suficientemente. 

Dia doze Suficientemente abundante. 

Dia treze  Nutrir suficientemente.

(Assim sucessivamente)

Dia vinte  Suficientemente abundante, abundante.

Dia vinte um Iniciar suficientemente abundante.

(Assim sucessivamente)

Dia trinta  Suficientemente abundante, abundante, abundante.

Trinta dias são um mês. Doze meses são um ano. Durante um ano, não há um dia que seja ruim.

No Japão há uma crença popular chamado de Rokuyou. Essa crença foi trazida da China e se espalhou pela sociedade no início do ano de 1600 mais ou menos. Por exemplo: para marcar o dia do casamento, escolhe-se um dia denominado tai-an e evita-se o dia butsumetsu. Para fazer o funeral, evita-se o dia tomo-biki, porém não tem nenhum fundamento, sendo somente uma tradição e costume popular. 

Oyassama ensinou que o melhor dia é aquele que o espírito está animado.

No nascimento do primeiro filho, uma amiga, estava torcendo e falando que ele deveria nascer no dia 20 de junho, porque segundo o calendário não me lembro bem, se era budista, ou de alguma outra crença, dizia que o dia 20 de junho seria um dos melhores dias daquele ano de 1997. E se não me engano segundo este calendário, existem apenas 2 ou 3 melhores dias do ano. E ele nasceu exatamente neste dia, com todos os atrasos, até parecia que estava esperando o dia certo. Mas como dissemos antes, na Tenrikyo, todos os dias são bons, e o importante é que todos ficaram contentes.

Deus-Parens concede-nos a sua proteção onipotente quando atingimos a união de espírito (itte-hitotsu). Por mais numerosos que sejamos, se faltar a razão a essa união, não poderemos ser aceitos por Ele. Nós, seres humanos, podemos viver verdadeiramente com espírito alegre e animado se unirmos mutuamente o nosso espírito à razão do único caminho e respeitarmo-nos e auxiliarmos uns aos outros. Aqui, a realização da vida plena de alegria e felicidade será atingida.

“Unam o espírito e construam o caminho promissor. Devem mostrar ao mundo para que todos admirem: Aquele sim, é o caminho verdadeiro.”

Ind. Divina 6 de setembro de 1902

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos

Homenagem aos idosos


INFORMATIVO Nº 280 - JULHO DE 2026

 

Reverência na Igreja Mor

Olá, bom dia a todos, para quem não me conhece, meu nome é Kichio Ishii. Hoje fui convidado para conduzir a palestra do mês de Julho. 

Gostaria de falar de um assunto que tenho pensado há algum tempo e talvez seja o principal motivo pelo qual todos estamos aqui hoje, estou falando da Fé… Hoje queria refletir sobre esta palavra, andei pesquisando um pouco e gostaria de compartilhar e peço a atenção de todos por alguns minutos.

No dia a dia, usamos a palavra fé de forma automática, mas seu significado é bastante interessante, a origem também é muito legal, a palavra fé se origina do latim Fides, desta palavra se derivou em várias outras que conhecemos no nosso dia a dia como: fidelidade, fiel, fidelizar, no mundo das finanças e bens já devem ter ouvido: fiduciário, fiança, fiador, e quando algo é sigiloso, um segredo ou algo íntimo, utilizamos as palavras: confidencialidade, confidencial. A palavra está muito relacionada à credibilidade e previsibilidade.

Basicamente a fé é crer, acreditar em algo, ter certeza. Mas, a fé tem um sinônimo bastante forte e poderoso que é a confiança. Em latim é Confidere, que significa "ter total confiança" ou "depositar grande fé".

Ter fé é, essencialmente, o sentimento de depositar confiança em algo ou em alguém. E a confiança precisa estar presente em tudo: na família, nas amizades, no trabalho e também no espaço público. Não pode ser exigido ou comprado, é um processo, uma construção nos relacionamentos.

Exatamente por ser um sentimento poderoso é que é imperativo que ela seja usada de forma muito responsável, vemos diversos líderes usando a fé de forma a manipular as pessoas, é preciso muita integridade para utilizar a fé.

