A IGREJA

R. Jose Virgilio da Silva, 392 Vila Jundiai - Mogi das Cruzes - SP

sábado, 28 de março de 2026

INFORMATIVO Nº 276 - MARÇO DE 2026

 

DEPOIMENTOS DAS PARTICIPANTES DO CURSO DE FORMAÇÃO ESPIRITUAL - SHUYOKAI

MIWA ISHII

Depoimento da Fiel Miwa Ishii
Bom dia a todos.

Hoje vou falar um pouco sobre o que senti cursando o shuyokai e as minhas experiências. 

Como eu nasci dentro da religião, então, por muito tempo, eu praticava tudo por costume. Eu fazia porque sempre fez parte da minha vida, mas sem refletir profundamente sobre o significado dos ensinamentos.

Quando passei 28 dias no Dendotyo, estudando e convivendo mais intensamente a rotina da igreja, percebi que aquela experiência seria diferente. No começo foi desafiador: nova rotina, responsabilidades e convivência constante com outras pessoas. Mas aos poucos entendi que tudo aquilo estava me ajudando a crescer.

Os ensinamentos que aprendi durante o curso me fizeram olhar mais para dentro de mim. Comecei a refletir mais sobre minhas atitudes, meus pensamentos e minhas intenções. Percebi que viver a fé vai além de participar das atividades — é praticar os princípios no dia a dia.

Nesse período também aconteceram alguns acidentes que marcaram muito a todos nós, cerca de três pessoas acabaram ficando em cadeira de rodas. Foi uma situação delicada, que trouxe muita reflexão. Senti que talvez fosse um alerta de Deus para refletirmos se estamos realmente seguindo o caminho certo e agindo de acordo com os princípios de Kamisama (Deus). Isso me fez amadurecer e analisar mais minhas escolhas.

A convivência também me ensinou muito. Aprendi a ter mais empatia e paciência, entendendo que crescer na fé também é saber conviver melhor com as pessoas.

Mesmo assim, eu sei que ainda tenho muito a aprender. Esses 28 dias não me fizeram saber tudo, mas despertaram em mim a vontade de continuar me aprofundando e vivendo minha fé de forma mais consciente.

Muito obrigada.


LISSA NAKAMURA

Depoimento da Fiel Lissa Nakamura

Hoje eu vou compartilhar com vocês a experiência que eu tive vivendo por 28 dias no Dendotyo fazendo o curso Shuyokai 

Na verdade, antes de ir para o Shuyokai eu fiz outro curso, o Gaku. Então, antes de chegar no Dendotyo, eu estava com muito medo, estava muito apreensiva também de ir para lá, porque na verdade não seriam apenas 28 dias, seria mais de um mês convivendo com as mesmas pessoas, tendo um ritmo muito diferente do meu dia a dia. Principalmente por ter sido nas férias naquela época, já que nas férias nós costumamos acordar mais tarde (entre 9 e 12 horas), mas lá não, era necessário acordar às 4h50 para conseguir levantar e ir para o Shinden às 5h30, que é o horário do Otsutome.

Mesmo assim, foi uma rotina muito agradável. Ver o esforço dos outros me motivava a me esforçar também. Outro medo que eu tive foi de não conseguir conversar com as pessoas, não conseguir socializar com o pessoal de lá ou acabar acontecendo alguma coisa ruim durante o curso. Mas, graças a Deus, deu tudo certo e praticamente nada de ruim aconteceu, tirando o fato de que umas três pessoas precisaram usar cadeira de rodas e também houve muitas pessoas doentes.

O Kimura Sensei, um dos professores do Shuyokai, explicou que ter tantas pessoas com enfermidades na região da perna não era apenas coincidência. Ele disse que, se havia tantas pessoas com o mesmo problema, era importante que todos nós refletíssemos sobre os sentimentos e pensamentos que estávamos tendo durante o curso. Esse foi um dos ensinamentos que mais me marcou no Shuyokai.

Outro ensinamento que me marcou bastante foi o do Innen (predestinação). Ver os professores explicando sobre como cada coisa que já aconteceu na nossa vida foi o que Kamisama (Deus-Parens) predestinou para nós é algo muito profundo de se pensar. Oyassama disse que a predestinação está relacionada com a nossa vida passada, que nós plantamos para depois colher. Toda vez que eu penso nisso começo a refletir sobre como está a minha vida agora: coisas boas e coisas ruins que já me ocorreram até o momento.

Na verdade, eu gosto de pensar mais nas coisas boas que já me aconteceram, até porque a maioria delas são boas. Isso me faz refletir novamente: para minha vida ser tão tranquila e tão agradável, talvez eu tenha sido uma boa pessoa na minha vida passada, pelo menos eu espero.

E por eu estar vivendo uma boa vida agora, eu apenas gostaria de agradecer a Deus-Parens e a Oyassama por terem me colocado em um lugar tão bom, com pessoas tão boas ao meu redor. 

Muito obrigada.


PALAVRAS DO CONDUTOR DA IGREJA REVERENDO JOSÉ KATSUMI ISHII

Palavras do Condutor da Igreja Tsu Hakuryu Rev José Katsumi Ishii

Muito bom dia a todos. 
 
Estamos terminando com bastante ânimo, a Cerimônia de março, e neste mês agradecendo as palavras das meninas que cursaram o Curso de Formação Espiritual, o shuyokai do Brasil. Muito obrigado.

Hoje gostaria de comentar o episódio 169 "Deve Ficar Muito Bem" sobre Oyassama

Oyassama já bastante idosa, disse a Hissa Kajimoto que lhe servia sempre perto:

“Se houver algo que deseje, peça-me.”

E ainda,

“Se houver algo que deseje comprar, traga dizendo que o comprou para a vovó.”

Certa vez, Oyassama adquiriu um corte de tecido vistoso de um vendedor ambulante. Estendeu-o no seu próprio ombro com sorriso, dizendo:

“Isto deve ficar muito bem em mim, não?”

E concedeu-o a Hissa dizendo:

“Isto é para você.”

Numa outra ocasião, comprou uma presilha com pequenos corais de um artesão de conchas que viera de Nagasaki. Desta vez também, prendeu uma vez nos seus próprios cabelos, afirmando:

“Isto deve ficar muito bem.”

E entregou-a a Hissa dizendo:

“Dou isto para você.”

Desta forma, Oyassama adquiria os objetos como se fossem para si e depois dava-os para os outros. Nota-se nessa atitude a sua preocupação para que as pessoas não se incomodassem. Todos ficavam profundamente emocionados com os presentes cheios de amor recebidos de Oyassama.
Essas presilhas eram feitas da couraça de uma espécie de tartaruga do mar.

Quando o Shimbashira sama veio para a nossa igreja, nós queríamos recebê-lo da melhor forma possível. Então compramos um jogo de sofá para colocar na sala. E passado alguns anos, os sofás já estavam bem surrados. Foi quando resolvemos reformar o sofá que o Shimbashira sama sentou. Na realidade ficaria mais caro do que comprar um novo, mas o sentimento de que foi sentado por ele, essa alegria, ficará para sempre. 

Receber algo que foi usado pelo menos uma vez por Oyassama significa receber uma lembrança dela. E esse sentimento é muito ótimo. 

José Katsumi Ishii