Sobre a confiança, gostaria de contar uma história do meu pai. Meu Pai nasceu no Japão e ainda quando jovem aprendeu o ofício de relojoeiro trabalhando numa fábrica de relógios, subsidiária da Seiko. Tem uma história que o pai dele meu avô oferendou a igreja todo o salário de 1 ano dele desta empresa e o meu pai não reclamou, Confiou no julgamento do pai e continuou trabalhando sem ganhar nada. Mais tarde ele imigrou ao Brasil, inicialmente veio para Bauru trabalhar na lavoura, depois de um tempo se mudou para Mogi das Cruzes. Trabalhou numa indústria chamada Howa, mais tarde resolveu empreender e abrir uma oficina de relojoaria na própria casa, no início teve muita dificuldade e ia de bicicleta na vizinhança para oferecer o serviço, contudo, relógios eram um bem de valor na época e as pessoas não confiavam em deixar com um desconhecido, assim meu pai deixava a sua bicicleta como garantia, para levar o relógio para consertar. Mais tarde depois de muito esforço conseguiu adquirir uma Loja já existente em Mogi das Cruzes e sabem qual era o nome desta loja, por coincidência ela se chamava AConfiança.

Quem se interessar em saber mais sobre esta história vocês podem ler no livro 20 anos de Tsu Hakuryu.

Na fé existe um paradoxo interessante. Certo dia meu filho chegou da escola e disse: “Papai, minha professora de ciências falou que tudo que não podemos provar cientificamente é considerado fé”. 

Ela está certa. A ciência precisa de prova, evidência. Se não conseguimos comprovar algo pela lógica e pelo método, isso é apenas suposição. 

Mas aí está o paradoxo: para a fé existir, ela não pode ter prova imediata. Se você consegue provar algo cientificamente ou matematicamente ou ver com os próprios olhos, a fé deixa de existir e dá lugar à verificação.

Vou dar exemplos:

Se alguém diz que está chovendo e você vai até a janela conferir, isso não é confiança. É verificação, conferência.

Se num relacionamento você sente necessidade de olhar o celular do parceiro para buscar mensagens, isso não é confiança. É desconfiança, insegurança.

A verdade é que é impossível viver a vida sem confiança. 

Pensem na viagem ao Japão que muitos de nós estamos planejando. Apesar de passarmos meses preparando tudo. Mas quando entramos no avião, não verificamos a manutenção da aeronave, não conferimos quem é a tripulação, não temos o controle sanitário da comida. Não temos controle sobre conflitos no Oriente Médio ou sobre as condições climáticas para voo de aeronaves. Nós apenas sentamos na poltrona e confiamos. 

Percebemos que não controlamos a maior parte do que acontece na nossa vida.

O mesmo vale para o banco. Trabalhamos a vida inteira, depositamos nossas economias e recebemos em troca apenas números numa tela ou um pedaço de papel. Temos que confiar que o dinheiro está lá.

Lembro de uma cena de uma série sobre narcotráfico. O traficante tinha montanhas de dinheiro e precisava enviá-lo para os paraísos fiscais. Mesmo depois do depósito feito, a desconfiança dele era tão grande que ele viajou até o outro país, entrou no banco e exigia ver as cédulas físicas. Ele não entendia o sistema de crédito, o sistema fiduciário como disse no início. Só acreditava no que podia ver e tocar.

Muitas vezes agimos assim com a nossa espiritualidade. Queremos ver para crer. Mas talvez a verdadeira fé seja o oposto: é crer para ver.

Tem uma passagem na vida de Oyassama em que uma certa pessoa indagou a Oyassama. “Existem muitas pessoas neste mundo que dizem que Deus não existe. Como é Deus?”

Oyassama explicou da seguinte maneira: 

 "Se disserdes que existe, existe; se disserdes que não existe, não existe; pois Deus é a imagem que se vê na graça concedida ao pedido realmente sincero."

Confesso que, quando ouvi pela primeira vez, achei a resposta insuficiente. Esperava uma prova concreta, cabal. Hoje entendo a sabedoria dessas palavras. 

A relação com Deus é de confiança e de fé. É uma certeza sem verificação. É descansar na confiança, porque não controlamos tudo que acontece no nosso cotidiano e necessitamos sentir seguros e de estarmos amparados.

A fé se transforma principalmente em momentos de crise, seja de saúde ou circunstancial. A fé coloca a crise em perspectiva, porque reconhecemos que não temos domínio de boa parte da vida. A fé ajuda a encontrar sentido na dor, compreendendo que o sofrimento faz parte de um processo de amadurecimento e transformação, dentro de um contexto maior, e diminui o impacto do sofrimento.

Era isso que eu tinha a dizer hoje. Que hoje possamos sair daqui exercitando menos a nossa necessidade de controle e mais a nossa capacidade de confiar.

Muito obrigado.

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Koteki do Tsu Hakuryu recebe Ouro em Jiba

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Regresso a Jiba com muitas pessoas

Gustavo recebe o Sazuke

Miwa e Lissa recebem o Sazuke

Último Hinokishin nas lápides dos antepassados antes do retorno

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Muitos Hinokishin

Fazendo a reverência na Igreja Inmutsu

Fazendo a reverência na Igreja Inmutsu

Foto com Shimbashira

Curso de Doutrina no Nordeste Hoyo

Encontro com o Primaz anterior

Koteki do Brasil ganha Ouro


INFORMATIVO Nº 279 - JUNHO DE 2026

Visita do ex condutor da Igreja Lima, Reverendo Hachiya e sua esposa


Muito bom dia a todos.

Hoje eu gostaria de comentar o episódio 172, com o título, “Arrependimento de Vidas Anteriores".

Havia uma moça, em Sakai, filha de um comerciante de algas marinhas que tinha o mau hábito de tomar as coisas alheias e os pais vieram consultar Oyassama, que lhes disse:

“Isso é predestinação de vidas anteriores. Não é sua filha que está praticando. Os pais é que deixaram feito em vidas anteriores.”

Os pais ficaram profundamente arrependidos e receberam uma magnífica graça.

Imagina-se que esta filha tivesse mais ou menos 15 anos de idade. Está sendo explicado que são as manifestações das sementes que foram plantadas pelos pais nas vidas passadas.

Este episódio nos mostra como devemos refletir sobre assuntos que geram incômodos para nós. 

Muitas vezes, quando temos algum problema, sempre queremos encontrar a culpa nos outros. Neste caso em que a filha roubava coisas alheias, os pais se incomodavam muito com isso, e desejavam que a filha parasse com isso. E pela visão de qualquer pessoa “normal” o problema é a filha.

Exemplos do Reverendo Kontani.

Certo dia o marido de uma família respeitável foi a igreja do reverendo Kontani, e disse: “Desejo a recuperação de meu filho porque não consegue falar.” Então, o condutor disse: “Deus-Parens salva qualquer doença, se o arrependimento for sincero. Deus-Parens aceitará a sua sinceridade e salvará seu filho. Será que você não se lembra de ter feito alguém se calar?” O homem respondeu que não se lembrava de nada disso. O condutor insistiu dizendo: “Volte para a sua vila e pergunte aos mais velhos se algum antepassado seu não cometeu uma coisa parecida.” Depois de 2 ou 3 dias, voltou à igreja e disse: “realmente, havia acontecido tal caso em minha família” e contou o seguinte: Por muitas gerações a família foi administradora do povo da vila. Certo dia, uma pessoa cometeu um roubo, mesmo sabendo das drásticas consequências que sofreria se fosse capturado. Entretanto ele tinha suas razões, que eram sérios problemas de dinheiro e comida. Na época, havia um regulamento que a pessoa era expulsa da vila se cometesse um roubo, mas ele, chorando, pediu perdão, prometendo fazer tudo o que o administrador da vila mandasse. Então, foi quando ele foi obrigado a prometer nunca mais falar com ninguém pelo resto da vida. E viveu isolado e muito triste. O condutor ouvindo essa história, disse: “Vá até o cemitério dos antepassados daquela pessoa e peça perdão de todo o coração.” Imediatamente, saiu e foi fazer o que tinha-lhe dito. Ao chegar em casa encontrou o seu filho falando. 

Isso nos mostra como realmente é importante conhecer a nossa predestinação.

Com um simples pedido de perdão, talvez as pessoas não eliminem totalmente o rancor que sente por uma pessoa, mas graças a isso, os antepassados se alegram e ao mesmo tempo Deus-Parens também se anima e concede a sua graça e assim, a pessoa poderá reunir forças para limpar toda a sua predestinação.

Muitas pessoas não sabem que tudo que se faz neste mundo volta para si mesmas, e fazem com maior naturalidade mesmo as coisas mais erradas. Isso é mais perigoso que o crescimento dos juros da dívida: quanto mais o tempo passa, mais se multiplica.

Nenhum ser humano conhece a predestinação das vidas anteriores. Porém, sabemos que ela existiu. Deste modo, apesar de não conhecermos as vidas passadas, ela é mostrada através dos fatos que acontecem na vida atual. Isto se deve ao amor parental de Deus-Parens e também ao trabalho de Oyassama eternamente viva. Mesmo não conhecendo o passado e nem o futuro, se refletirmos sobre ontem, hoje e amanhã, poderemos compreender sobre a predestinação. 

Exemplos do Reverendo Miyoshi.

O pai estava tendo problemas com seus dois filhos e foi consultar o reverendo. Uma criança foi recusada numa escola e por longo tempo não ia a escola por problemas neuróticos. E o outro filho se envolveu num acidente e podia ser processado.

O reverendo perguntou se havia algum problema com os pais, e ele disse não se dava bem com o sogro quando ele bebia. Quando não bebia, era uma pessoa bastante amável e boa. Mas quando bebia, insultava o genro falando coisas indevidas. 

Ouvindo isso, o reverendo disse, “Isso é a causalidade da vida passada. Nesta vida está acontecendo exatamente o contrário, ou seja, você era o sogro e o sogro era o genro que entrou para a sua família. E houve uma união sexual ilícita com a esposa dele, ou seja com a sua filha. E isso o fez sofrer muito. Por isso nesta vida você tem que passar por isso. A partir de agora dedique ao seu sogro mesmo nos momentos em que ele disser coisas indevidas. Se fizer isso os problemas dos seus filhos vão se solucionar”. 

Mas mesmo falando que era da causalidade das vidas anteriores, não era uma coisa fácil de se aceitar, e isso não entrava na cabeça desta pessoa. E não compreendia a razão. 

Passado algum tempo, a sua esposa teve um problema nos olhos, e consultando um médico, foi informado que com uma simples cirurgia ficaria boa. E quando fez o exame de sangue para aplicação de anestesia, descobriu que o seu organismo é muito fraco para a anestesia. Foi quando o medico lhe explicou que o sangue dela é decorrente de um incesto (uma união sexual ilícita) de 3 ou 4 gerações atrás. O marido levou um susto, e percebeu que era exatamente o que o reverendo havia dito. Então acreditando nas palavras do reverendo, agora mesmo levando bronca, não se zangava, pois pedia perdão pelas atitudes da vida passada. Passando os dias assim, o sogro parou completamente de falar mal e criticar o genro, e conseguiu dedicar de corpo e alma ao sogro.

Então o filho que não frequentava a escola, começou a ir a escola animadamente, e a situação do outro filho que havia cometido um acidente, foi solucionado com a vinda dos pais da vítima, falando que, não é porque processou, que a saúde do seu filho se reestabeleceria. E que não desejava destruir a vida de outra pessoa com processos.

Desta forma, mesmo achando que o sogro é que está errado, se estamos sendo prejudicados por alguma razão, é em razão da predestinação das vidas anteriores. 

Quando se reflete numa mudança do fundo do coração, e se dedica com sinceridade, com certeza se recebe as providências de Deus-Parens. 

Visita do condutor da Igreja Mor Nakane

Visita do ex condutor da Igreja Lima, Rev Hachiya e sua esposa

Douglas tocando gagaku na cerimônia de posse (Igreja Paulista)